Bambietta Basterbine “E”

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Bambietta Basterbine “E”
Can you remmeber the battle of Endeavor with a Nomu ?
Happiness! Manga Cap. 17 (Oshimi Shuzo)
Capítulo 17: "Ele sempre sabe de tudo!"
Eu: Demorei?
Augustus: Muito.
O empurro.
Ele abre a porta do carro pra mim. Aoun, que gay!
Entro.
Eu: Esse carro é seu? -- Pergunto quando ele entra.
Augustus: Sim.
É uma land rover preta.
Eu: Que lindo!
Eu quero ter um kia soul. Do meu pai G é uma hilux, muito grande. E do meu pai P é um kia sorento azul, isso porque ele já trocou umas três vezes, mas ele só compra esse porque minha mãe diz que gosta.
Augustus: Gosta de música?
Eu: Amo!
Ele ligou o rádio.
Augustus: Gosta de Los Hermanos?
Então começou a tocar Último Romance. Eu sou muito apaixonada por essa música.
Augustus: Pelo seu sorriso acho que isso é um sim.
Começou a cantar e eu cantava junto.
Pra mim não tem sensação melhor do que escutar Los Hermanos. A gente fica numa paz de espírito tão boa, ainda mais pra quem tá apaixonado.
Ver Augustus cantar enquanto dirige é muito lindo. Ele é lindo!
Eu/Augustus: E só de te ver, eu penso em trocar A minha TV, num jeito de te levar A qualquer lugar que você queira E ir aonde o vento for Que pra nós dois Sair de casa já é se aventurar
Ah, vai Me diz o que é o sossego Que eu te mostro alguém A fim de te acompanhar E se o tempo for te levar Eu sigo essa hora e pego carona Pra te acompanhar...
A música acabou e quando percebi estávamos parados e Augustus estava olhando pra mim e sorrindo. Coro.
Augustus: Você é linda cantando de olhos fechados.
Sorrio envergonhada.
Augustus: Vamos!
Saímos do carro, entramos na pizzaria e sentamos em uma mesa no canto.
Pedimos uma pizza de frango com catupiry.
Augustus: E então... Como foi seu dia?
Eu: Foi bem legal. Teve uma confusão por minha causa no refeitório, mas acabei me livrando, de tarde meus amigos foram para o meu quarto, conversamos e ficamos comendo um monte de besteiras. -- Sorrio.
Augustus: Que bom!
Eu: E o seu?
Augustus: Eu fui à escola, não fiz nenhuma confusão -- rimos -- passei a tarde pensando em você porque tive que arrumar meu quarto. -- Ri de novo. -- A propósito, seu vestido já está lavado e sua calcinha também.
Eu: Um dia eu pego minha roupa de volta.
Rimos, o mesmo olha para o lado e se levanta.
Augustus: Licença, eu vou ao banheiro. Me espera aí!
Eu: Okay.
Fico mexendo no celular, ligo a internet e entro no snap, mando uma careta pras meninas escrito "adivinha onde eu to?".
Depois vou ver os outros snaps. Vi o do Zander, ele e Amanda brincando com os efeitos do snap em vídeo, rindo, felizes. Okay. Que sejam felizes!
Augustus: Tudo bem?
Levanto e ele está sentando.
Eu: Tá sim.
Sorrio.
A pizza chega e quando meu prato chega eu fico surpresa.
Eu: O que é isso?
Ele está rindo.
Augustus: Ketchup ué.
Tá escrito com ketchup no prato "quer namorar comigo?".
Eu: Quero. -- Digo sorrindo.
Tiro um snap do prato e mando para as meninas.
Augustus senta ao meu lado sorrindo.
Nos beijamos.
Comemos conversando sobre muitas coisas, falei sobre meu amor por música que até agora Augustus não sabia, ele dizia que minha voz é linda e eu ficava toda envergonhada.
Augustus também disse que mora apenas com a mãe e que não tem irmãos. Seu melhor amigo é seu primo, mas o mesmo está vajando.
-
Estamos no carro, em frente à minha casa nos beijando.
E então nos assustamos com um estrondo enorme, quando abro a porta tio Di, tio Mateus e papai P estão gargalhando.
Eu: Minha mãe tá certa, vocês não cresceram!
Augustus vem até mim e fica ao meu lado, começa a rir.
Tio Mateus: Você precisou ver sua cara! -- Ele diz cansado de tanto ir.
Pai P: E então... -- O mesmo respira e prende a risada. -- Estão namorando ou não?
Eu: Sim, seu fofoqueiro. Pode ir contando pro meu pai de novo.
Pai P: Não foi eu que contei para seu pai!
Tio Di: Foi eu ué!
Eu: Como você...
Tio Mateus: Ele sempre sabe de tudo! -- O mesmo responde minha meia pergunta.
Tio Di e pai P estão sorrindo e concordando.
Eu: Okay, hora de ir!
Empurro Augustus pra longe desses três atormentadores de vidas.
Eu: Obrigada por hoje!
Augustus: Não precisa agradecer, obrigado você por dizer sim.
Rio.
Eu: Dizer sim não foi um favor.
Augustus: Mesmo assim, achei que não iria aceitar. -- O mesmo diz envergonhado.
Pego em seu rosto e me ergo para beijá-lo.
Tio Di: Tá precisando de um banquinho aí, Bia? -- Os três estão encostados no carro e rindo.
Augustus rir e eu me irrito.
Eu: SAIAM DAQUI!
Os três colocam a mão no peito, ofendidos.
Pai P: Nossa, que mau humor!
Tio Di: Você tem que rir mais, garota!
Tio Mateus: Chata!
Os três vão embora como se fossem três madames ofendidas.
Augustus está rindo.
Eu: Não rir! Assim você dá corda pra eles ficarem fazendo gracinhas sempre.
Augustus: Não dá!
Começo a rir junto.
Meu pai e meus tios são umas crianças!
Depois do nosso momento de leseira ficamos nos beijando, em paz.
Augustus: Queria dormir com você!
Eu: Por que não hoje?
Augustus: Eu não trouxe roupa nem nada.
Eu: Ata.
Augustus: Outro dia! -- O mesmo me abraça, é tão bom, ele é bem mais alto que eu, gosto da sensação de estar ouvindo seu coração enquanto o abraço. -- Já vou então.
Me agarro mais ainda nele.
Eu: Não! A noite tá tão boa! -- O mesmo rir.
Augustus: Vamos ter outras noites, leãozinho! -- Ele me puxa e me beija. -- Boa noite, dorme bem!
Eu: Você também!
Augustus: Te vejo amanhã!
Sorrio e o mesmo entra no carro. Vou pra casa.
Entro e tá os três com uma cara de gays.
Eu: Que foi?
Tio Mateus/Tio Di/Pai P: OOOOUUUUNNNN!
Reviro os olhos e subo.
Minha mãe está descendo a escada.
Eu: Eles estão impossíveis hoje.
Mãe: Eu sei, fizeram Jade e Itália chorarem. Idiotas!
A mesma desce mau humorada.
Rio e continuo subindo.
Entro em meu quarto, Bernardo está deitado em minha cama. Pulo em cima dele.
Bernardo: Achei que nunca mais ia voltar!
Eu: Tava me esperando?
Bernardo: Lógico, pra que mais eu estaria no seu quarto?
Eu: Às vezes você vem pra cá pra se esconder das garotas que acordam em seu quarto.
Bernardo: Ah, é! -- O mesmo rir.
Eu: Então... O que foi? -- Pergunto curiosa.
Bernardo: Por que a Ka é tão difícil pra mim?
Eu: Achei que vocês já tinham...
Bernardo: Nunca! -- Ele me interrompe. -- E isso de alguma forma me afeta.
Eu: Nunca levou um não na sua vida?
Bernardo: Claro que sim, Bia. Mas eu fui lá e as fiz mudar de ideia, mas a Ka é diferente, ela não muda de ideia nunca.
Ri.
Eu: Já pensou na possibilidade de ela não gostar de você?
Bernardo: E desde quando precisa gostar pra transar?
Eu: Bernardo, você já pegou alguma garota que não gostou?
Bernardo: Não tinha pensado nisso. -- Suspiramos juntos.
Eu: Você vai desistir?
Ele dá um sorriso.
Bernardo: Nunca!
Eu: Você gosta dela?
O mesmo faz careta pra mim.
Bernardo: Não... não? Não.
Eu: Nossa, você tá com certeza confuso! -- Falo rindo e o mesmo se joga na minha cama.
Bernardo: Não posso gostar de ninguém.
Eu: Por que não?
Bernardo: Porque a Charlie quebrou meu coração e eu não quero que outra garota quebre a única parte que resta dele.
Quando éramos menores, Bernardo gostava muito da Charlie, lógico que ela nunca deu bola pra ele. Quando fizemos doze anos Bernardo foi falar com Charlie e a mesma disse "se enxerga, garoto, eu nunca vou gostar de você", ele passou uma semana chorando no meu quarto. Nunca falamos disso.
Eu: Você precisa superar esse medo de gostar de alguém de novo.
Bernardo: Olha de quem eu to querendo gostar, Karina, a mina é mais cruel que você e a Charlie juntas, ela vai pisar em mim.
Eu: Então só quer...
Bernardo: Sim, apenas isso e eu vou conseguir.
Eu: To torcendo por você!
Me levanto e vou até meu banheiro, tomo um banho, escovo os dentes e saio enrolada na toalha.
Bernardo ainda está deitado olhando para o teto.
Bernardo: Falando em torcer...
Lá vem...
Eu: Não, Zander e eu não temos nada mais, nunca tivemos e nunca vamos ter.
Bernardo: Lógico, ele tá namorando com a gata da Amanda. -- Jogo meu creme de cabelo nele. -- AI! Vocês têm mania em jogar coisas na gente em.
Entro no banheiro e coloco um moletom e um short, vou pra cama sem pentear o cabelo mesmo.
Me deito ao lado de Bernardo.
Eu: Eu to namorando.
Bernardo: Com aquele tal de Gustavo?
Eu: Gustavo? Que? -- Rimos.
Bernardo: Eu não sei o nome dele. -- Diz rindo.
Eu: Augustus.
Bernardo: Quase eu acerto.
Eu: Nada de quase.
Bernardo: Quase sim e cala a boca senão te derrubo da cama.
Eu: A cama é minha.
Bernardo: Não faço ideia do que tá falando.
Rio.
Bernardo: Pelo menos Zander e você vão voltar a ser apenas amigos, como éramos antes.
Eu: É, mas confesso que vou sentir falta dos beijos daquele cretino.
Ele rir.
Bernardo: Íncrivel como somos ruins em superar!
Eu: Concordo. -- Falo rindo e ele também rir.
Ficamos vendo snaps até dormirmos.
✖Próximo capítulo
PERDER PARA GANAR Capítulo 17 -Un solo corazón-
Hola, les hago entrega del penúltimo capítulo, y espero que me acompañen a leer como termina esta triste historia xD...
Por ahora espero que disfruten éste y tengan paciencia.
por: @haruhi48 y mgatito
A estas alturas Jurina ya había recibido todo tipo de visitas, algunas fugaces como la de Mariko, y otras más permanentes como la de su madre que ha estado con ella en todo momento. La mayoría de las chicas no tiene mucho tiempo de sobra pero siempre tratan de hacerle saber a Jurina que cuenta con ellas y que SKE está en buenas manos, ahora ya podía usar su celular.
Ella se encontraba leyendo algunas hojas que le había entregado Yuasa acerca de los cambios generados a partir del accidente. La cantidad de intervenciones para ella se redujeron solo para lo necesario y el concierto posterior al evento fue cancelado hasta nuevo aviso. De alguna forma era reconfortante saberlo, solo debía preocuparse por el concierto de apertura y estar al 99.9% en su bienestar físico aparte de apoyar a sus compañeras durante el evento.
Mientras ella leía con atención las hojas, se percata que ha comenzado a llover y por el ruido que se escucha del golpeteo de las gotas en la ventana, hay mucho viento también. Ella mira hacia la venta pero dirige su mirada al patito de peluche que tenia a un lado al entrar en su campo de visión, no pudo evitarlo, le recordó a Rena y de cómo éste, en su versión de tela se parece mucho al que le regalo en su primera cita, y por si fuera poco lleva el que pudo ser su traje si no se hubiese graduado aún. Al verlo vuelve a ella la duda, ¿por qué un pato?
No había pensado en ella, había estado mas inconsciente que consciente, apenas hoy, después de tres días redujeron la cantidad y algunos medicamentos. Al menos ya no la obligaban a dormir. Y aunque no quiera aceptarlo, simplemente trato de no hacerlo, pensar en ella le causaba dolor de cabeza y ansiedad. Después de lo que hablo con Airin, teniendo más tiempo ahora para pensarlo, tenía una culpa enorme por sus palabras y por su actitud. Pero al mismo tiempo siente que no ha hecho nada malo ¿Por qué debía sentirse mal? Después de todo, sentía un fuerte dolor cada que pensaba en esa chica, un dolor que la hacía enojar, no le recrimina los hechos, le recrimina la forma en la que ella afronta las cosas, una actitud que a través de los años no sabe qué nombre darle, solo sabe que nunca conoció a la verdadera Rena Matsui.
Entonces, si ahora cree desconocerla, ¿a quién ama? Entre más piensa más se aleja de tener una respuesta, por eso decide evitar esos pensamientos. Sabiendo que ella está ahora muy lejos disfrutando de su gran vida, ella decide seguir con su camino de igual forma.
Comienza sentir mucha sed, pero su madre no está cerca por ahora y a pesar de su vestimenta ella puede salir de su habitación a la maquina más cercana. Podría pedírselo a la primera enfermera que viera y se lo llevarían hasta su cama, pero teniendo la oportunidad de escapar por un momento de ahí, prefiere caminar un poco.
Ahora su pequeño problema radica en que no tiene monedas, busca en su bolso que su madre le llevo con sus cosas. Así que toma un billete, el de denominación más chica dispuesta a buscar que alguien se lo cambie.
Es agradable sentir el piso bajo sus pies, le cuesta un poco de trabajo aun mantener el equilibrio, pero su estabilidad vuelve en seguida en cuanto dio sus primeros pasos a la puerta. Sus manos toman la manija y la recorre lo suficiente para salir, primero asoma la cabeza asegurándose de no encontrarse con enfermeras regañonas que si la ven seguro la mandan de nuevo a su cama.
Emprende su camino por el pasillo largo y muy blanco, tiene que aceptar que la luz le molesta y eso no parece ser buena señal. No está muy lejos de su habitación cuando una corriente de aire frio la hace voltear a una de las habitaciones que tenia la puerta abierta. Son días de extremo calor, pero cuando llueve la temperatura cambia al grado de hacer sentir el ambiente frio. Se da cuenta que la ventana está abierta y que también el viento es muy fuerte como para hacer entrar a la lluvia. Se asoma a la habitación y solo hay una pequeña niña dormida. Entra y camina directamente hacia la ventana cerrándola.
-¿Qué haces?- Se escucha la voz de la pequeña niña a adormilada pero reclamándole su acción. A pesar de que Jurina tuvo mucho cuidado para no hacer mucho ruido. La pequeña se despertó.
-Ah…pues está lloviendo y entra viento frio y agua... ¿No te molesta?-
-No, ábrela.- La niña hacía gestos como abriendo y cerrando sus parpados mientras hablaba con la persona que había entrado. Pero solo podía distinguir un atuendo grisáceo.
-¿Por qué?- Le cuestiona Jurina con intriga a la petición de la niña.
-Si no la abres mi ángel no podrá entrar.-
Jurina al escuchar eso no sabía que decir, su semblante era de rareza total. Tal vez la niña esta demente, o de otra forma la pequeña puede ver espíritus. Se asusta por eso y comienza a intentar abandonar esa habitación dando pasos lentos y pequeños de costado. Tenía muchos pensamientos conflictivos pero una pregunta de la niña los disipa.
-¿Tú también eres un ángel?-
-¿Qué?..ahh…¿Te parece que lo sea?- Fue lo único que se le ocurrió decir.
-Prende la luz por favor, no puedo distinguirte.-
-Jurina voltea a todas partes y todas la luces del lugar estaban encendidas.- Se pregunta en su interior si ésta niña es ciega.
-¿Qué es lo que ves niña?-
-Solo tu silueta. ¿Puedes encender la luz?- Le repite.
Lo que Jurina sospecha no tiene sentido porque parece que la pequeña no está enterada de que podría estar quedándose ciega.
-Lo haría, pero ¿sabes? Hay tormenta eléctrica y creo que se fue la luz, pero en cuanto la restablezcan la prenderé.- Le dijo su mejor excusa mientras se aproximaba a ella.
-Gracias. ¿Quién eres tú? ¿Eres una enfermera? ¿Doctora? ¿Un espíritu?-
-¿Qué?- Jurina se asusta un poco por lo ultimo -Mmm, para ser muy pequeña haces demasiadas preguntas, aunque pude haber sido un espíritu ahora que lo pienso…- Le dice Jurina sentándose en el borde de la cama a un lado de ella intentando ser amigable con la pequeña. No ha hablado con nadie desde ayer que la visitaron sus compañeras. - Su vista cae a la mesita que tiene a un lado y ve una bolsa de sus dulces favoritos. -¿Niña, como conseguiste esos dulces?- Le pregunta intrigada ya que de esos solo hay en Tokio.
-Me los dio un ángel.- La niña toma el paquete entre sus manos y le ofrece la bolsa. -¿Quieres?-
-¿Un ángel? Ah, no ahora no gracias.-
-Sí.- Afirma segura la niña y Jurina agradece que no le vea bien al rostro, la cara que está haciendo de incredulidad le ofendería.
-Y, ¿Cómo es ese ángel?-
-Es hermosa, porque es niña, bueno una mujer. Es muy famosa, huele muy bien, es como un princesa y tiene su cabello laaaargo largo de color negro muy brillante, es delgada y de piel muy blanca y suave. Viendo tu silueta es como de tu tamaño.-
-Niña, ¿quién es tu ángel?- La descripción que dice la niña le intriga de verdad, es muy parecida a alguien que conoce pero, hay tantas personas en este mundo. Ayer creyó sentir su presencia pero no es posible, incluso pudo percibir su aroma, pero ella está en América. No sabe cómo pero logro meterse en sus sueños y hacerla tener una mala experiencia dentro de ellos.
-Lo siento no puedo revelártelo ¿Quién eres tú?- Le dijo muy misteriosa la niña.
-Lo siento no puedo revelártelo.- Le dijo en el mismo tono de misterio. –Te propongo algo, si tú me dices quien es tu ángel te diré quien soy yo.-
-Mmm. Bueno pero no se lo digas a nadie.-
-Te lo prometo.-
-Mi ángel se llama Matsui Rena. Y vino ayer y me regalo esos dulces.-
-¿Qué?- Jurina no podía creer lo que escucho, –¿R…Rena?- murmura, exactamente como paso y ¿desde cuándo Rena entra por las ventanas? –¿Rena, dijiste Rena?-
-Sí.- Afirma la niña y Jurina cree que miente, pero la sensación de ayer fue muy real, ¿Qué tendría que hacer Rena con esta pequeña? Ahora los duces tienen mucho sentido y si es verdad lo que dice, ¿los dulces eran para ella?, y de verdad estuvo ayer en la habitación. –Ahora cumple tu parte del trato.-
Pero de pronto Jurina se queda sin habla, hace movimientos con su boca pero las palabra son salen, traga saliva y trata de asimilar lo que ha dicho la niña y la visita que no recibió por estar sedada. No fue un sueño, la sensación de la mano en su mejilla fue verdad, pero ¿Por qué?
-Yo…yo…- Solo tartamudeaba por la impresión –, yo soy, Matsui… Jurina…- Dice en pausa pero no por hacerla de emoción si no porque no comprende que es lo que está pasando.
-¿¡EHH!? ¿¡Jurina-Sama!?-
-Si.- Inmediatamente ve como los ojos de la niña se llenan de lágrimas. Y su llanto progresivamente aumenta.
-¿Eh?, espera niña, no llores.- Jurina no sabía qué hacer ¿es más, ni siquiera supo que hizo?
-¿Tan temprano y ya estás haciendo llorar a los niños?-
Jurina gira rápidamente su cabeza hacia la puerta, con la niña llorando frente a ella, su cara era de incomprensión y lo fue aun más al ver quien estaba parada ahí.
-¿Victoria?-
-La misma.- Le responde desde la puerta y se acerca a ellas ayudándole a la pequeña a limpiar sus lágrimas parándose aun lado de la cama.
-Yo no le hice nada.- Dijo asustada Jurina. –¿Es cierto que Rena está de vuelta?- Viendo a Victoria ahí, todo era más evidente, pero aun no estaba segura.
-Lo sé, ¿por qué lloras pequeña?- Le dijo pero no le respondió la otra pregunta porque inmediatamente la niña comenzó a dar la razón de su llanto entre balbuceos y ambas voltearon a mirarla.
-Porque ~uuuuh~, ella ~ Jurina –Sama~uuuuuh~,- Decía entre sollozos muy chistosos. –Ella~ es de SKE~uuuuuh~…..-
-¿Me conoces?- Le pregunto Jurina con una voz muy dulce acercándose más a ella escurridizamente hasta casi quedar en frete de su rostro. La niña anteriormente le dijo que no podía distinguirla bien, así que se acerco lo más que pudo.
-¿Y solo lloras por eso?- Vuelve a preguntar Victoria.
-NO~uuuuuh.-
-¿Entonces?- Jurina le tomo la cabeza en un gesto muy cálido olvidando su pregunta viendo e intentando que dejara de llorar.
-Jurina-Sama es mi Oshimeeeeen~~uuuuh~…-
Jurina volteo a ver a Vitoria la cual tenía una expresión de diversión. La niña controla su llanto y su emoción. Para pedirle algo a Jurina.
-¿Puedo tocarte?-
-Aah…pues, supongo…claro.-
Una de las pequeñas manitas de la niña tocaba muy apenas como si de un cristal se tratara, con sus dedos delgados la mejilla de Jurina. Pero efectivamente ella no podía verla bien. – ¿No ha regresado la luz?- Decía mientras delineaba a hora con ambas manos la cara de su Oshimen. Aquella escena era muy tierna y conmovedora ante los ojos de Victoria.
-¿Cuál es tu nombre?- Le pregunta Jurina mirándola verdaderamente con impotencia, nunca le había sucedido nada como esto.
-Haruka.-
En ese momento entro una enfermera y Jurina sabe que es hora de irse.
-Bueno, Haruka-chan me tengo que ir pequeña.-
-¿Por qué? ¿Estás enferma?-
-Sí, y escapo de su habitación por eso vine a buscarla.- Le respondió Victoria en su lugar.
-Bueno.- Dijo tristemente la niña. – ¿Y tú quien eres?-
-Yo soy amiga, de tu ángel.-
-¿Amiga de Rena-san?-
-Así es.-
-Te prometo que mañana te visito.- Le dijo Jurina muy segura atrayendo su atención de nueva cuenta.
-¿De verdad?-
-Sí, es una promesa, pero ni creas que voy a entrar por la ventana.-
La niña sonríe mientras la enfermera suministra medicamentos y ellas salen de la habitación.
-¿Qué hacías con esa pequeña?-
-No lo sé, iba por un jugo porque tengo sed, entonces pase por ahí y solo entre porque la ventana estaba abierta y entraba viento, parecía dormida pero no lo estaba y termine hablando con ella. Pero dime, ¿es verdad que Rena está de vuelta?-
-No te lo voy a negar.-
-¿Por qué volvió? Y ¿Qué haces tú aquí?-
-Por cosas que pasan en esta vida, y vine a visitarte, aunque no lo creas estamos preocupados por ti- Le responde.
-No juegues con migo, dime la verdad.-
-No lo hago, por cierto la enfermera preguntaba por ti y te está esperando, yo te traeré el jugo, vuelve a tu habitación y enseguida regreso, ¿de qué sabor quieres tu jugo?-
-De naranja-
-Bien enseguida vuelvo.- Victoria se asegura de que Jurina vuelva a su cama.
Mientras tanto ella ya dentro de su habitación pocos minutos después de que se fue la enfermera, se preguntaba qué rayos fue eso que sucedió allá afuera. Y por que Rena estaba involucrada, a pesar de lo que le dijo Victoria aun no puede creer que esta de vuelta, además después de todo siente que no es la primera vez que ve a la pequeña. Escucha que tocan la puerta y ella da la indicación de que entre sin importar el quien pudiera ser, supone que es Victoria. Su cara se sorprende por ver quien esta deslizando la puerta pero frunce el seño enseguida.
-Hola.- Se asoma un chico muy conocido con un patético ramo de flores blancas como las que ella le regalo a Rena la vez que todo se descompuso.
-¿Bradford? ¿Qué haces aquí?- Le pregunta con molestia y sorprendida.
-Evan, solo dime Evan por favor. ¿Puedo pasar?-
-No.- responde de mala forma y el chico no esperaba menos.
-Solo 10 minutos-
-No. ¿Qué es lo qué quieres?-
-¿5?-
-No-
-Lo siento, debo pasar.- Evan cierra la puerta y camina hasta la cama de Jurina parándose a un lado dándole la espalda a la puerta.
-Te traje este pequeño ramo de flores ¡y!, esta vez si son para ti.- Decía haciendo pequeños movimientos torpes y señalándolas.
-Déjalas ahí.- Le responde de mala gana indicándole donde con un movimiento de cabeza.
El chico daba pasos torpes como si estuviera de verdad nervioso, cosa que le parece un poco gracioso a Jurina pero no caerá bajo el encanto. Después de la misma forma torpe vuelve a un lado de ella.
-¿Te encuentras mejor?-
-¿Qué es lo que quieres?- Por segunda vez le pregunta. Jurina evadía cualquier pregunta de él y volvía a cuestionar su presencia.
-¿Puedo sentarme?-
-Si te digo que no de todas formas lo harás ¿Siempre eres así de insistente?- Le pregunta tratando de no ser tan grosera, para Jurina en estos momentos las cosas más raras no podían estar.
-En esta vida Matsui, hay que insistir de lo contrario no llegamos a donde queremos.-
-¿Qué haces aquí?-Vuelve a preguntar resignada de que el chico no se ira.
-Supe que te habías accidentado y quise venir a verte, pero no me mal interpretes. Tampoco estoy aquí para pelear Matsui.-Dice de la forma más honesta.-… caray son tan iguales que de verdad me asusta.- Murmura-
-Sí, claro y quieres que te crea que has venido solo a eso.- Jurina no creía en nada de lo que el chico le decía.
-Pues aunque no lo hagas si…- Le contesta Evan agachando un poco su cabeza, estaba nerviosos y desanimado. El hombre se está tragando su orgullo por cada palabra que dice.
-No te vez bien.- Jurina lo observa de arriba abajo y veía como se movía ansioso en la silla.
-Tu tampoco ¿Importa como veo para que accedas a hablar conmigo?- Le dice honestamente mirándola a la cara.
-Yo tengo un motivo para verme mal, ¿pero tú? ¿Sucedió algo con…Rena?-
El chico ríe un poco irónico al escuchar el nombre de Rena. -Quién lo diría hablando de esto contigo.-
-Nadie te pidió que vinieras Bradford.-
-Todo con Rena está bien, no como yo quisiera pero bien.-
-Claro, y supongo que vienes a presumirme que ella te eligió a ti.- Le responde con un poco de tristeza pero sin mostrarle debilidad.
-No, ni siquiera sabe que estoy en Japón.-El chico sonríe, en un gesto de incredulidad. –WMatsui...- Murmura y suspira profundamente – Dime. ¿Soy tan poco hombre?-
Jurina se sorprende por lo que le dice y lo hace aún más por esa pregunta, y entre mas pasa el tiempo es menos la comprensión a lo que le está sucediendo. Prefiere estar sedada y tranquila sin ver a nadie.
-Eso no sabría decírtelo.-Le responde.
-¿Sabes?, yo tenía una hermosa mujer como novia, incluso pensábamos en formar una familia. Pero me dejo…,- Evan denotaba una gran melancolía, Jurina era testigo de cómo se derrumba un hombre. –me dejo porque yo quería seguir mi sueño el cual ella no pudo soportar. Me dijo que me moriría de hambre si pensaba dedicarme a la actuación. Supongo que en todas partes es igual, llegar a la fama cuesta, brillar es difícil y si lo logramos, perdemos muchas cosas en el camino. Después me entere de que andaba con un actor más grande que yo y más famoso en aquel entonces. Me jure que jamás volverá a darle todo a una mujer pero conocí a Rena, y ahora no soy competencia ni para una mujer.-
-Pero que estás diciendo Evan, ella te quiere. De lo contrario no hubiera elegido eso.- Diciendo por primera vez su nombre y aceptando que él es un buen partido y cumpliendo su palabra de respetar las decisiones de la otra chica.
-Ella, ella no me eligió a mí, se eligió a si misma Jurina, pero es increíble lo que es capaz de hacer por amor. Te envidio...-
-¿Qué?-
-Ella no me quiere y estoy muy lejos de ser su amigo. ¿Pero sabes una cosa?-Jurina niega con la cabeza en respuesta. – Ella te Ama a ti, a pesar de todo.- Al decir esto Jurina se sorprende como frente a ella está viendo por primera vez a un hombre casi llorar por amor. Lo vio tantas veces en películas que siempre pensaba en que no debería de terminar así. Pero en esta ocasión es ella quien está del otro lado y este triste joven ¿Se está dando por vencido?
-Tienes que hacer mucho más para convencerme de lo contrario.- Le dijo aún duramente Jurina cuando sintió que la molestia de tenerlo en su habitación la abandono.
-No me dejaras las cosas fáciles, ¿cierto?-
-¿Qué paso con tu insistencia y perseverancia?-
-Aprendí que no funciona con las Matsui.- El chico se queda pensativo y por segunda vez Jurina veía 100% honestidad en él. –Es una chica maravillosa,- Dice la nada –algo cruda, fría incluso más que el Ártico y mira que he estado ahí. Es terca, obstinada, no es fácil pero es una gran mujer. Es apasionada en lo que hace, te cautiva cuando esta sobre el escenario. Es fuerte, inteligente, independiente y tiene una mano muy dura.- Terminaba de decir su descripción de Rena mientras se tomaba la mandíbula.
-Ha, dime lo a mí.- Murmura ella mientras volteaba su rostro hacia otro lado recordando inmediatamente lo que le sucedió a ella.
-¿Has sentido… su mano…?- Pregunto Evan curioso sin atreverse a terminar pero apuntando tímidamente su mentón.
-Lo hizo. Si te refieres a que si me golpeado, lo hizo.-
-¿Por qué?-
-Cuando ella anuncio su graduación, pasaba de media noche así que la vi hasta el día siguiente, discutimos, la insulte y me insulto. Fue una pelea como ninguna otra y me dio una bofetada.- Le cuenta esa pequeña parte de la historia. –Aun no éramos nada más que simples compañeras de trabajo, negándose a aceptar que algo más nos unía, por si te lo preguntas. ¿A ti te ha dado una dado una bofetada?- Le pregunta con curiosidad, porque veía que se llevaban bien.
-Ella, lo hizo. Varias veces por intentar besarla, cuando lo logre me arrepentí en seguida. Ese Día que entraste al camerino, ella ya me había golpeado.- Jurina amplía sus ojos al escuchar eso. – Pero yo como todo hombre orgulloso la volví a besar a la fuerza y fue cuando tú entraste. De verdad, siento mucho eso, Matsui-san-
-¿Pero qué dices?, ¿Qué es lo que pretendes?-
-Vaya que las Matsui son difíciles. ¿Cómo lo hacen?- Se preguntaba el chico en medio de su seriedad mas para sí mismo que para Jurina –Ella te ama.- Dijo con voz clara y firme.
-¿Eh?-
-Por encima de mí, por encima de sus sueños, más que a ella misma. Te ama Jurina.- El chico se pone de pie y hace una reverencia un poco torpe y tosca. Lo que Jurina seguía con la mirada –Perdóname. - Y regresa a su postura inicial. – Debo irme, me has dado más de minutos de los que te pedí.- El chico se aproxima a la puerta pero Jurina lo detiene.
-Espera.- Dice –¿Por qué vienes a decirme todo eso?-
-Porque es lo menos que puedo hacer, después de causar tanto daño. Porque Jurina Matsui me enseño que dejar libre a alguien también es una forma de amar. Y porque aunque no lo creas la quiero, pero no tanto como tú la amas.- El hace un movimiento para salir pero se vuelve a detener.
-Dime la verdad, ¿por qué estas de vuelta en Japón?-
-Es cierto que vine a visitarte, también es cierto que quería disculparme pero, la razón más grande por la que estoy aquí es, para devolverle su libertad a Rena.-
-¿Qué?- De verdad Jurina no entendía que estaba sucediendo y sus ojos miraban a todas partes como si reflejara con ellos la confusión en su cabeza.
-Por cierto Jurina,- Habla el chico llamando de nuevo su atención al decirle solo su nombre. – ¿No las tiraras a la basura, verdad?-
Jurina desde su cama en medio de toda su sorpresa, recordó el por qué se lo dice, y sonrió ampliamente con un poco de vergüenza, por primera vez también el chico puede ver la hermosa sonrisa de aquella chica, un poco demacrada aún, pero no por nada Rena adora esa sonrisa.
-Gracias, Evan.- Jurina niega con la cabeza respondiendo a su pregunta.
-Espero que te recuperes pronto, permiso.- El chico vuelve a inclinarse y esta vez lo hace mejor. La mira por última vez y ondeando su mano desaparece.
Jurina se queda verdaderamente sorprendida por esa visita. Primero la niña, Victoria y después él ¿Quien sigue? Jurina ve aquel patético ramo de flores blancas, sin pensarlo se levanta y va hacia ellas. Toca los pétalos con las yemas de los dedos, mientras piensa en lo que le ha dicho el chico. No sabe si creer en él, la inseguridad dentro de sí misma le está empezando a pesar y el sentimiento de culpa crece cada vez más.
Vuelven a tocar la puerta y ella solo gira un poco su cabeza mientras seguía acariciando aquellas flores blancas.
-Adelante.- Dice.
-Perdón por la intromisión.-
Jurina agranda sus ojos y gira rápidamente sobre sus pies, es ella. Rena Matsui está parada ahí, en la entrada de la habitación y con el jugo de naranja en sus manos.
-¿Re…Rena?...-Murmura tratando de no verse frágil ni débil ante ella, su simple presencia le corta la respiración. Ahora estaba completamente segura de que ayer estuvo con ella mientras estaba sedada.
La otra chica tiembla al escuchar la voz de Jurina decir su nombre y camina hasta ella quedando justo enfrente guardando una distancia prudente.
-Jurina.- Dice simplemente su nombre también.
-¿Qué haces aquí?- Le cuestiona inmediatamente y pareciera que no le agrada verla, pero más que nada, es la pena por lo que ella pudo sentir ayer a pesar de su adormecimiento y el hecho de no tener sus pensamientos claros le hacía tener una actitud temerosa que cualquiera confundiría con molestia.
-Vine visitarte, ayer también lo hice pero estabas dormida, me alegra verte mejor hoy.- Le responde.
-¿Desde cuándo volviste?- Jurina evade esa respuesta con otra pregunta, pues solo ella sabía lo ocurría en su mente en ese momento (ayer).
-Hace tres días ¿Cómo te sientes?- La voz de Rena era en extremo de preocupación y muy tranquila.
La pequeña conversación fluía normal, era extraño ambas no sabían que hacer o como actuar, la última vez que se vieron discutieron muy fuerte. Jurina parpadeaba varias veces, la enfermera acababa de darle el medicamento. De pronto, mirándola de frente, recuerda las palabras de Airin y vuelve a su cama para evadir a Rena.
No sabe qué decir, ni siquiera sabe que es lo que siente o si siente algo. Sus remordimientos mas su malestar, mas sus sentimientos encontrados que habían estado dormidos junto con ella, la abruman. Solo sabe que no estaba lista para ver de nuevo a Rena, no tuvo tiempo de asimilar toda esa información que se le vino encima, es mas no había pensado en ello hasta hoy y prefirió dejarlo de lado.
-Siento un poco de dolor y estoy comenzando sentir el cuerpo un poco a adormecido.- Contestó su pregunta recostándose nuevamente.
-¿Qué fue lo que ocurrió?- Rena se acerca a un lado de la cama y permanece de pie.
-No lo sé – Responde pensativa peleando con sus párpados –Lo último que recuerdo es que me sostenía fuertemente de uno de los cables cuando mi broche de seguridad se rompió y una de las cuerdas se venció. Sentía que mi brazo se quemaba y se desgarraba, pero no podía soltarme… Sayanee me ayudo y también cayó conmigo.- De pronto hay imágenes que invaden su cabeza, comienza a recordar y es doloroso, no tanto por lo sucedido físicamente le duele la cabeza.
-Lo sé, pero ahora estas bien.- Interrumpe Rena lo pensamientos que veía en Jurina le causaban confusión y recordar parecía que le regresaba el dolor. –Eso es lo que importa.-
-¿Cómo te enteraste?-
-A veces ocurren cosas que están fuera de nuestra comprensión.- Responde pensando en cómo se han dado las cosas, y como es que hoy esta parada frente a Jurina sintiéndose toda estúpida y mas que nerviosa.
-Volviste.- Jurina aun no salía del asombro, y no podía creer en todo lo que le había pasado en menos de una hora.
-Así es.-
-¿Por qué volviste?-
-Porque debía hacerlo.-
-Seguramente volverás a irte.-
-Eso depende.-
-¿De qué depende?-
-De ti.- Ambas se miran y permanecen en silencio, pero Rena no puede sostenerle la mirada. Esta consciente del daño que le hizo y aun puede verlo en sus ojos cansados. –¿Cuándo dejaras de sobre esforzarte y exigirte de mas?- Hace esa pregunta para disipar un poco el ambiente tenso que se genero a raíz de su respuesta.
-No puedo evitarlo, es parte de mi naturaleza.- Responde mirando hacia otro lado evitando ver la figura de Rena. –¿Por qué?-
-¿Por qué?, ¿qué?-
-¿Por qué todos de pronto están aquí?-
-Bueno, no se a que te refieres con todos, pero creo que ante todo somos amigas, y siempre me he preocupado por ti.-
-Tu forma de preocuparte es muy extraña.- Dice con ironía sin voltear a verla.
Rena le ofrece el Jugo abierto para que Jurina lo beba. Jurina lo toma con su mano sana pero aun así no la mira, y bebe un poco de él. Ahora sabe que Victoria esta detrás de todo esto y quien sabe quien más. Jurina parecía cada vez más somnolienta y Rena sin saber que más decir decide retirarse cuando Jurina termino su Jugo.
Se pone de pie y hace una pequeña reverencia. –Me voy, descansa.- Gira sobre sus pies, pero Jurina la detiene.
-Espera.-
-¿Qué ocurre?-
-Rena, ¿alguna vez has pensado en el fracaso?-
-No.- Responde segura, mientras mira como Jurina cierra sus ojos. – Te dejo descansar, volveré luego.- Al decir eso ya no escucho respuesta de la otra joven y solo sale de la habitación.
La visita no fue como la esperaba, pero tampoco esperaba mucho. Jurina parece seguir molesta con ella pero Rena no va rendirse. Cuando sale de la habitación y cierra la puerta se recarga en ella. Recarga su cabeza también y mira momentáneamente el techo.
-Te mentí Jurina, te volví a mentir, pienso a diario en el fracaso.- Diciéndolo mas como en un susurro, empuja su cuerpo para seguir con su marcha y retirarse del lugar preguntándose dentro de ella, ¿Por qué Jurina le hizo esa pregunta?
Realmente ella solo quería saber que estaba bien, y aunque la actitud de Jurina fue muy dócil no quiso aprovecharse y darle más pretextos y excusas. Está decidida a demostrarle cuanto es lo que ella la ama, no más palabras, no más promesas
Mientras tanto, en la habitación, Jurina aun se encontraba un poco despierta y pensaba inevitablemente en todo, en las palabras de Airin, las fotos, Evan, conforme su cuerpo comenzaba a relajarse por los medicamentos que antes tomo. Rena la ha herido de todas las formas posibles en todo el tiempo que lleva de conocerla. La ha hundido en la más profunda de sus depresiones, en la mayor de las desesperaciones. La ha llevado a la locura total y la ha llevado también al éxtasis.
Ahora que sabe toda la verdad, comienza a sentir que es ella quien no quiere arrebatarle los sueños a Rena. Tiene que aceptar que tenerla de vuelta, enfrente de ella le acaba de generar no miedo, pánico. Es ella quien se siente culpable, si tan solo la hubiera escuchado en aquel entonces, si hubiera entendido lo que trataba de decirle, posiblemente juntas podían encontrar una solución. Pero en vez de eso decidió ir al extremo irracionalmente con su petición, se dejó dominar por sus sentimientos enfureciéndose y sin importarle, la obligo a decidir. ¿Y si es verdad? ¿Si Rena renunció sus sueños como se lo dijo Evan, qué es lo que debe hacer?
-_-_-*Cuatro días después*-_-_-
Un nuevo día para Jurina, y ella seguía encerrada en ese hospital, pero no estaba sola. Cuando nadie la vigilaba ella iba a la habitación de la pequeña niña y platicaba con ella. Había tenido el tiempo suficiente para investigar por qué estaba ahí y a estas alturas ya sabía de las condiciones de Haruka y más que sentir lástima por ella siente la necesidad de hacer lo que esté en sus manos para que esa niña sonría, una de sus satisfacciones fue ver el rostro de la pequeña cuando por fin pudo verla claramente.
Desde que se entero que es su favorita del grupo y que conoce al grupo. Se ha vuelto más cercana a la niña. Supo que la enfermedad de la pequeña le estaba deteriorando lentamente los órganos vitales, una de las señales del avance de la enfermedad era la perdida de la vista gradualmente. Las posibilidades de salvarla se volvían cada vez más remotas.
Eran las dos de la tarde, Yuasa le acababa de informar a Jurina que esta misma tarde dejaría el hospital, el se encontraba realizando los papeleo necesarios junto con el señor Satsugui, mientras ella mataba el tiempo con su nueva amiga.
Rena había llegado a la habitación de Jurina a sabiendas de que hoy la darían de alta, solo quería visitarla de nuevo y hacerle saber que es enserio lo que le ha dicho, y si bien no tiene asuntos pendientes, sus decisiones tuvieron consecuencias y muy graves. Por ahora tenía claro lo que quería a pesar de que sus problemas fiscales se hacen cada vez más grandes. Ya comenzaban a circular rumores en Japón de su reciente escándalo en los Ángeles y solo ruega por que no sea revelado el verdadero motivo de la renuncia, afortunadamente aun no sabían que ella había dejado los Ángeles a pesar del tiempo que ha pasado.
Ha estado en constantes reuniones con Satsuigui, su actual representante y acababa de enterarse que aparte de trabajar para SKE, es miembro de una de las agencias más importantes de todo Japón. Solo debía resolver su situación legal para poder volver a trabajar libremente, el señor Satsugui ya tenía varios proyectos en puerta para ella.
Cuando llegó a la habitación de Jurina, no estaba. Eso le sorprendió sin duda, unas risas algo sordas se escuchan en la habitación posterior y reconoce en ellas la de Jurina y su voz de niña chiqueada. Camina y la puerta está abierta así que solo asoma un poco la cabeza y efectivamente estaba Jurina dentro. Está Jugando memorias con la niña y por increíble que parezca le va ganando la pequeña. Rena deja ver todo su cuerpo desde la entrada y observa con atención recargada en el marco, el juego de aquellas dos niñas.
-¡Mi ángel!- Grita la niña minutos segundos después.
Jurina voltea junto a la pequeña Haruka, efectivamente le decía la verdad y Rena de verdad estuvo hace algunos días con ella.
El sueño de todo fan se estaba haciendo realidad en aquella pequeña habitación de hospital y a pesar de que solo es una niña, tener a las dos Matsui en su habitación es lo mejor que le puede pasar en su corta vida.
Una enfermera entra y las saluda, no sin antes regañar a su paciente mas difícil, Matsui Jurina. Pero la regañaba en broma en estos días se acostumbro a verla por ahí con la niña. Llaga para darle los medicamentos a la pequeña y hacerle su revisión médica. Ella no quiso despedirse aun definitivamente, así que solo la dejara por un momento saliendo ambas de la habitación y entrando a la suya.
Yuasa venia entrando justo detrás de ellas, y se sorprende un poco por verlas juntas. También entra la madre de Jurina que le lleva su ropa. Es momento de irse, le notifica Yuasa. Abandonan la habitación para dejar que Jurina se cambie de ropa, su madre pareció leerle la mente, le llevo su chamarra de piel favorita.
Mientras esperan afuera, Yuasa le pide a la Madre ir a firmar algunas cosas a la recepción. Ella, le encarga a Rena que cuide de Jurina para que no se vaya antes, conociendo lo ansiosa que es cada que abandona un hospital, es capaz de irse sin avisar.
Después de un tiempo considerable Rena toca la puerta y Jurina le da el pase. Comprueba que esté completamente vestida y entra de lleno. Ella se estaba atando sus zapatos sentada en la silla.
-Tu madre me dijo que te digiera que tardara un poco, fue a firmar unas hojas a recepción.- Le dice acercándose a ella.
-mmh, creo que aprovechare para despedirme de Haruka.- Jurina se levanta inmediatamente con un movimiento brusco evitando que se acerque demasiado y Rena lo nota. Pero levantarse de esa forma le provoca un mareo momentáneo al cual reacciona Rena tomándola rápidamente y con cuidado de los hombros.
-¿Segura estas bien?- Le pregunta preocupada.
-Si.- Responde evadiendo la mirada tan cercana de Rena volteando hacia otro lado.
-¿Estás segura de que no engañaste a los médicos para que te dieran de alta?- Rena no quería ofenderla con el comentario, pero Jurina es Jurina y es capaz de eso y más.
-Por supuesto que no, - Se zafa sutilmente de las manos de Rena. –Yo no miento.- El tono en el que lo dijo fue repentinamente inesperado para Rena, después de la plática de hace algunos días no se lo esperaba.
Ella camina hacia la puerta tratando de salir lo antes posible de ahí y evitar lo que siente cada que la ve. Dejando a Rena de espaldas, su mano recorre la puerta para salir, pero lo inevitable estaba ante sus ojos.
-Me quedare aunque no me quieras cerca, Jurina.- La voz de Rena era dura y muy segura.
Jurina detiene sus pasos que la llevarían con la otra niña en seco, dejando entre abierta la puerta. Gira con temor su cuerpo y solo ve la espalda de Rena después de escuchar lo que le dijo.
-¿Por qué haces esto?- Le pregunto sin saber qué hacer ante esto que no se imagino que sucediera tan pronto.
Rena solo giro un poco su cabeza y alcanzaba a ver la silueta de Jurina que le hacia ese pregunta a un lado de la puerta. Un poco desconcertada, pues ella no sabe que Jurina está enterada de todo, absolutamente de todo.
-¿Y me lo preguntas? ¿Acaso no fuiste tú quien me pidió, no,- Da la vuelta para mirarla de frente –quien me exigió que aceptara por primera vez en mi vida lo que realmente deseaba?-
Jurina tiembla al escuchar eso, es exactamente lo que no quería oír. La mezcla de emociones y sentimientos dentro de ella era tan grande que no sabía que fuera humanamente posible soportar. El lenguaje corporal de ambas iba en contra de su voz, había mucha tención entre ellas, pero solo lo demostraban en un tono de nerviosismo.
-¿Así? ¿Y qué es eso que deseas?- Pregunta un poco temerosa, aun no está completamente segura de que Rena se capaz de sostenerla a ella y sostener una relación, pero con lo que sabe y lo que su mente la ha torturado hasta ahora, es ella quien no se siente capaz de muchas cosas. Aparte, su miedo es cada vez mayor porque Rena siempre parece hacer las cosas a medias. Puede recordar claramente aquella noche que llego empapada a su casa y aparentemente fue sincera, la sedujo, pero al día siguiente la abandono. Teme que pueda hacerle lo mismo una y otra vez. Simplemente no sabe en qué se ha metido.
-Lo que me trajo de vuelta.- Le responde atrapándola en la revoltura de sus pensamientos. – A veces nos negamos a abrir los ojos, pero entendí que es necesario hacerlo…-
-No, ya no, deja de hablarme de esa forma, se clara con lo que quieras decir.- Jurina cansada de tener que descifrarla todo el tiempo, se desespera un poco, pues aun sufre de leves dolores de cabeza y su mente por ahora está pensando en mil cosas a la vez. Algunas de esas cosas es el amor que le tiene, otra el temor de enfrentar las consecuencias, pero sin duda la que más le molesta, es la culpa.
Rena un poco sorprendida por lo que le ha dicho Jurina debe buscar la forma más convincente de expresarle lo que siente. Pero mientras más lo hace más insegura se ve, dado que es su primera vez para ellas en esta situación, no se conocen en lo más mínimo de esta forma y lo que proyectan es nuevo para ambas. Sabe que no es el lugar pero sin duda es el momento, el que ella estuvo ansiando desde que volvió.
-No deseaba miles de admiradores Jurina,- Le dijo dando un par de pasos al frente. –solo quería uno.- Rena la veía directamente a los ojos, el ambiente era verdaderamente serio. –Me deje guiar por la luz de los reflectores, lo acepto, por el sabor de fama. No supe manejar lo que tú aprendiste a los doce años. Ser independiente y ver como se cumplen cada uno de tus sueños a voluntad.- Rena realmente creía que esas palabras llegarían al corazón de Jurina y ella entendería pero la mirada de Jurina le hacía sentir un poco de inseguridad. –Solo vine aquí para dejar de hablar Jurina, tal y como lo hacemos ahora. ¿Es mucho pedir una nueva oportunidad?-
-Creo que es demasiado,- Responde Jurina seriamente reprimiéndose y convenciéndose a sí misma que no debe dejar que llegue de nuevo a ella y la domine completamente, ya no. Todos los recuerdos, bueno y malos viene a su mente y no hacen más que confundirla más y eso hace que le responda sin sentido aparente –yo creí en ti como una tonta y lo sabías. Trataba de entablar conversaciones contigo aun si estabas lejos, incluso de llamarte, intente hacerte saber que pensaba en ti todos los días. Te ofrecí todo lo que podía darte ¿Y que obtuve a cambio?- Rena comprendía esas palabras pero ¿adónde quería llegar Jurina? –Un correo electrónico que solo decía, "perdón por el retraso, feliz cumpleaños". El teléfono fuera de servicio, una escena desagradable en tu camerino, yo te lo contaba todo y te perdone todo.- Jurina hace una pausa, pues pensaba también en ella misma y lo que no le gustaría volverá s sentir, pero justo cuando iba a continuar para tratar de tomar el tema de las fotografías, Rena le gana la palabra.
-¿Ahora quieres hablar de confianza?- Ahora comprendía lo que Jurina le reclamaba, y era momento de poner varias cosas en claro ya que se tomo la molestia de mencionarlo y también se quedo con varias dudas antes de que Jurina se enojara con ella.
-Sí, confianza que tú rompiste.- Interviene inmediatamente Jurina y le responde.
-¿Yo rompí?- Pregunta con ironía.
-Sí-
Al parecer ambas tenían una conversación con un objetivo diferente. Lo único que las unía en ese momento era el deseo que inevitablemente habita en ellas desde hace mucho tiempo. Pero la realidad las ha alcanzado y las ha golpeado muy duro. Sin darse cuenta se acercaban cada vez más una a la otra y el típico aire de discusión se hacía presente en aquella habitación. Pero por primera vez, había algo diferente en el ambiente, esta vez discutían seriamente con razón y con cordura, sin levantar la voz.
-Mmmnh… aclárame una cosa Jurina, ¿quién fue la primera en ocultar algo?-
-¿De qué hablas?-
-Si vamos a recordar cosas que nos lastiman o nos causan inquietud, olvidaste mencionar lo que planeabas hacer con Rara, porque lo sé, se como es tu forma de hacer las cosas. Olvidaste mencionar que te encanta exhibirte con otros miembros, porque lo vi, todo este tiempo lo vi. Y, olvidaste mencionarme que dejaste tu doble posición.-
-¿Qué? No seas absurda, no es lo mismo.- Jurina se ofende un poco, pues Rena no está en posición de reclamarle nada, y no puede evitar defenderse con todo y su revoltura de sentimientos.
-¡Es lo mismo! Completamente lo mismo. Vine a decirte que te amo, no, a demostrártelo, pero creo que ahora eres tu quien duda y no me amas lo suficiente como decías hacerlo todo este tiempo. Cuando vez que tú entorno se ha puesto serio, ¿olvidas lo que dices?-
-¿Cómo te atreves a decirme eso?- Jurina siente una punzada en el estomago, ¿Cómo es posible eso? No, eso nunca. Es verdad que tiene miedo un pánico peor que cuando sale al escenario, pero por supuesto que la ama. Sin embargo, la inexperiencia y la juventud hacen acto de presencia y el pretexto perfecto para tratar de quietarse la culpa que siente, llega sin invitación. –Está bien, tienes razón, si no puedo soportar cómo le perteneces al mundo ahora, como convives con otros, como disfrutas "exhibirte" con las parejas que te pongan en todos tus trabajos, como los besas y los acaricias frente a las cámaras e incluso frente a mí, tienes razón, no te amo.-
-¿Y yo si tengo que soportarlo? – Ambas tenían un punto importante, al menos era algo que no se habían dicho, pero sin darse cuenta estaban tocando una parte fundamental de toda relación. Lejos de las peleas infantiles que han tenido, estaban aclarando sus inquietudes comunicándose y sin gritarse. – ¿Por qué tenemos que estar discutiendo esto?- Pregunta Rena cuando se percata que esta conversación tomo un rumbo muy diferente al que inicio. Sin embargo Jurina desea huir de la situación y ella lo sabe.
-¿Por qué no simplemente te regresas a América?- Jurina mostraba una desesperación inusual por alejarla.
-¿De verdad eso es lo que quieres Jurina?-
-Sí.- Aunque su mirada decía todo lo contrario.
-Es absurdo.-
-No, no, no lo es y no quiero pelear.-
-Yo tampoco, ¿pero lo has notado? Desde que te conozco eres igual, me hablas de cosas distintas para evadir los temas importantes, me provocas con tus comentarios hirientes y después huyes haciéndome sentir culpable.- Rena casi está muy cerca de Jurina, pero ésta voltea hacia otro lado y retrocede un paso, como indicándole que no se acerque más.
-Yo no huyo…-
-Si lo haces, como ahora.-
-Claro que no.-
La manera en que se hablan era un tono frustrado, frustración que venía a acompañada de varios errores del pasado en las dos. Rena intenta tomar el control sobre esta conversación con un sin fin de sentimientos que se podían sentir en toda la habitación, tratando de unificarlos en uno solo.
-Pídele al rio que regrese a la montaña, imposible, -Rena doblega su instinto de defensa y le habla desde el fondo de su corazón avanzando más hacia ella a pesar de la renuencia. –entiéndelo, volví por ti, únicamente por ti. Quiero que seamos una sola, en cuerpo y alma, ahora lo sé, lo deseo, de verdad lo deseo. Solo quiero pertenecerte hasta el final de mi existencia y quiero que tu lo seas de igual manera, solo tú. ¿Por qué estas dudando?- Rena ya se encontraba completamente frente a ella, pero no se atrevió a tocarla, solo vacilo en su intento de tomarla de los hombros, pero termino bajando los brazos al terminar con esa pregunta.
-Basta no sigas, por favor. Ya no, ya no. Tuve que entender en estos días muchas cosas y tuve que pensar en otras.- No se atrevió a decirle que estaba enterada de todo, absolutamente de todo. -Al igual que cuando cierras y abres los ojos, unas cosas desaparecen y otras aparecen. Esto es así ¿no?, se trata de seguir. Lecciones aprendidas sin sacrificar algo no significan nada, porque no puedes obtener algo sin entregar algo más a cambio. Ganar es igual a dolor, algo o alguien debe salir, algo o a alguien debes perder. Yo pertenezco a este lugar aún, y tu le pertenece al mundo ahora.- Jurina agacho un poco su cabeza y frunció el ceño al decir eso, indirectamente le hacía saber a Rena que acepta, y que es consciente de los problemas actuales que tiene ahora y que le comen el alma a ella también.
-Yo, no quiero conquistar ese mundo Jurina.- Le responde Rena tomando sus mejillas y haciendo que la mirara. viendo como se derrumbaba completamente sin saber el por qué, ¿Acaso no era esto lo que ella quería?
-Basta no sigas, por favor ya no hagas esto.- Le dijo sin poner resistencia a esas suaves y cálidas manos que sentía sobre ella.
-¿Entonces qué hago?, dímelo tú porque yo no lo sé.- Rena mostraba una gran debilidad en ella misma, pero no le importaba, realmente quería saber por qué Jurina se estaba comportando de esa forma y sus ojos parecían caer en llanto.
-Yo tampoco lo sé,- Le respondió con su voz poniéndose ronca – creo, creo que debemos seguir cada quien por su camino, es lo mejor para ambas.-
-¿Eso es lo que quieres?- Rena se sorprende y es mas su incomprensión hacia la actitud de Jurina.
Los ojos cristalinos en ambas no tardaron en llegar, Jurina tomaba con su mano derecha el antebrazo de la otra chica, pero no pedía remover su mano, más bien ella no se atrevía a tocarla como Rena lo hacía. La otra chica podía sentir que esa mano débil temblaba sobre ella.
-Lo que quiero es que me dejes de importar, que dejes de hacer añicos mi voluntad. Quiero… quiero dejar de estorbarte.- Las facciones de Jurina se descomponían en medio de esas dos manos que sostenían sus mejillas. Viendo el problema real frente a ella, no concebía ser parte de esto.
-No… Jurina, no….- Y eso le partía el corazón a Rena, ahora se da cuenta del efecto de sus palabras. Jurina tiene miedo, y es un miedo que ella misma le ha generado. Puede recordar claramente lo que le dijo con las peores palabras que encontró "Estando contigo no llegare a ningún lado".
Pero ella se da cuenta que la niña estaba parada detrás de la puerta y que corrió seguramente a su habitación. Retiro las manos de las mejillas de Jurina y retrocedió un poco. Jurina también se dio cuenta que alguien las observaba y dejan de discutir para ir con la pequeña.
En el transcurso, que no era muy largo, a la habitación de la pequeña, Jurina tomaba varias respiraciones para disipar su voz temblorosa. Y Rena apretaba sus ojos con sus manos, como siempre lo hace, para limpiar la humedad de sus ojos.
Jurina toca la puerta, pero no contesta. La recorre y la niña está dándole la espalda a la puerta aparentemente dormida, como la primera vez que la conoció.
-¿Podemos pasar?- Jurina Pregunta por ambas.
Pero tampoco le contesta así que solo entran, Rena se sienta sobre la cama tocando el hombro de la niña y Jurina solo se queda de pie a un lado, casi topando sus rodillas con la cama.
-Ya me voy pequeña, vine a despedirme. ¿Puedes vernos?-
La niña se da la vuelta y las mira a ambas con los ojos llorosos. Y se sienta sobre su cama mientras Rena le tomaba una de sus manos.
-Sí, puedo verlas a ambas.- Responde cabizbaja.
-¿Hay algo que pueda hacer por ti, no importa si es hoy o mañana? Debo viajar a Tokio pero estaré de vuelta en unos cuantos días.-
-No, no hay nada.- Ella levanta su cabeza y las mira. –El simple hecho de haberlas conocido y el tiempo que me regalo jugando conmigo es suficiente.-
Jurina sonríe sinceramente, es lo único que puede hacer. Trata de no mostrarle lastima a la pequeña, esta pequeña luchadora no merece eso.
-Sé que voy a morir…-
Ambas chicas voltean a mirarse y la miran después a ella, los ojos de Jurina son de incredulidad por la fortaleza de la niña. Intentando ocultar la pena, no podían negar que se sentían tristeza y no se atrevieron a decirle nada.
La niña hurga bajo su almohada como aquella vez que le dio la llave a Rena que robo. Saca debajo un llavero de peluche aproximadamente de 10 centímetros, es un melón pan. La pequeña Haruka se lo ofrece a Rena entregándoselo en su mano. Jurina al verlo sonrió y la reacción de Rena era de felicidad extrema, en ese momento había dos niñas en la habitación. Pero ver eso, le provocaba cierta debilidad y gira su cabeza lejos de esa escena.
-Quiero que lo cuide usted por mí, en realidad no tengo a quien dárselo.-
-Lo sé.- Le responde ella sabiendo toda su historia. –Es hermoso, ¿alguien más te lo obsequio?-
-No, la verdad es que se lo quite a una jovencita en el área de videojuegos del centro comercial.-
Jurina gira su cabeza para mirarla con el ceño fruncido, no podía creerlo. Vaya que el mundo es un lugar muy pequeño.
-Niña insolente.- Le dice Jurina en un tono más fuerte al de un murmuro.
-¿Eh? ¿Jurina?- Le reprime un poco Rena.
-Si eso fue lo que me dijo esa joven en aquella ocasión.- Dijo con su cara de travesura recordando aquel día. Mientras Rena devolvía su mirada a Haruka, es verdad, ellas no sabían que ya se conocían.
-No, tú eres esa niña insolente, por eso sentía que ya te había visto en otro lugar, pero no recordaba donde.- Confiesa Jurina la causa de su molestia.
-¡AH!, ¿con que era usted?… oooh, entonces a la persona que veía a través de los cristales ¿era a usted Rena-san?-
-¿Qué?- Rena no comprendía lo que pasaba ahí, sabía que pelaba con esta pequeña mientras ella conversaba con la señora, pero nunca supo el origen de esa peculiar pelea. Por otro lado Jurina se sonrojo un poco e intento disimularlo.
-Ese día, yo escape de la señora que me cuida, y vi a una joven jugando sola, pero estaba tan distraída mirando hacia afuera,- Jurina escuchaba lo que la niña decía pero mantenía su cabeza hacia otro lado, pues aun no comprendía exactamente qué era lo que pasaba entre ella y Rena. A parte, sin duda, ese día fue el más meloso que pudo tener. – y fue fácil jugar por ella, se que hice mal, pero no podía dejar que se desperdiciara el juego de esa forma, así que solo jugué por ella.-
-Oye, discutiste conmigo.- Jurina vuelve a mirarla y le reclama pero mas como para defender su punto que molesta.
-Lo siento.- La niña se disculpa. –Entonces, este pequeño llavero es de Jurina-san, pero espero que se acuerde de mí cuando lo vea. Realmente no tengo nada que ofrecerles, ni nada que me pertenezca, solo esta enfermedad pero me siento muy afortunada por haber podido realizar mi sueño y ese era conocerlas.-
Los ojos brillantes de la niña, disipaba todos los resentimientos que pudieran tener Rena y Jurina en ese momento.
-Yo vendré a visitarte, no iré a ninguna parte por ahora.- Le dice Rena acariciando su cabeza y su mejilla. –Por ahora conserva este llavero y ruega porque tu Oshimen obtenga la victoria en el sousenkyo.-
-¡Sí!- Se emociona la pequeña. Ella podría ver el evento por la televisión desde el hospital.
Y más avergonzada no podía estar Jurina. ¿Qué debía hacer? La plática de hace algunos momentos, solo demostró que es ella la que muere de pánico por tener a Rena de vuelta y porque seguramente no está bien, y que sus decisiones la han perjudicado gravemente pero no lo demuestra frente a ella.
Afuera, en los pasillos del hospital Yuasa y la madre de Jurina ya iban de regreso a la habitación donde supuestamente se encontrarían las chicas. Pero al llegar no las encontraron. Su rostro era de incertidumbre, Yuasa se asomo al pasillo y vio a una enfermera en el fondo del mismo a la cual le hizo un seña para que fuera, y ella les indico con otra que enseguida iba, solo tardaría un poco.
*Habitación de la niña*
-¿Saben?, no soy tan pequeña como parece.-
-Lo sé. -Responde Rena – ¿Tienes doce años cierto?-
-Pronto cumpliré trece, pero lo que quiero decirles es que, las escuche discutir.- Les dice Haruka agachando su cabeza con mucha pena.
-Eso no se hace, pero está bien no importa.- Le dice Rena cariñosamente.
Rena sostenía la mano de la pequeña desde que entraron a visitarla, y ella la sostenía fuertemente. Haruka tomo a Jurina de su mano derecha y también la apretó con fuerza, la fuerza de un niño que se niega a dejarse vencer por algo natural.
* Pasillo*
-Señorita, ¿sabe de casualidad donde puedan estar las dos jovencitas que estaba aquí hace un momento?-
-mmmh, -La enfermera sabe perfectamente de quien habla. – ¿Jurina-san cierto?-
-Si.-
-Ella suele visitar mucho a la pequeña de la habitación que sigue.- Apunta hacia ella. –Es posible que este ahí-
-Oh, bien Gracias, por todo.-
-No, no tiene que agradecer nada. Con permiso.- La enfermera se retira retomando su camino por el pasillo, no sin antes despedirse de ambos, la Mamá de Jurina y de Yuasa.
*De regreso a la habitación de Haruka*
-¿Ustedes dos, no se llevan bien, cierto?- Esa pregunta las sorprende, son testigos de cómo la imagen que vendía SKE de ambas, desilusiona a la niña ¿pero cómo afrontar este tema ante ella? Realmente la realidad era otra, sin embargo ellas estaban pasando por un momento inestable y no sabían cómo iba a terminar. –Bueno, me lo imaginaba,- La niña levanta su cabeza y las mira directamente a ambas ante el silencio. –Rena-san siempre me pareció alguien muy seria y exigente, pero yo se que cuidaba de Jurina-san siempre. Jurina-san al contrario de ella es inquieta como yo, pero tan increíble que no puedo describirla.- Les dice en medio de una sonrisa. – Si tienen la oportunidad de vivir por muchos años más, espero que hagan felices a mucho niños como yo, a mucha gente. Aunque las dos vayan por caminos diferentes, yo… solo quiero seguir observarlas desde algún lugar, como un solo corazón que siente lo mismo.-
Al escuchar eso ellas le sonrieron a la niña ocultando algunas lágrimas que desde antes querían salir. Rena comprendía a la perfección las palabras de Haruka y por otro lado Jurina ahora comprendía porque Rena le propuso esa idea al grupo. Ese era su principal motivo, llevar la felicidad a quien no la tiene o a quien está a punto de perderla.
-¿Jurina?-La voz de Yuasa hace voltear a ambas. –Es hora de irnos.-
Jurina regresa su vista hacia Haruka al igual que Rena y se despiden, prometiendo volver. Rena lo hará, pero Jurina no está muy segura, pero lo intentara. Al salir, Rena se despide de ellos, debe atender los asuntos que le quitan el sueño. Y Jurina pasara el resto del día bajo la custodia de su madre en su departamento.
**Al siguiente día**
Faltaban tan solo dos días para tan ansiado y tormentoso evento. Todas las chicas guardaban las apariencias pero no podían ocultar completamente que estaban nerviosas y preocupadas. Este evento anual termina con los nervios de cada una de las integrantes que deciden participar.
Se les acababa de notificar, que todas las participantes del evento deberían salir hoy a Tokio a más tardar a las tres de la tarde. Todo ello a consecuencia de un tifón que viene acercándose. El servicio de transporte público será cancelado hasta nuevo aviso.
Sin embargo Jurina saldría antes con Churi y para no desaprovechar el tiempo, se encontraba ensayando arduamente muy temprano en el teatro, el hecho de que haya guardado reposo tal y como los médicos se lo indicaron ha tenido como resultado una buena respuesta de su cuerpo. Lo único que le molesta y todavía bastante es su mano, le dolía al hacer movimientos rápidos, así que por ahora evitara cambiar el micrófono de mano, solo hará movimientos con su mano derecha y le es más cómodo.
-¿Donchan? ¿Qué haces ahí?- Le pregunta Churi al ir pasando por ahí y darse cuenta de la presencia de de la chica que veía hacia adentro de la sala desde fuera.
-Ah, pues yo pasaba por aquí…y, y…- Los movimientos de Donchan le recordaban a los de un niño curioso que juega con sus pies.
-¿Y estabas preocupada por Jurina?-
-¿Eh? mmmhn, pues… si.- Admite la chica.
-Mmnn la verdad yo también. Me la encontré hace rato con Yuasa, pero solo me saludo.- Ambas chicas miraban desde la puerta a la concentrada chica que ensayaba a su ritmo. Tenía audífonos puestos, regularmente eso lo hace para no ser interrumpida y cuando mayor concentración necesita. –No debería de estar ensayando ahora.-
-¿Por qué?-
-Pues Yuasa nos cito en su oficina para darnos el itinerario del evento ya que nos vamos antes que ustedes.-
-Ohh…No lo sabía-
-Yo tampoco, me avisaron ayer por la noche. Bien, voy por mis cosas no tardamos en irnos.-
Ellas caminan alejándose de la puerta, en ese momento ven a Rara que se acerca a la sala de ensayo mientras se disponían a seguir caminando y las saluda al pasar junto de ellas, y ellas responden de igual manera, las chicas son movidas por la curiosidad cuando al voltear hacia atrás ven a Rara entrar a la sala de ensayo.
-¿Jurina San?- Al traer audífonos no la escucho, pero al ver su reflejo por el espejo deja de hacer lo que hacía y se retira un auricular.
-Rara, buenos días.-
-Buenos días, Senpai.-
-¿Se encuentra usted mejor?-
-Sí, mucho mejor.-
Pero el rostro de Jurina le dice todo lo contrario. La mirada caída y la seriedad en sus labios, algo le dice que no es fatiga ni malestar por lo que le ocurrió recientemente. Sabía perfectamente que Rena ya había hablado con ella y por lo que puede deducir, no ha logrado nada a pesar de la convicción que juro tener el otro día durante su discusión absurda.
-¿Vienes a ensayar?-
-Si.-
-¿Quieres que ensayemos juntas?-
-No, volveré más tarde.-
-¿Estás evitándome?-
-No, por supuesto que no.-
Jurina la mira un poco dudosa de que le diga la verdad, a pesar de la cálida bienvenida de algunos de los miembros el día de hoy, la ven como si tuvieran miedo de tocarla o mirarla. Nota también que hay cierta incertidumbre en la chica.
-¿Hay algo que quieras decirme?-
-Hace un par de días hable con Rena-san,- Con mucho valor la chica se atreve a mencionar a Rena e inmediatamente el cambio en el rostro de Jurina era evidente. – ¿Ha hablado con ella?-
Jurina no sabía que responderle, bueno si sabía, pero no comprendía porque precisamente esta niña le esta mencionando a Rena. Pero recuerda que en su última plática ella le dio confianza a la chica.
-Mhh, pues si, lo he hecho ¿Por qué preguntas?-
-En aquella plática, le externé mi deseo de convertirme en centro.-
-Pero ya lo eres.-
-De alguna forma lo soy, pero no me refería a ese centro.- Jurina analizaba las palabras de Rara como viendo los frutos de sus acciones apenas vislumbrar. –Le dije que mi meta era usted, no me mal interprete como tal vez ella lo hizo. Mi deseo más grande es brillar junto a usted, pero quiero ser mejor sin duda alguna.-
Jurina no se sorprende por lo que le dice Rara, fue una idea que le ha estado formando sin que se diera cuenta al tener ensayos intensivos solo con ella, al parecer Rena de nueva cuenta fue la única que se dio cuenta de eso y era algo normal, nadie más puede comprender sus intenciones como ella lo hace. Al mismo tiempo sabe que es algo inevitable y que pronto cumplirá veinte años, sus sueños se han cumplido en su mayoría dentro del grupo y ha comenzado a buscar su autonomía.
-Y lo vas a lograr.- Responde. –Si no eres tú, alguien más lo hará pero SKE no morirá, lo haría si no hubiera miembros como tú.-
-Creo que Rena-san se molesto por eso.-
-No lo hizo, es solo que se sorprendió de que alguien tuviera el valor de decirlo. SKE es muy obediente a sus mayores. De verdad me gustaría que lograras tu propósito. ¿Pero por qué mencionas Rena?-
-Perdone mi atrevimiento, ¿Está usted bien con ella?-
Jurina la mira seriamente, a su actual miembro más cercano no puede ocultarle que algo le pasa. Han convivido lo suficiente para poder percibir que alguna de las dos no está bien. Obviamente las chicas de afuera escuchaban algo que no esperaban. Jurina le ha dicho ciertas cosas a Donchan pero para solicitar su ayuda, por lo que escuchan y lo que Churi pueden concluir, es que la actitud de la niña es en consecuencia de un plan de Jurina para mantener vivo el espíritu de SKE en un futuro que cada vez es más corto para ella, Jurina y algunos miembros más antiguos.
-No, Rara.-
-¿Eh?- Esa respuesta sin duda sorprende a la chica.
-Y no sé si pueda estar bien con ella.-
-¿Por qué?-
-Por qué no puedo estar con ella.- Le responde con honestidad y sin rodeos. Rara ve en sus ojos reflejados un sentimiento que jamás había visto antes, es una mezcla de resignación con sensatez, muy extraña por cierto.
-¿Por qué no puede estar con ella?-
-Porque ella se alejo de mí para no perjudicar al grupo, no puedo ser tan egoísta como para también terminar sacrificándolo yo, después de todo creo que termine arruinando la carrera de Rena.-
Ellas se sientan en la banca más cercana mientras la chica escuchaba con atención como Jurina abría su corazón cansada de ocultar cosas, decide confiar en quien ahora es su compañera.
-¿A qué se refiere?- Rara desconocía cierta parte de la información y estaba más que claro por la forma en la que le hablo a Rena.
-Yo, siento algo que no me deja dormir, que me oprime el corazón, no encuentro otro nombre para darle más que culpa.-
-¿Culpa?- Rara intenta comprender lo que su senpai le dice pero, hay algo que no concuerda. –Disculpe Senpai pero, Rena-san está de vuelta y de a cuerdo con lo que me dijo ella está decidida….-
-Tengo miedo.- Pero Jurina interrumpe el final de su frase, ha reconocido por fin frete a alguien el sentimiento que la está atormentando.
-¿Qué?- Nuevamente Rara no comprende.
Donchan y Churi voltearon a verse tras esa respuesta. Deducen que es por eso que Jurina se mostraba renuente. Y es porque está enterada de todo lo que ha sucedido con Rena.
-Así que es eso…- Murmura Churi. Mientras adentro Jurina le contaba Rara cierta situación. Ella ha estado en contacto con Rena y no comprendían por que Jurina trataba de alejarla, de a acuerdo con lo que le dijo ella, ha tenido una actitud extraña las dos veces que han conversado.
-¿Que dijo Senpai?-Le pregunta Donchan de igual forma en un murmuro.
-Que es por eso que Jurina y Rena aun no están juntas. Y por eso Jurina se comporta muy extraño desde antes del accidente.-
-¿Qué? no entiendo.-
-Bha, Nunca entiendes Donchan, Jurina sabe porque Rena se alejo.-
-¿Qué no fue por que Rena-san tenía mucho trabajo y aparentemente la engaño con el tal Evan? ¡AY!- Se queja cubriéndose la boca para no hacer ruido, Churi le da un leve manotazo en la cabeza.
-¡NO!- Le exclama con desesperación entre dientes. –Estas muy atrasada en noticias. Hay unas fotos, con las cuales estuvieron chantajeando a Rena, pero legalmente todo se descubrió y actualmente se están enfrentando en demandas entre ella y el director, pero como ahora todo se sabe ya no puede usarlas a su favor y todos salen perjudicados si lo hace. Sin embargo Rena a pesar de eso volvió pero le sigue trasmitiendo sus miedos sin darse cuenta a Jurina.-
-Ohhh, ¿Y Rena-san no sabe que Jurina-san lo sabe todo?-
-Pues creo que no.-
-¿y no debería saberlo?-
-Sí, debería pero no por nosotras, debe ser la misma Jurina quien se lo diga, quien pierda el miedo ahora.-
-Oh.- Es todo lo que dice Donchan, mientras seguían escuchando la conversación de adentro.
**Dentro de la sala**
-Es por eso que no estoy segura de poder soportar las consecuencias de mi egoísmo, lo que yo siento no se lo deseo a nadie.- Al decir eso, el celular de Jurina suena y es Yuasa notificándole que es hora de irse. Jurina se levanta y mira Rara. –Nos vemos mas tarde en los ensayos generales, hay que hacer lo mejor que podamos.-
Rara asienta con su cabeza y la ve a salir. Ella se queda pensando en que posiblemente no comprende la magnitud del problema. Si hay algo de cierto aquí es que las cosas se les salió de las manos a ambas pero, solo hay una persona que puede entrar en la cabeza de Jurina y disipar lo que siente.
-Jurina –san-
-Si dime.- Le dice volteando a verla girando un poco su cabeza y medio cuerpo.
-Todo va estar bien, tenga por seguro que todo va estar bien.-
Jurina sonríe a pesar de lo que siente y camina completamente hacia la puerta saliendo por ella. Al salir se encuentra con Donchan y Churi recargadas en la pared y esta vez sin sentir culpa por escuchar.
-¿Van a pregúntame algo?- Les dijo mientras más veía.
-No.- Dijo Churi.
-N…No. Que tenga buen viaje.-
-Gracias, nos vemos más tarde.-
-Que les vaya bien.- Las despide Donchan.
Las chicas se despiden y se dirigen a los casilleros donde dejaron sus cosas esta mañana. Donchan camina en sentido contrario y se reúne con otros miembros de su Team.
Más tarde Rena hizo acto de presencia en el teatro, al quedarse Sastugui de encargado la había citado ahí. Ella sabía que Jurina estaría ahí y quería saber cómo seguía, por eso no se tomo la molestia de preguntarle a alguien más. No es de ver las noticias e ignoraba el tifón que se acercaba.
Mientras caminaba por los pasillos, paso por la sala donde se encontraba Rara, pero esta vez no le interrumpió su ensayo, sin embargo la niña se dio cuenta que Rena estaba ahí.
-¿Rena -san?- Ella se detiene al oír su nombre y regresa algunos pasos casi chocando con Rara que salía en su encuentro agitada. –Hola-
-Hola.-
-Si busca a Jurina-san, ella ya se fue.-
-¿A dónde?-
-A Tokio.-
-¿Tan pronto?-
-Así es, nosotros nos iremos en dos horas.-
-Oh, bien, aunque no venia solo por ella.-
-¿A no?-
-Sí, pero también debía ver a Satsugui- san, él me mando llamar.-
-mmmnh.- Rara tenía esa fría actitud con Rena pero se siente mal por lo ocurrido la vez pasada.
-Bueno, hoy si ya termine con mi visita, será mejor que me vaya.-
-¿Adonde ira?-
-¿Te interesa saberlo?- Rara no le responde, pero por su silencio y la forma en que la mira supone que sí. –Voy a mi departamento. Con permiso.-
Rena regresas sus pasos que apenas dio para asomarse a la sala, pero cuando va a cerrar la puerta Rara la detiene de la manija.
-Ella… se encuentra muy extraña desde hace varios días ¿Por qué no ha hecho lo que me dijo que haría?-
-¿Perdón?- Rena detiene su movimiento, voltea a los alrededores y hay gente en el pasillo así que vuelve a entrar solo un poco recargándose en la puerta, asegurándose de que su voz fuera prudente y en su tono que no saliera de la habitación.
-¿Qué es lo que ha hecho usted?- Rara pregunta más directamente, pues acaba de ver a su Senpai y no lucia bien.
-Al parecer desconoces mucha información.-
-No, se equivoca.- Rena se sorprende –Conozco perfectamente su situación, y me siento mal por hablarle de esta forma pero, ¿Es tan difícil?-
-¿Difícil qué?-
- ¿Por qué es difícil amar?-
-¿Qué?-
-Honestidad, sinceridad y obediencia, son sinónimos de silencio para nosotras, actuar con claridad no se nos permite. Posiblemente no soy apta para decirlo, pero amar no debería ser un crimen, supongo que las cosas no son tan distintas para usted allá afuera. Yo solo quería saber qué es lo que estaba dispuesta a hacer por Jurina-san.-
-¿Dispuesta a hacer?- Se pregunta más para sí misma.
Destruyo su carrera, renuncio a su empleo, desafío al mismo dueño del grupo con tal que SKE tuviera otro rostro, el de la bondad y sin estar dentro ya de él. Ha hablado con Jurina y le ha externado sus sentimientos. ¿No es suficiente? ¿A caso no es suficiente todo lo que ha hecho?
-Se que usted, tuvo y tiene problemas en su trabajo. Sé que incluso renuncio a sus sueños pero, ¿eso de que sirve si no es capaz de que Jurina-san vuelva a confiar? Se también, que ella en estos momentos tiene miedo y no por lo que este grupo representa, si no por lo que le depara al grupo. Pero hay una razón más grande dentro de ella que le da pánico, un pánico inmenso y eso todas lo sabemos.-
-¿Y qué es?-
-Se supone que debería saberlo mejor que nosotras. Usted, usted es su miedo mas grande, Jurina tiene miedo a seguir sin usted y al mismo tiempo estar con usted. Tal vez no se muchas cosas del pasado, pero lo poco que se y de lo que estoy segura es que siempre le ha generado inseguridad. Le ha marcado limites le ha impuesto barreras una tras otra. ¿Cómo se supone que Jurina-san deba actuar después de que le cambia su presente drásticamente?-
-¿Qué?- Rena no podía creer la forma en que esta niña le estaba hablando.
-Con una sola palabra suya, ella agacha su cabeza. Con nadie más lo hace, solo con usted doblega su orgullo. Suena complicado y puede que no lo entienda del todo, pero sin usted en el grupo ella reprime lo que lo que la impulsa a sobresalir. Le cuesta mucho trabajo y aun así, la han llamando egoísta, oportunista, engreída entre muchas otras cosas más. Ella baja su nivel incluso para que yo y otros miembros sobresalgan.-
-¿Y según tu que se supone que deba hacer?- Rena está sorprendida y debe aceptar que Rara tiene Razón.
-Aunque tengamos sentimientos fuertes no se pude evitar sentir dolor. Enséñela, enséñela a seguir sin usted, pero estando a su lado. Enséñela a darlo todo sin temer en los resultados.-
Sin darse cuenta Rara le ha expuesto un importante punto, todo este tiempo, desde que locamente tomo su decisión. Ha estado preguntándose cómo recuperar lo que tenía con Jurina de nuevo. Si bien es cierto que las palabras son importantes, las acciones son lo que de verdad importan. Si quiere evitarlas solo debe estar ahí y demostrarlo. Rara tiene razón, es ella quien tiene que dar ese pasó, es ella quien debe tomar el control y solo necesita voluntad. Todo este tiempo ella misma estuvo alejando a Jurina incluso diciéndole que la ama, lo único que generaba en ella era más inseguridad después de haberla lastimado como lo hizo, y si lo hizo por su bien o por el suyo, aun así la lastimo.
Sin decirle o preguntarle más, Rena retrocede y se apresura a salir, viendo como se alejaba Rara no comprendía porque de pronto se dio la vuelta.
-¿Rena-san?- Casi le grita asomándose fuera de la sala.
Rena gira su cabeza sobre sus pasos acelerados, –Gracias.- es todo lo que dice y termina por desaparecer dando vuelta por el pasillo.
Rena había entendido o mejor dicho había encontrado la respuesta a su pregunta, a esa pregunta que la persigue desde que se dio cuenta que Jurina era más que importante para ella que cualquier otras cosa en su vida.
Introspección y realidad.
– ¿Por qué la cara larga, Malfoy? – Dominique tomó su lugar junto a Scorpius en el patio de la Torre de Astronomía, al tiempo que tomaba un cigarrillo para encenderlo y pasárselo a su amigo.
El rubio le dedicó una mirada y tomó el cigarrillo entre sus dedos antes de llevárselo a la boca.
– ¿Rose? – inquirió ella ante el silencio del chico.
– Esta vez no es mi culpa. – aclaró Scorpius antes de que ella continuara adivinando. – Se lo dije un millón de veces, ella sabe que Alice jamás le va a hacer caso sin importar cuantos días le arruine su falta de carácter.
– ¿Sigue con eso? Pensé que había jurado que dejaría el asunto en paz.
– Ya sabes cómo es… no puede dejar de intentar controlarlo todo. – el rubio suspiró. – Y luego su mal humor ¿a quién afecta? ¡A Scorpius!
– No me digas que perdiste la cabeza por eso… – Dominique soltó una risita.
– No exactamente. – él hizo una pausa, y tomó una gran bocanada de aire. – Le dije que dejase de intentar controlarlo todo, que si la chica no la escuchó en dos años no va a hacerlo ahora, de ninguna manera, que dejase de gastar energía en algo tan tonto… ella comenzó a gritarme, sabes lo mucho que odio cuando me gritan.
– Pues estás saliendo con la Weasley equivocada en ese caso. – comentó ella en modo de burla.
– Y ella perdió la cabeza cuando le dije que James no tenía la culpa de que su amiguita sea una tonta.
– Y ella seguramente te contestó que Alice es un alma inocente y dulce y que tú no la conoces y no sabes que necesita que cuiden de ella… – la rubia no dejaba de reír, como siempre que Scorpius le comentaba acerca de las estúpidas peleas que tenía con su prima.
– Como sea, prefiero no pensar en ello ahora. – tomó una bocanada de humo y la sostuvo unos segundos antes de soltarla lentamente. – Esta vez va a tener que darme la razón y dejar de actuar como si fuese la madre de la niña.
Dominique sencillamente rodó los ojos y le arrebató a su amigo el cigarrillo de entre sus labios para llevarlo a los suyos. Últimamente era habitual para la chica hallar a Scorpius sentado en el patio intentando alejar las angustias en silencio, ella normalmente se sentaba a su lado y se pasaban horas allí fumando sin decir una palabra, y lo más raro de todo era quizás que siempre había sido una chica muy social y de muchas – muchísimas – palabras, pero por Malfoy se pasaba más tiempo callada de lo que jamás en su vida se había permitido.
A decir verdad a Scorpius no le molestaba la presencia de la rubia, incluso se aliviaba de que finalmente su aversión hacia él hubiese terminado y hasta podía decir – sin que nadie lo oyera, claro – que eran algo así como amigos, amigos que prácticamente no se miran, ni hacen más que fumar o beber en silencio luego de una corta y concisa conversación sin decir más de lo justo y estrictamente necesario… algo así como la relación que tenía su padre con su tía Daphne, la cual lo había confundido inmensamente de niño y que con el tiempo logró ver como un modelo de amistad adulta, por así decirlo.
El humo del cigarrillo corría entre los dos rubios de manera casi celestial, formando una enorme nube que los cubría casi completamente debido a la cercanía entre ellos y la frecuencia con la que lo respiraban, y aquello hacía a Scorpius distraerse un poco de todo aquello que rondaba su mente, se volvía nuevamente el chico calmado y silencioso que siempre había sido antes de ser perturbado por el huracán Weasley. No cabía duda de que la pelirroja había logrado sacarlo de sus casillas más de lo que era habitual para él, pero sencillamente no podía resistir la fuerza magnética que siempre lo mantenía cerca de ella, tan horrible y tan placentero a la vez…
Y entonces se encontraba a sí mismo pensando en ella, aún en su estado de orgullo y luego de aquella pelea, pensaba en sus ojos, en la forma en que se las arregló para aprenderse todo el proceso de animagia en solo tres días, cómo su voz sonaba tan profunda y dulce al despertar, incluso pensaba en cosas que le hubiesen parecido insignificantes: sus hombros, sus clavículas, ese grupo de lunares disfrazados de pecas que recorrían prácticamente todo el lado izquierdo de su cadera, sin mencionar el modo salvaje en que su cabello se las arregla para pasar de niña arreglada a naufrago en un solo movimiento.
– Vendrás esta noche, ¿verdad? – la voz de Nique lo quitó de su línea de pensamientos tan suavemente que no pudo evitar pensar en que casi sonaba como si lo arropara.
– ¿Ah? – pensó un segundo antes de recordarlo. – Oh, claro…
– ¿Vendrás? Te recuerdo que es tu mejor amigo de quien hablamos. – espetó ella interrumpiéndole.
– Sabes lo que pienso sobre escabullirse fuera del colegio sin permiso. – respondió él sin expresión en el rostro. – Pero Albus está tan emocionado que me hizo prometerlo un millón de veces, estaba tentado a ponerme un juramento inquebrantable.
Los dos rieron un poco, mientras él se disponía a encender el tercer cigarrillo de la tarde.
– ¡Será una pequeña aventura para el pequeño Malfoy! – bromeó Dominique entre risas. – No imaginas lo difícil que fue conseguir esa maldita cabaña abandonada y convertirla en algo decente, incluso usando las varitas.
– Él estará encantado de cualquier modo, sabes lo difícil que ha sido para él asistir a las fiestas con nosotros y no poder… bueno, nada.
Ambos quedaron en silencio nuevamente, mirándose a los ojos solo una vez antes de regresar al modo original. Habían sido semanas difíciles para Albus y su reinstaurada positividad, y la verdad era que Scorpius lo comprendía mejor de lo que nadie hubiese imaginado; todo lo que Dominique y otras chicas del equipo lograrían sería darle una buena fiesta donde pudiese estar cómodo, introducirse en ese secreto ambiente de Hogwarts que solo la astucia de la rubia fue capaz de develar entre tantos rincones oscuros con los que se encontraban. Y sorprendió al muchacho la cantidad de estudiantes que estuvieron encantados y entusiasmados con la idea, jamás se imaginó que hubiese un closet tan grande en Gryffindor, para ser honesto, pero solo podía dar lugar a la alegría que sentiría el azabache por ello.
Incluso podía imaginarse qué diría su padre si se lo contara, el hijo de Draco Malfoy organizando un festival de maricas, incluso oía detrás de su cabeza la voz de su madre regañando al hombre por su comentario inapropiado. No pudo evitar sonreír ante la escena que imaginaba, y tampoco pudo salvarse de pensar en la familia de su amigo, ¿hacía cuánto que había prometido decirle a su padre? Debía ser casi un año, y aún no había juntado las agallas de hacerlo, preocupando enormemente a sus primos y al mismo Scorpius.
Escupió el último poco de humo que le quedaba y se puso de pie despidiéndose en silencio de la chica.
-0-
Rose no podía creer que él se hubiese atrevido – descaradamente – a ignorarla durante toda la semana; había pasado a su lado más veces de las que pudo contar y sencillamente pasó de ella como si nada, ¿qué se creía? Toda esa estúpida pelea había sido porque Scorpius Malfoy no podía mantener su boca cerrada, y le correspondía disculparse por ello, además – después de todo – ¿por qué le contaría las cosas al muchacho? Se suponía que debía confortarla no discutir con ella.
Las hábiles manos de Roxanne trenzaban su cabello mientras ella fingía ser capaz de concentrarse en el libro de Encantamientos que reposaba en su regazo, pero lo cierto era que su indignación le estaba arrebatando más tiempo y energía de lo que debía, o de lo que era sano para una alumna prodigio como ella.
– Rose, ¡Rose! – Lily la sacudió repentinamente, al parecer hacía un rato que le estaban hablando y ella no había prestado atención.
– ¿Qué? ¿Qué? – respondió ella alzando la voz.
– Preguntábamos si le habías comentado a tu madre acerca de Malfoy. – la pequeña reía.
– No hay nada que comentar. – espetó secamente sujetando el final de su trenza con un lazo rojo.
– Vamos, Rosie… ¿acaso tenemos que entrar en los detalles sucios? – el tono irónico de Molly casi dañaba los oídos de la chica.
Y en ese momento Rose Weasley se arrepintió total y completamente de haber compartido ese secreto con sus primas, que sin duda les había causado un inmenso revuelo; la pequeña Rose se convirtió en toda una mujer, todavía sentía el color subir por sus mejillas con solo recordar las palabras de Dominique. Pero era cierto que – muy a su pesar – ellas eran sus confidentes, sin mencionar que no podría jamás habérselo comentado a James sin que se desquiciara por completo y no podía guardárselo para siempre. Muy amablemente las mayores – Molly, Roxy e incluso Nique – le habían brindado sus más ridículos consejos y algunas historias embarazosas para hacerla sentir más segura al respecto… quizás se le había escapado mencionar la cantidad de veces y la frecuencia con la que habían tenido sexo ese último mes, sin duda era un detalle que podía llevarse a la tumba.
– Nadie va a decirle a mi madre nada. – dijo afiladamente antes de ponerse de pie y dirigirse a su cuarto sin más.
Y era una verdad dolorosa, aquel rubio Slytherin tenía alguna especie de poder sexual con ella, es decir – aunque nunca lo admitiría frente a él – era capaz de encender una chispa que ella creía inexistente con solo una mirada. Había perdido la cuenta de las noches en que usó su condición de prefecta para escabullirse para jugar en la Sala de los Menesteres. Y todo eso solo empeoraba el hecho de que ambos fuesen unos idiotas orgullosos incapaces de admitir que el otro tenía la razón.
Yo tengo la razón. – pensó. – Él debe ceder.
Se dejó caer en la cama y un insoportable perfume llenó sus pulmones. Claro, su suéter aún descansaba descaradamente allí, encantado especialmente para no perder ese característico aroma suyo que en ese momento para Rose solo olía a arrogancia… aunque también a su amortentia: cigarrillos de mentol, té negro y madera de cedro.
En el fondo – muy pero muy en el fondo, en las profundidades de su ser – era posible que Rose Weasley admitiera que había una pequeña – ínfima, diminuta – posibilidad de que Malfoy tuviera razón, pero el orgullo que caracterizaba su persona no le iba a permitir siquiera pensar en ello.
Por un lado era cierto que no podía dejar caer toda la culpa en James, todo el mundo sabía cómo era él y nadie mejor que Alice, pero algo en la pelirroja la hacía desear que todo encajara perfectamente y que el chico malo tuviese la culpa, como en esas cursis novelas que a Lucy tanto le gustaban. Ella adoraba a la joven Longbottom con todo su corazón, había sido su amiga desde que tenía memoria y le era difícil imaginarla voluntariamente arrojándose cada vez más profundo en las fauces del dragón, pero era más que evidente que lo hacía. Y – por si fuera poco – el argumento estrella de Scorpius era que la chica jamás pidió ayuda Rose ni a nadie, todo lo que hacía era llorar y disculparse cuando ella la regañaba, pero ¿alguna vez había expresado necesitarla? A Rose le hubiese gustado poder decir que sí.
-0-
La sonrisa en el rostro de Albus jamás había sido tan brillante como la que lucía en ese instante. Scorpius sentía un suave calor creciendo en su interior al ver la emoción trazada en sus ojos y toda su expresión.
Todos los estudiantes homosexuales que Dominique había sido capaz de reunir apenas cabía en esa cabaña mágicamente ampliada que la rubia preparó para la noche, y aun así todos parecían igual o aún más contentos que su amigo. Se sorprendió de la cantidad de muchachos que habían asistido, incluso algunos que él conocía y jamás hubiese imaginado formando parte de ese ambiente.
A pesar de la ligera incomodidad natural al estar en aquel inusual entorno realmente fue capaz de pasarla bien, más luego de que su segunda Weasley preferida lo desafiara a beberse un litro entero de cerveza de una sola vez. Pero por supuesto que pensó en Rose, los mareos del alcohol subieron de su estómago a su cabeza tan rápido y su cuerpo – instintivamente – comenzó a reclamarle el de ella; y en un intento de aplacar esa necesidad, continuó bebiendo trago tras otro sin siquiera molestarse en llevar la cuenta y el resto era algo borroso.
Albus lo invitó a bailar – posiblemente viéndolo algo solitario en el bar – y luego se lo arrojó a Dominique que pronto se vio ocupada por una posible conquista. Se tambaleó por la pista de baile un largo rato, aunque era imposible saber si solo habían sido unos segundos, antes de toparse con una de las paredes de madera de la cabaña, y recostarse sobre ella antes de finalmente vomitar.
Recordaba vagamente haber tenido la fuerza suficiente para aparecerse – pésimamente – en medio del cuarto de Rose, mientras sus compañeras y ella misma dormían. Tenía borrosas y fugaces imágenes de despertarla y lanzarse sobre ella de manera casi animal, olvidándose por completo de realizar un hechizo silenciador.
Sospechaba que por un terrible dolor en su costilla que la chica intentó quitárselo de encima en algún momento antes de que lograra – según podía recordar – rápidamente meterse entre sus sábanas.
Y, ¡maldito sea Merlín! No podía juntar las piezas suficientes para armar una imagen completa de si realmente se las había arreglado para tener una especie de sexo brusco y apresurado o si sencillamente se desmayó en la cama de Rose por la cantidad de alcohol que había consumido.
Lo que sí sabía era que al despertar toda la habitación daba vueltas y podía sentir como si un millón de dagas élficas estuviesen clavadas en su cráneo, la voz de la pelirroja perforó sus oídos incluso si solo había sido un susurro y todo lo que pudo hacer fue gemir de dolor, tan ruidosamente que acabó ligándose una bofetada.
– Tienes que irte ahora mismo, Malfoy. – masculló ella intentando empujarlo fuera de la cama. – Hablo en serio, esto no está nada bien.
Scorpius podía jurar – a juzgar por lo mucho que retumbaban sus palabras para él – que McGonagall hubiese podido oír a la chica desde la oficina de Slughorn seis pisos más abajo. Luchó todo lo que pudo por ponerse en pie, fallando maravillosamente para caer al suelo con un ruido seco que irritó aún más a Rose, que maldecía entre dientes el día en que lo dejó meterse en sus pantalones.
– ¿Qué demonios, Rose? – inquirió Nora boquiabierta, habiéndose despertado por el ruido.
La pelirroja ignoró el comentario de su compañera, y les tomó a ella y a Scorpius poco más de quince minutos lograr que el muchacho pudiese aparecerse en su propio cuarto, y para entonces la chica ya había perdido los estribos y le había propinado unos cuantos golpes en un maligno intento de despertarlo que solo empeoró su resaca.






