identidade de gênero & pronomes: Enby, genderfluid. é um tanto quanto indiferente aos pronomes, mas tem preferência pelos neutros ou femininos; no formulário do Projeto e para os responsáveis pelos tais, Sasha utilizou pronomes masculinos por aconselhamento para que seu pareamento não demorasse.
idade: 27.
faceclaim: Nico Tortorella.
hierarquia social: Plebeu.
ocupação: Sasha é uma das meretrizes de um dos bordéis mais discretos de Brittania.
Desenvolvimento ╱ About .
A infância cercada de irmãos lhe ensinou duas coisas: a dividir tudo o que possuía e que você nunca estará sozinho. Apenas um desses aprendizados mostrou-se verdadeiro e seguro em seu crescimento, o de dividir. Oliver não era como seus irmãos que queriam entrar para o exército e ter alguma chance de se machucarem para ganhar uma pensão vitalícia, sim, os Conrad desejavam lesões em serviço, serem dispensados e então viver da mísera recompensa que era paga aos veteranos que não exerciam mais seus cargos.
Oliver não… queria isso para si. A primeira vez que percebeu que o apoio dos irmãos era algo ilusório foi quando seu pai presenciou a filha mais nova lhe ajudando a usar a maquiagem da mãe. Céus, a surra que levou…. E pior, a solidão que veio depois, parecia insuportável. Rapidamente qualquer curiosidade ou vontade que sentisse era reprimida, Oliver lutou com todas as suas forças mesmo que, no fundo, desconfiasse que havia algo errado consigo, como o pai dizia. Seus irmãos se afastaram, era taxado de estranho pelas outras crianças e a adolescência foi ainda mais complicada. Oliver estava sozinho.
Fugir de casa foi um impulso que tomou aos quatorze anos, mas talvez tenha sido o movimento certo. Viveu nas ruas por tempo o suficiente para se arrepender de largar a família, mas também para compreender que era necessário. Não errou em fazer aquilo, mesmo que doesse. Doía mais ficar lá. Nesse período nas ruas aprendeu mais sobre si, Oliver Conrad ficou para trás, principalmente ao encontrar abrigo em um dos prostíbulos do reino. O local discreto estava repleto de meninas, mas não havia alguém como si, dizia Antonieta, a mulher mais velha do local. Fazia algum tempo que não viam alguém especial assim.
Aquele local se tornou seu lar. Ali, Sasha nasceu, floresceu. Aprendeu que embora não desse tanta importância à lhe tratarem com pronomes masculinos, Sasha preferia os femininos ou que nem usassem algo para lhe definir. Duas caixinhas não eram o suficiente para lhe conter. Ganhou uma certa fama entre as mulheres e os homens influentes que procuravam o bordel de Antonieta; sua versatilidade e facilidade de atender quaisquer que fossem os gêneros, rendia tal atenção.
O único motivo pelo qual escapou do exército foi conhecer as pessoas que recrutavam os novatos. Ganhou o veto por explicar que teria que parar os serviços caso entrasse no exército, sabia usar bem seus atributos, não foi difícil sair com o papel carimbado como inútil aos militares. Além do mais, talvez, Sasha tenha usado algumas ameaças também.
Embora a vida no bordel não fosse perfeita, foi bem melhor que o exército. Mas, às vezes, o serviço era demais. Algumas pessoas exigiam muito, havia àquelas que maltratavam por achar que por pagarem, poderiam fazer qualquer coisa; o trabalho podia ser cruel. Sendo assim, ao ouvir o anúncio sobre o Projeto, cadastrou-se. Pela primeira vez em tempos, usou pronomes masculinos para que não tivesse problemas com o pareamento. Queria ter a sorte de encontrar alguém com status, ou pelo menos alguém para lhe tirar do bordel.