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This is great once you Wheein you can't Whee out! Her pronunciation is soo good. The “I’ll neber” and the “say it us” is soo cute!!!!!!!! She tried!!!!
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Bruno Mars puts on stellar concert show ahead of Super Bowl
Bruno Mars may have wrapped up his massive “24K Magic World Tour” last year, but the singer gave one more glimpse into his stellar show the night before the Super Bowl.
It seemed like everyone appreciated his show.
Some concertgoers danced down the aisles, others threw their hands up high and the majority recited Mars’ lyrics at the Bud Light Super Bowl Music Fest on Saturday night in Atlanta. He was joined by Cardi B and Lil Jon on the final night of the three-night festival at the State Farm Arena, next door to where the New England Patriots will play the Los Angeles Rams in Super Bowl 53.
Ludacris and Migos kicked off the first night of the festival, while Aerosmith and Post Malone performed the previous night.
Cardi B declined an offer to take the Super Bowl stage, but performed a series of songs at the Super Bowl-related event including “I Like It,” ”Bartier Cardi” and “Bodak Yellow.” The rapper said the energy around the city motivated her even more before the concert.
“I come here a lot, but everyone seems to be more excited,” she said in an interview. “It feels like a real holiday. The streets are extremely busy, the malls are a little crowded, everybody is bringing out their best cars, their best jewelry. All these artists are in town. It’s like ‘Wow.'”
Even though Mars’ concert was a pre-Super Bowl performance, the Grammy-winning singer did not make any reference to the NFL’s biggest game of the season. But he did put on a strong show in front of a sold-out crowd performing some of his biggest hits from “24K Magic,” an album he promoted on the 200-date tour that ended in November.
His album won six Grammy Awards last year including album, song and record of the year.
Mars danced effortlessly to “Finesse,” strutted across the stage with a guitar in hand on “Marry You,” and stood in one place to sing “Just the Way You Are.”
———
Follow AP Entertainment Writer Jonathan Landrum Jr. on Twitter: http://twitter.com/MrLandrum31
...é sexta-feira e semana que vem tem feriado.
Hoje saiu o clipe novo do Bruno Mars, "24k Magic". Confere lá: https://youtu.be/UqyT8IEBkvY
Capítulo 104
Havia se passado um mês desde que Bruno havia estado no Brasil. Ah se eu pudesse voltar no tempo... Que semana maravilhosa foi aquela! Bruno e eu havíamos nos falado algumas vezes depois disso, nós falávamos pelo menos uma vez na semana. Ele sempre procurava saber sobre a nossa filha e a cada vez que eu ia ao obstetra, ele me pedia um relatório completo sobre a consulta - ele continuava o mesmo exagerado de sempre. Embora não estivéssemos juntos, nós conseguimos reconstruir a nossa amizade, coisa que eu achei que seria impossível.
O meu lance com o Leo havia esfriado, continuávamos ficando e nos vendo quase todos os dias, mas a minha aproximação de Bruno, havia o deixado enciumado. Eu o entendia e havia lhe dito que o Bruno era apenas o pai da minha filha, mas ele se sentia inseguro e eu não podia culpá-lo por isso. Apesar disso, estávamos levando como dava. Eu me sentia confusa em relação a ele, gostava muito dele, ele estava me dando apoio desde o momento em que soube da minha gestação e eu sempre seria grata por isso.
Era uma sexta-feira, eu havia trabalhado meio expediente, havia passado mal e haviam me dispensado devido a isso. Eu me sentia bem, porém preferiram me mandar pra casa. Dormi, um pouco esperando que o meu cansaço desaparecesse, e foi exatamente assim.
Quando a noite começava a cair, Sarah chegou em casa, acompanhada por Leo. Recebi um abraço carinhoso de Leo e um beijo demorado nos lábios, o abracei e sorri satisfeita com o gesto.
Sarah – Se sente melhor? – Beijou meu rosto.
Ashley – Sim. Ainda tô com um leve enjoo, mas tô bem. – Sentei no sofá.
Leonardo – Pensei que a fase dos enjoos havia passado. – Se sentou ao meu lado.
Ashley – Eu também. – Sorri. – Pelo menos, meus hormônios estão menos à flor da pele, o que é maravilhoso.
Sarah – É mesmo. – Fez uma cara engraçada. – Você começava a rir e do nada começava a chorar...
Leonardo – Eu achava engraçado! – Sorriu.
Sarah – Engraçado porque você não mora com ela. – Revirou os olhos.
Ashley – Eu tô aqui. – Me fingi de ofendida. – Enfim... A gente podia ir naquela pizzaria. O que acham?
Sarah – Eu topo. – É só falar em comida e ela logo se anima! – Só preciso tomar um banho.
Leonardo – Vão se arrumar que eu espero vocês.
Ashley – Já volto! – Dei um beijo demorado nele. – Já sabe que tá em casa!
Fui até meu quarto e me troquei rapidamente, não queria deixar Leo esperando.
Enquanto eu me arrumava, ficava pensando no quanto tudo parecia estar certo, as coisas estavam se ajeitando e eu estava gostando disso.. Vesti o primeiro vestido que achei, eu estava feia e gorda, independente da roupa que eu vestisse, continuaria parecendo uma orca, então decidi não me preocupar com o que vestiria. Peguei minha bolsa, calcei minhas sapatilhas e voltei pra sala.
Me aproximei de Leo e beijei seu rosto o surpreendendo. Ele sorriu e fez com que eu sentasse ao seu lado. Trocamos beijos carinhosos e ficamos abraçados enquanto esperávamos Sarah aparecer na sala. Enquanto conversávamos, Leo mostrou seu bom humor e sua gentileza, ele me dizia que eu estava cada dia mais bonita, porém eu não acreditava. Achava estranho o fato dele ainda se sentir atraído por mim, mesmo eu estando vários quilos a cima do peso. Eu ria da forma como ele dizia isso, era bom me sentir assim. Rir de maneira natural e leve.
Quando chegamos à pizzaria, Sarah e Leo ficaram fazendo piadas sobre mim, eu apenas ria daqueles dois palhaços. Eu estava feliz ao lado deles, e não tinha medo disso!
Tivemos uma noite animada, estar na companhia de Leo e de Sarah era algo que sempre me animava. Terminamos nossa noite em um bar na beira da praia. Não sei explicar a sensação boa que se apoderava de mim, talvez pelo lugar, ou pelas companhias, ou apenas por ser. Eu estava bem e esperava ficar assim por muito tempo. As ondas do mar quebravam fortemente, algumas pessoas se exercitavam na areia, grupos de amigos d=se divertiam pelas calçadas. Aquele cenário me trazia paz, aconchego. Eu me sentia em casa estando ali.
Horas mais tarde, Leo nos levou para casa e depois que Sarah se deitou, ficamos namorando no chão da sala. Trocamos beijos suaves, carícias provocantes. Suas mãos me tocavam de forma tão suave, era como se plumas deslizassem sobre minha pele. Eu adorava seus toques, eram calmos e delicados. Ele tinha o hábito de acariciar meu ventre, e beijar meus ombros, gestos tão simples que encantavam tanto. Encostei minha cabeça em seu ombro e ele ficou acariciando meu ventre, fiquei calada contemplando aquele momento de carinho entre nós.
Leo foi embora por volta de 23h30.
Leonardo – Amanhã venho aqui à tarde. – Falou enquanto íamos até a porta.
Ashley – Vou ficar te esperando! – Sorri.
Nos beijando calmamente, com pequenas mordidas nos lábios. Leo se afastou de mim, calmamente , fiquei o observando até ele entrar no elevador e as portas se fecharem. Ele sorriu lindamente até as portas se fecharem por completo.
Voltei para dentro de casa e liguei a televisão, me sentei no sofá e me cobri com o edredom que estava ali. Eu estava sem sono, e a Kayla estava bastante agitada, parecia estar dançando a macarena, dentro de mim. Eu acariciava meu ventre tentando acalmar minha filha, pedia pra ela se acalmar e conversava com ela, porém ela parecia não entender o que eu dizia. Troquei de canal e parei em um que mostrava uma matéria com o Bruno, foi como mágica, Kayla se acalmou aos poucos até ficar completamente quieta. Minha filha nem tinha nascido e eu já havia a perdido pro pai, perdido por WO. Revirei os olhos e sorri abafado e continuei acariciando meu ventre. Estava quase adormecendo quando o telefone tocou me despertando. Era quase meia-noite. Quem poderia me ligar a essa hora? Leo não era, pois não havia dado tempo dele chegar em casa.
Ashley – Alô?!
Melissa – A Ashley Hudson Cooper está? – A mulher falava em inglês. Estranho.
Ashley – Quem deseja?
Melissa – Meu nome é Melissa, sou enfermeira do Usc Norris Cancer Hospital: Best Charles Dea MD. – Por que uma enfermeira de um dos melhores hospitais de Los Angeles estava me ligando?
Ashley – É ela. – Me sentei assustada. – Pode falar!
Melissa – Estamos buscando doadores de medula que sejam compatíveis com o Taylor Hudson Cooper. – Pausa. – Vocês são irmãos, certo?
Ashley – Sim. Mesmo pai e mesma mãe. – Respirei fundo, meu irmão estava com leucemia.
Melissa – Irmãos dos mesmos pais têm mais possibilidades de serem compatíveis. – Pausa. – A Lois Lane foi uma das primeiras pessoas a doarem, por também ser irmã, porém não ela não é uma doadora compatível. – Suspiro. – Não sabíamos que o Taylor tinha uma outra irmã além da Lois, descobrimos isso ontem e achamos que há possibilidade de você ser uma doadora compatível. Teria como você vir até aqui para fazer a doação?
Ashley – Até que dia? – Me levantei apressada e caminhei até meu quarto. Eu chorava compulsivamente. – Estou fora do país, talvez eu demore um pouco para ir até aí.
Melissa – O ideal seria vir o mais rápido possível. Mas o caso de seu irmão é estável, porém essa doença é traiçoeira, por isso é bom não demorar muito.
Ashley – Obrigada por me avisar. – Passei as mãos no rosto. – Estarei aí o mais breve possível.
Desliguei a ligação e fiquei um tempo olhando pro nada. Meu irmão estava com leucemia e eu não sabia o que fazer, ninguém me deixaria até Los Angeles, mas eu precisava dar um jeito de ir e ajudar meu irmão. Eu queria não acreditar nisso, queria que fosse um pesadelo onde eu pudesse acordar e tudo estivesse normal. Eu não consegui conter o choro, chorei muito, minhas lágrimas inundariam o deserto do Saara caso eu estivesse lá. Me encolhi na minha cama e desejei ter por perto qualquer pessoa que pudesse me confortar naquele momento. Era duro acreditar que isso estava acontecendo com o meu irmão que sempre foi saudável.
A porta do meu quarto se abriu lentamente e Sarah entrou cuidadosamente pensando que eu estivesse dormindo. Me sentei na cama e esperei que ela se sentasse ao meu lado.
Sarah – Quem ligou? – Disse entre bocejos.
Ashley – Uma enfermeira do Usc Norris Cancer Hospital. – Me deitei novamente. – Taylor está com leucemia! – Falei antes que ela perguntasse. Minhas lágrimas voltaram a rolar sem dó.
Sarah – Isso é sério? – Perguntou assustada e eu afirmei com a cabeça. – Amiga, vem cá!
Sarah me deu um abraço apertado e ficou me confortando da maneira que sabia e conseguia. Ela ficou ao meu lado até eu adormecer. Estava preocupada comigo, com o que a notícia poderia causar em meu emocional – que já era fudido por natureza. Chorei tanto que tive dor de cabeça à noite toda.
Na manhã seguinte, acordei tão mal quanto estava à noite. Eu abri os olhos lentamente e vi Leo deitado ao meu lado, ele estava dormindo, mas parecia preocupado – seu rosto estava sério e sua testa enrugada. O abracei pela cintura e me encolhi contra seu peito, voltei a dormir sendo aquecida por seu corpo. Durante o tempo que dormi, consegui esquecer o que estava acontecendo, porém ao acordar, tudo voltou como uma avalanche.
Sarah, Leo e eu tomamos café da manhã sem dizer nada. Aquela casa nunca havia sido tão silenciosa, eu estava abalada, e os dois estavam preocupados comigo. Olhei para minha amiga que sorriu calmamente, ela tentava me passar segurança, porém o que eu queria e precisava era ver meu irmão. Leo acarinhava minhas pernas de forma delicada, seu olhar estava perdido, provavelmente ele estava pensando no que acontecia. Sarah havia ligado para Leo, logo assim que acordou, e lhe contou o que estava acontecendo – e ele chegou em nosso apartamento assim que pode. Eu adorava suas manifestações de carinho e a atenção que ele me dava, mas me sentia mal por não correspondê-lo da mesma forma.
Passei o dia todo ao lado de Leo, ele me levou até o shopping, e depois à praia. Se fosse em qualquer outro momento, eu ficaria feliz, mas com o que estava acontecendo, eu estava apenas adiando a preocupação inevitável.a noite, depois que Leo foi embora, e que Sarah foi dormir, fiquei pensando em como ir até Los Angeles e me ocorreu a ideia. Se eu pedisse, ninguém me deixaria ir antes da Kayla nascer, então eu iria sem ninguém saber, e iria o mais rápido possível.
Pesquisei os próximos voos para Los Angeles e os preços, consegui uma passagem pro voo que sairia às 05h00 da manhã. Eu teria que sair antes da Sarah acordar, eu sairia de madraguda para evitar o confronto com minha amiga. Comecei a arrumar minhas coisas em uma mala grande e algumas coisas da Kayla em uma bolsa de viagem, o resto ficaria pra trás – depois eu daria um jeito de pegar. Fiz tudo apressadamente, eu tinha tempo a perder. Coloquei o máximo de roupas que consegui, a mala ficou lotada, coloquei todas as coisas que realmente eram necessárias. Enquanto eu arrumava minhas coisas, pensei que eu estava pondo meu trabalho em risco, mas meu irmão era mais importante que isso.
Às 03h00 da manhã, eu saí do apartamento sem que Sarah visse. Eu havia chamado um táxi e pedi para o porteiro me avisar quando ele chegasse. Antes de sair de casa, deixei um bilhete para Sarah, um para Leo e um para minha avó – pedi desculpas por ir sem me despedir, mas expliquei que não conseguiria ficar sossegada longe do meu irmão. Tudo isso que estava acontecendo era muito confuso pra mim, eu me perguntava se sempre seria assim; toda vez que eu achava que estava bem, vinha a vida e me dava um golpe. Era ruim viver assim, e nunca sabia se podia relaxar ou deveria ficar alerta.
O voo até Los Angeles foi relativamente tranquilo, sem turbulências ou complicações. O único problema era eu. Ao chegar em Los Angeles, após horas e horas de viagem, respirei aliviada. Eu estava onde eu precisava estar, o problema era pra onde ir. Olhei meu relógio de pulso e marcava 15h00 de acordo com o horário de Brasília. Há essa hora, Sarah, Leo e minha avó já haviam enlouquecido – fiquei com dor na consciência por ter saído sem avisá-los, eu deveria dizer que estava bem, porém tudo o que eu não queria era falar com eles e ouvir sermões.
Fui para a casa de Taylor, eu ainda tinha as chaves de lá e era um lugar sossegado onde eu podia descansar sossegada. Durante o trajeto, fiquei observando a cidade e senti um aperto no peito, uma angústia, minha família colocaria a cidade pra baixo até me encontrar, eu só esperava poder dormir antes de ouvir as broncas inevitáveis. Passei pos um caminho que era próximo a casa de Bruno, quis ir até lá e lhe pedir conforto, carinho, mas não era conveniente, não nesse momento.
Entrei na casa de Taylor, sentindo alívio por estar em um lugar familiar. Deixei minha bagagem na sala e fui até o quarto onde Lola e eu guardávamos algumas coisas, estava tudo ali, como sempre esteve. Peguei um moletom e fui para o banheiro, tomei um banho demorado, tentei relaxar enquanto a água corria por meu corpo. Após o banho, resolvi me entregar ao cansaço e adormeci. Dormi por horas, acordei com fome, e lembrei que desde que eu não havia comido nada desde que eu havia saído do Brasil. Fui até a cozinha e fiz um sanduíche com o que encontrei por lá, não era a melhor comida do mundo, mas era o que eu tinha naquele momento.
Fui para a Sala com meu sanduíche e um copo de suco. Me sentei no sofá e liguei meu celular, digitei mensagens rápidas para Sarah e Leo, me desculpei por ter saído como uma fugitiva e lhes assegurei de que eu estava bem. Ok, eu não estava tão bem, havia acordado um pouco enjoada e zonza, mas eu não precisava lhes deixar preocupados sem a toa, logo eu estaria melhor. A televisão estava ligada para me fazer companhia, queria tem algum som, ouvir alguma voz e criar uma ilusão de que eu não estava sozinha. Era final de inverno, e estava chovendo fraco, o céu estava completamente nublado, parecia que ainda choveria muito mais.
Aproveitei o tempo ocioso desfazer minhas malas, coloquei as roupas devidamente dobradas, dentro dos armários. Era pouco mais de 19h00, logo eu dormiria novamente – eu ainda estava da cansada e estava grávida, grávidas dormem o tempo todo. Eu não sabia mais o que estava fazendo, devido à tudo: cansaço, desanimo, preocupação. Eu só queria ficar quieta no meu canto.
Me deitei e deixei a televisão ligada em um canal de filme, passava um romance qualquer, talvez fosse adaptação de algum livro, mas não me recordo qual. Adormeci enquanto o casalzinho do filme se beijava, eu não estava dando à mínima pro que acontecia no filme, só queria que a televisão continuasse ligada.
Acordei durante a madrugada, sentindo fortes dores na região baixa da barriga. Eu tentei me acalmar e esperar a dor passar, porém ela só aumentava. Eu estava inquieta, rolava de um lado para o outro da cama, tentando achar uma posição confortável, sem sucesso. Me sentei na cama e suspirei frustrada. Afastei o edredom e me assustei ao ver uma enorme mancha de sangue na roupa de cama. Comecei a chorar como uma louca. Eu não podia estar abortando, eu precisava da Kayla, precisava da minha filha. Peguei o telefone e liguei para o celular de Bruno, era tarde, mas ele não costumava dormir cedo. Eu fiquei esperando ele atender, e quando isso aconteceu, senti alívio por ouvir sua voz.
Bruno – Alô! – Atendeu com voz sonolenta. – Quem é?
Ashley – Bruno, é a Ash! – Segurei o choro fazendo um barulho estranho.
Bruno – Ash? – Pareceu surpreso e preocupado ao mesmo tempo. – Tá tudo bem?
Ashley – Não. – Senti as lágrimas correrem por minha face. – A Kayla... Eu...
Bruno – O que aconteceu com a minha filha? – Sua voz transmitiu um certo desespero.
Ashley – Eu tô abortando! – Chorei compulsivamente. – Me ajuda!
Bruno – Cadê a Sarah? O Leo? – Perguntou rapidamente.
Ashley – Eu tô em Los Angeles. – Falei com a voz tremula. – Tô na casa do Taylor, vem pra cá! Rápido!
Bruno – Já tô indo! – Ouvi ruídos e vozes ao fundo. – Me passa o endereço por mensagem.
Ashley – Corre pra cá! Por favor! – A última frase saiu fraca.
Bruno – Não vou demorar, tenta se acalmar. Te amo!
Bruno desligou o telefone e eu tentei recuperar minha calma, precisava dela para conseguir esperar o pai da minha filha. Eu queria ir até o armário e pegar uma roupa decente para me trocar antes de Bruno chegar, mas eu não estava me aguentando. Não demorou mais de 20 minutos para que ele chegasse, porém o tempo pareceu uma eternidade. Me arrastei até a porta, fui até lá gemendo de dor, e ao ver que o Bru estava ali, me joguei em seus braços, chorando como uma tonta. Ele se assustou ao me ver assim, perguntou o que havia acontecido e eu lhe expliquei, ele se assustou e disse que me levaria ao pronto socorro mais próximo.
Bruno me levou até seu carro, me colocou sentada no banco do carona e afivelou o cinto de segurança. Ele voltou para a casa, pegou minha bolsa, uma calça e o edredom para me cobrir. Eu estava tremendo de frio e ele havia notado isso. Seguimos em direção ao pronto socorro, e ele dirigia nervosamente, seus dedos apertavam o volante com força, e seu rosto estava ríspido. Pouco falávamos, queríamos apenas resolver o que estava acontecendo. Bruno estava mais nervoso que eu, a cada vez que eu gemia de dor, ele me olhava assustado e acariciava meu rosto, me prometendo que tudo iria ficar bem.
Chegamos no hospital mais próximo que encontramos, Bruno me levou em seus braços até a entrada, e gritou para que eu fosse atendida logo. Ele estava a ponto de chorar com tudo isso.
Bruno – PELO AMOR DE DEUS! – Falou nervoso. – ELA ESTÁ TENDO UM ABORTO, AJUDEM ELA!
Uma enfermeira veio até nós com uma cadeira de rodas, Bruno me colocou nela e eu fui encaminhada até o setor de emergência. Chorei como uma louca, a enfermeira tentava me acalmar e dizia que ficaria tudo bem, comigo e com o bebê. Eu queria acreditar nela, mas estava sendo complicado.
(POV Bruno) Fui acordado às 02h30 da manhã com uma ligação de Ash. Não sabia que ela estava em Los Angeles, e me desesperei quando soube que ela estava tendo um aborto. Não podia acontecer nada com nossa filha, eu não me perdoaria.
Me levantei da cama, rapidamente, Jessica me olhou assustada, sem entender o que estava acontecendo. Vesti a primeira roupa que achei no armário, eu tinha urgência em chegar a casa de Taylor. Precisava ajudar a Ash. O que ela estava fazendo em Los Angeles.
Jessica – O que houve? – Se sentou na cama. – Você está nervoso.
Bruno – A Ash acha que está tendo um aborto. – Fui até a cômoda e peguei minha carteira e as chaves do carro. – Tô indo ajudá-la.
Jessica – Ela não mora no Brasil? – Me olhou confusa.
Bruno – Ela está na casa do irmão, não sei quando ela chegou na cidade. – Beijei sua testa. – Vou tentar entender tudo isso e depois te explico.
Jessica concordou com a cabeça. Saí de casa sem dar tempo dela dizer algo, eu não tinha tempo para isso.
Dirigi apressado até a casa do Taylor e me assustei ao ver o estado de Ash. Ela estava pálida, havia um rastro de sangue no chão, aquilo me desesperou. Eu não precisava ajudá-las, Ash e minha filha dependiam de mim. Fomos ao pronto socorro mais próximo e lá, a Ashley logo foi atendida. Enquanto ela estava sendo atendida pelo médico plantonista, eu esperava impaciente. Somente Jessica sabia que estava acontecendo, fiquei tão atordoado que não avisei a ninguém, depois eu avisaria à família dela e à minha.
Uma hora depois, a enfermeira veio até minha e me contou o que havia acontecido, Ash havia tido um descolamento de placenta ocasionado pela viagem de avião. Ela precisaria fazer repouso até o final da gestação para que a nossa filha nascesse no tempo previsto. Suspirei aliviado ao saber que minha filha e sua mãe estavam bem, mas teria uma conversa séria com ela e perguntaria o porque dessa viagem repentina e sem aviso.
A levei para minha casa, contra sua vontade, mas não ficaria bem se deixasse ela sozinha na casa do Taylor. Eu precisava cuidar dela, e esperava que isso não causasse problemas, nem com Ash e nem com Jessica, que seria pega de surpresa. Durante o trajeto até minha casa, Ash apenas dormiu sem que nada a perturbasse. Era bom ver sua traquilidade, depois dos momentos de desespero que passamos. Eu ainda estava agitado e preocupado com a situação, e sem entender nada. Eu precisava me acalmar, mas como?
Ao entrar no quintal de casa, vi o carro de Ryan estacionado. Ele não havia me dito que iria para minha casa, mais como os caras achavam que era a casa da mãe e Ryan tinha chave, eu deveria estar acostumado. Ajudei Ash a entrar em casa, a primeira coisa que vimos, ao entrar, foi Lola, abraçada ao Ryan e Jessica sentada mais afastada. Os três conversavam e pareciam preocupados, mas ao nos verem, respiraram aliviados.
Lois – Ash! – Veio até a irmã e a abraçou. – Como você está? – Aconteceu algo com a Kayla? – Colocou as mãos na barriga da irmã.
Ashley – Estamos bem. – Falou com a voz cansada.
Bruno – Ela teve um sangramento causado por um descolamento de placenta. – A ajudei a se sentar. – Mais um pouco e ela poderia ter abortado.
Ryan – Como isso aconteceu?
Bruno – Ela já está em um estágio avançado da gestação, e fez uma viagem de avião de mais de 10 horas. – Resumi. – Agora ela tem que fazer repouso para que a Kayla não nasça antes do tempo.
Lois – No que você estava pensando? – Olhou feio pra irmã.
Ashley – No Taylor com leucemia!
Todos ficaram calados olhando para a Ash. Jessica se afastou disfarçadamente e subiu as escadas, não havia dado tempo para apresentar as duas, Ash mal entrou na sala e foi bombardeada por perguntas de Ryan e Lola. Jess deve ter se sentido uma intrusa naquela cena, não a culpava por isso.
Lois – Quem te contou? – Se sentou ao lado da irmã.
Ashley – Uma enfermeira do hospital onde o Tay está.
Naquele momento entendi o desespero da Ash, ela queria doar medulas ósseas para tentar salvar a vida do irmão. Um gesto nobre, porém quase colocou em risco a vida da nossa filha. Acho que se isso estivesse acontecendo com meu irmão ou minhas irmãs, eu atravessaria o mundo a nado para tentar ajudar.
Ficamos conversando ali, explicando, para Ashley, o motivo de não termos contado nada sobre a doença de Taylor, e no final ela entendeu que queríamos evitar a reação que ela teve. Após algum tempo, Jessica voltou à sala e eu as apresentei, elas se trataram bem e evitaram aproximação – queriam apenas um bom convívio, pelo menos por hora. Eu desejava que isso continuasse assim por um bom tempo. Ver a mulher da minha vida, grávida e a minha namorada, lado a lado, me deixou assustado e apreensivo. Eu não sabia como agir, o que fazer, eu só esperava que tudo se resolvesse da melhor forma possível.