“You’re a terrible cook.”
— But I’m a great cock. — Lorenzo tinha uma sobrancelha erguida em malícia ao apontar a espátula na direção de Jaime, diversão marcada nos lábios. Compondo seu visual de chefe de cozinha, havia o avental estampado com a logomarca do restaurante dos pais enlaçado ao tronco e um pano de prato por cima do ombro esquerdo, que usava para enxugar as mãos e o suor da testa (e para aliviar o ardor sempre que o óleo respingava em seus braços). — É por isso que me forçaram a cursar administração, não gastronomia. Já imaginou se os pratos do EL BURLADERO ficassem por minha conta? Aquele negócio fechava em em dois tempos. — Ele balançou a cabeça em negativa, rindo da própria desgraça. Já era loucura o suficiente deixar as finanças em suas mãos, mas ao menos aquele serviço não necessitava de uma aptidão específica. Lorenzo virou o hamburguer. — De qualquer forma, outch! — devagar, fingiu ofensa. — Vai ficar uma delícia, seu ridículo. Onde é que tá a sua fé?










