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Eu vou lutar contra eles. Eles vão me copiar, bem aos poucos, um exército de sete nações não pode me impedir de correr atrás dos meus desejos.
Alguns sorrisos dizem “Deixe pra lá”, mas me recuso a ouvir sobre isso, cada um tem seus desejos, suas histórias, ambições e vontades, mas eles não me conheceram e não sabem do que sou capaz.
Muito bem senhores, coloquem suas cartas na mesa e deixem ela escolher o baralho que quer. Se não confia no seu taco para deixá-la escolher, então você não merece estar nesse jogo. Explicite suas ambições e deixe-a escolher qual será mais útil, mas seja humilde e saiba perder, porque você vai.
Essa noite eu serei o seu oponente. Mas não se trata de ganhar ou perder, e sim de chamar atenção. Até vocês aprenderem isso ela já terá escolhido. Ora senhores, não me olhem com essas caras, não confundam humildade com humilhação. Eu vou lutar contra vocês, lutarei com prazer, mas deixem ela escolher. Porque ela é uma rainha, e não são obrigadas a escolher e nem a serem escolhidas.
Se entenderam a regra, então que comece os jogos.
Eu sei que estou sem tempo pra fazer isso dar certo, eu queria que meus medos parassem de tentar me conter. Sabe, eu gostaria de poder escolher um caminho diferente ao invés de ficar jogando esse jogo, sem se preocupar com absolutamente nada : nem palavras, nem atitudes, ou com o tempo. Apenas tentando fazer o melhor.
O melhor de tudo isso é que podemos ser como o fogo, consumindo tudo ao seu caminho, absorvendo cada oportunidade e deixando de lado tudo que não puder ser aproveitado para nos incendiar. Podemos iluminar o mundo; ser o que quisermos ser, ir onde quisermos ir. Voaríamos livres, assim como uma mágica: sumir quando quisermos e aparecer onde bem entendermos. Ninguém pensa que isso é possível, até que alguém o faça, então preste muita atenção e me veja fazer com muita facilidade.
Ao tornar o impossível fácil, estaremos a salvo, estaremos acima de tudo e nada poderá nos atingir. E se caso cairmos, caso nos entregarmos, seremos os únicos culpados.
Apenas pare e pense um segundo. Não sei se posso deixar mais claro a não ser grite mais alto: Sou capaz de qualquer coisa mesmo. E então chegamos ao momento em que você escolhe entre deixar tudo isso pra lá ou fazer a nossa própria festa.
Vamos falar de agora. Falar do momento em que tudo se tornou uma grande bagunça aqui dentro. Sei que você acha que isso tudo não é sua culpa e nem problema seu, mas vou te dar alguns segundos pra defender a sua opinião enquanto penso no tempo que levei pra entender que tenho que fazer tudo só, no tempo que levei pensando que terminaria sozinho e em todas as chances que dei a mim ao procurar algo melhor e por fim pensando em tudo o que somos.
Hoje é o dia pelo qual estive esperando. O amanhã não vai vir mesmo e já que o ontem está tão longe... Eu tinha o costume de querer crescer, achava que poderia ser livre, mas agora percebo que hoje é o meu dia e enquanto você ainda defende a sua opinião eu vou continuar dizendo que hoje é o meu dia, então vou dizer que vai ser do meu jeito...
...Sem advogados para entender o meu caso, mas não me importo. Acabamos de passar o ponto em que não há mais retorno e lá está você tentando responder se poderá algum dia ser melhor que hoje.
Corri 300 milhas, tudo pra te ver. Dizer o quão amável você é. Precisava te ver. Precisava ouvir seus segredos, responder suas perguntas.
Por isso corri, mas não me disseram que a longa jornada seria mais fácil do que montar o seu quebra-cabeça, que seria mais fácil que ouvir um eu te amo. Não me avisaram que ao te ver o meu coração bateria mais rápido que durante toda a maratona em si.
Enquanto corria, senti o suor correr pelo meu corpo, minha respiração pesar e um ar gélido entrar em meus pulmões e então pensei estar vivo, até que meus olhos alcançarem minha chegada, então minhas pernas tremeram, o ar faltou, o coração parou e nenhum pensamento me perturbou mais do que a dúvida sobre o que dizer quando chegasse. Pensei em contar o esforço que fiz, talvez dizer que atravessei o oceano, que superei barreiras, que fiz tudo isso por você. Mas quanto mais eu me aproximava, mais faltavam as palavras.
Até pensei em voltar atrás, mas eu não poderia parar agora, principalmente agora que notou a minha presença, eu não poderia parar agora que você sabe, eu não conseguiria conviver com mais uma maldita oportunidade perdida ou não tentada.
Na verdade eu até tentei fugir e pensei em correr o mais rápido que pudesse, mas minhas pernas me forçavam a continuar, elas diziam que eu tinha que ir, eu tenho que ir.
Em meio a tantos pensamentos eu esqueci que estava me aproximado, quando me dei conta já estava a suspiros de distância e a única coisa que pude fazer naquele momento foi ser eu mesmo. Então olhei nos seus olhos... sorri... após um longo e cansado suspiro apenas consegui dizer: “...Cheguei!”
Ainda sorria, embora a graça houvesse terminado. Ainda dormia, embora não houvesse sono. Ainda chorava, embora não houvesse lágrimas. Ainda comia, embora não houvesse fome. Ainda olhava constantemente o relógio, embora não houvesse mais quem esperar. Ainda se arrumava, embora não houvesse mais com quem sair. Ainda abria a porta do passageiro, embora não houvesse mais alguém pra descer. Ainda puxava a cadeira, embora não houvesse mais quem sentar. Ainda pedia pra dois, embora não houvesse outro alguém lá. Ainda parava naquela mesma ponte, embora não houvesse nada pra admirar. Ainda ficava acordado até as três da manhã, embora ninguém mais pedisse pra ficar. Ainda tentava lembrar, embora apenas quisesse esquecer. Ainda bombeava, embora não quisesse bater. Ainda caminhava, embora não quisesse prosseguir. Ainda te amava, embora não estivesse mais lá.
Estava dando uma “olhada” na minha dash, e achei um belo gif, o qual coloquei de banner e o admirei por longos 40 segundos enquanto esperava a pagina carregá-lo e salva-lo e então pensei na mensagem que ele transmitia e pensei:
_Já percebeu que estamos sempre caindo? Caindo do céu, caindo de amores afundando em magoas, afundando na lama, na fossa, no fundo do poço... enfim, vários adjetivos, vários sentidos, mas apenas uma direção. Então eu te pergunto: Estamos nós fadados a cair e sermos salvos? Será essa a estratégia da natureza pra fazer de nós meros fantoches de alguém que julgamos ser nossos salvadores? ou talvez não? Talvez então se apaixonar seja terminar a queda, ou cair de vez e se esborrachar no fundo desse buraco chamado vida.
O problema meu/minha amigo(a), é que a direção ainda é a mesma em ambas hipóteses, ainda caímos. Em um dia estamos por cima, no outro caindo de amores e no seguinte no fundo do poço... independente do poço... quer seja o de fundo do final dos sonhos e realizados e o tão fanatizado felizes para sempre, quer seja o fundo de um bar de amarguras e mágoas afogadas em copos de Whisky’s. Levo-me a pensar sobre o que realmente importa nessa história toda: se é o poço que estamos caindo, ou se é que está em seu fundo. Olha pra Alice, caiu acidentalmente e se descobriu. Olha pra nós, nos jogando de propósito e nos perdendo cada vez mais. Chega a quase ser cômico, não acha? O fato das pessoas acharem o amor de suas vidas “acidentalmente” e você aí olhando a foto da pessoa todos os dias e se afundando cada vez mais nessa fossa de ilusão; mas ambos sabemos o que tem no fundo desses buracos não sabemos? Não, realmente não sabemos, mas arriscamos, talvez seja essa a graça de se arriscar em pular dentro de algo frio, escuro e sem volta. O simples fato de se arriscar. Mas então quantas vezes e em quantos lugares teremos de nos arriscar até descobrir qual é seguro e qual não? Talvez seja uma daquelas perguntas sem resposta... mas esse não é o problema, o problema é que o sentido ainda é o mesmo, a gravidade atua igualmente em todos, em todos estamos em declínio, talvez viver seja descobrir onde declinar. ~Fê