Amo mas não posso tê-la. A tenho mas não posso chamar de minha. Como um pássaro em uma gaiola aberta, ela é o pássaro, eu a gaiola. Ao vê-la ir me sinto vazio. Ali permaneço aguardando a sua volta. Ela volta cantando, alegre, me enche de vida. Esqueço do tempo e da lida. Não posso prendê-la. Isso a mataria. Na porta ela se prepara a lançar vôo. Aguardo ali até o seu retorno. . .














