oie……..
hj a gente conversou sobre isso e ultimamente eu tenho percebido muito padrões meus que não repito com você. queria te contar.
acho que a distância foi um fator — agora tenho mais tempo pra processar como são as coisas longe, vendo à distância.
geralmente eu fujo. em todos os meus relacionamentos. tenho um super apego no início, e na primeira brecha longe, sinto vontade de fugir, de ir embora enquanto não sinto nada pra não correr o risco de eventualmente sentir e doer, sabe?
é um pensamento intrusivo, tipo quando você passa por um lugar alto e tem vontade de se jogar.
só que acaba que, estando longe, eu via as coisas com mais clareza e me dava um nó na garganta. não queria viver aquilo. de longe, todos os motivos eram claros.
mas vinha a presença, as coisas ficavam confusas de novo e eu me botava mais uma vez no mesmo barco. até a próxima oportunidade de desancorar. aí, fia… quando desancorava, eu tinha bem um senso de urgência pra me apressar e sair daquelas rotas.
o ponto não é eu não sinta esse impulso de querer fugir enquanto me relaciono com vc (inclusive acharia isso perigoso de ruim, pq é uma característica e dificuldade minha que eu repetiria independente de quem fosse a pessoa, pq é um padrão comportamental meu), mas o que acontece é infinitamente mais bonito (# na minha opinião):
quando o pensamento vem, ele não tem sentido nenhum.
eu não quero desancorar sem você. não quero minha vida sem que você esteja nela.
quero você no meu barquinho, eu no seu, a gente nos nossos, explorando a vida sendo bonita por aí e vendo tudo com amor. lembrando tudo com saudade.
quero ouvir suas histórias sobre o mundo e sobre a gente. reviver todos os nossos passos, discordar das cronologias, te beijar muito, te cheirar muito, te ter demais, e te abraçar e te engolir até nossos corpos dizerem por eles mesmos que o único tempo que fica é o de Kairós.
você é eterna pra mim e você é eterna em mim.















