Cap26 y.... MARGO ROTH SPIEGELMAN.... N O A P A R E C E! me va a dar! #capitulo26 #margorothspiegelman #perdida #book #papertowns #describiendolaexperiencia
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Cap26 y.... MARGO ROTH SPIEGELMAN.... N O A P A R E C E! me va a dar! #capitulo26 #margorothspiegelman #perdida #book #papertowns #describiendolaexperiencia
Capítulo 26
O Renan foi à viagem inteira em silencio. Ele estava mais apreensivo do que eu, e embora eu me esforçasse não consegui entender os motivos. Estávamos indo de carona com o Pablo, ele ia me levar apenas para me acompanhar e eu precisei arrumar uma desculpa absurdamente boa para que o Renan não ficasse fazendo perguntas.
Ele nos deixou no portão de entrada e partiu, sem falar nada.
Ali era mil vezes melhor que o acampamento. A entrada só era permitida para maiores de dezoito anos, que assinassem um termo de compromisso de que tinham plena consciência de que estavam ali por que queriam e que a equipe do evento não teria qualquer responsabilidade pelo que acontecesse depois dos shows. É claro que havia muitos seguranças e um ambulatório mil vezes maior que do acampamento, mas o contrato só resumia que iria haver bebidas alcoólicas no evento.
Entregamos nosso convite especial na portaria e ganhamos nosso cartão. Com aquele cartão tínhamos acesso livre a tudo que o alojamento disponibilizava.
Como eu tive um ensaio antes, nós chegamos um pouquinho mais atrasado que os outros. O alojamento parecia um verdadeiro palácio. Era enorme, parecia um conjunto de prédios sofisticados um ao lado do outro. Ao lado do prédio havia um relógio enorme, igual aqueles da torre da igreja. Marquei na mente para subir lá em cima e observar a vista assim que houvesse tempo.
Nossas bagagens já haviam sido levadas para os quartos então nós começamos a explorar o local sem se preocupar. Avistei ao longe as muralhas que dividiam o alojamento do local do show, assim você não precisava ficar no local para ir algum show, era aberto para todos, dormir ali era uma espécie de pacote, ou você pagava só o ingresso ou pagava o conjunto completo.
À medida que andávamos percebi que o Renan recebia três olhadas por segundo, pensei em brincar com isso para descontrair o clima, mas preferi ficar quieta.
Ele parou abruptamente e eu consequentemente também parei.
- O pai dela está aqui. – Ele falou assustado.
Segui o olhar dele e encontrei a Mariana com o pai e a mãe. Eles pareciam estar se despedindo.
- Você não falou com o pai dela? – Perguntei perplexa.
Ele não respondeu. Ele vestia uma camisa de botão de manga comprida azul, uma bermuda branca, um tênis qualquer e um boné de aba reta, e para completar o look tinha um belo de um alargador na orelha. Ele era lindo na minha percepção, mas para os pais da Mari ele não passava de um marginal.
- Renan, por que você não falou com os pais dela? – Perguntei de novo.
Ele demorou mais alguns segundos antes de responder.
- Olha pra ela – Ele esticou a mão na direção em que ela estava – É uma princesa.
Eu voltei a observa-la. Ao contrario dele, ela estava impecável. Pronta para uma festa de gala. Usava um vestido simples, mas sofisticado, caprichou nos detalhes, como brincos, colar, pulseiras e anel. Ele tinha razão, parecia uma princesa.
- Como é que você entende meus sentimentos pela Rafa, se tem um preconceito com o seu? Que diferença faz, o amor não escolhe tamanho, idade, personalidade. Deixa de ser covarde.
Ele me olhou, tentado fazer o jeito debochado voltar.
- Talvez seja eu quem não queira. Quer dizer, eu a amo muito, mas... Eu não estou preparado para mudar minha vida e minhas vontades para enfrentar o preconceito dos pais dela.
Toquei o braço dele gentilmente.
- Não vai mudar a sua vida. Ela merece isso, e você também.
Ele ia responder alguma coisa quando algo atrás de mim chamou sua atenção. Virei outra vez na direção em que ele olhava, e descobri que o que chamou sua atenção foi os meninos. Gustavo, o Ramon e o Diego estavam vindo na nossa direção.
- Por que eles estão com o Diego – Ele perguntou irritado – Por que todos vocês agem como se ele não tivesse feito nada. Por que você o perdoou?
Quase disse que iria fazer o mesmo que ele, mas escolhi outras respostas.
- Tem que dar uma chance a ele. Se a sua mãe estivesse viva, e te pedisse para mudar todo o seu conceito para conquistar a Mari, você o faria sem falar nada certo? – Ele não respondeu – Só a um sentimento no mundo que não mede barreiras, não pede explicações ou qualquer coisa do tipo. De mãe e filho.
Pisquei pra ele por fim, e o deixei lá, sozinho. Segui na direção da Mari que agora estava sozinha, ela me viu chegando e me recebeu com um enorme sorriso.
Eu lhe dei um abraço carinhoso.
- Senti tanto a sua falta – ela falou baixinho – eu sinto a sua falta, constantemente.
- Eu também. – Falei assim que a soltei – Vai por mim, é uma tortura conviver com o Renan nessas épocas que você esta longe.
- Eu tenho tanta coisa para te contar, para perguntar.
- Eu também Ma, esse lugar é incrível né? – olhei ao redor – Você acha que é muita pouca conversa para eu já perguntar onde a Rafa está?
Ela deu uma gargalhada e depois colocou a mão no meu queixo gentilmente e virou minha cabeça para o lado. Avistei a Rafaela a uns sete metros de mim, envolvida em algum tipo de conversa com a Lahis e mais algumas meninas que eu nunca vi antes.
- Vamos lá? – Perguntei já andando.
Coloquei o colar para dentro da blusinha que usava para que ele não brilhasse assim que eu me aproximasse. Cheguei perto dela, puxei o colar para fora, e por trás tampeis seus olhos com as mãos. Nosso colar soltou um raio de flash, circundou todo o metal e depois parou no pingente. Ela começou a rir.
- Não é justo, com um colar desses até eu saberia – A Mari comentou chegando atrás de mim.
- Como se elas precisassem desse colar para saber que quando uma esta por perto. – Comentou a Lahis brincalhona.
Eu ri, antes mesmo que pudesse responder ela estava me abraçando.
O cabelo preto escuro tampou minha visão.
- Até que fim você está aqui. Como nos velhos tempos. – Ela falou me sufocando.
Sem falar nada, dessa vez foi a Rafaela quem me abraçou, de leve, sem muito aperto ou dramatização. Nosso abraço durou um pouquinho mais do que das outras meninas.
- É bom te ter por perto – Ela disse por fim.
Eu apenas sorri. Olhei para as outras meninas, e quando eu ia me apresentar a Lahis puxou meu corpo todo, obrigando que fizesse um giro e ficasse de costas para todas.
- Preciso de um favor – Os olhos dela brilhavam.
Eu já vira aquele olhar muitas vezes, sabia exatamente o que ela iria dizer.
- Não, nem vem. – Me defendi – eu não posso mais fazer isso.
- Hanna, dessa vez vai dar certo. Ele quer ficar comigo, mas eu preciso que você vá junto e de um beijinho no amigo dele.
- Por que eu tenho que ficar com o amigo dele para ele ficar com você? Não tem lógica.
Ela suspirou irritada.
- É a lógica masculina. Todos os meninos fazem isso. Pela primeira vez foi ele quem veio falar comigo. Você pode ir e beijar mal, assim ele não vai dar mais em cima de você.
Eu segurei uma gargalhada. Ela estava mesmo desesperada.
- Amiga presta atenção. – Falei seriamente – Não é ele quem quer ficar com você. É o amigo dele que quer ficar comigo.
Ela pareceu considerar a informação por alguns minutos.
- Não importa – O brilho pidão voltou aos olhos dela – Não importa.
Eu abri a boca para responder, mas a voz da Rafa cortou meu raciocínio.
- Ela não vai fazer isso – Ela falou firme – Para com isso, ficar se humilhando por causa dos meninos é feio.
A Lahis esticou a cabeça pelo meu ombro para que pudesse observar a Rafaela.
- Não devia ser tão ciumenta. A Hanna não é sua propriedade.
Eu fiquei muda. Era a primeira vez que eu via as duas tendo qualquer tipo de atrito. Senti o toque suave das mãos da Rafa agarrando meu pulso.
- Ela nunca foi minha propriedade. É bem mais que isso.
Ela puxou forte o meu braço me fazendo dar alguns passos para trás e parar do seu lado.
- Ei, ta tudo bem. Para com isso. – Falei gentilmente – Tem muitos outros gatos por aqui. Vamos nos divertir ok?
O olhar da Lahis começou a dançar de mim para a Rafa, e depois para a nossas mãos. Senti-me constrangida. Não que eu tivesse alguma vergonha dos meus sentimentos, ou das coisas estranhas que vinham acontecendo, é só que elas eram as minhas melhores amigas, não queria que ficasse um clima estranho caso soubessem que estava rolando algo entre mim e a Rafa.
- Tá legal. – Ela disse por fim – Vamos fazer algo divertido então?
Ela começou olhar ao redor. Voltei a observar as meninas ao nosso redor e perguntei baixinho no ouvido da Rafa.
- Quem são essas meninas?
- Do clube de dança. Mas são as novatas. As minhas amigas estão loucas para conhecer você.
Fiquei surpresa por ela usar as palavras ‘minhas amigas’.
- Desde quando você tem amiga no clube de dança? – Perguntei.
- Desde que você passou a gastar metade do seu tempo com a sua câmera. – Ela disse de um jeito brincalhão.
Nós fomos para os quartos. Eu queria checar se as minhas coisas estavam mesmo lá conforme me informaram na recepção. A cada dez passos que dávamos as meninas paravam para cumprimentar alguém. Achei que o problema era só a Rafa, mas o Renan tinha razão. A Mari e a Lahis também fazia parte. Senti-me na escola outra vez, onde os alguns grupinhos mandavam mais que outros, só que aqui, não era a escola, era a verdade.
Meus sentimentos variavam entre raiva, ciúme, decepção e surpresa. Era obvio que ninguém daquelas pessoas que ficavam indo atrás das meninas gostava delas por quem elas realmente são. Envolvi status, dinheiro e onde elas poderiam te colocar: em uma lista vip, na primeira fileira do teatro ou te fazer ganhar milhões de curtidas nas redes sociais.
Desejei baixinho para que o nosso quarto chegasse logo. Havia um elevador que nos levava para os andares desejados, mas eles estavam cheios de pessoas que iam e vinham, por isso comecei subir as escadas. Nós ficávamos no quinto andar, em um dos últimos quartos. Quando finalmente subi o ultimo pavilhão e entrei pela porta de emergência, me deparei com um enorme corredor. Havia varias portas, de madeira ao longo desse corredor. Deduzi que levavam aos quartos.
As meninas foram andando até a última porta e eu as acompanhei, até que finalmente chegamos.
Ao contrario do acampamento que as camas pareciam formar um circulo uma em torno da outra, nesse lugar as camas eram seguidas, uma ao lado da outra. O quarto era retangular e havia além do banheiro uma sacada, com uma vista linda do extenso espaço dedica aos shows.
- Quais são as bandas? – Perguntei em voz alta enquanto observava a vista.
- No primeiro dia é Indie, no segundo sertanejo e para fechar rock, nacional e internacional.
Senti uma leve pontada de decepção. Não gostava de indie e muito menos de sertanejo.
Entrei no quarto e comecei a colocar algumas das minhas coisas no criado mudo ao lado da minha cama. Notei que havia cinco camas, quando nós estávamos em quatro.
- De quem é essa cama? – Perguntei desconfiada.
- De ninguém. – A Mari falou – digamos que de visita.
Eu me deitei na minha cama e suspirei, não percebi o quanto eu estava cansada.
- Você está acabada, se não descansar não vai aguentar os shows de hoje. – Disse a Lahis prestativa.
Balancei a cabeça em consentimento e fechei os olhos. Escutei-as se movimentando pelo quarto.
- Ok então, eu vou procurar pelo meu gato de botas e vou levar a Lahis junto. Esperamos vocês no portão principal na hora do show. – a Mariana nos avisou.
Escutei quando a porta se fechou e abri os olhos para me certificar de que a Rafa ainda estava ali.
- Será que você me aceita um pouquinho ai do seu lado? – Ela falou baixinho.
Eu sorri e arrastei meu corpo para a beirada da cama para que ela pudesse se deitar.
- Como estão as coisas na sua casa? – Ela perguntou depois de um tempo deitada ao meu lado.
- Tudo bem. Minha mãe está na casa do meu irmão, cuidando do meu sobrinho e bom, meu pai esta viajando a negócios.
- E a Paloma?
- Estamos bem também.
Senti meu coração apertar ao lembrar das coisas que eu teria de fazer antes do fim desse evento.
- E aqui?
Ela deu uma risada abafada.
- Um conto de fadas. Eu finalmente estou sendo reconhecida pelo que faço. As pessoas me admiram e algumas inclusive se espelham em mim. Isso é demais.
Refleti por um minuto.
- Desde quando seu sonho foi fazer fama? Pensei que era estudar, e ajudar quem precisa.
- Isso não é fazer fama – Ela se defendeu – isso é ser reconhecida. Coisa que eu nunca fui. Nem a minha opção sexual atrapalha sabia? No mundo da arte nós somos livres para nos expressar como bem entender.
- Que bom Rafa. – Respondi.
Ela se virou de lado para que pudesse ficar de frente para mim.
- Me promete que nada vai mudar? Que nada nunca vai mudar o que há entre a gente.
Minha garganta secou. Não queria fazer esses tipos de promessa agora, não que eu não queira que nada nos mude, mas isso só iria dificultar a tarefa que eu teria de fazer dali alguns dias.
- Eu prometo. – Falei baixinho em fim.
Ela sorriu, radiante.
Nós ficamos um tempo em silencio, no nosso incrível silencio reconfortante, em questão de minutos senti minha consciência se desprendendo do tempo real.
- Hanna? – Abri os olhos assustada.
- Oi?
- Ta dormindo? – Ela perguntou baixinho.
Bocejei sonolenta.
- Estava quase.
- Se importa se eu me arrumar e esperar por você no portão principal?
Fiz que não com a cabeça e voltei a relaxar o corpo. Não a senti se mexendo, mal notei quando ela pulou para fora da cama e depois para fora do quarto.
Só percebi o tempo que eu dormira depois que acordei. Olhei no relógio em cima da cabeceira e me assustei. Eu estava muito atrasada. Então, comecei a correr.
Troquei de roupa e me olhei no espelho, na minha percepção eu estava apresentável. Resolvi descer. Eu estava dando voltas, a escada era praticamente em espiral então comecei a descer os degraus de dois em dois, não tinha mais ninguém lá e é provável que eu fosse à única em toda a estrutura do alojamento.
Mal terminei de virar um bloco quando esbarrei em alguém. Derrubei todas as caixas que a pessoa carregava no colo.
- Mil desculpas, eu achei que não tinha mais ninguém por aqui. – Falei rapidamente.
Percebi que alem das caixas terem ido ao chão a pessoa que as carregava também foi.
- Eu também achei que não tinha mais ninguém por aqui. Cheguei atrasada. – Uma voz suave chegou aos meus ouvidos.
Quando a pessoa que eu quase matei acidentalmente conseguiu se levantar, eu mal podia acreditar no que estava vendo.
E Começa A Turnê
Liam Payne
Ninguém merece seis horas da manhã e já estamos no aeroporto, tudo por uma boa causa, um turnê incrível viria pela frente... Seria um máximo.
- E ai meninos, como foi o encontro de sexta? –Simon voltara para a sala de embarque com cafés em mãos.
- Foi maravilhoso! – Niall disse com os olhos brilhando.
- Vamos ver se já saiu alguma coisa.
Comecei a pesquisar sobre nós, assim que escrevi na barra de pesquisas “One Direction e Justin Bieber” o primeiro site trazia uma entrevista exclusiva que Justin Bieber deu no sábado, cliquei e esperei carregar.
- Gente, ouve só! – todos pararam o que estavam fazendo e prestaram atenção em mim.
Em entrevista exclusiva para nosso site, Justin Bieber respondeu algumas perguntas sobre o seu encontro com One Direction.
- Vai Liam, lê logo as perguntas. – Niall estava impaciente.
Então continuei:
Justin, porque ninguém ficou sabendo desse encontro?
Preferimos que fosse escondido, assim evitaria tumultos.
E como foi o encontro com a One Direction?
Incrível, eles são maravilhosos, com certeza pretendo manter contato com eles.
Niall estava radiante, nunca o virá tão feliz por algo que não fosse comida. Segui lendo a entrevista:
Podemos esperar um feat com eles?
Quem sabe...
Justin mandou bem, deixar na expectativa é melhor que dizer sim ou não.
- Acabou? – Louis perguntou.
- Não, falta mais uma.
Agora a pergunta que todos estão fazendo, com qual dos meninos você mais se identificou?
- Claro que foi comigo! – Niall dava pulinhos de alegria.
Todos os meninos são muito legais mais é claro que eu me identifiquei mais com um. Com certeza Zayn tem os mesmos gostos e o mesmo jeito que eu e acho que por isso não nos demos bem logo de cara. Mas posso dizer que o vejo como exemplo a partir de agora.
Todos nós ficamos em silêncio olhando para Niall que no momento estava com olhar fixo no nada. Então sincronizadamente começamos a rir.
- É Niall, parece que você não o agradou tanto assim. – Zayn disse rindo.
- Acho que ele não curte muito fã grudento. – Louis completou.
- Tudo bem, - ele disse choramingando – a admiração que eu sinto por ele continua a mesma.
E depois falam que não entendemos as fãs.
[...]
- Cadê a Melanie? – Simon perguntou.
- Boa pergunta. – Harry respondeu.
Melanie Sarfati
Senti o sol bater no meu rosto, era de manhã então não estava quente ainda, e estava gostoso ficar na cama mais decidi acordar, tomar um banho, um maravilhoso café, terminar de arrumar as malas e ir para o aeroporto me encontrar com o pessoal.
Abri os olhos lentamente, sentindo cada parte do meu corpo despertar, me espreguicei e sentei na cama, olhei para o lado e Richard sorria para mim.
- Bom dia princesa.
- Bom dia princeso. – sorri – Faz tempo que acordou?
- Um tempinho já. Fiz seu café.
Ele botou uma bandeja sobre minha cama com pães, bolos, sucos e cafés. Um desjejum digno de uma rainha.
- Adoro ser mimada.
- E eu sei disso criança. – ele deu um peteleco no meu nariz.
Dei um gole no meu suco e decidi checar minhas mensagens enquanto tomava café. Desbloqueei meu celular e havia dez ligações perdidas, quatro do Niall, duas do Zayn, uma do Liam, uma do Louis e para minha surpresa, duas do Harry.
Achei estranho, o que será que queriam comigo?
Foi então que eu olhei para o relógio no visor do celular e quase joguei a bandeja longe.
- RICHARD!!! – gritei.
- O que aconteceu? – ele apareceu assustado na porta do meu quarto.
- PORQUE NÃO ME ACORDOU? – continuei gritando.
- Ah, você estava tão linda dormindo.
- Eu vou te matar moleque, estamos atrasados.
Pulei da cama, empurrei Richard e sai correndo para o banheiro.
Foi o banho mais rápido que já tomei, me troquei correndo enquanto Richard socava o que faltava dentro da mala.
Terminei de me arrumar e desci correndo para chamar um táxi enquanto Richard pegava as malas.
Demorou uns cinco minutos até que um táxi aparecesse, soquei as malas e entrei seguida de Richard.
- Aeroporto, o mais rápido que puder. – disse o taxista.
- Olha dona, o mais rápido que eu puder eu não garanto.
Para resumir, o trânsito estava terrível e se conseguirmos chegar antes do meio dia será um milagre.
- Eu ainda te mato Richard!
Harry Styles
É obvio que quando liguei para Melanie tinha a certeza que ela não me atenderia, mas quando ela não atendeu nenhum dos meninos começamos a ficar preocupado.
- Onde será que ela está? – Liam disse.
- Já era pra ela estar aqui faz tempo. – Niall parecia preocupado.
E ele não era o único.
Eu também estava.
Preocupado porque poderia ter acontecido algo com ela, mas conhecendo-a como conheço sei que acordou atrasada. Por isso fiquei mais preocupado, Simon mataria ela.
[...]
Faltava vinte minutos para sair o nosso voo, ou Melanie chegava agora ou teria que pegar o voo dás dez da noite e ai ela não iria chegar a tempo do show.
Foi então que ouvimos uma gritaria e um certo alvoroço, de inicio achei que era por nossa causae só depois percebi uma garota correndo com um copo de café na mão e outro garoto correndo com as mãos cheias de mala.
- SAI DA FRENTE! – Melanie corria o mais rápido possível.
Quando chegou perto da gente já estava ofegante.
- Harry, ajuda o Richard com as malas?
No momento fiquei sem reação por dois motivos.
Primeiro: Melanie falou comigo e não era pra me xingar.
Segundo: me pediu um favor.
Só depois percebi que era a pessoa mais perto dela.
- Claro.
Melanie saiu para falar com Simon enquanto fui ajudar Richard. Provavelmente ela iria inventar uma história qualquer, e suas histórias sempre convenciam as pessoas. E pela cara que Simon estava fazendo a historinha dela estava dando certo.
- Valeu cara! – Richard disse me entregando algumas malas.
- De boa.
Melanie foi cumprimentar os meninos enquanto despachávamos as malas, nos reunimos como sempre fazíamos antes dos voos para pedir proteção.
Pegamos nossas bagagens de mão e nos dirigimos para a aeronave, só saberíamos nossas poltronas na hora.
É claro que nosso avião era fretado mais mesmo assim não podíamos sentar em qualquer lugar. Além de nós cinco tinha uma equipe, que era muito grande por sinal, e às vezes algum fotografo ou jornalista.
Fui antes dos meninos já que estavam paparicando Melanie, e há muito tempo não faço mais isso.
A aeromoça que aguardava na porta do avião sorria simpaticamente.
- Bem vindo sr. Styles!
- Por favor, me chame de Harry! – sorri de volta, ela corou.
- A sua poltrona é a número vinte.
- Muito obrigado. – pisquei.
- Esse é meu trabalho. – ela corou mais ainda.
Conquiste a aeromoça e ganhará um amendoim á mais no seu frango xadrez... Esse é o meu lema.
O avião que íamos era apenas duas fileiras de cada lado, o que era melhor já que três fileiras me deixavam com falta de ar.
Guardei minha bagagem no bagageiro e me sentei, por sorte minha poltrona era a da janelinha, fiquei olhando para fora viajando.
Senti a presença de alguém tentando guardar suas bagagens cinco minutos depois que me sentei. A pessoa sentou do meu lado, e da forma como se jogou na poltrona só podia ser Louis.
Comecei a sorrir, não poderiam ter colocado ninguém melhor ao meu lado que Louis, eu tenho medo de avião, e ele é o único que me faz rir e esquecer da possibilidade que podemos cair em alto mar.
Então, assim que me virei para zoar com Lou, percebi que não era ele.
- Ah não! – nós dissemos juntos.
Mais por dentro eu explodia em felicidade e dizia “Ah sim!”.
Meu porto seguro parte 2 – cap 26
Meu coração estava doendo muito, minha amiga estava seqüestrada, o pai de Luna estava internado e minhas esperanças estavam quase que esgotadas.
Gabriel não mantinha contato. Havia mais de três horas que ele não ligava.
Fui até a sacada do apartamento e pude observar a imprensa toda lá embaixo e as fãs de Luan. Elas eram incríveis, em um momento tão difícil como esses, elas estavam acampadas na porta do prédio, dando força e fazendo orações. Às vezes nós podíamos ouvir as orações delas e então Luan se trancava no quarto e tornava a chorar.
Respirei fundo e fechei os olhos, precisava sentir Deus, precisava de algum sinal, alguma pista. Precisava da misericórdia Dele.
Ouvi um barulho e me virei. Era o delegado.
Bruno: Me desculpe, assustei você?
Fiz um gesto negando e ele deu sorriso cabisbaixo. Tive a impressão de que o conhecia de algum lugar.
Bruno: Com toda essa loucura acho que nós não fomos apresentados direito. Me chamo Bruno – ele estendeu a mão para me cumprimentar – você é a Beatriz não é?
Beatriz: Sim.
Um longo silencio nos envolveu e ele pode perceber nos meus olhos a minha preocupação.
Bruno: Você quer dizer algo?
Beatriz: Quero dizer tantas coisas delegado, estou engasgada, estou com medo, estou desesperada. Você acha que esse pesadelo vai acabar?
Bruno: Eu e minha equipe estamos fazendo de tudo para isso.
Beatriz: Sabe, eu não duvido da sua competência, mas esse Gabriel é de dar nos nervos,ele faz seu joguinho sem medo entende? Ele é calculista, sabe quando agir e como agir. Estou com medo, algo me diz que isso não vai acabar bem.
Bruno: Não falei isso nem de brincadeira, vai tudo acabar bem.
Beatriz: Você não faz ideia da dor que eu sinto de saber que minha amiga está lá, presa, naquele cativeiro e eu aqui, de braços cruzados, sem poder fazer nada – meus olhos estavam me traindo e as lagrimas começaram a escorrer.
Ele as enxugou e então eu olhei em seus olhos. Enxerguei um ser humano puro, passivo e belo.
Bruno: Eu lhe dou a minha palavra de que tudo sairá bem. Eu prometo.
Em um impulso o abracei. Precisava de um abraço forte e acolhedor. Um abraço que me fizesse esquecer do mundo e que enchesse meu coração de esperanças. Ele tinha esse tipo de abraço.
O telefone lá dentro tocou e fomos obrigados a correr para dentro. Luan havia atendido o telefone.
Capítulo 26.
Estava tudo muito divertido, matei a saudade de todos que eu não via há muito tempo. Lídia minha amiga que estava grávida já estava gordinha e recebi a melhor notícia do mundo, minha afilhada era uma menina. Meus primos estavam grandes, diferentes, meus avós os mesmo de sempre, me encheram de balinhas, meu amigos, enfim estava amando tudo àquilo só faltou ele. Como eu queria que ele estivesse ali junto com todos da minha família. Aliás, nosso plano era esse, ele ir comigo pra casa e passar alguns dias pra conhecer o resto da minha família. Já que todas as vezes que passamos em casa, não ficamos nem meia hora. Tentei não pensar muito nele, pois não queria que todo aquele pessoal me visse triste, todos estavam ali pra me ver feliz e foi isso que eu fiz. Sentamo-nos pra almoçar e me senti quase completa com aquela mesa com a família reunida como nos velhos tempos. Depois que todos almoçaram continuei sentada na mesa conversando com minha avó e escutei a campainha, meu irmão correu pra abrir a porta e logo depois vi Caio entrar pela cozinha com um buquê de rosas e uma caixa de bombons. O olhei incrédula com tal atitude e logo me levantei pegando as flores e a caixa de bombons, o agradeci e nos abraçamos. — Que saudade Gi, você está diferente. – disse me medindo dos pés a cabeça com um sorriso um tanto bobo nos lábios. — Diferente como? Tô normal, ué. – sorri sem graça. — Sente-se com a gente, já almoçou? — Não se incomode! – sorriu e meu irmão o gritou, os dois eram extremamente próximos e Caio saiu pra varando com Bryan e eu continuei a mesa com minha avó. Logo minha mãe sentou-se a mesa e começamos a conversar coisas aleatórias. Minha mãe disse que na outra semana começaria o rodeio da cidade, evento que ela estava organizando a tal noticia me animou precisava mesmo me distrair um pouco, aliás, ia ter que me acostumar na marra sem a presença de Luan. Perguntei quais os cantores e minha mãe foi falando nomes de duplas famosas e por ultimo citou o nome dele. — Que? O Luan? – o olhei com os olhos arregalados e engoli a seco e ela balançou a cabeça positivamente e sussurrou “uhum”. — Então, semana que vem na sexta ele vai se apresentar no rodeio, e sábado e domingo vai estar na matinê no teatro. — Nossa, eu nem sabia. Ele não me disse nada! – sorri sem mostrar os dentes e fixei o olhar em seus olhos por alguns instantes, balancei a cabeça negativamente tentando espantar os pensamentos. Suspirei e pedi em pensamento pra Deus me dar força pra não fazer nada de errado. Sentei na varanda com meus amigos e numa rodinha ficamos conversando, contei um pouco sobre minha vida em São Paulo, menos sobre Luan. E fiquei sabendo das novidades de suas vidas. Juntamo-nos todos para uma foto e logo sai tirando foto de cada detalhe da surpresa. Fiz uma montagem com as fotos e postei no instagram com a legenda: “Surpresa! Minhas preciosidades, amo forte cada um. Obrigada por tudo!”. As horas se passaram depressa e às 20 horas todos já tinham ido embora, pois se tratava de uma segunda feira. Os últimos a irem embora foram meus avós e Melissa. Subi pra tomar um banho e sorri ao entrar em meu quarto e me deparar com tudo do mesmo jeito que deixei, ao lado da cabeceira da minha cama, havia um porta retrato do meu menino, a primeira foto da gente, onde tudo começou e alguns ursinhos que ele me deu. Cada cantinho do quarto tinha alguma lembrança dele, entrei no banheiro, liguei o chuveiro e tentei me despertar desses pensamentos. Tomei um banho quente e demorado, desliguei o chuveiro e me sequei vestindo um pijama logo em seguida. Fui até a sala e sentei-me no sofá junto a minha mãe. E depois de assistirmos a um filme, fomos dormir.
#Fanfic Amnesia - Justin Timberlake
JUSTIN
Assim que Megan saiu, voltei pra festa e peguei minha carteira, as chaves do carro e de casa. Não era pra ter acontecido desse jeito, mas foi como as coisas aconteceram e não havia mais nada a ser feito. Sai em direção a porta, entrando no carro.
- AONDE VOCÊ VAI?- Jessica se jogou na frente do carro, berrando- VAI ATRÁS DELA, NÃO É?
- Me deixa passar, por favor- pedi calmamente.
- Filho, desce, vamos conversar- minha mãe se intrometeu- Vocês precisam ter essa conversa...
- Agora não, em outro momento- decidi.
-ELE PREFERE IR ATRÁS DELA A SENTAR E CONVERSAR COMIGO QUE SOU A ESPOSA DELE- ela chorava. Me sentia extremamente culpado e um tremendo cafajeste, mas não havia tempo pra isso. Não hoje.
- Vamos conversar, mas não agora- dei a partida no carro e saí em alta velocidade. Eu só pensava nela!
Dirigi por alguns minutos, o apartamento não era longe dali. Estacionei, peguei o elevador e subi. Toquei a campainha e logo Natalie veio abrir.
- Onde ela está?- fui entrando.
- No quarto, chamei, mas ela não quis abrir. Tô preocupada...
Fomos até lá e bati na porta.
- Meg, meu amor! Sou eu, abra... - pedi. Nada.
- Abra, estamos preocupados com você!- Nat interveio. Nenhum barulho.
Coloquei a mão na maçaneta e a entrei já que não estava trancada. Tudo estava revirado e ela não estava ali. Um pensamento ruim passou por mim e fui imediatamente até o banheiro verificar.
- Meg, tá aí?! – a chamei. Nada novamente.
Tentei abrir, mas estava trancada a chave.
- ABRA, POR FAVOR! PRECISAMOS CONVERSAR!- me impus.
Forcei um pouco a porta, batendo várias vezes e dando socos.
- Vou entrar- falei e Natalie assentiu, concordando.
Dei espaço e joguei meu corpo contra a porta. Na terceira vez, consegui finalmente abrir. O chão saiu debaixo dos meu pés quando a vi deitada na banheira com água, coberta de sangue que jorrava dos seus pulsos... Natalie gritou e imediatamente entrei dentro da banheira e a tirei de lá, colocando sua cabeça pra fora.
- CHAME UM MÉDICO, PELO AMOR DE DEUS!- gritei.
A vi correr e então peguei uma toalha e enrolei Meg nela, levando-a até a cama. Não encontrei nenhum pano a vista, tirei minha camisa e a rasguei ao meio apertando contra os pulsos dela, tentando evitar que o sangramento continuasse.
A peguei no colo e coloquei seu corpo inerte sob o meu, estreitando-a forte. Verifiquei a pulsação e graças a Deus ela estava viva, só não sabia por quanto tempo...
- Não morre- sussurrei em seu ouvido como se ela pudesse me ouvir- Fica comigo...
Alguns minutos depois e os paramédicos chegaram. Felizmente os cortes tinham sido superficiais e Megan estava fora de perigo. Fizeram os curativos, a medicaram e disseram que ela estava em estado de choque, por isso não reagia. Assinei um termo me responsabilizando por ela, já que ela havia tentado se matar e pra que não a levassem pro hospital e a deixassem comigo.
Fiquei ao lado dela até que ela acordasse. Seus olhos se abriram devagar e nunca me senti tão feliz em toda a minha vida!
- Tá tudo bem agora- beijei sua testa- Você vai ficar bem!
- O que... Aconteceu?- me perguntou quase sem voz, fraca.
- Não fala nada agora, descanse. Tô aqui com você , não se preocupe.
- Jessica...
A abracei e fiquei fazendo carinho em seus cabelos, até ela voltar a dormir.
- Como ela está?- Natalie veio ver.
- Acho que bem- sorri sentindo um grande alívio.
- Vou dormir um pouco, me chame se precisar- disse e saiu fechando a porta.
Me aconcheguei na cama, juntando seu corpo ao meu e acabei dormindo também. Estava exausto! (...)
-Meu amor... - escuto-a me chamar, longe.
Abro os olhos e ela está sorrindo pra mim, pálida e cansada. Me apoio, me sentando e raciocinando tudo o que tinha acontecido nas ultimas horas.
- Diga, minha vida!- beijei de leve seu rosto.
- Vou morrer?!- a pergunta dela me assusta.
- Não, não vai. Não vou deixar...
- Quero tomar um banho e comer alguma coisa. Tô com fome- me pede.
A ajudei a se levantar e a levei até o banheiro, tirando suas roupas. Liguei o chuveiro e a coloquei embaixo da água, ensaboando seu corpo. A enxuguei, a vesti e sequei seu cabelo com o secador. Meg sorriu, acho que gostando de tantos cuidados!
- Não sei fazer maquiagem, mas posso tentar- brinquei e ela pegou em minha mão.
Voltamos pro quarto e a deitei na cama. Procurei no armário e achei uma mala grande. Abri algumas gavetas e comecei a pegar algumas roupas dela e colocar ali.
- O que está fazendo?- quis saber.
- Arrumando suas coisas!- respondi sem olhar pra ela.
- Pra que?!
- Vamos sair daqui. Vou te levar comigo!
Ela não perguntou pra onde, bastava saber que era comigo, que íamos ficar juntos e estaria tudo bem!
- Não vou mais separar de você!- me aproximei e a beijei- Nunca mais!
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela se agarrou em mim, me apertando forte contra si.
- Desculpa, mas... Tem gente aí!- Natalie abriu a porta, fazendo uma careta.
Escutei vozes e me levantei pra ver quem era. Megan me segurou e a ajudei a se levantar. Peguei suas coisas, segurei sua mão e fomos pra sala. Minha mãe e Jessica estavam ali!
- Aonde vão?- minha mãe quis saber- Justin, espere, por favor...Não queremos discussões, queremos ter uma conversa civilizada!
- Agora não é uma boa hora- rebati.
- VAI EMBORA COM ELA?- Jessica gritando e chorando- E QUANTO A
MIM? O QUE VOCÊ ESPERA QUE EU FAÇA?
- Te ligo assim que você se acalmar e conversaremos- respondi com calma.
- EU SOU SUA MULHER, TENHO SEGURADO ESSA RELAÇÃO DURANTE SETE MALDITOS ANOS E ISSO É TUDO QUE EU MEREÇO, TODA ESSA CONSIDERAÇÃO QUE VOCÊ DIZIA TER POR MIM?!
-Jessica, por favor... - pedi.
- NÃO VAI SAIR DAQUI COM ELA. NÃO VOU TE DEIXAR IR!- ela se colocou na frente da porta.
Continuei de pé, colocando a mala o chão e amparando Megan que não dizia nada, apenas ouvia tudo calada.
- Sai daqui... - a ouvi dizer, apertando forte minha mão- Saia já daqui!
Ambas trocaram olhares e vi raiva dentro deles, uma odiando a outra mais do que tudo. Era horrível saber que eu era o responsável por aquilo estar acontecendo...
- Não vai ficar com ele- Jessica riu debochada.
Megan respirou fundo, reunindo forças. Seu peito subia e descia, arfando. Me preocupei com que ela piorasse.
- NÃO TENTE TIRAR DE MIM A ÚNICA PESSOA QUE EU TENHO NO MUNDO!- gritou, ficando na minha frente- EU SOU CAPAZ DE MATAR, SOU CAPAZ DE TUDO POR ELE PORQUE EU O AMO E VAMOS FICAR JUNTOS! NÃO TENHO NINGUÉM NESSA VIDA DE MERDA, JUSTIN É ÚNICA PESSOA NO MUNDO QUE ME IMPORTA E NÃO HÁ NADA QUE EU NÃO FAÇA POR ELE...
- VOCÊ É UMA... - Jessica veio pra cima dela, mas minha mãe a segurou.
- SOU UMA VAGABUNDA? A QUE O SEU MARIDO SE APAIXONOU, A QUE ESTAVA LÁ PRA ELE QUANDO VOCÊ NÃO ESTAVA, SENDO EGOÍSTA E O SUFOCANDO COM SEU CIÚMES DOENTIO QUE NÃO SERVIU PRA NADA PORQUE OLHA SÓ...
- VOCÊ O SEDUZIU, NÃO SE IMPORTOU QUE ELE ERA CASADO E IMEDIATAMENTE TRATOU DE TRANSAR COM ELE!
- ELE ME AMA- Megan riu histérica e triunfante- JUSTIN, O SEU MARIDO, ME AMA!
-Para, por favor- pedi á ela.
- CALA A BOCA!- Jessica tapou os ouvidos.
- JUSTIN ME AMA! É MARAVILHOSO QUANDO ESTAMOS JUNTOS, FAZENDO AMOR... O JEITO COMO ELE ME BEIJA, COMO ELE ME TOCA, AS PROMESSAS QUE FAZEMOS UM AO OUTRO... NOS AMAMOS E NADA E NEM NINGUÉM PODE ACABAR COM O NOSSO AMOR!
Jessica caiu em lágrimas desesperadas e Megan também. Dava pra notar que ela se arrependeu de ter dito tudo aquilo, aquelas palavras totalmente desnecessárias somente pra machucar Jessica ainda mais!.
- Vá embora... - ela pediu- Vá embora, sai daqui... Por favor!
- Não vou dar o divórcio- Jessica disse pra mim- Apesar de tudo, eu ainda te amo e vou lutar até o fim pra te ter volta!
Minha mãe a pegou pelo braço e a levou. Nos sentamos no sofá e Natalie trouxe um copo com água.
- Vou levá-la comigo- falei.
- Pra onde?
- Não sei ainda. Por enquanto, pra um hotel. Te ligo pra avisar!
Elas se abraçaram e saímos em direção ao carro. Coloquei a mala no banco de trás e entramos. Meg segurou minha mão enquanto eu dirigia. Finalmente livre pra ela!
- Me desculpa por estragar seu aniversário- disse sem olhar pra mim.
- Não estragou- peguei sua mão e beijei- Agora posso ter você pra sempre!
Capitulo 26
Acabei descendo e encontrando com a minha mãe na cozinha. Já não aguentava mais ficar na cama e não poderia tomar o remédio para amenizar a dor até às onze horas. Aliás, precisava me alimentar, já que a maior parte do tempo eu estava deitada ou dormindo.
-- Mãe, onde o Luan está? - perguntei, bebendo um copo de leite, encostada na bancada.
-- Está dando banho nos meninos. - ela comentou. - A Nick até já dormiu...
Concordei com um aceno de cabeça e minha mãe se aproximou um pouco mais.
-- Você sabe se ele está bem? - ela se referia á Luan, falando baixinho. - Ele está... Parece estar triste.
Refleti por alguns momentos antes de lhe responder, mas de nada adiantou. Eu não sabia a resposta. Neguei com a cabeça e antes mesmo que pudesse dizer qualquer coisa, Luan apareceu na cozinha, interrompendo o momento.
--Está melhor? - ele perguntou, pegando o copo de minha mão e bebendo um pouco do leite.
-- Uhum, estou sim. - respondi, trocando um olhar com minha mãe, pedindo para que ficássemos sozinhos.
-- Já coloquei as crianças pra dormir. - ele sorriu, mas não havia brilho nenhum em seus lábios.
Concordei com um aceno de cabeça e o interroguei com os olhos. Ele estava na minha frente, apoiado na cadeira. Decidi pergunta-lo.
-- Você está bem? Amor, eu estou te achando tão... Triste, cabisbaixo. - pausei. Ele abaixou a cabeça. - Olha, se for sobre o que conversamos na noite passada, sobre essa c...
-- Não é nada disso. - ele me interrompeu. - Vou tentar compor um pouquinho ali fora, está bem? - ele se aproximou e depositou um selinho em meus lábios, saindo rapidamente, sem me dar tempo para dizer nada.
Decidi sentar no sofá da sala com minha mãe, onde assistimos a um filme juntas - algo que não fazíamos há um bom tempo. Luan precisava de espaço e concentração quando compunha, mas este não era o fator principal por eu ter decidido deixa-lo sozinho: ele precisava pensar, precisava de seu espaço e acima de tudo, precisava entender de uma vez por todas que, a culpa não fora dele.
Ás onze horas minha mãe e eu decidimos subir. Ela se direcionou ao seu quarto e eu decidi dar uma olhada no quarto das crianças, ficando um pouco com elas, observando-as dormir. Voltando ao meu quarto, decidi voltar á assistir televisão, porém acabei entediada após mínimos minutos e então comecei a conversar com alguns fãs de Luan. Notei também que ele havia ficado um tempo com elas, há dez minutos. Isso me fez sorrir, pois eu sabia que um de seus sustentos estava nelas. Mexi, joguei, conversei nas redes sociais e continuava á esperar Luan, que ainda não voltara. Passara apenas quarenta minutos, o que para mim já me parecia uma eternidade de tão entediada que estava.
Acabei descendo as escadas e fazendo mínimos barulhos, tomei meu comprimido para dor e segui em direção á varanda. Me encostei no batente da grande porta que separava as áreas e fiquei observando Luan dedilhar alguns acordes. Seus dedos percorriam as cordas do violão em perfeita harmonia, acostumadas com isso através do tempo. Sua posição não mudara e apenas seus cabelos que agora continham alguns traços em branco. Ele cantou alguns versos, mas pelos seus ajustes, ainda não estava de seu agrado. Sorri e decidi me aproximar.
-- Na minha opinião - ele me olhou, surpreso. -, já está bom assim. - sorri e ele retribuiu.
Me sentei ao seu lado no sofá de madeira acolchoado que ele tanto adorava ficar observando seus filhos. Ele pousou o violão no chão e olhando para a piscina, respondeu:
-- Falta alguma coisa. - ele respondeu, dando de ombros. - Ainda não está... - ele nem ao menos terminou a frase, me olhando. - Você me entende. - ele sorriu.
Concordei com um aceno de cabeça e me permiti colocar minhas pernas sobre as suas, encostando meu corpo ao seu, me ajeitando em seu grande braço que me envolvia. Nos permitimos ficar em silêncio durante alguns instantes, o que da nossa parte, era comum. Muitas vezes, seja em momentos bons ou ruins, sentávamos na varanda e olhávamos o céu, sem dizer nada um para o outro, sabendo que a existência e o calor do corpo de cada um já bastavam, já completava, já era suficiente. Mas havia algo desta vez, que o meu corpo e coração obrigavam-me a fazer. Coloquei as mãos de Luan entre as minhas, fazendo delicadas carícias. As apertei firmemente e logo depois as beijei em sinal de carinho. Ele sorriu em compreensão, gostando da atitude, curtindo o momento.
-- Estou ficando com sono de novo... - disse baixinho, sorrindo.
-- Daqui a pouco você hiberna amor. - ele soltou a sua risada gostosa, me fazendo abrir um mais largo sorriso.
-- Podemos ir? Quero deitar com você. - o olhei nos olhos.
-- Vamos. - ele assentiu.
Sai de seus braços e o ajudei a guardar suas composições. Passamos na salinha de música que ele guardava seus troféus, seus prêmios, suas fotos e discos, inclusive, boa parte de todo o amor de suas fãs em cartas, presentes, ursinhos e tudo mais. Desligamos as luzes e subimos as escadas. Antes, assim como sempre faz, ele quis dar uma passadinha no quarto das crianças, checando se tudo estava perfeitamente bem. Este era um hábito nosso - ou melhor, se tornou mais frequente porque aprendi com ele -, e todas as vezes, durante a noite ou após chegar de mais uma semana de shows, ele sempre passava e lhes oferecia um beijo, um carinho ou um simples olhar de saudades e amor.
Fizemos nossas higienes no banheiro e depois nos deitamos. Luan desta vez, me permitiu ajeitar do meu jeito, mas percebi que ele não sabia onde colocava suas mãos, que todas as noites percorriam meu corpo. Desta vez, ele parecia ter medo de me machucar com algum toque errado ou mais brusco. Me parecia que ele tinha receio de que minhas dores se acentuassem com um toque seu, com um pouso de seu braço sobre meu corpo. Por fim, me ajeitei de frente para ele, apoiando minha cabeça em seu peito e entrelaçando levemente nossas pernas. Luan ficou intacto, com os seus braços rentes ao corpo, sem me envolver, sem fazer nada. Então, peguei suas mãos com segurança e as posicionei em minha cintura, indo em direção ás minhas costas. Ele relaxou, pegando com segurança no local, porém mantendo sua leveza, sua preocupação. Beijei seu peito e apoiei meu nariz entre seu pescoço e ombro, sentindo o cheiro do seu perfume que tanto me embriagava.
Por mais que eu quisesse deitar e simplesmente dormir nos braços de quem amo, a dor acabou me atacando e eu, infelizmente, não poderia tomar outra dose do remédio por conta do curto tempo que havia se passado desde o meu último comprimido. Luan dormia ao meu lado, porém dava para notar que o seu sono não era tão pesado como de costume. Na verdade, Luan só dormira mesmo após eu ter tirado um leve cochilo. Durante todo o tempo em que tentava me ajeitar em seu peito, de uma maneira mais confortante para o meu corpo, ele estava acordado; não abria seus olhos, mas eu sabia pelo seu jeito que ainda não havia dormido.
Aproveitei a brecha de seu sono e me virei na cama, olhando no visor do celular. Duas da manhã e os meus olhos ainda não haviam sido pregados por mais de uma hora. Me levantei da cama sorrateiramente, tentando não acordar Luan. Calcei minhas pantufas e desci as escadas, seguindo em direção á cozinha e bebendo um copo de água. A dor se aprofundou e na verdade, eu já esperava por isso, afinal a recuperação após um aborto espontâneo e desestruturação do útero em seu devido lugar, não seria nada fácil.
Segui em direção á sala e liguei a TV, me deitando no sofá, a fim que a dor se amenizasse conforme eu me distraía. A programação da televisão ás duas da manhã não era uma das melhores, então acabei desviando meus olhos ora para o teto, ora para a tela da TV. Percebi os minutos se arrastando em cada tique-taque do relógio e a minha situação não mudara perceptivelmente.
Voltei a olhar no relógio da mesinha de centro e se passaram apenas 30 minutos desde que eu descera. Decidi voltar para o quarto e tomar um banho, pensando que a água quente amenizaria a dor. Entrei no banheiro e fechei a porta, liguei as torneiras para que a banheira pudesse encher, em uma temperatura agradável da água. Tirei meu pijama, prendi meu cabelo e após alguns minutos deixei a água absorver meu corpo. Praticamente me deitei na banheira, massageando o local da dor, tentando ao máximo possível que tudo passasse.
Capítulo 26
Um mês de alegria, mas também de muitas dificuldades. O casamento de Ronnie e Nick se aproximava, e haveria uma “festinha surpresa” para a noiva na casa de Anne e Dex, e Anne ficou encarregada dos preparativos, além de fazer com que sua amiga não desconfiasse de nada. Era muita felicidade por seus amigos e ao mesmo tempo seus nervos estavam à flor da pele. Ela tentava controlar suas mudanças de temperamento, mas nem sempre conseguia. Era um trauma causado pelo acidente, algo com que ela teria que conviver, ou melhor, que as pessoas à sua volta teriam que conviver. Dexter foi paciente, ele orou pelo seu milagre e agora ele estava ali, na sua frente, reclamando porque as cortinas da sala estavam amareladas. Ele observou Anne falando rapidamente e movendo seus braços de forma descoordenada enquanto brigava com as cortinas. Nesse instante ele riu, e ela olhou para ele furiosa.
- Desculpe, amor – ele já começou dizendo – Não queria te deixar mais brava, é que você fica linda assim, sabia?
Ela sorriu, um sorriso meio reservado, aquele sorriso que ela sempre dava quando se sentia culpada, envergonhada e arrependida. Dex foi até ela e a pegou no colo.
- Ai, amor! Por que está fazendo isso? – Ela começou a rir e dar tapinhas nele. – Me põe no chão! Amor!
- Não até você me dizer quem você mais ama nesse mundo. – Ele começou a rodar com ela nos braços.
- Mô, é sério, estou enjoada, me põe no chão. – Ela fez uma careta e ele a colocou no chão com cuidado.
- Você está bem? Quer um copo d’água? – Assim que ela se firmou, deu um beijo na ponta do nariz de seu marido e rindo, começou a correr em direção às escadas.
- Seu bobo! – Dexter foi atrás dela, e, em segundos, chegou ao quarto onde ela se encontrava.
- Isso é trapaça. – Ele entrou e ela estava do outro lado do quarto, ele correu para pegá-la e ela pulou por cima da cama fugindo dele. Ela foi em direção da porta, mas Dex foi mais rápido e a agarrou pela cintura. – Peguei você! – Ele a abraçou e os dois juntos caíram na cama. – Isso tudo é para não falar de quem mais ama?
Lágrimas surgiram nos olhos de Anne. – Não posso escolher, amor. – disse – não tem como eu escolher.
- Como assim, Anne? – ele disse com um aperto no coração – Do quê está falando?
Anne rolou na cama, esticando o braço alcançou a gaveta da cômoda, e tirou algo de lá de dentro. Dexter se sentou. Lágrimas escorriam em seu rosto.
Anne se virou para ele, com um enorme sorriso no rosto.
- Parabéns, papai! – Disse, entregando os sapatinhos de bebê para ele.