#076 #7DaysInEntebbe #7DiasEmEntebbe ★★ Vi “7 Dias em Entebbe” antes de “O Mecanismo” e escrevo esse texto depois de ter visto a série da Netflix. Talvez fosse importante revisitar os dois “Tropas de Elite”, mas são filmes que gosto e por ora desejo que permaneçam assim. Toda essa divagação para dizer que José Padilha vem numa decrescente notável. Nem vou me dar o trabalho de me aprofundar no pavor que é “O Mecanismo”, é ruim como ficção e um desserviço ao país que está em ano eleitoral, e nem entro no mérito ideológico. Voltando a “Entebbe”, posso dizer que são vários filmes dentro de um, e nenhum bom ou relevante. Há diretores e obras que vivem de lapsos, de momentos dentro de seus longas que causam algum impacto e impressionam o espectador, mas que em sua essência é oco e com um discurso que não se sustenta. É assim que classifico, “7 Dias em Entebbe”, um filme com um par de bons momentos, com um elenco que se esforça mas um texto que não colabora. Outro problema, que em outros filmes de Padilha eram o destaque, é a montagem; mais uma vez assinada pelo excelente Daniel Rezende, que colaborou com o diretor nos dois “Tropas” e na primeira empreitada americana “Robocop”, Rezende pesa a mão e cria uma edição que na tentativa de ser moderna, é modorrenta e um tanto deslocada. Padilha, que parecia figurar entre os grandes diretores nacionais se ampara na narração em off desde seu estrondoso sucesso com o herói fascista Capitão Nascimento, e segue essa fórmula que didática, já está mais que desgastada. Precisa se reinventar. #filmes2018 #reinounido🇬🇧 #eua🇺🇸 (em Cinemark - Sala Bradesco Prime Cidade Jardim)