““Ela vestia uma blusa do Nirvana, Óculos escuro, Skynny preta e Vans azul, mas…” O modelo da blusa dela era diferente das que eu já vi com um smiley na frente com um “x” nos olhos, e escrito “NIRVANA” em cima, era totalmente diferente disso, era um tanto indescritível, era bem complexo o desenho, pois bem, Ela caminhava pelo calçadão, ray-ban preto, não usava maquiagem, na verdade se ela estivesse usando naquele momento, pelo menos naquele momento acabaria com a essência, acabaria com a beleza “natural” dela, digamos assim, vans azul-marinho, calça skinny preta. Porra vei, quando vi aquela perfeição dos olhos azuis claros, com o cabelo loiro batendo na bunda, eu pirei, literalmente, se eu estivesse ilustrando esse momento, faria um coração em cada olho, porque foi exatamente assim que fiquei, paralisado com a beleza daquela garota, menina, mulher, ah, tanto faz, só sei que ela era perfeita. Porra, não é todo dia que se encontra uma garota dessas né, eu fui atrás, não era muito bom de papo, mas sabia disfarça, era tímido pra caralho (na verdade ainda sou), mas naquele momento eu não podia ser, não deixaria aquela loira dos olhos azuis fugir de mim nem que me pagassem, ( pensando bem, que não gosta de dinheiro né ). Fui atrás, ela tava andando de cabeça baixa, e eu pra disfarçar, ou melhor, “forjar” uma cena agradável pra eu me apresentar sem parecer afobado e tarado né, andei bem rápido do outro lado da rua e vim de encontro a ela, tirei o celular do bolso e fingi que tava mexendo, e de dois em dois passos eu levantava a cabeça pra ver se estava perto, mas que porra, nunca chegava, quanto mais andava, mas distante ficava, dai eu me dei conta que ela havia parado, foi tomar água de cocô, até que naquele dia não estava tão quente assim, mas sabe como é no Rio de Janeiro né, pra carioca frio é 28 °c por ai, mas ela não era daqui, era nítido. Sentei ao lado dela no balcão do quiosque, eu já tinha guardado o celular, resolvi perguntar a hora a ela, ela me informou, foi educada até, me apresentei, e conversamos ali, sentados no balcão, durante alguns minutos, me despedi, fui pra casa, frustado, descobri que a loira do cabelo até a bunda, dos olhos azuis, que curte nirvana, era lésbica.”
Nada contra lésbicas ou algo do gênero, mas logo a minha “loira dos olhos azuis?”
















