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How it all started. @Annycus
Frustração; ato ou efeito de frustrar.
Estado de espírito onde o indivíduo sente-se incompleto pela falta de êxito em seus desejos fundamentais, traduzindo na mais completa imitação dos vocabulários mundo afora, a definição perfeita para Anna Ivanova durante aquela noite. Mesmo passando boa parte do período noturno trancafiada em seu dormitório, a garota tinha agido de tal forma despretensiosa pela indisposição nata à socializar. Conhecer pessoas novas e decorar rostos sem a mínima importância requisitava um nível de simpatia totalmente defasado em sua personalidade no momento, ou melhor, na grandiosa maioria do tempo. Além do quê, não possuía muitas tarefas e trabalhos para executar. Sua educação ferrenha tinha garantido que a garota sempre seria uma mente ávida, sem grandes necessidades para turnos longos dedicados aos livros de conteúdo escolar. E se o fazia, era por sua sede de conhecimento - empregado em sua grande maioria para fins não muito lícitos, mas isto era um detalhe à parte escondido sob o sorriso indiferente que costumava ostentar. No entanto, conforme a noite caíra decidiu partir dali para onde estavam os outros estudantes, mesmo depois de escutar um sinal horrendo cujo colega sétimo anista qualquer havia lhe dito ser o toque de recolher. Contrariando as ordens de ir para o dormitório, a garota foi em passos preguiçosos para o Salão Comunal, com as íris negras sempre buscando por algum rosto conhecido, ou até mesmo, de alguém que valesse a pena dialogar e não possuísse um nome que fizesse sua mente revirar. Mas ao adentrar no ambiente de aparência obscura e tomada por uma redoma de silêncio, seus olhos foram num único ponto: Amycus Carrow enfurnado numa mesa, aparentemente passando por problemas com alguma matéria.
A primeira impressão que tivera do garoto horas mais cedo tinha sido quase assustadora: e Ivanova detestava temer, odiava tal fato com todas as forças, sentindo o desprezo por essa sensação impregnada nos próprios ossos. Medo era um sentimento que desconhecia por completo, então tomou a decisão totalmente irracional de aproximar-se em toda sua delicadeza feminina, sem fazer alarde algum. O irônico era perceber que os raros reminiscentes daquele local mantinham distância do garoto ao qual se direcionou apenas para averiguar se ainda existia algo chamativo nos orbes dele - pois se houvesse, a decisão mais sábia era a de não criar laço algum com o Carrow. Ao se posicionar por trás dele, uma breve passada de olhos a fez perceber o conteúdo de herbologia, assim como algumas ervas medicinais, coisa sem importância alguma do tipo. Ervas nunca foram um problema para a menina. — Problemas com a herbologia? - A voz soou em timbre suave, calmo. — Você não me pareceu do tipo que se preocupa com essas coisas. - Pontuou sua colocação antes de sentar-se na cadeira logo diante da alheia vestindo uma sobreposição comumente entre os estudantes quem já tinham ido para o horário de descanso, sem pedir permissão, sem que fosse sequer bem-vinda. Algo em Anna pedia para conferir novamente o olhar de Amycus, nem que para tanto fosse preciso usar de uma desculpa qualquer e uma provocação acerca dos assuntos misteriosos que rondavam o garoto. — Amycus, não é mesmo? — O brilho em seus olhos misturou-se ao reflexo da lareira ao perguntá-lo aquilo apenas para ter a certeza concreta acerca das origens dele.