O que significa o mAh nas baterias de celulares e tablets?
Os equipamentos eletrônicos saem de fábrica cada vez com mais tecnologias embarcadas e novas funções. Se por um lado tal avanço promove melhorias em nossa rotina, em outro viés ele acaba diminuindo a autonomia das baterias — o que pode ser observado com maior facilidade em smartphones e tablets.
Assim, as fontes de energia dos nossos aparelhos necessitam ter mais potencial energético a cada geração lançada. O principal indicador disso é o aumento da sua amperagem, o qual é informado pela notação mAh — como você já deve ter percebido nas especificações de qualquer dispositivo.
Mas você sabe o que significa essa subunidade de medida e como é feito o cálculo para estabelecer a duração estimada da carga de uma bateria? Se a sua resposta foi “não” para essas perguntas, não deixe de ler o restante deste artigo.
O conceito O mAh é a abreviatura usada como padrão para o miliampere-hora, uma subunidade de medida (advinda do ampere-hora, ou simplesmente Ah) usada para identificar a transferência de carga elétrica por meio de uma corrente estável de um ampere ao longo de uma hora.
É preciso deixar bem claro que essa métrica não mede diretamente a energia de uma bateria (o que é feito pelas unidades joule ou watt-hora). A sua proposta é estabelecer e informar o tempo de duração da bateria. Assim, em teoria, quanto maior o miliampere-hora indicado na bateria, mais longo é o período que o seu smartphone ou tablet pode ficar desconectado da tomada.
Os diferentes tipos de bateria
Em algum momento, embora possa não ter percebido, você deve ter visto a indicação do tipo de bateria usada no seu celular, smartphone ou tablet. A tecnologia empregada na fabricação da bateria também pode apresentar desempenho diferente ao longo do seu descarregamento.
Níquel-cádmio (NiCd): as baterias de níquel-cádmio foram as primeiras que puderam ser recarregadas. Se comparadas às baterias de íon-lítio (as mais utilizadas atualmente), esses componentes eram bem grandes e pesados. Um de seus maiores problemas é o chamado “efeito memória”, o qual exigia que a carga inteira fosse consumida antes de ser recarregada para que a bateria não ficasse “viciada”.
Hidreto metálico de níquel (Ni-MH): a substituição do níquel-cádmio pelo hidreto metálico de níquel promoveu baterias mais finas e com maior capacidade. Além disso, o “efeito memória” não é tão presente. As fabricantes normalmente indicam que a bateria seja zerada com uma determinada periodicidade (que pode variar para cada produto), mas não sempre que for usada. Íon-lítio (Li-Ion): a adoção de um metal ainda mais leve, o íon-lítio, permitiu o desenvolvimento de baterias menos espessas e ainda mais leves. Outros pontos positivos dessa tecnologia são um maior potencial energético e o fato de você poder recarregar as baterias a qualquer momento, já que elas não ficam “viciadas”. Hoje em dia, esse é o tipo mais comum de bateria encontrado em dispositivos portáteis.
Polímero de lítio (ou Lítio-polímero): as baterias de polímero de lítio ainda não se popularizaram, mas elas têm uma capacidade semelhante às de íon-lítio, com a vantagem de serem mais baratas. Muitos produtos da Apple e o Kindle, da Amazon, já usufruem dessa tecnologia há algum tempo.
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#Fonte: Tecmundo (https://goo.gl/e9mHRa)
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