Com a liberação do fear toxin, um caos se espalhou pelo pátio do instituto, levando assim, mais um baile ao fracasso. Graças ao evento ter sido realizado em espaço aberto, o estrago causado pela toxina não foi tão grande, tendo apenas alguns alunos e professores afetados durante algumas horas mas que foram logo atendidos por seus colegas. Estava mais do que visível que não tinha mais clima para a continuação do evento e aproveitando que o dia já estava quase clareando, Steve Rogers subiu ao palco onde o aniversariante da noite, Bruce Wayne, anteriormente esteve, para anunciar o encerramento da festa. “Com os acontecimentos dessa noite, informo que não tivemos nenhum maior incidente além dos afetados pela Fear Toxin e peço para que todos os que não estiverem se sentindo bem ainda que compareçam a enfermaria. Todos os demais, favor voltarem aos seus respectivos dormitórios enquanto o restante da situação é controlada.” Informou aos estudantes e professores que ainda estavam por ali e observou o mar de pessoas se dispersando. Enquanto eles tinham algo mais para comentar e se traumatizar, o prefeito de Redmont observava todo o resumo do caos como mais uma dor de cabeça.
Considerações OOC:
Todos os que foram afetados pela fear toxin não estão mais sob o efeito.
Os que foram feridos/atingidos passaram, ou ainda estão fica a critério dos players, na enfermaria para uma avaliação se a toxina ainda está em seu sistema.
Todo e qualquer chat/small/turno relacionado ao baile fica agora em flashback.
Me atualize por favor, mas era para supostamente ter uma rainha do baile? Porque eu meio que encontrei essa coroa aqui perdida no chão... Deve ser de alguma fantasia, mas seja como for, agora é minha. Ficou muito melhor em mim.
Sam mal se lembrara do baile. Ocupou a maior parte do dia com mais uma obra de arte em uma das paredes do instituto, já que parecia que as atenções estavam todas em outro lugar. Quando lembrou-se, o baile já havia começado.
Porque vocês dois não me lembraram?
Esquecemos junto com você. Uma cabeça só pra três pessoas dá nisso.
Correu para o dormitório em que vivia, já vazio, para se arrumar. Guardou as latas de spray no fundo de seu armário e tirou de lá sua fantasia de Star Lord. Orgulhava-se de ter feito a maior parte dela sem ajuda.
Melhor fantasia.
Como se você já não tivesse deixado aquele homem desconfortável o suficiente.
O que eu posso fazer, ele é meu space senpai favorito.
Poucos minutos depois, Sam dirigiu-se ao local do baile, com a máscara em mãos. Queria que as pessoas soubessem quem era por trás da fantasia antes de esconder o rosto. Principalmente, queria ver a cara de Peter Quill. Perturbar o mais velho havia se tornado um de seus passatempos prediletos em pouquíssimo tempo.
A confusão atingiu-lhe assim que avistou o local da festa. Choro, gritos, e o fim de um vídeo que Sam mal pode identificar do que se tratava. Claramente, algo daquele vídeo havia causado muitos estragos nas mentes de seus colegas e professores. Aproximou-se e olhou em volta, procurando seus amigos mais próximos. Decidiu que só se importaria com aquilo se um deles estivesse em situação similar.
Não os encontrando de imediato, Sam começou a andar por entre a multidão, buscando os rostos daqueles com quem mais se importava, tarefa que era dificultada pois muitos usavam máscaras. Parou de andar para repensar sua estratégia e respirou fundo. Sem perceber o gás, o mesmo fez com que Sam tossisse quando invadiu seus pulmões de surpresa.
Os efeitos não vieram no mesmo instante. Sam tentou localizar a origem do gás, andando mais para o centro do evento, de olhos pregados no chão. Pernas fantasiadas distraíam menos do que rostos fantasiados. Mas sua investigação jamais seria concluída.
Podia sentir seu coração acelerar a cada passo, chegando ao ponto em que Sam já não conseguia ouvir os próprios pensamentos. As outras duas vozes que habitavam sua mente precisavam gritar para que as ouvisse. Os passos tornavam-se cada vez mais lentos, até que pareciam pesados demais para continuarem a se arrastar pelo gramado. A respiração era pesada; as mãos tremiam como há muito tempo não acontecia.
Ainda fitava o chão. A grama verde parecia convidar a que se deitasse e esperasse o fim de tudo, mas, na mente de Sam, ficar ali seria o fim de si e daqueles que amava. Precisava achar todos. Precisavam sair dali. Sem pensar duas vezes, pegou duas das armas que carregava -- Sam sempre carregava armas para onde quer que fosse, e até as armas de sua fantasia eram de verdade -- e empunhou uma em cada mão, erguendo-as junto com o rosto.
Não encontrou mais pessoas fantasiadas quando voltou a olhar. Figuras sombrias andavam por todos os lados, com seus membros longos, grotescos e disformes e seus rostos vazios. Apontou as armas para os dois mais próximos e, sem pensar duas vezes, disparou.