I hope my next house has an interesting front door. This one I found in the town of Cadaval.
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I hope my next house has an interesting front door. This one I found in the town of Cadaval.
Sunflower House / Cadaval & Solà-Morales
source
Interesting balconies and windows from the town of Cadaval. Not all XX Century architecture is crap.
Cadaval. Perhaps, my next home. I know it is the least developed municipality of Lisbon District.. but, somehow, I find this place charming. It's a very subtle charm and I can't put my finger on what makes this place so appealing... but there is something.
This is the Parish Church of Cadaval, aka Church of Our Lady of Conception. It was originally built in the XVI Century and restored several times since then
Something extremely compelling, I think, in the fact that while Skulduggery has almost lost Valkyrie many, many times, Cadaver is the only one of the two of them who permanently lost her. And he lost her not only through physical death (or at least an unmaking, as far as timeline nonsense goes) but through her becoming a shell of herself, which is something Skulduggery has no frame of reference for. Certainly, Darquesse both has and hasn't been her own person over the course of their history—but either way she isn't a diminishment of Valkyrie as much as an evolution.
To this point: ever think about how lonely Cadaver Cain must feel, underneath the action?
Imagine. Your lost partner is returned to you, whole and stable, but she's not yours. She's still unmistakably attached to a younger, happier version of you. Everyone knows you're the worse version of an already dangerous man, and that's fine, but when anyone calls that man an abomination, or even just calls his conduct into question, she jumps to his defense.
And of course he, with the life you'd gotten comfortable in, the trust of your his partner, the assurance that his version of reality is "correct," still finds time to hate you. Because there was never another option. Hate (including self-loathing) is what you both run on, at your cores. You don't bother to downplay or diffuse that, so he gets to be the hero by comparison. You can't find a shred of sympathy with him, even if you were to serve as a cautionary tale.
No matter your conduct, whether you're aiding 'the good guys' or not, you are the perpetual oddity. There is no room for you here to play any other role. Sometimes Valkyrie thanks you for your help. This, taking potshots at your younger self, and sheer stubbornness is enough to get you by.
I find it impossible to believe that Cadaver would resign himself to this position forever.
I think, written well, he is uniquely situated to verbally acknowledge his bond with and feelings for Valkyrie in ways Skulduggery flinches from. She's the woman he recognizes and cares for, even when she struggles to recognize him. That was true when she'd become a harpy and it remains true. Cherishing her when she's fully herself is a privilege he hasn't been able to savor in many years.
He took part of her name in grief, to honor her. Given enough time, enough of a chance to earn her trust, maybe he could make her see that he retains it for more than convenience's sake. Once he manages that, well, what can't he do, with Valkyrie's sympathy on his side?
That's what I thought the ending of A Heart Full of Hatred set things up for.
And then A Soul Full of Shadows delivered on none of that potential whatsoever.
PRAGANÇA: - Memórias de Duas Habitantes.
Prólogo.
Em trabalhos anteriores debruçamo-nos, essencialmente, sobre as festividades de Pragança, no Montejunto.
Temos ainda em nossa posse excertos de entrevistas que fomos fazendo, ao longo dos anos, a duas habitantes da aldeia, já falecidas, e que, dotadas de excelentes memórias, nos transmitiram partes das suas vivências. Foram elas: - D. Sofia Pintéus e D. Maria esposa, que foi, do ti Chico Garcia.
Assim, abaixo publicamos excertos daquilo que temos em arquivo, bem como diversas fotografias da aldeia e do vivenciar das suas laboriosas gentes.
2.Excertos das Entrevistas.
- D. Sofia Pintéus.
Já em tempos demos a conhecer, na Voz de Cambra nº 603 de 1 de Julho de 1996, excertos da entrevista que lhe fizemos em 1991, ano em que tinha comemorado, a 20 de Março, o seu 100º aniversário e que aqui resumimos:
. Teve 5 filhos: - 4 rapazes e 1 rapariga, 8 netos e alguns bisnetos.
. Os seus irmãos, que nasceram com a diferença de 2 anos uns dos outros, eram nove. Comiam sempre uma sardinha para dois.
. Vestia-se, penteava e lavava todos os dias.
. Apanhou muitos cestos de cerejas. Não havia quem fosse mais desembaraçada do que ela.
. Dantes, o sapateiro vinha a casa. Aconteceu estar lá e ela ter tido um dos filhos nesse dia. Não tinha outra companhia, nessa altura.
. Casou com 24 anos. O noivo tinha 27. Era 20 e tal de Setembro. O marido quando morreu ia fazer 80 anos. Faleceu a 6 de Agosto e ia fazer os 80 a 3 de Setembro.
. Disse-nos que lhe tinha nascido um dente aos 70 anos, mas que se gastou porque comia as maçãs com ele. Durou 15 anos. Teve muitas dores para ele nascer, contou-nos.
. O irmão mais velho casou em Cabanas de Torres. Era moleiro e tinha mais freguesia do que os outros, por isso foi morto, junto a uma ribeira lá para os lados da Ota. Foi alguém que assistiu ao crime é que deu o alerta. Isto aconteceu, deve haver aí uns 68 anos, ou seja cerca de 1913.
. Deu-nos o seguinte conselho:
“Se o trabalho matasse, eu nunca teria chegado aos cem anos, pois passei uma vida de privações, quando era nova e para criar os meus filhos”.
. Ensinou-nos a seguinte oração:
“Bendito é, e louvado seja o nosso Jesus, e a sagrada Assunção. Levai meu Jesus a minha alma convosco e a glória do meu coração”.
Também a D. Maria, sua vizinha, contou-nos que:
“Certo dia ela foi ao dentista, que lhe extraiu, em primeiro lugar, o dente que estava bom, em vez do que tinha a cárie. Resultado, a D. Sofia Pintéus regressou a casa com menos dois”.
- Entrevista à D. Maria, esposa do ti Chico Garcia, ano de 1995.
Por razões de parentesco, fomos visita regular em casa da D. Maria e do ti Chico e da sua descendência, já várias vezes referidos. Dotada de excelente memória e sabedora do nosso interesse pelas tradições dos habitantes da aldeia, findas as lides caseiras, tinha sempre algo para nos contar.
Assim, abaixo transcrevemos o que temos anotado no nosso caderno de apontamentos, sobretudo as récitas e cânticos da povoação, aquando da sua mocidade e vida de adulta.
Admitindo que as récitas possam estar incompletas, pois tudo foi ditado sem qualquer apoio escrito, disse-nos:
. Versos a Nossa Senhora e ao Santo António.
I
Nossa Senhora faz meia,
Com linha feita de luz.
O novelo é a lua cheia,
E as meias são pr’a Jesus.
II
Ó Santo António, Santo António,
Meu santinho quebra bilhas.
Livra sempre do demónio,
Estas tuas queridas filhas.
III
Tocai guitarras, harmónios,
Cantai sempre raparigas.
Pois o Santo António,
Gosta muito de cantigas.
IV
Santo António, por ser santo,
Também teve os seus amores.
Quando os santos namoricam,
Que fará os pecadores.
. Outras Quadras.
I
Este ladrão novo,
É muito gaiato.
Passa pelas moças,
Penica-lhe no fato.
II
Penica-lhe no fato,
Se sim, senhora não.
Rapaz que é ligeiro,
Furta que é ladrão.
III
Tornas a furtar,
Porque tens ocasião.
Já cá vai roubado,
Já cá vai na mão.
IV
Agora fica, fica,
Não sejas pavão.
Já cá vai a prenda,
Do meu coração.
Agora fica, fica,
Não sejas pavão.
. Da água.
I
Anda cá se queres água,
Que os meus olhos ta darão.
Ela é pouca, mas é boa,
Da raiz do coração.
. Rola ó pombo.
Disposição: - Rapazes de um lado e raparigas do outro pegando nas respetivas mãos*. Sem música. A dada altura, rodopiavam e ficavam de costas uns para os outros.
I
Rola, rola ó pombo,
Por essa casa abaixo.
Rola, rola ó pombo,
Por essa casa acima.
Tenho um navio no Porto,
Voltado pr’a Coimbra.
II
Voltado pr’a Coimbra,
Voltado pr’o Cartaxo.
Se você diz que rola ó pombo,
Rola por essa casa abaixo.
. Récita: - O Milagre de Santo António.
Nota: - A D. Maria descreveu tudo, o que se segue, baseada na sua memória. Não tinha qualquer apontamento junto dela.
Entravam: - Padre e Rosinha;
e
. Santo António e Rosinha.
A INICIAR: - Estribilho.
Ó Santo António, ouve lá esta,
Vamos pr’a festa,
Que é tão rija e valente.
Dá-nos dinheiro,
Mais um noivo bem decente.
Ó Santo António, Santo António,
Meu santinho quebra bilhas.
Livra sempre do demónio,
Estas tuas queridas filhas.
Tocai guitarras, harmónios,
Cantem sempre raparigas.
Pois o nosso Santo António,
Gosta muito de cantigas.
EM CENA - PARTE I
. Padre: - Viva lá sua Rosinha.
. Rosinha: - Adeus, Sr Prior.
. Padre: - Vais encher a tua bilhazinha, de noite, só, sem temor?
. Rosinha: - Minha avó, ceguinha,
Não me pode acompanhar.
Enquanto não volto,
Fica por mim a orar.
. Padre: - É bem triste o seu fadário,
Nas contas do seu rosário,
Vai encontrando alegria.
. Rosinha: - A Deus e à Virgem Maria não se farta de rezar.
. Padre: - É digna de se louvar.
. Rosinha: - Agora, sr Prior, seus olhos já não vertem pranto.
. Padre. – Podes crer, remédio santo.
. Rosinha: - Adeus, sr Prior.
. Padre: - Adeus querida Rosinha.
Vai para casa ligeireza,
Pr’a tua avó sossegar.
Até breve meu anjo.
. Rosinha: - Salve-o Deus, sr Prior.
ENTRETANTO, ROSINHA CANTA NA FONTE.
Enquanto dançam ligeiras,
As raparigas no monte.
Entre canções bem fagueiras,
Eu encho a bilha na fonte.
EM CENA – PARTE II
. Stº António: - Folgo em ver-te lindo anjinho!
Tua voz tão maviosa,
É simples rosmaninho,
Singela como uma rosa.
. Rosinha: - Tais palavras não mereço,
Mas, Sr muito agradeço.
- Quem sois vós, anjo ou demónio?
. Stº António: - Não temas, pois tens aqui o Stº António.
. Rosinha: - Será possível, meu Deus!
. Stº António: - Não descreias, minha filha.
Nota: - Entretanto, Rosinha, quis certificar-se que ele era o Santo e pediu-lhe que lhe partisse a bilha.
. Rosinha: - Para matar receios meus, quebra e cura a minha bilha.
. Stº António: - Quebra a bilha.
. Rosinha: - Chora.
. Stº António: - Conserta a bilha, mostrando-a inteira, diz:
“Satisfiz a tua vontade. Eis a bilha, enxuga o pranto”.
. Rosinha: - Sim, acredito, é verdade! És António um grande santo.
. Stº António: - Adeus, vou pr’ó céu.
. Rosinha: - Eu não posso desistir, acredita, santo meu.
. Stº António: - O que que queres tu pedir?
. Rosinha: - Stº António, por Jesus,
Atende e de mim tem dó.
Faz o milagre e dá luz,
Aos olhos da minha avó.
Nota: - Neste momento Stº António sai de cena e entra a avó.
EM CENA – PARTE III
. Avó: - Os teus rogos, meu amor, escutou-os o bom senhor.
. Rosinha: - Querida avó do coração.
. Avó: - Eu não sei o que hei de dizer, momentos que Deus consagra, estes em que te volto a ver.
. Rosinha, de joelhos: - Querida avó do coração,
Nós agora com fervor.
Ao bom Deus Nosso Senhor,
Oremos com devoção.
. Avó, de joelhos: - Oremos, minha netinha, àquele que está na cruz.
. Rosinha: - Demos graças, avozinha,
Em preces muito sentidas,
Ao meigo e doce Jesus.
CORO
Stº António tão bondoso,
Defende todos do mal.
És o Santo milagroso,
Das terras de Portugal.
Mocidade andai pr’a frente,
Esta noite aproveitai.
Nos bailaricos contente,
Ao Stº António cantai.
FIM.
Nota Geral: - Está conforme os nossos apontamentos. Como a informante, entretanto, faleceu, não foi possível corrigir eventuais desvios ao relatado.
3 – Pragança nas lembranças da D. Maria.
. O ti António na Abrigada.
O ti António, peixeiro de Pragança, ia a Peniche comprar o pescado, fazendo a venda do mesmo nas aldeias do Montejunto, inclusive do outro lado da serra, na Abrigada. Devido ao mau estado dos caminhos, o burro, por vezes, desequilibrava-se e caía nos buracos, estragando-lhe as sardinhas.
Depois de passar a Abrigada, atingindo um ponto alto, antes das Estribeiras – localidade ali perto – o burro começava a zurrar, avisando da chegada do comerciante. Não era preciso mais publicidade. Logo, as habitantes passavam palavra umas às outras: - “Aí vem o burro do ti António, vamos às sardinhas”. E lá, o ti António, fazia boa venda e o burro tinha ração reforçada, consta.
. O ti António no Bombarral.
Certo dia, vindo com uma carroça carregada de mercadoria, ao atravessar o Bombarral, o ti António verifica que tinham deitado a igreja abaixo e que os “santinhos” estavam espalhados no meio da estrada.
Acontece que os populares, que lá estavam, incentivaram-no a que passasse com a carripana por cima das imagens sagradas, ao que ele respondeu: - “Não passo com a carroça por cima de santos, nem que me matem”.
Dito isto, retrocedeu e foi por outro caminho, embora mais longo, até que atingiu Pragança e deixou para a posteridade esta “estória”.
Nota: - É provável que este acontecimento se tenha verificado aquando da implantação da República. Então, a igreja foi incendiada e teve de ser demolida. Ver a Guerra Religiosa na I República. Consta o Bombarral.
. Outra curiosidade.
O pai da D. Maria, embora sendo analfabeto, tinha um comércio, dito venda, em que, seguindo o hábito da época, vendia “fiado”, isto é, a crédito.
Como tinha uma excelente memória, logo que a mulher chegava dos seus afazeres dava-lhe conta do ocorrido e ela procedia ao seu registo em livro apropriado, já que escrevinhava o suficiente.
Nota: - A D. Maria e o marido, o ti Chico, também tinham taberna/comércio. Provavelmente seria a mesma, facto que, lamentavelmente, não averiguamos.
4. Memórias do ti Carlos, mais conhecido pelas alcunhas de Teco ou Sr Dr.
. O ti Carlos.
Embora natural de Cabanas de Torres, viveu muitos anos em Pragança; tendo tido casa de comércio, junto ao quartel. Era visita habitual e companheiro do ti Chico Garcia, com quem conversávamos habitualmente.
Em 1991, com a idade de 64 anos, foi nosso cicerone à deslocação que fizemos aos poços e tabuleiros da neve, lá em cima na serra, e que descrevemos em trabalho publicado na Voz de Cambra nº 601 de 1 de Junho de 1996 e sgts.
As suas recordações.
Dos diálogos tidos com ele, anotamos o seguinte:
. Nos primeiros anos de comerciante vinha a Lisboa vender “fetos reais”. A mistura destes, com folha de nogueira fervida dá uma infusão que serve de champô para a caspa.
. A estrada para Pragança tinha sido aberta há 62 anos, portanto em 1929. Foi no ano que nasceu o irmão mais novo. Tinha ele 2 anos.
. Quando havia neve tocavam a corneta e os de Pragança vinham ajudar. Tinha nevado em 1945. Há 46 anos, disse.
. O transporte para Lisboa era feito até Vila Franca com muares e depois por comboio.
. Nas festas havia lutas com os rapazes da povoação do Vilar. Estes “pensavam que eram os donos da freguesia”, disse-nos.
5. Pragança Bonita. Moda Cantada.
I
Pragança ó terra airosa,
És tu quem não tem rival.
És a terra mais formosa,
Do concelho do Cadaval.
Tens uma linda paisagem,
Que se estende até ao mar.
E uma bela mocidade,
Que pr’a todos sabe rir e bailar.
REFRÃO -Repete.
Pragança bonita,
Tão bonita és.
Tens a bela serra,
Beijando os teus pés.
II
Se um dia fores à serra,
Lá respiras ar puro e leve.
E não te esqueças de ir ver,
O grande poço da neve.
Se subires mais um bocado,
Estás no alto do S. João.
E ao lado Nossa Senhora a quem,
Temos muita devoção.
(autor desconhecido)
6. Versos das Modas do Rancho Infantil. Ano de 1980.
Temos na nossa posse um caderno datilografado, com as modas cantadas e dançadas pelo Rancho Infantil de Pragança. Pensamos que haja por lá, sobretudo na sede da Banda Filarmónica, outras cópias.
Este grupo etnográfico estava em atividade na década de oitenta do século XX. Era seu grande entusiasta, entre ouros, o ti Cipriano Nunes, genro da D. Maria e nosso estimado familiar. Já não está entre nós.
Dado ser extenso, deixamos aqui somente os títulos das modas e uma ou outra quadra.
. Padeirinha, Eu Fui ao Mar à Laranja, Água Leva o Regadinho, Vira de Quatro;
Coradinha, Passarinho da Ribeira e Ladrão;
. Vira dos Namorados.
“Que vira tão lindo/ Pr’a gente dançar/
Ao som deste vira/ Eu sei namorar”.
(...)
. Namoro,
(....)
“Tu dizes que não me queres/ Ai amor tens muita razão.
Como é que tu hás de querer/ Ai aquilo que não te dão”.
. Chapéu Preto, Rebola a Bola, Fandanguinho, Vira Novo e Verde Gaio.
. Bailarico. - Repete.
O ranchinho de Pragança,
A dançar o bailarico,
Somos todos pequeninos,
Eu parado é que não fico”.
(....)
FIM
Queluz, Novembro de 2023
Manuel de Almeida, também dito ‘ti Manel’.
................
* Também nós, em jovem, costumávamos brincar com as moças pegando-lhes nas mãos, balançando os braços, cantando:
“Assim se amassa, assim se peneira.
Assim se amassa o pão da masseira”.
Dito isto, virávamo-nos de costas, retomando de seguida o mesmo ritual. Ainda, hoje, praticamos com as nossas netas, mais pequenas, esta brincadeira, que adoram. Temos, contudo, de dar uma volta à casa com elas deitadas nas nossas costas. - E esta?
O saudoso ti Chico, à esquerda.
O ti Chico atrás de boné. Foto cedida pela família.
Por volta de 1980 encontrava-se em plena atividade. Era local de muito convívio e vizinhança. Falta a frondosa parreira de saborosas uvas americanas.
Nesta casa ou noutra idêntica, teve Junot o seu quartel, aquando das invasões francesas.
A FESTA A SANTO ANTÓNIO EM PRAGANÇA. ANO DE 1997.
. Prólogo:
Em trabalho anterior, debruçamo-nos sobre a Festa de N. S. das Neves no Montejunto, organizada desde sempre pelos moradores de Pragança. Dada a nossa ligação afetiva à aldeia, assistimos também em 1997: a) À festa em honra de Santo António, em Junho; b) No final do ano, à comemoração dos 115 anos da fundação da Banda Filarmónica. c) Homenagem no cemitério aos dirigentes, sócios e músicos da Banda, já falecidos. Aqui deixamos três breves relatos, sobre tais acontecimentos, ilustrados com fotografias da nossa autoria.
A Festa em Honra de Santo António, Padroeiro da Aldeia. Ano de 1997.
A meio da tarde de 13 de Junho saiu da capela a procissão, presidida pelo reverendo padre Leandro, em honra do padroeiro, à qual assistimos. Acompanhada por Banda de Música, percorreu as ruas da parte baixa da aldeia com muita pompa, visível no aparatoso pálio, andores floridos e estandartes. Faziam parte préstito os moradores locais e seus familiares; sendo que praticamente não se viam forasteiros a não ser dos lugares circunvizinhos. A destacar, por ser diferente, um altar de rua e bastante solenidade. À noite, houve animação musical, que não descrevemos, por não termos estado presentes.
PRAGANÇA, e os 115 anos da sua FILARMÓNICA.
Foi em ambiente festivo que se comemorou, no ano de 1997, em Pragança o 115º aniversário da Sociedade Filarmónica 1º Dezembro. Com efeito, foi a 1 de Dezembro do já longínquo ano de 1882 que, na aprazível povoação, localizada na encosta da Serra de Montejunto se fundou uma colectividade com o mesmo nome. Associação esta que desenvolve actividades no âmbito da cultura e recreio e sustenta, desde então, uma Banda de Música, orgulho dos Pragancinos e, porque não dizê-lo, das gentes do concelho do Cadaval. Nestes 115 anos a Banda tem sido a grande embaixadora da terra e do concelho, daí que as autoridades presentes à efeméride não lhe tenham regateado elogios e formulado votos para que se mantenha, se não poder ser mais, pelos menos outros tantos anos. Desejo este a que também nos associamos. Sendo a Banda uma das razões de ser da Colectividade, foi a pensar no transporte dos seus músicos que a Direcção adquiriu, por subscrição pública e outros donativos, uma carrinha. Veículo este que, depois de benzido pelo Rev. Padre Leandro, entrou ao serviço. Estiveram presentes à cerimónia várias individualidades, nomeadamente o Sr. Vice-Governador Civil do Distrito de Lisboa, Presidente da Câmara Municipal, Vereadores e Presidente da Junta de Freguesia de Lamas, entre outras. Finda a solenidade, chegou ao local a Banda do Círculo de Cultura Musical Bombarrelense, dirigida pelo maestro João Menezes. Feitas as apresentações musicais da praxe, aí pelas 13 horas foi servido, no salão da coletividade um almoço às individualidades presentes, corpos gerentes, sócios, população e convidados. Cerca das 15 horas e após os discursos alusivos à efeméride, em que todos os oradores estimularam a Direcção a continuar com tão importante obra, coube ao Sr. Vice-Governador Civil a gostosa tarefa de cortar o bolo de aniversário e abrir o champagne. Seguidamente, para gaudio da assistência, as duas Bandas, executando trechos dos seus reportórios, deram um concerto; tendo sido entusiasticamente aplaudidas.
Outras Comemorações em 1 de Dezembro de 1997.
Não se ficaram por aqui as comemorações. Da parte da manhã tinha sido rezada missa na capela local, a que assistiu grande parte população da aldeia, seguida de romagem ao cemitério. Aí, após uma breve cerimónia religiosa, foi depositada uma coroa de flores em memória dos sócios, dirigentes e músicos já falecidos. Queluz, Novembro de 2023. Manuel de Almeida. Anexo: - Várias fotos.