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I may not have a dime, but I got street savoire faire. // Mundungus&Mary
Estava tentando manter uma postura confiante, mas sentia que estava falhando miseravelmente naquele quesito. Para qualquer um que olhasse era obvio que ela não costumava a frequentar lugares como aquele, sendo assim apenas estava torcendo para que Mundungus Fletcher aparecesse o mais rápido o possível, pois quanto mais rápido fizesse sua compra — apesar de não ter uma ideia concreta do que estava procurando — mais rápido poderia voltar para sua casa, que por mais que fosse bastante pequena e simples também era um dos lugres em que ela mais gostava de estar quando não estava em seu trabalho ou em algum café lendo um livro e tomando um delicioso chocolate quente. E estando ali naquela parte da cidade definitivamente estava sendo algo novo em sua rotina, que normalmente não tinha lá muitas coisas emocionantes exceto quando chegava um caso complicado no St. Mungus, então ao mesmo tempo em que sentia um pouco de vontade de retornar para sua casa também estava se sentindo levemente emocionada com aquela aventura que tinha encontrado. — Muito obrigada por ir cham… — interrompeu soa frase pela metade ao perceber que desde o início ela estava falando com o próprio Mundungus Fletcher em pessoa, e não alguém que trabalhava para ele ou algo do tipo. Com o capuz ficava difícil o reconhecer, e mesmo que conseguisse ver suas feições ela tinha suas dúvidas se iria reconhece-lo, pois em Hogwarts ele era alguns anos mais velhos e era de uma casa diferente, e muito menos frequentavam os mesmos ciclos sociais. Lembrava-se que muitas vezes o nome dele era associado a algum tipo de problema e confusão, já Mary passava longe desse tipo de coisas e nunca tivera muitos amigos na época da escola. — Achei que nunca iria te ver — comentou o cumprimentando logo em seguida, da mesma forma que fazia há anos atrás quando se esbarravam pelos corredores do castelo.
Já tinha uma ideia do que falar o que queria para Fletcher, mas mudou de ideia quando ele sugeriu que fossem ao escritório dele. Assim era melhor, teriam mais privacidade para conversarem. Tinha uma breve ideia como aqueles negócios podiam ser arriscados e para aquele dia de hoje ela não pretendia acabar tendo problemas com os Aurores ou qualquer outro tipo de autoridade do mundo bruxo, mas se bem que a partir do momento em que ela teve a ideia de se encontrar com o ex-slytherin já era algo arriscado, e agora que estava ali já não tinha mais volta. Se algum problema acontecesse ela teria de lidar com ele de forma madura, e ela achava que eram mínimas as chances de acabar sendo presa por comprar mercadorias de origem duvidosa visto que muitos faziam isso. E muitas pessoas que iam até Fletcher tinham conseguido o que procuravam, fora até mesmo um dos seus pacientes que havia indicado o nome do bruxo para ela o procurar, então ela podia deixar toda a sua preocupação de lado. — Estou procurando algo para dar de presente para uma pessoa — tentou dizer aquela frase com confiança, como se realmente estivesse em busca de um presente para alguém quando a realidade era um pouco diferente e ela não sabia como dizer a verdade para o homem.
Fletcher franziu o cenho diante da revelação da moça, com certo ceticismo. Esperava algo mais inusitado. – Um presente, huh? – Repetiu as palavras dela como se as analisasse e ainda não pareciam convincentes na sua voz. – Que tipo de presente? – Inquiriu, encorajando-a a dar mais detalhes. Precisaria de mais detalhes e esperava que ela não desse para trás, mas a ansiedade era visível na linguagem corporal da antiga colega e Mundungus já tinha lidado com compradores relutantes antes – eram relativamente fáceis de identificar. Pessoas que simplesmente não estavam habituadas a recorrer à gente como ele e temiam atravessar para o outro lado da lei com uma passagem só de ida. Ou até parar em Azkaban, para os mais pessimistas. Mas se ele estava nessa vida há... bem, há uma vida, e ainda não tinha ido parar na prisão bruxa, clientes eventuais não deveriam se preocupar. Era uma possibilidade muito remota. O departamento dos aurores e de Magical Law Enforcement andavam ocupados com assuntos mais imediatos.
– Uma Poção do Amor? Sangue de unicórnio? Ovos de algum animal específico? Peruvian Powder? Penas negras, talvez? – Especulava em voz alta, contando com os burburinhos a sua volta para abafá-la. Não queria chamar atenção para si, mas ao mesmo tempo não poderia ficar aos sussurros se esperava que Hopkins o escutasse. – Talvez eu deva fazer algum tipo de portfólio. Facilitaria um pouco as coisas. – Observou, falando mais consigo mesmo do que com Mary. E então deu três tapinhas sobre a mesa, voltando a fitá-la. – Vamos lá, não tem nada em mente? Você não espera que eu acredite que você não tem nada em mente né? Ninguém vem até mim sem nada em mente. – Tentou apressá-la. – C’mon, Mary, gimme something here. I’m not a bloody legilimens, y’know...
[Flashfoward] Smooth criminal || Sean, Mundungus and Charlotte || July 78
Sean já estava cansado daquilo. Se ainda fosse a primeira vez que encontrasse aquele sujeito, até poderia pensar em uma outra solução para a confusão toda, mas não era a primeira. Era a segunda, fora que já tinha encontrado-o outra vez fora dali, e discutido com o homem. Era evidente que não tinha prestado atenção no que Sean havia lhe falado, pois se tivesse, nunca mais colocaria os pés naquela casa de novo. E vendo-o ali, na casa de Charlie, quando já o pegara roubando uma outra vez, deixou o Ogden extremamente irritado. Se Charlie visse aquilo… Ela provavelmente surtaria, iria brigar tanto, mais ainda do que ele estava fazendo. Aquele sujeito não poderia sair dali sem que Sean colocasse aquela história toda a limpo.
Não aguentava ais ouvir as desculpas do homem, como se ele não fosse o culpado ali. Ele estava insinuando que Charlie havia deixado-o entrar? Era isso mesmo que tinha escutado? Não envolve invasão de domicílio, se não tinha invasão, qual o motivo dele estar ali? A mente de Sean girava enquanto olhava para o Fletcher, algo dentro de si sabia muito bem que ele não era um bom homem, que sempre tinha algo para escapar, sempre dava um jeito. E era exatamente por isso que estava com a varinha em punho, se ele se atrevesse a correr dali, ele mesmo executaria o feitiço antes das autoridades chegarem.
— Não vejo como resolveríamos isso sem envolver mais gente. Essa não é a primeira vez que você faz isso, e se eu não envolvê-los, sei que voltará para roubar minha irmã. — encarou o homem a sua frente, com uma expressão de quem tinha poucos amigos. — O que quer de nós? É porquê temos dinheiro? É isso que você quer para deixar-nos em paz? — se fosse isso, ele poderia muito bem resolver. Uma boa quantia, para deixá-lo longe dali, e quem sabe nunca mais o encontrar. — Talvez você se sinta como uma celebridade do crime agora. Não vou sujar minhas mãos com você, acha que não conheço esse truque? Eu te machuco e o processo acaba caindo sobre mim. Não se preocupe com isso, os negócios logo não existiram mais — a raiva tomava conta de si, e era claro que queria bater naquele homem, mas uma voz dizia para que ele não fizesse isso, só o traria problemas, era claro que traria.
Ogden já tinha sacado a varinha, o que nunca era um bom sinal. Duelos não eram bem o seu forte e se pudesse evitá-los, evitaria. – Peraí, cara, abaixa isso aí... Vamos conversar... – Suplicou, erguendo a mão num gesto pacificador. Havia partes suas muito mais frágeis do que seu orgulho portanto não se importava em sacrificá-lo primeiro. As demais palavras do primogênito dos Ogden o trouxeram certo alívio. Talvez pudesse sair daquela sem nenhum arranhão, afinal. – Né? Pra que sujar suas mãos? Não vale a pena. – Concordou, ainda recuando alguns passos em uma postura defensiva. Abrir o jogo sobre seu relacionamento com Charlotte não era uma opção viável. Ele jamais engoliria. Nem mesmo Mundungus parecia capaz de acreditar ainda embora “relacionamento” talvez não fosse a palavra adequada para definir o que eles tinham. De um jeito ou de outro era muito mais fácil acreditar que estava lá para levar algumas joias do que acreditar que era uma presença constante na cama - e na vida - da jovem herdeira. – Não estou aqui pra roubar sua irmã. – Era incrível o como não soava convincente embora essa fosse a mais pura verdade. As histórias que costumava inventar pros seus compradores pareciam mais plausíveis. – Tô aqui a pedido dela... Ela queria comprar uma mercadoria. – E agora que estava mentindo finalmente se sentia à vontade. Era coerente, Charlotte não seria a primeira nem a última pessoa rica a procurá-lo para pôr as mãos em algo que não poderia através das vias tradicionais. Era uma história mais fácil de digerir do que a verdade e Mundungus sabia disso.
– Mas olha, sei como resolver seu problema e o meu... se você pagar mais estou disposto a nunca mais pisar aqui... É tudo uma questão de oferta, entende? – Propôs, decidido a tirar alguma vantagem daquela situação. Não pretendia cumprir sua palavra, é claro, só teria que ser mais cuidadoso da próxima vez. Mas se podia ganhar alguma coisa com tudo aquilo, por que não tentar? Não era como se Charlotte pudesse ficar ofendida, era ela que o estava mantendo em segredo. Ele que devia ficar ofendido. – É só dar o maior lance, parceiro... Que deixo vocês em paz. Nunca mais vai ter que olhar na minha cara. O que me diz? – Esboçou um sorriso, o nervosismo evidente no lábio inferior trêmulo e em sua respiração descompassada. Já enfrentara centenas de circunstâncias parecidas e embora geralmente conseguisse disfarçar sua afobação bem o suficiente para que não se tornasse uma sentença de morte, sentia que dessa vez ela contaria a seu favor. Sean não parecia disposto a arrumar confusão – embora a raiva brilhando dentro de seus olhos parecessem contestá-lo – livrar-se do intruso o quanto antes parecia ser sua prioridade e dinheiro não era um problema pros Ogden. Com sorte, ele consideraria sua oferta.
Podemos é? E como sugere que façamos isso? É invasão de domicílio, aposto que ninguém nunca pegou você fazendo isso, por isso acha tão fácil, né?
Não vê motivo? Esta não é a primeira, mas sim a segunda vez que você faz isso. A primeira eu deixei passar, mas essa, essa não. Minha irmã vai dar graças a Merlin que eu o prendi, e a vizinhança não tem problema, resolvo isso depois. Ser o centro das atenções não muda muito, os vizinhos adoram uma fofoca, principalmente quando tem autoridades envolvidas. Talvez você se sinta como uma celebridade do crime agora. Não vou sujar minhas mãos com você, acha que não conheço esse truque? Eu te machuco e o processo acaba caindo sobre mim. Não se preocupe com isso, os negócios logo não existiram mais.
Ogden... Sean. Posso te chamar de Sean? Acontece que eu fui convidado, Sean. E não estou levando nada, pode me revistar. Pode dar uma olhada no lugar... Não tá faltando nada. Seja razoável.
O que temos para conversar? Nós já conversamos, e parece que o único que não entendeu, foi você.
Você vai conversar quando eles chegarem aqui, e assim tudo será esclarecido. Não envolve invasão? Então o que está fazendo aqui? Não é como se Charlie deixasse a porta aberta para pessoas como você virem aqui e assaltarem ela. Então, não, não me venha com papo furado para cima de mim, conheço muito bem o seu tipo.
Listen, mate...
Podemos resolver isso sem envolver mais gente. Não tem por que envolver as autoridades. Não tem motivo pra tanto. Não com um Zé Ninguém como eu, não é mesmo? Pense bem. Nem vale a pena. Vai assustar sua irmã à toa. Assustar a vizinhança. Chamar atenção desnecessária pra sua família e tudo mais... Você devem ter preocupações do tipo. Você quer me dar uma surra pra me ensinar uma lição? Vai em frente. Não vai ser a primeira vez. Só tenta evitar qualquer coisa abaixo da cintura, valeu? E se puder evitar o rosto eu agradeço também... Não é bom pros negócios.
Well, i don’t have enough time to teach you that. And i like my men with some knowledgement.So.. sorry for you.
Good, i like to hear you sounding so submissive.
Nah, I’m good.
I know you do. I know what you like and exactly how you like it, princess.
Quem deixou você entrar… Não, não, não, ninguém deixou, você entrou! Está aqui para roubar as coisas da minha irmã de novo? E ainda fica se fazendo de sonso? Por Merlin, deixe Charlie descobrir que você invadiu a casa dela mais uma vez, eu vou chamar os aurores, a polícia, não vai sair ileso dessa vez!
Calma, parceiro, vamos conversar...
É conversando que a gente se entende, não tem por que se exaltar, beleza? Tudo tem uma explicação e não envolve invasão de domicílio. Senta aí. Quer uma água? Tem cerveja amanteigada no congelador... Eu acho. Deve ter. É possível que tenha.
Actually, you need a lot of lessons, Fletcher. How to take a shower, how to dress, how to eat properly. I could stay all day listing things…
Not for you, for me. I don’t want you accusing me of anything or even saying my name. I want you dirty mouth away from my name.
But not how to fuck, huh? Though I can’t say I wouldn’t appreciate some practical lessons.
Sure. Whatever you say. Just do it, will ya? And I’ll keep my dirty mouth wherever you want it to.
Sabe Charlie, você não deveria deixar sua porta aberta, assim todos acab… O que está fazendo aqui?
What the?
--what it looks like... What does it look like?
At least i know how to say thank you. And the right answer is ‘you’re welcome’.
Finally we can agree on something. And i know some people in the Ministry, i can ask around about your, hm, problems with the law. And we can have a closure witha ll this.. this.
I so need lessons from you on how to be nice.
Huh, would you do that for me? Is that another way of saying “thank you”, princess? This one is nicer.
You’re so quick to judge. I’ve never said anything about your side in this messed up situation! I know who helped me, even though i’m not sure why. You’re the one who is accusing me of something.
Can you just shut your fucking mouth for a minute? Merlin! I’m just trying to say … thank you. For helping me. I have too much in my head right now to even think about screwing you, Fletcher. Don’t think you’re that important, ok?! If someone is after you, it’s not because of me. Maybe they finally discovered about your “business”.
I’m not sure why either.
Wow even when you’re thanking me you sound like an arse. Fine, I believe in you. I do. You’re too self-centered to fuck with me right now.
It Is your problem not mine, Fletcher. I have nothing to do with this. I have my own problems to take care and you are not one of them. I don’t know, i was there too, remember? They were trying to kill me, not you. Why did you help me? Why? I didn’t ask for you help, it was your choice to be there. Don’t try to blame me for this.
Are you even listening to me? You’re unbelievable! This is NOT about you, you are only the side effect. I am SORRY that you had a bad time with these guys, but it wasn’t me, Fletcher. I’m too busy trying to figure out who wants to kill me. Now if you excuse me.
I’m not blaming you. I’m just reminding you whose side I was on in case you couldn’t figure it out when I put my arse on the line for you.
Fair enough, I won’t bother next time. I-- I don’t even know why did this time, it was a stupid out-of-character decision and I regret it already. I wouldn’t be a person of interest now if I had just minded my own business and got the fuck out of there as fast as I could instead of hanging around to help someone who doesn’t give two shits about me so it’s not even like I can take advantage of that ‘cuz you don’t feel as if you were in debt with me.
I have no idea what you are talking about. Really, Fletcher. You should try to find another person to blame. As you already know, i’m just a victim, like you. I still don’t know what happened that day and why the hell they attacked me. But i have some men investigating this but nothing with the Magical Law Enforcement Patrol.
It’s the true, believing or not.
Eh, I find this hard to believe, princess. I don’t know many high society ladies. Why would they think I had anything to do with that bollocks? You don’t actually think I had something to do with that, do you?
You were there too. I helped you. Is that ‘bout the necklace? About that night?
Tell me about your secret life- Lucius M. & Mundungus F.
A calmaria tranquila da Mansão Malfoy seria temporariamente perturbada por algumas horas, e esse fato era visivelmente percebido pela movimentação dos elfos na sala de jantar e no escritório, e tanto Lucius quanto Abraxas apreciavam aquela movimentação. Ocorreu-lhe, quando ele trocava suas vestes e fazia uma rápida verificação de que todos os itens a serem comprados e encomendados estavam dispostos em uma lista minuciosamente escrita na caligrafia impecável de Lucius, que solicitar uma reunião em sua residencia com Mundungus Fletcher talvez não tivesse sido inteiramente sábio. Afinal de contas, ele não sabia muita coisa sobre o homem em questão, apenas relatos de terceiros sobre sua eficiência em serviços solicitados, e também porque mexeria já com a frágil rotina da casa. Ele olhou em volta com um pouco de culpa, mas não podia voltar atrás já que recebeu no dia anterior a confirmação de Fletcher. Estava aliviado que Narcisa havia ido pela manhã visitar Druela, assim ele poderia se concentrar melhor em seus afazeres, em busca do maldito livro raro que seu pai desejava e outras relíquias de bruxos antigos , e alguns simples artigos das trevas .
Levou apenas um momento para terminar de se arrumar. Seguindo seu caminho em direção à porta, ele considerou que o homem já deveria estar chegando. Ele já havia encontrado Mundungus algumas vezes antes, mas seu nome era um que era muito comum ouvir recentemente. Mundungus já tinha alguns negócios com seu pai,e apesar de Lucius preferir fornecedores mais sofisticados, seu pai insistia em ainda ter contato com o homem. O que Lucius achava arriscado pois apenas um deslize e ambos poderiam parar em Azkaban. Ele estremeceu com o pensamento da prisão. Ser enviado para lá, mesmo por apenas alguns dias… Ele não podia sequer imaginar como deve ser. Isso pareceu o mais terrível de tudo, ele pensou.
Resolvendo a não julgar o bruxo até que ele realmente o conhecesse, ele se aproximou da porta e desceu os degraus até o andar inferior. Ignorando o movimentodos elfos ao redor da biblioteca ele adentrou o recinto, se sentando na mesa de carvalho escuro passando os olhos nos documentos dispostos ali até que chegasse a hora de receber seu visitante.
Estava no lugar certo, Fletcher concluiu, aparatando em uma estradinha rural. Bastou uma espiada entre as grades do imponente portão de ferro que guardava a propriedade para certificá-lo de que chegara a seu destino. A mansão despontava, majestosa, do fim de um caminho ladeado por cercas vivas e de onde Mundungus estava mal dava pra ter noção de suas verdadeiras proporções.
Soltou um assobio, deslumbrado, tentando evocar a imagem que fizera do local de acordo com a descrição que recebeu e se dando conta de que era muito mais suntuoso do que poderia esperar. Era a primeira vez que visitava o casarão que pertencia aos Malfoy – e pode apostar que a sugestão tinha sido sua. Mantinha negócios com Abraxas há quase quatro anos, mas sempre se encontrou com ele em pontos de encontro estratégicos, nunca tivera a oportunidade de se convidar para sua residência. Até agora. Um misto de excitação e apreensão se apoderavam do rapaz.
Por um lado, imaginava que teria acesso a inúmeros itens valiosos, tudo ao alcance de seus dedos ágeis. Por outro, estava isolado no meio de lugar nenhum com uma família que apesar de seus modos refinados era igualmente conhecida pela falta de escrúpulos. Talvez não tivesse sido a melhor das ideias, afinal. Engoliu em seco, era tarde demais para voltar atrás.
Com alguma hesitação, Fletcher se aproximou da grade e, seguindo as instruções que Lucius Malfoy havia lhe passado previamente, sacudiu os portões. Observou, sem emoção, enquanto o ferro forjado se retorcia, desenrolando suas curvas e espirais até formar o desenho de um rosto que demandou em sua voz sombria e metálica:
– Informe seu objetivo.
– Uh... E-Eu... – gaguejou Mundungus, buscando no fundo da memória o que Lucius o havia orientado a dizer. – Tenho hora marcada com o Sr. Malfoy. – arriscou, a inflexão em sua voz mais próxima a de uma pergunta do que de uma afirmação.
E os breves segundos que se seguiram sem resposta foram tomados por Fletcher como um sinal de que não deveria ter vindo. Tinha sido uma ideia estúpida, afinal de contas. Talvez pudessem remarcar, dessa vez em algum lugar privado o suficiente para não atraírem atenção indesejada, mas público o suficiente para não se sujeitar a qualquer risco. Ajeitou a sacola maltrapilha sobre os ombros, pronto para seguir viagem quando os portões se abriram ruidosamente, não dando a ele muita escolha além de adentrar o terreno, caminhando pela aleia sem pressa, entre as altas sebes ornadas pelo que a princípio pensou ser estátuas de mármore dispostas aleatoriamente para só então perceber se tratarem de pavões albinos, voltando seus olhares curiosos em sua direção.
– Mas que porra...? – balbuciou, intrigado. O cenho franzido enquanto passava pelos animais. Se fosse rico como Malfoy pensaria em bichos mais intimidadores para afastar os intrusos. Mas depois de pensar um pouco a respeito, sorriu, zombeteiro. Pavões pareciam uma escolha apropriada para a estirpe de Malfoy. Uma luz dourada banhou o caminho antes que Mundungus sequer alcançasse a pequena escadaria que antecedia a soleira. Subiu o primeiro degrau e se sentiu acolhido pelo calor que emanava do interior da mansão em claro contraste com o vento frio do lado de fora. – Honey, I’m home.
Today I had an interesting morning, wanna hear ‘bout it? Basically I got my arse handled by the Magical Law Enforcement Patrol. They seem to be under the impression that I had something to do with whatever happened that day in the Festival. They got that information from a reliable source, a high society lady as they called her and let me tell you... they weren’t exactly nice about it and it wasn’t until I could barely walk that they were conviced that maybe I was telling the truth. You wouldn’t happen to know anything about that, would you?
You’re disgusting, Fletcher. But this is not a surprise for anyone.
But you know, try to take a shower, even for your kind a business … we know you live in the trash but you don’t need to smell like one.
Oddly enough, I’ve been told ‘bout that too.
I’ll make sure I steal one of your fancy perfumes next time I pay you a visit. Works for you, right?
You either owe me a hundred cookies or a really expensive bottle of vodka—your choice.
Hah, you’d think Charlotte’s arse would be a bit more expensive than that.
Why though, might I ask?