Lara llegó cerca de la medianoche, venia magullada y llena de rabia, solo repetía que lo de Ezeiza había sido un fracaso y que ya recibirían los sindicatos su merecido. Se duchó y preparé unos sándwiches. Le veía nerviosa e intenté que razonara, que el país iba en una dirección sin control y que el viejo General decrepito y dominado por la secta de López Rega acabaría mal. ¡Le enviaremos…
Sai do meu apartamento sem rumo, uma coisa é Bruno pegar uma ex-namorada ou até uma ficante outra muito diferente é ele pegar a Ju, cara a Juliana é a mulher da minha vida e esse irmão da onça, pq nem amigo da onça é, pega a minha menina. Já estava achando estranha essa fase de pegar geral dele, mais estranha ainda essa “namorada” que surgiu do nada como uma fênix e agora esse filho de uma mãe, não posso xingar a mamãe, enfim esse filho de uma mãe estava de cueca na minha casa e com a minha mulher.
Me sentia traído, não somente pelo meu irmão, o cara que eu considerava meu melhor amigo. Mas também pela Juliana, a mulher que eu amo ou amava, cara estava fervendo de raiva eu precisava descontar em alguém e a primeira pessoa que me veio à mente foi ela a diaba da Agatha.
Quando dei por mim, já estava tocando desesperadamente a porta da casa dela, assim que a mesma abriu se surpreendeu com a minha pessoa parada em sua frente, eu a encarei por alguns minutos e logo a senti tocar minha cara.
- Porque você está chorando? – somente ai percebi que havia chorado por aqueles dois traidores.
- Se você me quiser, essa é a hora. – eu disse frio e logo a vi sorri e se jogar em cima de mim. – Hoje vamos fazer como você sempre gostou, faremos sexo selvagem por toda essa casa.
A peguei no colo e nos encaminhamos até o sofá, não era difícil saber o gosto de Agatha, apesar de louca e de detestar ser tratada como dama, Agatha tinha um gosto exótico, com ela o sexo sempre foi cheio de brutalidade. Ao contrário do que as mulheres acham, alguns homens não gostam de sexo assim, eu era um deles gostava de tudo delicado, tudo feito com carinho. Mas hoje eu estava com raiva e me sentia traído e se era vingança pela greve, agora eu e Juliana estaríamos quites e o meu cretino irmão estaria realizado, afinal aquele invejoso, sempre quis o que era meu.
Depois de algumas horas de pura luxúria, estava já me vestindo e me sentindo culpado pelo que fiz, quando a vi voltar do banheiro agora enrolada em uma toalha.
- Então, o que fez você mudar de ideia?
- Juliana e seu melhor amigo, estão juntos. – fechei meus olhos, assim que lembrei da cena dos dois no meu apartamento.
- Então, eu fui a sua vingança contra a seca maluca?
- Não se faça de rogada Agatha, a anos que você corre atrás, hoje só dei o que você tanto queria e que não reclamou enquanto eu te pegava no banheiro a pouco. – sai de sua casa batendo a porta e seguindo para casa, estava na hora de encarar Juliana, de resolver a nossa vida.
Era sábado, e eu estava me arrumando para ir a escola, porque ia ter um evento, e eu tinha me comprometido a ajudar minha sala no cinema que íamos fazer. Cheguei e fui direto pra sala ajudar meus colegas. Me pediram pra ir fazer pipoca, e eu fui até a sala de Eletrônica para usar a tomada, e um garoto que eu nunca tinha visto na vida, mas que era simpático, e tinha cara de surfista me ajudou a fazer pipoca. Esqueci de perguntar o nome dele, e depois não vi mais ele. Estava na sala, quando o Alexandre foi até la e me puxou pra fora, me abraçando forte. Ficamos la fora abraçados, conversando, até que o Eduardo, um garoto da minha sala, e amigo do Bernardo chegou com cara de assustado.
– Lice, tu viu o Bernardo? – Ele me perguntou, meio ofegante.
– Não. Por quê? O que aconteceu?
– Um garoto do 2ºA chegou, falou alguma coisa pra ele, ele respondeu, e o garoto deu um soco no nariz dele, e ele sumiu. – Eu fiquei em choque, parada, sem acreditar no que tinha acabado de escutar. O Alexandre começou a rir, e eu fiquei furiosa.
– ALEXANDRE, VOCÊ É IDIOTA, GAROTO? – Gritei com ele, e saí andando, procurando o Bernardo. Procurei em todo canto, e nada de encontrar ele, meu coração batia forte, e eu estava com medo dele fazer alguma besteira. Liguei pra Bia, ela disse que estava indo pra casa, pediu para que eu ficasse calma, e que tudo ficaria bem. Pedi pro Gabriel me ajudar, e ele foi comigo, olhando em todas as salas, enquanto eu estava desesperada. De repente ele olhou numa sala, saiu e disse:
– Ele tá aqui! – Mal pude conter meu alívio. Estava indo pra sala quando o Alexandre apareceu.
– Ela tá procurando o Bernardo? – Ele perguntou pro Gabriel, e o Gabriel fez que sim com a cabeça, e eles saíram andando. Entrei na sala e fui direto abraçar o Bernardo.
– Desculpa, é tudo culpa minha, desculpa. Eu não queria que chegasse a esse ponto. Me perdoa! – Eu disse abraçando ele.
– Ei, calma, não é culpa sua, é culpa nossa. Mas tá tudo bem, eu mereci.
– Mas por que ele te bateu?
– Ele veio perguntar porque eu tinha tratado a namorada dele mal, quando ela veio me chamar de talarico com as amigas dela, e eu disse que não tinha tratado ela mal, simplesmente tinha respondido ela como ela merecia, e que eu não podia fazer nada se eles estavam incomodados, daí ele me deu um soco e saiu andando, mas eu mereci, só tô puto porque agora meu nariz ta sangrando. – Ele me mostrou um papel cheio de sangue.
– Desculpa... Eu não queria que isso acontecesse...
– Ei, ta tudo bem, calma.
– Mas por favor, não faz nenhuma besteira, não seja expulso do colégio, por favor!
– Calma! – Ele riu. Abracei ele, beijei o rosto dele e voltei pra minha sala, pra continuar ajudando meus colegas.
O Alexandre veio falar comigo, briguei com ele, disse que estava puta por ele ter rido, ele pediu desculpas e ficamos conversando. Meus pais chegaram, e eu apresentei o Ale pra eles. Fomos embora todos juntos, e o Ale me levou pra tomar milk shake no shopping, mas eu só conseguia pensar no Bernardo. Voltei pra casa e entrei no Facebook, o Bernardo tinha deixado uma mensagem:
"Quando entrar me chama, mesmo que eu estava offline. Se eu não responder, pode me ligar à cobrar mesmo." Fiquei preocupada.
"Oi, o que aconteceu?"
"Você ainda está com o Alexandre?" Ele respondeu assim que mandei a mensagem.
"Sim... Por que?"
"Porque eu quero que você termine com ele pra ficar comigo."
"Eu nem sei mais se gosto dele, mas quando terminamos, eu fiquei mal... Mas ficar longe de você tá difícil demais... Vou falar com ele."
"Ok"
Saí do Facebook e fui deitar. Já estava dormindo a muito tempo, quando meu celular começou a tocar. Olhei no visor, era o Alexandre, e eram quase 2h da manhã. Atendi, com sono, achando que era um sonho.
– Oi, Ale. O que foi?
– Lice, eu te amo, mas eu acho melhor a gente terminar.
– Por que? A gente estava bem hoje.
– Meu amor por você não é mais o mesmo, e o seu por mim também não. É melhor assim.
– Tá bom.
– Beijos.
– Beijo. – Desliguei e voltei a dormir, ainda achando que era um sonho. Quando acordei de manhã, olhei nos registros de chamada do meu celular, e não tinha sido um sonho.
Chamei o Bernardo no WhatsApp e contei a ele, ele perguntou como eu estava me sentindo, e sinceramente, eu não estava triste, estava aliviada. O domingo passou, e era segunda, passei todas as horas que pude com o Bernardo, e combinamos de ir ao parque na terça-feira de tarde. Terça-feira chegou, e nós fomos ao parque, ficamos abraçados, nos beijamos, conversamos, e eu estava tão feliz que não sabia descrever. Queria ficar ali pra sempre, nos braços dele. Ele me fazia esquecer de tudo... E foi quando eu percebi que eu já estava apaixonada a muito tempo.
Bueno aquí esta el tan esperado capítulo 7!... Les informo que el episodio de la próxima semana (anime) sobrepasará al manga. Renzokusei Scans mencionó que pondrá al manga en prioridad baja ya que obviamente el anime lo sobrepasará demasiado. ¡Que lo disfruten!
Acabei aceitando ele vir na minha casa me ensinar, e marcamos para o dia seguinte. Tentava não pensar muito sobre isso para não fantasiar, coisa que tinha começado a fazer não sabia desde quando.
Avisei a Misaki que ele iria vir no próximo dia me ajudar a estudar Matemática, acho que já dá pra imaginar sua reação.
- Kya! Sério?! Que fofo, ele vir aqui só para lhe ajudar com a matéria que vai mal! - ela logo animou-se. Dava para sentir um pouco de ironia na sua voz, e logo imaginei que ela já estava pensando em algo errado.
- Ah, não fale ou comente nada sobre tudo o que eu te contei sobre o que sinto por ele... - avisei-lhe logo.
- Porque não? Você devia dizer-lhe logo, porque fica enrolando? - perguntou como se estivesse acusando-me de não confessar um crime ou algo pior.
- Eu não posso dizer isso a ele, nem sequer posso dizer-lhe que gosto de um homem, Misaki! Ele iria afastar-se de mim... - disse sem querer imaginar tal coisa.
- Oras, você fala tão bem dele, achava que ele iria aceitar isso normalmente. - disse com fingida decepção.
- Talvez ele até aceitaria, mas ficaria constrangido de ficar tão próximo, creio eu. Acho melhor ser amigo dele do que ser nada. Enfim, vou ir dormir, até amanhã. - encerrei o assunto.
- Boa noite... Olha, acho que se você desse uma chance a si mesmo e confessasse o que sente por ele, acho que ele entenderia... - tentou mais uma vez.
- Você nem conhece ele. - eu ri. - Como saberia de algo assim?
- Intuição. - ela disse e riu também.
- Ah claro, intuição. - fui deitar-me.
Não pensei mais sobre o dia seguinte... Não acordado, afinal, não podia controlar meus sonhos...
Math estava estranhamente animado no outro dia para ir para minha casa. Ele disse que como seus pais não estariam em casa, ele iria ficar sozinho o dia inteiro, então estar comigo, mesmo que fosse para estudar, seria o melhor jeito de aproveitar o resto do dia.
Rafael estava distante naquele dia, parecia triste e sua animação sumiu junto com sua curiosidade habitual. Ele não parecia contar o que estava acontecendo, nem nós nos atrevemos a perguntá-lo o que houve.
Parecia que as aulas estavam arrastando-se só para o período da tarde não chegar logo, e eu já estava ficando com raiva do professor que resolveu segurar a gente por mais alguns minutos depois que o sinal tocou para nós irmos embora. E daí que ele queria terminar a explicação?
Encontrei-o na porta da minha sala, sorrindo pra mim.
Ok, admito que meu coração quase parou com aquele sorriso e a possibilidade de passar a tarde inteira com ele vagando na minha mente.
- Então... Vamos? - perguntou, esperando eu dizer algo.
- Ah, claro. - peguei minhas coisas e fui de encontro a ele.
Quando chegamos a minha casa, eu fui realmente surpreendido por ele.
- Tadaima... - disse como habitualmente falava quando chegava em casa. E de repente escuto Matheus dizendo:
- Ojamashimasu... - disse timidamente.
Encarei ele espantado, como ele sabia desse costume?
- Eu pesquisei um pouco na internet sobre a cultura japonesa desde que te conheci... - riu nervoso explicando-se. - É isso que se diz não é? Quando se visita alguém...
- É sim, nossa, eu não esperava que você tivesse pesquisado algo sobre essas coisas.
- Bom, pesquisei. - disse meio constrangido.
- Okaeri, Kanon-kun. - disse Misaki aparecendo na sala, e quando ela viu Math acrescentou. - Ah, você deve ser o Matheus-kun, prazer. - disse sorrindo pra ele.
- Misaki... - ele parecia um tanto desconcertado, foi então que lembrei-me que ele era "fã" dela.
- Misaki, você poderia arranjar um autógrafo para o Math? - eu disse rindo.
- N-Não precisa. - ele disse . - Não vim aqui para isto. - seu rosto foi aos poucos ficando avermelhado.
- Não tem problemas Matheus-kun, será seu pagamento por ser amigo do Kanon-kun, apesar de custar tão pouco... - ela riu. - Posso arrumar isso depois? Tenho que terminar o livro agora... Estou quase no fim...
- Claro. - disse eu, pois Matheus não pareia ser capaz de falar algo mais.
Ela saiu e foi para seu quarto.
Arrumamos tiramos os sapatos - nem precisei explicar isso pra ele - e colocamos os chinelos. Fomos direto a sala de estar. Mas só quando cheguei lá, lembrei-me que a mesa era um zabuton, e seria melhor estudarmos na cozinha que era uma mesa ocidental.
- Podemos estudar aqui Kanon? - ele perguntou. - queria saber como é. - explicou-se a ver meu rosto confuso.
Mas a minha confusão mesmo não era pelo fato dele querer estudar no zabuton e sim porque ele falou "Kanon" do modo em que os Japoneses falavam. {explicação melhor no final do capitulo}
- Kanon? - perguntei e ri.
- Eu ouvi a Misaki te chamando... - ele disse um tanto sem jeito.
- Não precisa se preocupar com isso, eu não me importo, Kanon é um nome estranho no Brasil de qualquer jeito. Bom, vamos estudar então? - disse tirando os chinelos - pois Misaki insistiu que queria uma sala totalmente japonesa e colocou tatamis também - e entrando na sala de estar. Sentamos, pegamos o material e Math perguntou o que eu não havia entendido. Ao que respondi com um "tudo".
- Ok, então vamos estudar esse tudo que você não aprendeu. - disse seriamente, mas eu não aguentei e ri.
- Ok ok...
Ele começou a explicar-me e eu tentava prestar atenção ao que ele dizia. Juro que tentava, mas sabe como é difícil ficar olhando pra ele sem parar?
Minha mente começava a vagar para sua boca e pra como eu gostaria de beijá-la agora mesmo, imaginava os jeitos que eu faria isso...
- Kanon! Você ta me ouvindo? - ele chamou minha atenção e eu voltei a realidade.
- Oi? O que você disse? - perguntei aterrissando.
- Você tem déficit de atenção? Não é possível, você não presta atenção no que eu digo por mais de cinco minutos! - ele tentava parecer bravo, mas estava quase rindo.
- Ok, eu juro que agora vou tentar prestar atenção por 6 minutos. - disse e ele não aguentou segurar sua expressão brava e riu.
- É sério Kanon, como eu vou te ensinar algo se você parece que está na Lua?
- Já disse, vou tentar prestar mais atenção agora... - ele olhou-me como se dizendo: Tentar? - Ok, eu VOU prestar atenção agora. Melhor?
- Muito, então... - e ele voltou a explicar, dessa vez fiquei olhando meu caderno, não permitindo distrair-me com seu rosto.
- Kanon, todo essa sua falta de atenção tem nome? - perguntou de repente.
- Como assim? - perguntei de volta, confuso.
- Quero saber se você está pensando em alguém. - disse, mas não olhava para mim e sim para o livro.
Não sabia como responder aquilo, se eu dissesse que sim ele perguntaria quem era não é? Mas eu não queria de mentir para ele...
- Ah, sim... Se for assim, tem nome sim. Mas eu vou prestar atenção agora, juro. - tentei mudar o rumo do assunto, mas ele não deixou.
- Pode dizer-me quem é? - perguntou ainda olhando para o livro.
- Quem sabe um dia? - disse mais para mim mesmo do que para ele.
O resto da tarde foi passando e aos poucos eu finalmente consegui entender a matéria, às vezes minha imaginação vagava um pouco, mas foram poucas vezes em que Matheus teve que chamar minha atenção pra o ele de verdade e esquecer o ele da minha mente.
- Terminei essa questão Math... - disse e quando olhei para ele, estava cochilando com a cabeça descansadas sob os braços. Uma cena muito interessante de se ver - para não se dizer fofa.
Pensei se deveria acordá-lo e olhei a hora, estava tarde para ele ir pra casa.
Ele havia dito-me que seus pais estavam viajando, coisa que faziam bastante, então não havia a quem avisar que ele dormiria na minha casa.
Peguei-o no colo devagar para não acordá-lo e coloquei-o no sofá. Foi quando Misaki finalmente saiu do quarto dela.
- Demorei mais do que pensei, enfim, aqui. - entregou-me um livro dos que tinham sido publicados recentemente. - Para o Matheus. - Ela então olhou para o sofá e continuou. - Ah, acho que tenho que trazer um lençol pra ele. - acenti, ela saiu e voltou com um lençol e um travesseiros, juntos arrumamos direitinho, impressionei-me que ele não tivesse acordado.
- Amanhã tem aula, vá dormir também Kanon-kun. - disse e bagunçou meus cabelos.
Guardei o material do outro dia meu, e quando peguei o caderno de Math vi-me escrevendo algo nele, na matéria de matemática.
Como estava em japonês, achei que não seria preciso riscar, já que continha kanjis e eu duvidava que ele conseguisse descobrir o que significavam.
Fechei o caderno e arrumei as coisas dele. Logo eu fui dormir também.
{Sobre o nome do Kanon, no Brasil as pessoas normalmente falam Kãnon ou algo parecido, mas o "certo" seria Kanon do jeito que se escreve.}