sorry i couldn’t be there for you, with @aloveworthmeltingfor
Era tudo familiar demais para que Astrid não sentisse um aperto no peito e um embrulhar no âmago.
Parecia sempre mais frio dentro do hospital como se ela pudesse congelar e virar os picolés que vendia à qualquer momento. Guardou as mãos no bolso do casaco e afundou o queixo no cachecol, procurando conforto nas vestes que não encontraria dentro no meio daquelas paredes brancas e luzes fosforescentes. Conhecia o procedimento de visitas, então foi fácil: deu o nome (que já estava registrado pelos anos anteriores), atualizou as informações e recebeu a pulseira que lhe permitiria acesso à ala psiquiátrica por um tempo limitado.
Enquanto caminhava, acompanhada de um médico que a observava pelo canto dos olhos, como se ela fosse fazer alguma coisa para perturbar a “paz” naquele silêncio horroroso, ela se viu estremecer. Mais uma vez, Astrid não fora capaz de ajudar alguém que amava a escapar daquilo. Por melhor que fosse a propaganda, a Sveen ainda via o hospital como uma espécie de prisão; e nem Orson, nem Emily, mereciam estar ali.
O homem abriu a porta do quarto assim que chegaram no final do corredor, dando espaço para a loira entrar e advertindo-a com a voz ríspida que ela teria exatamente trinta minutos. Astrid assentiu e esperou que ele fosse embora para, enfim, adentrar o cômodo. No momento em que ela encontrou a imagem do moreno na cama, o nó na garganta apertou. “Orson!” Exclamou, correndo na direção dele. Quase hesitantemente, como se tivesse medo de machucá-lo, ela envolveu o corpo do mais novo num abraço. “O que você tá fazendo aqui?”










