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Aécio Neves
So, in Brazilian corruption news, Aécio Neves, center-right politician who ran for presidency in 2014, has had R$ 128 million (~US$ 32.14 million) of assets frozen by a judge on grounds of possible corruption, with that money having been given to him by the owner of the largest meat-packing company in the world in exchange for privileges during a presidential administration of his should he have won the elections.
Escrivão da PF comandado por Moro passou depoimento de Joesley para irmã do Aécio Neves
Investigação aponta que Andrea Neves teve acesso à documentação ilegalmente e por meio escuso; operação prendeu agentes envolvidos no caso
A Polícia Federal em Minas encontrou um depoimento sigiloso do empresário Joesley Batista, da JBS, na residência da jornalista Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB). É o que mostra documento da operação Escobar, desencadeada em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (5), para coibir um suposto esquema de vazamento de dados de investigações confidenciais envolvendo dois escrivães da própria PF e três advogados de políticos e empresários.
Segundo a investigação, quem acessou o depoimento reservado de Joesley Batista foi o escrivão da Policia Federal (Orgão atualmente comandanda pelo ex- "Juiz" Sergio Moro que ganhou cargo de presente pelo serviço sujo), Márcio Antônio Camillozzi Marra, preso preventivamente na operação. Marra foi nomeado conselheiro do Cruzeiro Esporte Clube pelo advogado Ildeu da Cunha Pereira, que também está preso, conforme o R7 mostrou ontem. O cargo no Cruzeiro seria uma compensação pelos vazamentos ilegais.
O depoimento vazado de Joesley Batista, principal delator da família Neves, faz parte da operação Capitu, desencadeada no passado para investigar a suspeita de um esquema de desvios de verbas no Ministério da Agricultura . Na época, Joesley e o ex-vice-governador de Minas Antônio Andrade (MDB) foram presos. Nem Aécio, nem Andrea são investigados pela operação Capitu.
"Ocorre que Andrea Neves (ou até mesmo seu irmão, Aécio Neves) não faziam parte das investigações do IPL 689/2018, que tramita em segredo de Justiça, razão pela qual não poderiam obter acesso, ainda que os documentos fosse obtidos legitimamente, dentro das prerrogativas dos advogados ou investigados que têm acesso aos autos", anotou, em despacho, a juíza Camila Franco e Silva Velano, da 4ª Vara da Justiça Federal em BH.
Meio escuso
De acordo com a juíza Camila Franco, a documentação encontrada na casa de Andrea não tem assinatura. Portanto, só poderia ter sido acessada por um policial que detém senha especial, no caso o delegado ou pelos escrivães. "Tais fatos sugerem fortemente que a investigada Andrea Neves teve acesso a referidos documentos sigilosos por meios escusos", escreveu a magistrada.
Três advogados e dois escrivães da PF, além de Andrea Neves estão entre os investigados pela operação Escobar. A irmã de Aécio Neves foi intimada a depor.
DO R7
Você não sente como se o Aécio pudesse dar um tiro de fuzil na cara do Papa numa transmissão ao vivo E NADA A C O N T E C E R?
PROVAVELMENTE, VIU
Primeiramente, FORA TEMER/DILMA/AECIO/LULA/PT/PSDB/PMDB
Rápidos com Lula, STF concede mais prazo à PGR em inquérito que apura envolvimento de Aécio Neves em desvios de Furnas depois de enrolar por anos para prescrever
Relator do inquérito, o ministro Gilmar Mendes havia determinado o arquivamento das investigações em razão da ausência de indícios mínimos de autoria ou de materialidade. A PGR, por sua vez, pedia a baixa dos autos para continuidade das investigações perante a Justiça Federal do RJ.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento parcial ao agravo regimental interposto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e concedeu mais 60 dias para a conclusão das diligências pendentes no Inquérito (INQ) 4244, que investiga o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao recebimento de vantagens por empresas contratadas por Furnas Centrais Elétricas S/A. Diante do empate entre duas correntes, prevaleceu o voto médio proferido pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Turma.
A PGR havia pedido que os autos fossem remetidos à Justiça Federal do Rio de Janeiro depois que o STF firmou o entendimento de que o foro por prerrogativa de função só alcança atos cometidos por parlamentares durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas. Relator do inquérito, o ministro Gilmar Mendes negou o pedido e determinou o arquivamento em razão da ausência de indícios mínimos de autoria ou de materialidade. Ele explicou que a autoridade policial havia se manifestado pelo arquivamento diante da falta de prova da existência dos delitos e que, após sucessivas prorrogações do prazo de vista para que apresentasse suas conclusões, a PGR requereu a declinação da competência. A Procuradoria-Geral então apresentou agravo regimental buscando a reforma da decisão do relator.
Na sessão desta terça-feira (20), prevaleceu o voto médio do ministro Ricardo Lewandowski. O ministro não acolheu o pedido de remessa dos autos à primeira instância para que as investigações lá prosseguissem (como haviam votado os ministros Edson Fachin e Celso de Mello), mas concedeu mais 60 dias de prazo para que a PGR conclua as diligências pendentes e apresente suas conclusões, sob pena de arquivamento do inquérito. O ministro Dias Toffoli havia acompanhado o voto do ministro Gilmar Mendes.
Em seu voto pelo provimento parcial do agravo, o ministro Lewandowski observou que o pedido da PGR para prosseguir as investigações está baseado em informações bancárias recebidas do Principado de Liechtenstein relativas a Aécio Neves, Dimas Toledo, Inês Maria Faria e Andréa Neves, entre outros, e às pessoas jurídicas Fundação Boca da Serra e Bogart & Taylor Foundation, tendo em vista a suspeita de evasão de valores supostamente recebidos pelo investigado no esquema de propinas instalado na Diretoria de Engenharia de Furnas.
Segundo a PGR, tais informações, obtidas por meio de acordo de cooperação jurídica internacional, não estavam acessíveis à autoridade policial responsável pelas investigações no momento em que recomendou o arquivamento do inquérito. Entre os documentos juntados aos autos estão extratos de movimentação de uma conta em Liechtenstein cuja responsável legal é Maria Neves Faria, mãe de Aécio, bem como informações sobre a titularidade das Fundações Bogart & Taylor e Boca da Serra, além de ofícios originais e traduzidos.
Segundo o ministro Gilmar Mendes, as informações relativas à conta bancária no exterior relacionada com fundação criada pela mãe de Aécio Neves já foram objeto de investigação em 2010, e houve pedido de arquivamento pelo próprio representante do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Mas, para o ministro Lewandowski, é preciso levar em conta que as informações da Polícia Federal a respeito da atuação do doleiro Norbert Müller no Rio de Janeiro, que indicaram a mãe de Aécio como titular da Fundação Bogart & Taylor, não foram adiante porque Liechtenstein era considerado paraíso fiscal e não fornecia informações de contas mantidas em suas instituições financeiras.
“O material incialmente apreendido com Norbert Müller, as denúncias sobre a existência de irregularidades de Furnas formuladas pelo então deputado Roberto Jefferson, a colaboração premiada de Alberto Youssef e a delação do ex-senador Delcídio do Amaral parecem convergir para a necessidade de, ao menos, colher-se a posição da PGR acerca do que se contém nos autos, apontando-se concretamente quais seriam os novos elementos de prova a serem considerados para que, de posse de uma manifestação mais objetiva, o STF possa avaliar se é mesmo o caso de arquivamento ou se a investigação deve prosseguir e em que condições”, concluiu o ministro Lewandowski.
VP/AD
Leia mais:
25/09/2018 – Novo pedido de vista suspende julgamento sobre arquivamento de inquéritos contra políticos
Processo relacionado: Inq 4244
What’s going on in Brazil? #10
So, this is gonna be me trying to put A LOT of stuff into very few words. Written at 26/05/2017.
Alright. You know how the whole world is kinda feeling like its situation can’t possibly get any more scandalous at this point? it’s what we felt about two weeks ago, too. I mean, between our ex-president being on a crusade against the justice system and the media and all the unpopular measures taken by our politicians lately, including reforming the labor laws and social security to make them shittier, and a new small corruption scandal every week, y’know, you figure it can’t get much worse than that.
And then it happened. It was a beautiful Wednesday (or was it Thursday?) night. All was its usual mess. And then a businessman came forward like, “ops I recorded the president negotiating to bribe someone who’s in jail to keep quiet and the other presidential candidate negotiating on how to get his usual 2 million in bribes discreetly lol did I mention he might have mentioned the possibility of killing someone?” BAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAM.
If you screamed right now, imagine how much we did. There were so many memes. So many. The jokes, the glorious jokes. I hadn’t have that much political fun in ages. But you’re probably still confused (we are, too), so imma explain it a little better.
Businessman Joesley, owner of the biggest meat company in the world, was caught in corruption schemes. Who wasn’t, right? so, like it happens in Brazil, he started negotiating his sentence by giving other people away. And he sure as fuck named a lot of people, like anyone else, but this guy did something that other people hadn’t yet: he recorded it. You’d think more people would’ve been this smart just in case, I guess, but so far, nah. And obviously the most polemic recording is of a conversation our now President Michel Temer had with him, negotiating bribes to Eduardo Cunha. If you’ve read my older posts, you’ll know his name. He’s the main dude behind Dilma Rousseff’s impeachment (if you have no idea of absolutely nothing i’ve just said, dude, go back to the other posts, this is quite saga already). Did I mention he’s in jail??? yeah. Arrested for money laundering sometime ago or something (one cannot remember all the scandals in brazil for more than 2 months since there ARE SO MANY NEW ONES ALL THE TIME). Still, he did swear he’d bring two presidents down, and now it seems the time has come, one way or another (we’re so dramatic, omg, this is gonna make for excellent movies someday, we’re already out-houseofcarding house of cards).
BACK TO IT. So. The president is on tape negotiating quite a crime. In most countries that’d lead to the guy resigning. And we thought he would, too, actually. This dude scheduled a press conf. and we were all on the edge of our seats waiting to see the second president down in less than a year. But guess what? dude goes “I’m not resigning”, gives pissed off speech, alleges everything is a fake and says if we want him down we’ll have to bring him down. He also kinda tries to forbid people from using his pictures in memes, which leads to opposition party creating a whole gallery online of pictures they bought of him for people to do their memes safely. I ain’t joking. The most brazilian think to ever happen, probably.
Meanwhile, remember I said there was a second recording? Yeah, it was from Aecio Neves, and you might remember him too: he ran for president against Rousseff at the last elections, and he was the main activist for her impeachment after he lost the elections, all “against corruption” and shit. Lol. Dude was literally negotiating how to get his money, cursing a lot, and saying they’d need to find good people to do this money transporting thing, it had to be someone, and I quote, “that we can kill before they can make deals with the police”. And then he proceeds on suggesting his cousin’s name. Talk of family issues, right? Anyway. It came as no surprise for us with half a brain that both these man were corrupt because honestly there had been people saying that before, but nobody had them on tape yet. Aecio’s sister has been arrested, he has kinda stepped down from his senate position and his apartments are being raid by the police, let’s see where this leads.
Back to Temer, remember when he told people we’d need to take him down if we wanted him down? Yeah, people took that quite literally and a couple of days ago in the middle of a protest some SET FIRE to a few ministry buildings. Nothing much happened to anyone there tho. But Temer took that as a good opportunity to give especial authorization to the Army to be on the streets and do whatever was needed which was pretty fucking scary since we haven’t been out of a dictatorship for thaaaat long??? but the order has been revoked by now so we’re ok. For now. I guess. Who knows.
So the question now is how long can Temer hold himself in power. If he does fall, which is complicated, since he’d likely have to resign (there are already a few impeachment processes opened against him, but since they depend on the ok from chamber president, who still supports him, it’s unlikely to work, and it’d take months anyway), but if he did fall, we’d get either president of the chamber of deputies in power or president of the supreme court in power (cause president of the senate can’t, since he’s a defendant in a corruption investigation) - and I said “OR” there because there’s a chance president of the chamber also becomes a defendant in corruption charges through the next months so we can’t really be sure on how the succession line will be in the future. Yeah, that’s how screwed we are. Anyway, if any of them get to power they are bound to organizing new indirect elections, by the constitution, since it’s past half the term and we’d only need someone to basically finish this year and the next one when there are elections again, hopefully. However, with congress as it is, with most people there charged with something, you’d think brazilians are.... less than happy with the idea of our congressmen choosing their own fucking president. And you’re right. Most of us are. Which is why there is a campaign to make a change and try for direct, real, voting elections (and to get Temer out, obviously).
It’s worth noticing that a lot of powerful people are still behind Temer, though, especially big businessman and the media, because of his austerity measures and probable cuts on labor laws, and also, because a lot of them are scared shitless of we actually getting a direct election and Lula winning. Yes, our ex-president, yes, the one in trouble with the law that I mentioned early. Aaand I would like to have covered him and our asshole hygienist new são paulo mayor whose biggest ability so far seems to be shitty decisions here, BUT this post is long enough as it is, so if y’all wanna know about them ask away and I’ll cover it in another post. For now, just remember: it can always get worse if you’re brazilian :)
MAIOR ROUBO DA HISTÓRIA FOI O BANESTADO TUCANO 500 BILHÕES. SERGIO MORO ABAFOU O CASO QUE EQUIVALE A 300.000 TRIPLEX
Requião relembra Banestado: roubalheira tucana desviou meio trilhão(O equivalente a 300.000 triplex que Moro e Globo atribuem a Lula e Sergio Moro abafou o caso) Miguel do Rosário (matéria publicada em outubro de 2015):
O senador Roberto Requião fez um duro pronunciamento esta semana sobre a mãe de todas as corrupções.
Não foi mensalão, não foi petrolão.
Foi o Banestado.
(Na época, a imprensa não dava apelido com “ão”, não fazia infográficos, charges, não fazia campanha).
Os desvios chegaram a mais de US$ 124 bilhões, ou quase R$ 500 bilhões,o que equivale a quase 300.000 triplex que Sergio Moro e a Globo atribuem ao presidente Lula
Calculem aí quem souber o quanto isso significaria hoje, contabilizando a inflação.
O próprio Requião lembra que o valor correspondia a bem mais do que as reservas internacionais do Brasil.
É um escândalo totalmente tucano, mas nenhum tucano foi preso.
O juiz do caso foi Sergio Moro, alguns procuradores eram os mesmos da Lava Jato. Não fizeram nada.
Moro soltou Youssef, o principal doleiro do escândalo, e Youssef voltou a roubar.
***
Discurso de Roberto Requião.
Senhoras e senhores senadores,
Quero aproveitar hoje esse clima justiceiro que faz arder em santa ira os corações dos que levantam as bandeiras do civismo e da luta contra a corrupção, para lembrar o maior escândalo, o escândalo-mãe de todas as vergonhas e malfeitos recentes.
Vou relembrar aqui o caso Banestado, devassa feita entre os anos 1966 e 2002, época em que, como se sabe, o hoje tão indigitado partido dos trabalhadores era oposição. E o PSDB, PMDB, PTB, PFL, agora DEM, eram governo.
A investigação do caso Banestado, intitulada no âmbito policial de ‘Operação Macuco’, foi a maior investigação criminal do país de todos os tempos, e a precursora de outras grandes operações que se sucederam nas gestões dos presidentes lula e Dilma.
O caso Banestado começou na delegacia da Polícia Federal de foz do Iguaçu, para apurar o uso irregular das contas CC5 do banco, conforme menção do relatório final da CPI dos Precatórios, tendo, à época, contado com o entusiasmo e a colaboração do procurador da República Celso Três.
O inquérito mãe (inquérito 207/98 – DPF/Foz do Iguaçu) foi presidido pelo delegado federal José Castilho Neto e sua equipe de policiais federais, composta dentre outros pelos peritos criminais Renato Barbosa e Eurico Montenegro .
Em diligências realizadas em Nova Iorque/Estados Unidos, por quase seis meses, com o auxílio do FBI e do Ministério Público distrital local, foi quebrado o sigilo bancário de 137 contas-corrente da extinta agência do Banestado naquela cidade, contas que tinham como procuradores os principais doleiros brasileiros. Esses mesmos que estão aí enredados na Operação Lava Jato.
Com isso, descobriu-se, em um primeiro momento, o desvio e a evasão de divisas brasileiras no montante de 30 bilhões de dólares, o que possibilitou aos investigadores traçarem o que se chamou “mapa da corrupção brasileira”.
Com o prosseguimento da investigação, os desvios de dinheiro e a evasão de divisas revelaram-se ciclópicos, chegando à fantástica cifra de 124 bilhões de dólares.
Essa quantia jamais apurada em qualquer outro escândalo nacional envolvia, como beneficiários finais, nomes coincidentes com os de integrantes da alta cúpula do empresariado e da política nacional à época, em especial a políticos ligados ao PSDB, dentre outros.
Como não se ignora, e se ignora é porque a omissão é seletiva e altamente conveniente, o período da investigação da CPI foi dos anos de 1966 a 2002.
No entanto, o delegado Castilho, no início do governo Lula, por ordem do ministro da Justiça Márcio Thomás Bastos foi afastado das investigações, e outro delegado assumiu a presidência do inquérito.
Com isso, o rastreamento do dinheiro no exterior foi interrompido e nunca mais retomado.
Em consequência, a prova criminal ficou prejudicada, pois no crime financeiro a materialidade delitiva é o dinheiro e o seu rastro, sem o que não há prova hábil à condenação.
Ao invés de prosseguir o rastreamento do dinheiro evadido para chegar aos verdadeiros protagonistas do esquema criminoso, estranhamente, o novo delegado, com o aval do diretor geral da Polícia Federal, optou por apenas investigar em território nacional, através da operação policial intitulada “Farol da Colina”, os doleiros responsáveis pela evasão.
Setenta doleiros foram presos, com alta repercussão midiática, inclusive Alberto Youssef. Mas sem qualquer efeito prático, pois tais crimes continuaram a serem praticados, como se há de ver nos escândalos posteriores .
Os processos foram em sua maioria presididos pelo juiz Sérgio Moro da Justiça Federal de Curitiba. No entanto, ou geraram absolvição por falta de provas ou prescreveram por inércia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Nos inquéritos do caso Banestado, o doleiro Alberto Youssef foi indiciado ao menos cinco vezes, tendo sido condenado em um deles.
O banco de dados com indícios criminais, elaborado à época, serviu de base durante os dez anos subsequentes para o fomento de todas as grandes investigações de crime financeiro no país, incluindo a operação “Lava Jato”.
Esse o grande legado do trabalho do delegado Castilho e do promotor Celso Três e suas equipes.
O legado do banco de dados, o desvendamento do caminho do dinheiro, do modus operandi, a revelação dos nomes e sobrenomes dos notáveis que desviaram, a valores da época, 124 bilhões de dólares, muito mais que as reservas cambiais do Brasil então.
Especulou-se muito porque o falecido ministro e advogado de tantas causas Márcio Thomas Bastos, que efetivamente mandava na polícia federal, mudou o delegado que presidia o inquérito e os rumos da investigação.
O ex-ministro não está mais entre nós, deixemos de lado as perguntas sem respostas.
Senhoras e senhores senadores,
Com toda certeza, se o inquérito presidido pelo delegado Castilho e acompanhado de perto pelo procurador Celso Três tivesse se completado, com o rastreamento do dinheiro no exterior, não teríamos os escândalos que se sucedem ininterruptamente na última década.
Por que o inquérito-mãe, o ponto de partida para desvendar toda a trama da corrupção no país foi abandonado?
Por que nunca se seguiu o rastro dos 124 bilhões de dólares desviados para o exterior?
Como investigar os desvios de hoje sem retomar as investigações do delegado Castilho e do procurador Celso Três?
Lá estão os fios da meada. Lá estão os nomes, todos os nomes. A nomenclatura toda. Lá está a tecnologia da corrupção, da fraude, do roubo, da sonegação, da malversação, da propina, dos trambiques, das concorrências e compras viciadas, superfaturadas.
Lá estão Alberto Youssef e os setenta doleiros. Lá estão as delações premiadas, que logo em seguida foram traídas pelos delatores.
Nada, por mais espantoso que se apure hoje é novidade frente àquela desditosa investigação.
Tenho a convicção que enquanto a “Operação Macuco” não for retomada, continuaremos esse cansativo e inútil trabalho de carregar pedras até o topo da montanha, para vê-las em seguida despencar. E tudo recomeçar,
Por fim, uma notícia que confirma a seletividade de determinadas operações de combate à corrupção.
O jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, noticiou nos dias 27 e 28, domingo e segunda passados, que a delação, devidamente premiada, de Alberto Youssef sobre corrupção no governo de Jaime Lerner, sumiu do processo. Escafedeu, evaporou-se, criou asas, ninguém sabe, ninguém viu.
Tão simples assim: a delação de Alberto Youssef no caso Copel/Olvepar, onde os meliantes levaram mais de 150 milhões de reais da empresa paranaense de energia, envolvendo figuras de proa do então governo estadual, sumiu do inquérito.
Noticia a Gazeta que a duras penas tenta-se reconstruir a delação do doleiro.
Mesmo que quisesse, não encontraria um epílogo à altura do desmonte das investigações do Banestado que essa informação sobre o desaparecimento da denúncia de Youssef no escândalo Copel/Olvepar.
E espero que todos os que se levantam contra a corrupção e os corruptos fiquem indignados como eu, diante da impunidade do caso Banestado e diante do sumiço da delação desse tão famoso e até mesmo cultuado personagem chamado Alberto Youssef.
Por fim, ao delegado Castilho, aos peritos criminais Renato Barbosa e Eurico Montenegro e ao procurador Celso Três, minhas homenagens pelo pioneirismo das investigações de lavagem de dinheiro, fraudes financeiras, fraudes fiscais, corrupção.
“Operação Macuco”, foi lá que tudo começou.
Aliás, um pergunta para o ministro Cardozo e para a Polícia Federal: por onde anda o delegado José Castilho Netto?
http://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/