No dia 9 de Abril de 1945 foi assassinado (um termo melhor para o que aconteceu do que "enforcado") o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer.
Formado na Universidade de Berlim aos 21 anos, ainda não tinha idade para ser ordenado, então até que a ordenação viesse, foi para Nova York estudar no Union Theological Seminary e serviu na Igreja Batista Abissínia como professor da EBD.
Se tivesse permanecido no Harlem certamente seria um dos professores mais concorridos dos EUA, contudo, mesmo diante da ameaça nazista decidiu retornar à Alemanha em 1939 para ajudar os judeus e outros cativos daquela ditadura.
O Pastor luterano é um dos muitos mártires modernos e legou uma lição valiosa sobre o que é pastorear mesmo diante da injustiça e perigo de morte.
Bonhoefer nasceu em uma família protestante alemã muito rica, sempre foi pacifista e "ecumênico", parecia considerar a política um campo irrelevante para os cristãos.
Os 9 anos que conviveu com os cristãos negros discriminados pelas racistas "igrejas dos brancos" levaram-no a se interessar por política e pela "negritude" do Harlem, defendeu até à morte a justiça social, pregou a compaixão pelos que sofrem e a fraternidade sem fronteiras.
Enquanto a maioria das igrejas elogiava Hitler, Bonhoeffer abraçou a pequena "Igreja Confessante" uma minoria que se opunha ao antissemitismo nazista.
Foi preso em 1943 e dois anos depois antes de sua execução disse:
“É o fim. Para mim, o início da vida”