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Eu te amo demais e sinto muito sentir todo esse turbilhão de emoções e sentimentos bons por você, você não merece. Não merece pq me fez acreditar em algo que você mesmo não conseguiu sustentar. A troco de que? Carência? Conforto? Pq suas atitudes só condiziam com as suas falas quando estávamos sozinhos? Pq você decidiu fazer isso comigo dessa forma abrupta? Como você ousou dizer que me amava se tinha a intenção de me machucar dessa forma? Você me conhece, foram mais de 4 anos convivendo, aprendendo, errando, acertando, amando... Todas as sensações, sentimentos, emoções que a convivência trás. Você não tinha o direito de me manipular exatamente como você fez meses atrás, me culpando e me machucando desse jeito pra massagear o seu ego. Talvez você nunca tenha noção do mal que me fez e do quanto eu te amei/amo apesar de tudo. Talvez o amor seja isso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Você foi o meu 1° grande amor, acho que você não sabe disso.
Não diria amor, amor é uma palavra que a gente não compreende direito, a gente confunde amor romântico, amor carnal , amor físico? Paixão, enfim.
A gente confunde várias coisas ao mesmo tempo, mas você foi alguma coisa.
Uma coisa que eu não soube muito bem lidar, explicar ou definir.
Mas você foi uma "primeira coisa" minha.
E foi a primeira vez que eu senti que uma calmaria e uma turbulência muito intensas, e muito divididas, com momentos muito específicos.
Você foi a pessoa que eu tive alguma coisa, que eu cheguei a ter alguma coisa. E essa alguma coisa significou, e ainda significa muito pra mim.
Ao mesmo tempo tivemos uns impasses, e somos pessoas diferentes. E somos pessoas.
E por sermos pessoas e ainda mais diferentes, é normal que haja esses impasses.
Enfim, o que eu senti por você foi um desejo quase gritante de ter seus pés lado a lado aos meus, em cada esquina onde eu passava.
Foi paixão louca, como dizem por aí.
Hoje eu não te vejo mais de outra forma, além de amor, amor e amor.
E quando digo amor, eu não incluo definições pré supostas a esse assunto. Falo de um sentimento decidido, tranquilo e sem remorso algum. Falo de algo além da pele, além do toque, além dos olhares, falo de algo imaterial, falo de amor.
01.04.2022
Hoje me encontro sozinha com os meus próprios pensamentos. Após alguns meses sinto vontade em te escrever novamente.
Abro sua conversa. Visito as memórias do tempo que ainda estávamos juntos. Sinto sua falta, e como sinto. Alguns meses se passaram, seria até estranho se eu te contasse que meu sentimento não mudou. Você acreditaria?
Verifico minha lista de contatos todos os dias, só pra ver se sua foto já sumiu. Talvez seja isso que eu espero. Que você me bloqueie de novo. Será que assim seria mais fácil?
Hoje eu queria te abraçar. Te beijar. Dizer que ainda estou aqui. E que eu sempre vou estar. Isso implicaria em você saber que você pode ir e vir que eu não vou me importar. Mas eu não me importo mesmo. A vida sem você está sem vida. Ainda enxergo a falta de cores. Ainda não consigo olhar para outros amores. E ainda sinto as mesmas dores. Mas então, porque eu não te envio tudo isso?
Tenho medo. Medo de você voltar. Medo de você não voltar. Medo de ainda me querer. Medo de saber que não me quer mais. Medo de dizer que eu "te amo" e escutar o seu costumeiro "também te amo meu amor/pontinho", e medo de não escutar. Medo de voltar a sofrer com a sua ausência quando você partir e pela sua falta quando você não puder ficar mais um pouco.
Porque você não fala comigo? Será que você está esperando que eu fale com você? Será que pensa que eu já segui em frente e te esqueci, da mesma forma que eu imagino que você fez comigo?
Queria que você soubesse o quanto de amor que ainda tem aqui dentro e o tanto que ainda cabe. Me desculpe por não ter coragem de te mostrar tudo isso. Você é uma das únicas coisas que me deixam vulnerável como um bebê indefeso.
Só espero que o universo te entregue meu recado no seu coração. Que você sinta minha falta, nem que seja por um segundo. Espero que você esteja bem. E espero que possamos nos falar em breve.
Lembra que eu te prometi que sempre estaria aqui, por você e pra você? Que sempre te amaria? Eu vou manter a minha promessa pra sempre.
Obrigada por me deixar fazer parte da sua vida durante mais de 3 anos, e por ter me dado tanto amor e felicidades. É a alegria das lembranças que ainda me mantém de pé.
Eu te amo mais do que possa ser descrito.
do seu eterno pontinho.
- (um texto que nunca será lido).
Encerrando Ciclos, de Gloria Hurtado
"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."
Quando você voltar pra casa, pequena
Não há tristeza que valha a pena...
Assim como as estações, a vida tem ciclos. Os melhores dias são como memórias antigas regado de risadas, de aventuras, de calor. Mas depois do verão, vem o outono. As folhas caem, as circunstâncias mudam. E o inverno que é tão traiçoeiro que é quase impossível notar quando de fato começa e quando termina. Os dias são escuros, mais curtos. Parecem saber que se fossem longos, derrubariam até os mais valentes entre nós. As estações nos dão a oportunidade de redescobrirmos o significado do que é paciência. Nos levam à reflexão, à esperança de uma nova primavera. No outono, no inverno, esperamos a primavera chegar. E assim como as estações, a vida.