Borderparty
Sobre ser border em uma festa, é primeiramente anestesia, seguido por uma onda impetuosa de euforia e graça, como se trilhasemos a vida, sob um chão de grostule, mas como um paraíso nas nuvens, com pés pesados, começamos a despertar a individualidade empatica, um sorriso que esconde uma lágrima gritante é avistada e nossa frequência começa a expandir, e então derepente, uma briga, uma discussão, alguém que bebeu de mais, uma traição, um beijo secreto, e todas essas pessoas, que antes eram apenas um grande arquétipo, passam a se tornar indivíduos únicos, sendo lidos e adaptados pela nossa frequência, e continuamos expandindo, até de forma catatonica, nos desconectarmos do nosso eu consciente, e sentimos tudo, todos, chegamos no nosso maior nível de expansão, e não somos mais nós msm, mas somos todos, sentimos todos, a festa é em nós, e é nós, então, como um soco no peito, toda essa expansão se retrai de uma só vez, o nosso eu consciente cai abruptamente no banco das decisões, e ainda sangrando encara nossos maiores medos, o abandono a rejeição, e acima deles, o vazio.
Gegê Barcellos 19/11/2021










