A conquista do Pólo Sul
“ A Conquista do Pólo Sul foi escrita no final dos anos 80, antes da queda do muro de Berlin, e conseguiu sobreviver à explosão das novas linguagens teatrais, ao adormecimento da ilusão, às novas escritas meta-teatrais, às releituras dos clássicos, e até às mutações sociais da Europa. Numa combinação de classicismo e contemporâneo, realismo e artifício, prosa e verso, a peça resulta de um jogo altamente teatral “despolossulizado” pela energia anárquica daqueles que vão sendo marginalizados pelo sistema. Encontramos num sótão 4 amigos - por quem poderíamos igualmente passar na rua - destruídos pelo empobrecimento, pelo desemprego, pelo vazio que ocupa o lugar do futuro. O sótão no teatro - ou o teatro no sótão - serve de moldura que enquadra a nossa atenção, dando-nos por um período de tempo, naquele lugar, a possibilidade de reconhecer a esperança que, de outra maneira, ao passar na rua indiferentes, não poderíamos descobrir. Slupianek, o grande explorador do Polo Sul no frigorífico conduz-nos, de arma na mão e Roald Amundsen debaixo do braço, em busca do caminho da vitória por entre a roupa do estendal, tachos e pombas. Numa viagem épica pelo sonho, os amigos encontram o caminho da reconstrução das suas vidas domesticas e a fé de que algo de bom poderá vir. “
















