** Lidos de Outubro | 2015 **
1 caveira para A Escrava Isaura e o Vampiro de Jovane Nunes (releitura do clássico Escrava Isaura de Bernardo Guimarães).
2 caveiras para A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça de Washington Irving.
Esses livros foram colocados juntos por dois motivos: o primeiro é porque são péssimos e o segundo é porque são lindos.
Darei apenas uma breve opinião sobre eles a seguir…
A Escrava Isaura e o Vampiro tinha tudo para ser uma releitura legal (porque eu gosto muito de vampiros), mas escorregou logo na sinopse* e continuou a capotar por todo o livro.
*Não me entendam mal, eu leio sinopses antes de comprar livros e também leio resenhas, mas esse passou batido, com certeza. Eu coloco todos os livros que acho legais ou conheço no carrinho de compras (faço elas online) e depois vou retirando os que não quero/não tenho interesse/são ruins desde a sinopse. Esse deve realmente ter passado batido em uma compra enorme (foi o caso).
Voltando ao livro…
Jovane Nunes já nos dá a idéia central da obra logo com a frase: "Muita gente pensa e até espera que um livro escrito por mim, Jovane Nunes, e que fale de uma escrava seja um livro de humor negro. Não! Isso é preconceito. Este livro é de humor afrodescendente (…)", contida na sinopse. Bem, "humor afrodescendente"? ~primeiro capote~ Sério?
Não haveria nada errado com uma releitura bem humorada, mas isso passou longe do que foi feito no livro. Achei-o cheio de preconceitos e só. O tom de sátira é pouco natural e… Eu poderia ficar aqui o dia todo apontado todas as partes que odiei nessa obra, mas, bola para frente!
Esse livro recebeu uma caveira somente pela edição bonita e porque não tenho avaliação negativa (poderia ser criada, pensarei nisso depois). Apenas.
A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça era uma das histórias que mais estava ansiosa para ler e acabei me decepcionando, não pelas minhas expectativas, mas porque o livro é fraco mesmo.
O livro DEVERIA contar a história… da lenda do cavaleiro sem cabeça (?), não é? Na verdade não é bem isso que acontece. Nós somos apresentados ao protagonista da história, um professor que está de passagem pela vila onde essa tal lenda é contada e bem, é só isso mesmo. O acompanhamos nos seus namoricos e pelas estradas que ele tem medo por causa do cavaleiro…
Da lenda mesmo essa história não trata e o protagonista é insosso e com uma vida pra lá de desinteressante. Ele encontra o cavaleiro, mas é uma passagem rápida que descreve a figura que já conhecemos: um homem que anda a cavalo (um cavaleiro?) sem a cabeça e ~de novo~ só.
Gostaria de saber sobre como a lenda começou mais a fundo (já que sua origem é citada rapidamente no livro), por isso as duas caveiras vão para a edição e para as ilustrações.















