LOUISE BONNACORD descobriu representar o Arcano A PAPISA! Depois de DEZOITO anos, isso foi uma surpresa para ela, não que isso vá afetar seu 8º ano na EGALITÉ, correto LOU? Seu status sanguíneo é MEIO SANGUE (MEIO VEELA), mas dizem por ai que ele se parece muito com o trouxa SABRINA CARPENTER.
♔ Ramo de magia escolhido: espirituais e vim sanguinis ♔ Extracurriculares e esportes: ballet, hipismo, astronomia, moda bruxa, teoria musical, moda bruxa (avançada), monitora chefe. ♔ Varinha: Salgueiro, 23 cm, inflexível, fibra de coração de dragão e cabelo de veela (sua mãe) ♔ Patrono: cavalo ♔ Animal de estimação: Um furão chamado Lumière.
♔ A tradicional família Bonnarcord é bem conhecida no mundo bruxo pela pureza de sangue e no ramo das artes de todos os tipos e é claro que se esperaria que todos os seus membros mantessem a linhagem intocada, porém, Emanuelle quebrou isso ao se apaixonar perdidamente pela veela Marie e se casaram mesmo que a contragosto dos membros da família. Com o tempo, a família acabou se acostumando com aquela ideia ainda mais com o nascimento da filha única, Louise, fruto de uma barriga de aluguel feita em Marie, que fez com que todos ficassem mais próximos e é claro, fez com que a menina crescesse muito bem.
Por ter duas mães, foi pensado em como a menina iria reagir mas é claro, a garota jamais se importou com piadas idiotas ou qualquer outra coisa. Tendo sido aquela que defende com unhas e dentes as mulheres que mais ama no mundo e também, aprendendo sempre sobre a sororidade entre os gêneros femininos que parecem deixar de existir em alguns casos dentro do mundo da magia, já que pensamentos machistas acabam sendo predominantes principalmente em famílias mais puristas.
♔ É claro que não foi surpresa para as mães quando a menina mostrou seus dons em magia durante um almoço de família - o homem que engravidou Marie era um bruxo - e por isso, a alegria não poderia ser maior ao verem a molheira flutuar até a ponta da mesa em que Louise estava sentada. A decisão para que frequentasse Beauxbatons foi unânime, e a menina mal poderia esperar para chegar logo o dia em que iria para a tão famosa escola de magia francesa e é óbvio que queria ir para a casa de uma das mães, a Fraternité, porém, foi com um tanto de tristeza que fora colocada na Egalité.
Com o tempo, aprendeu a amar sua casa e percebeu que era ali mesmo seu lugar, assim como poderia ver que todas ali verdadeiramente eram amigas e mesmo que não fossem tão próximas sempre ajudavam umas as outras… era lindo de ser ver. Mas qual não foi sua felicidade maior ao ser nomeada monitora chefe no começo do oitava ano, mas também ser chamada para fazer parte da Ordem quando acordou mais cedo no primeiro dia de aula.
♔ Dona de uma personalidade bastante intuitiva, ela costuma nunca se deixar enganar e quando sente que sua intuição está mais forte do que qualquer outro sentimento, Louise a segue sem nem pensar duas vezes, não errando em sua escolha - na maioria das vezes -. Mesmo que seja bastante comunicativa, a meio veela acaba por ser um tanto fechada, não fala de sua família muitas vezes o que faz com que ela escute brincadeiras das amigas que a chamam de “caixinha de mistérios”. O jeito bem feminino não esconde o lado extremamente inteligente da menina, mas serve para camuflar quase perfeitamente a insegurança que toma conta de si na maior parte do tempo.
Não costuma usar muito as habilidades espirituais, acabando por reprimi-las mesmo que possam ser benéficas para si e para os outros, tem medo de fazer algo errado e machucar aqueles que ama. Costumando ficar mais quieta em seu próprio canto - menos quando vê algo que não lhe agrada - e por isso dedica mais tempo do que seria aconselhável a suas aulas extracurriculares, deveres de monitora e amor pela moda.
♔ POV
O sol entrava pelas frestas das cortinas do dormitório do oitavo ano na Sala Comunal da Egalité, já fazia alguns minutos que Louise estava acordada terminando de arrumar as madeixas da cor do ébano para poder colocar o uniforme e esperar até o horário para descer junto com os colegas de casa e tomar café da manhã. No momento que levantou da pequena penteadeira que havia ali, os olhos bateram em algo que lembrava-se que não estava em cima de seu uniforme antes e foi com total desconfiança que a meio veela se aproximou para examinar o que poderia ser… um envelope um tanto fino que não continha nada além de seu nome.
Deveria abrir? A garota não fazia a menor ideia, mas não parecia ser nada perigoso e acabou sendo vencida por sua curiosidade abrindo-o lentamente e tirando uma carta de tarot, era A Papisa - pelo menos estava escrito isso na parte de baixo da mesma - , já havia visto aqueles objetos em algumas aulas sobre trouxas. - Mas o que diabos? - perguntou para si mesma em um tom de voz baixo, erguendo os olhos para se certificar que as colegas ainda dormiam antes de retornar a atenção ao papel em sua mão e apenas então notando que havia algo escrito na parte de trás “A Ordem do Renascimento Draconiano tem seus olhos em você. Isso significa que você tem um potencial maior do que o Ministério Francês quer que você acredite. Estamos fartos de sermos limitados por esse sistema contraproducente. Abra seus olhos e nos aguarde.”
Uma organização que iria contra o governo? Um culto? Ela não fazia a menor ideia e muito menos sabia o motivo de terem escolhido logo ela, a insegurança começou a tomar conta dela já que não via nada de especial em si mesma para que algo grande - ou pelo menos parecia ser grande - daquele jeito lhe chamasse para participar. Será que era uma pegadinha? Não sabia dizer também, mas mal teve tempo de pensar quando ouviu os barulhos das amigas despertando e tratou de guardar, sem saber muito bem o motivo, a carta que tinha recebido debaixo de seu colchão.














