Sem ter dinheiro para trazer uma barraca maior do que a havia sido entregue, Cailín montou a sua o mais perto possível do portal para o festival. Não que estivesse animada para saudar o grande salvador e se arrepender de pecados que nem havia cometido, mas onde tinha boa festa com boa música, boa gente e boa comida e bebida, Cailín estaria presente. Estava dando os últimos retoques no visual quando escutou alguém entrando na sua barraca; nem precisou sair do banheiro para saber que era Ayfer, pois havia combinado de se encontrar com a irmã para começarem o dia juntas. ❛❛ —- E aí, mulher, tá pronta? ❜❜ ela perguntou antes de dar uma última olhada no visual e sair do cubículo, encarando a irmã, erguendo as sobrancelhas. ❛❛ —- Queeeee isso, doido. Tá bonitona! Já tô vendo que vou ser teu cão de guarda hoje. ❜❜ deu risada, mas era genuína quanto ao elogio. Entrelaçou um braço com o da mais velha e saiu da barraca junto dela. ❛❛ —- Saca só, eu consegui uns snacks de semente de girassol com o pessoal da barraca do lado. Me sinto um daqueles rato gordo de estimação, mó daora. Tô sentindo que vai ser um bom dia hoje. ❜❜