ninguém ensina como continuar
quando nada dentro de você quer ficar.

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ninguém ensina como continuar
quando nada dentro de você quer ficar.
Há amores que não acabam de uma vez. Eles vão se desfazendo em silêncio, como um tecido antigo que cede fio por fio, sem alarde.
No começo, a gente não percebe. Acredita que é só cansaço, só uma fase, só o mundo pesando mais do que devia. Mas, aos poucos, o que era presença vira ausência disfarçada de rotina.
E então chega o dia em que dois corpos dividem o mesmo espaço, mas já não habitam o mesmo lugar. As palavras diminuem, os gestos se perdem, e o amor (que antes ocupava tudo), passa a caber no vazio entre um olhar e outro que nunca acontece.
É estranho perceber isso. Mais estranho ainda é entender que não houve um grande rompimento, nenhuma cena dramática, nenhum adeus definitivo.
Só um acúmulo de nadas. De pequenos desencontros que, somados, criam um abismo. De silêncios que falam mais do que qualquer discussão. De ausências que não têm explicação, mas também não pedem desculpa.
E, de repente, você olha para quem está ao seu lado e sente como se estivesse diante de alguém que nunca conheceu de verdade. Não porque essa pessoa mudou de repente, mas porque, talvez, ela sempre tenha sido assim, e o amor, na sua generosidade cega, escolheu não ver.
Existe uma dor muito específica em reconhecer isso, não é só a perda do outro, é a perda do tempo que foi entregue acreditando em algo que, no fundo, nunca floresceu por inteiro.
Mas também existe um tipo silencioso de libertação, porque, quando o encanto se rompe, a verdade finalmente respira. E por mais duro que seja aceitar, há um certo alívio em não precisar mais esperar por aquilo que nunca vinha.
Alguns amores não terminam, eles apenas deixam de existir. E o que sobra não é o outro, mas a lucidez.
RH 🐰💔
(Texto autoral).
Carta ao meu amor
Sempre que penso em desistir da vida,
é você que me atravessa a memória.
Lembro dos planos que criamos juntos
e de como seria cruel deixá-los inacabados.
Lembro da liberdade que existe
em ser quem eu sou quando estou com você,
e de tudo o que me ensinou
sobre o que realmente é amor.
Sobre ser amada sem reservas,
sem medo,
sem medida.
Penso também na dor que eu deixaria,
no silêncio que ficaria no seu peito,
no quanto partir destruiria seu coração
quando o que eu preciso
é ficar
e lutar.
Com você.
Por você.
Por isso, te peço:
não desista também.
Se em algum momento eu fraquejar,
me lembra do que estamos construindo.
Segura minha mão quando o peso for demais
e fica,
assim como eu escolho ficar.
Fábrica de Emoções.
Florescer
É engraçado olhar para o agora quando se teve tantos motivos para desviar. Digo, a princípio eu não tinha qualquer intenção ou interesse em te beijar e, hoje, talvez seja exatamente nisso que eu mais pense desde então. Para falar a verdade, eu penso demais e sinto essa vontade me corroer de dentro para fora.
Você deve achar que eu sou louca. Até eu me acharia se estivesse no seu lugar. Alguém que chegou do nada com uma brincadeira besta de que iria me encher o saco todos os dias e que, mesmo recebendo poucas respostas minhas, escolheu continuar tentando se aproximar. Ora... é uma louca mesmo.
E talvez eu seja. Ou talvez você tenha me moldado um pouco assim. Afinal, o que eu te ofereço hoje não é nada além daquilo que você mesma cultivou em mim: desejo, vontade, intensidade... Assustador para você? Imagina para mim, que ainda estou tentando abraçar a ideia de que estou a fim de você depois de ter dito, com tanta convicção, que não me permitiria sentir isso novamente.
Gostaria de compartilhar que tudo isso aconteceu de forma completamente culposa. Eu não tinha intenção de gostar de você ou, quem sabe, me apaixonar nesse processo. As minhas intenções iniciais nasceram de uma situação em que senti vontade de fazer você rir, de distrair a sua mente de algo que ficou claro para mim que havia te machucado. E, no gesto mais simples do mundo, pensei: "Não posso acreditar que esse sorriso vai ficar escondido."
E, no meu ato mais impulsivo, mandei mensagem. Agradeça depois às várias latinhas de cerveja que tomei naquela noite. Talvez, sem elas, eu nunca tivesse tido coragem de te chamar e, menos ainda, de acreditar que meia dúzia de palavras pudesse se transformar em um convite para conversar no WhatsApp.
Mudando completamente o contexto principal deste texto, gostaria de agradecer por algo que talvez eu nunca tenha dito. Você me inspira, conversar com você despertou em mim vontade de seguir em frente. E nem estou falando de amor ou de paixão. Estou falando daquela sensação de precisar apenas de um pequeno empurrão para voltar a caminhar.
Foi vendo a forma como você se esforça, corre atrás do que quer e insiste mesmo quando a vida parece oferecer inúmeros motivos para desistir que alguma coisa acendeu dentro de mim. Você reacendeu uma luz que eu achei que tivesse queimada. A de que ainda dá tempo. E que ainda vale a pena correr atrás das coisas e principalmente, de mim mesma.
Eu não sou muito boa em me expressar. Peço desculpas por isso. Mas agradeço, com todo carinho, pelas pequenas sementes que você, sem perceber, deixou cair no meu jardim. Talvez, quando você voltar em dezembro, já não encontre apenas terra e folhas secas pelo chão. Quem sabe consiga enxergar uma grama mais viva, algumas folhas novas de uma versão minha que finalmente resolveu florescer.
Beatriz Cosio.
Carta aberta
Amar você tem sido a coisa mais simples que tenho feito em segredo, e a mais intensa. Cada parte do meu corpo deseja você, cada pequena célula ama tua existência e o que ela causa em mim. Não sei se todas as pessoas sentem tudo da mesma forma: felicidade, tristeza, raiva, saudade, medo. Mas só eu sei como meu corpo estremece quando tudo que sinto é você. E como todas essas emoções coincidem, colidem entre elas tratando-se de você.
Como quando tento negar a mim mesma que nada disso existe, mas mal consigo disfarçar a eletricidade que percorre meu corpo ao te ouvir falar, uma felicidade genuína, incontrolável. A tristeza que invade minha alma quando você se vai. E quando a saudade chega, parece esmagar meu peito. A raiva de me sentir insuficiente, não de uma forma banal, mas impotente ao ponto de querer apagar todas as suas feridas e não conseguir. E o medo de me ver desejar que, se não eu, alguém possa te amar ao ponto de fazer com que você se sinta tão confortável recebendo o amor de alguém, que o ame de volta.
Deus sabe como tento tirar esse sentimento de egoísmo do meu peito, pois também só ele sabe como rezei para que você pudesse ter todos os momentos mais felizes desta vida. Imaginar não viver isso ao seu lado é como sentir uma mão esmagando meu coração e roubando todo o ar dos meus pulmões, e ainda assim te amar tanto que suportaria isso mil vezes, se necessário. Seja lá o que seremos, te escolheria todas as vezes em que me dessem uma chance, mesmo que fosse apenas para quebrar meu coração em todas elas.
Gabrielle B, sobre tudo que é
m
O Pecado pela Impaciência
Ismaelitas, amonitas e moabitas. Sabem o que tem em comum? A sua raiz: Sara e as filhas de Ló. Elas cometem um erro clássico na hora do desespero, o famoso: Deus não está fazendo nada. Esse erro vem comumente acompanhado do pensamento: 'deixa eu ajudar Deus' a realizar o que eu quero como realidade. As consequências estão espalhadas pela bíblia e até mesmo nos nossos dias atuais.
Conversando francamente, é um erro bem comum na verdade. tantos para mulheres quanto para homens. Falamos frequentemente sobre o tempo de Deus, mas não esperamos o tempo de Deus. Focamos em nossas vontades e esquecemos que o 'Pai Nosso' termina em: '....seja feita a sua vontade.' . E por mais que Deus nos dê aquilo que queremos, com certeza não será do jeito que imaginamos. Por quê Deus é soberano! E isso não se discute nem negocia, se aceita!
E de tudo que poderia se falar, eu quero ressaltar que os filhos não foram o erro, eles foram consequências das vontades de Sara e as filhas de Ló. O pecado foi o adultério e o incesto, nunca permitidos por Deus, mas usados como subterfugio para realizar por meios próprios os próprios desejos.
Não é a toa que Deus nos da o fruto do Espírito que gera a paciência!
by Leãozinho
²8 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice.
Convido você então a reflexão, quais pecados eu tenho cometido cujo a base é a impaciência?
Cuatro años y mil cigarrillos después ya puedo reírme de esto, pero en ese entonces el dolor era demasiado real para dejarla morir en el limbo digital, así que bueno...
Sobre el amor que juramos sería para siempre y otros cuentos de los dieciocho:
Siempre me pregunto por dónde empezar cuando escribo estas cartas. Aunque esta vez es diferente, ¿verdad? Esta será la última vez que mis palabras intenten alcanzarte, y hay tanto por decir que siento que ninguna cantidad de ellas será suficiente.
Hay tantas cosas de las que me arrepiento...
Como no haber aprendido la receta de albóndigas de tu mamá. Ahora que lo pienso, nunca se la pedí realmente, solo me quedaba en la cocina viéndola cocinar, sentada en la barra mientras tú hacías tarea en la sala. O no haber intentado más con tu papá, creo que las únicas veces que crucé más de dos palabras con él fueron cuando me veía llegar y me preguntaba si quería cenar. Siempre le decía que no por pena, aunque me moría de hambre.
Me arrepiento de las peleas estúpidas, de los celos sin sentido, de cada portazo que di pensando que teníamos todo el tiempo del mundo para reconciliarnos.
Tu sudadera amarilla todavía está en algún lugar de mi closet. A veces, en noches particularmente solitarias, me pregunto si debería regresártela. Pero tiene tanto de nosotros impregnado en ella... el olor a sal de aquella escapada a la playa, cuando creímos ingenuamente que el bronceado no nos delataría ante mis padres. Las manchas de café de esas madrugadas estudiando, tú con tus libros de ingeniería, yo pretendiendo leer mientras te observaba concentrado, con tus rizos cayendo sobre la frente y ese ceño fruncido que tanto me gustaba besar hasta que sonreías.
¿Te acuerdas de la primera vez que viste la nieve? Fue durante ese viaje con mis padres, cuando aún te querían, cuando aún éramos ese "amor bonito" que todos aplaudían. Tus ojos brillaban como los de un niño, y por un momento, todos tus muros de chico rudo se derritieron junto con los copos en tu cabello.
Me escapé tantas veces por la ventana de mi habitación para verte... Como esa noche después de nuestra primera pelea, cuando apareciste afuera de mi casa y te quedaste ahí, parado en la calle a las tres de la mañana, con esas rosas rosadas (porque sabías que el rosa era mi color) y ese poema terrible que escribiste. Era malísimo, pero lo guardé hasta que se deshizo el papel de tanto doblarlo y desdoblarlo.
Tu carro fue nuestro primer universo privado. Me negaba a ir a hoteles (qué tonta era, tan preocupada por el qué dirán) así que convertimos ese Volkswagen viejo en nuestro refugio. Conocía cada crujido de los asientos, cada rayón en el tablero, cada canción de esa playlist que armamos juntos y que seguramente ya borraste. Luego llegó tu departamento, ese espacio diminuto que hicimos nuestro entre clases saltadas y mentiras a medias a mis padres. Aún recuerdo el sabor de los besos robados en la cocina, el sonido de tu risa haciendo eco en las paredes vacías, nuestros sueños esparcidos por cada rincón como si fuéramos a vivir para siempre.
Éramos un desastre, ¿sabes? Yo fumando a escondidas porque odiabas el olor a cigarro, y tú con tus cervezas oscuras y demasiado amargas que nunca aprendí a disfrutar. Dejé de fumar por ti, ¿te diste cuenta? Ahora fumo todo el tiempo. Como ahora, mientras escribo esto y el humo se mezcla con las palabras que no sé si alguna vez leerás.
Te burlabas de mi obsesión con el horóscopo, de cómo consultaba las estrellas buscando señales sobre nosotros. Tú, tan pragmático, tan anclado a la tierra; yo, siempre flotando entre nubes de fantasía. Y sin embargo, funcionábamos. O al menos eso creíamos. Tú con tu ética de trabajo inquebrantable, yo siendo la eterna niña de papá. Éramos tan diferentes y a la vez tan complementarios.
¿Sabes? Me aprendí los nombres de todos los personajes de ese anime que tanto amabas, aunque fingía no prestar atención. A veces me descubro tarareando el opening cuando estoy distraída, y por un segundo, vuelvo a estar en tu cama, viendo un episodio más mientras jugabas con mi cabello.
Las peleas eran intensas, por tus exnovias, por esos tipos que fingían no saber que llevábamos tres años juntos, por tonterías que ahora no recuerdo pero que entonces parecían el fin del mundo. Pero las reconciliaciones... las reconciliaciones hacían que todo valiera la pena. Éramos fuego, éramos tormenta, éramos todo o nada.
Este tatuaje en mi brazo... a veces lo miro y sonrío, otras veces lo cubro. Es como nuestra historia: imborrable, pero ya no duele como antes. Es solo un recordatorio de que fuiste real, de que lo nuestro fue real.
No me arrepiento de los "te amo" que susurré contra tu piel, ni de los que grité en medio de nuestras peleas. No me arrepiento de los besos, de las caricias, de las promesas que en su momento fueron sinceras. Cada momento contigo me hizo quien soy ahora, incluso los que dolieron, especialmente los que dolieron.
Espero que sigas siendo ese trabajador incansable que admiraba. Que dejes de poner la ropa sucia sobre el tocador (aunque sé que nunca lo harás). Que encuentres a alguien que ame tus cervezas amargas y tu forma particular de ver el mundo. Que seas feliz, pero de verdad feliz, no como lo fuimos nosotros, que confundíamos la intensidad con la felicidad.
Y ahora que las palabras se me agotan y el cigarro se consume entre mis dedos, solo me queda decirte gracias. Por los sueños compartidos, por las lecciones aprendidas, por haberme amado como solo se ama a los dieciocho: sin medida, sin miedo, sin mañana.
Gracias por haber sido mi primer amor real, mi primera guerra, mi primera paz.
Y quizás en otra vida... quizás seamos más sabios. O quizás no. Quizás en otra vida también nos destruyamos, y eso también estaría bien.
Con todo lo que fuimos y lo que no pudimos ser;
V.
Uma Carta Aberta pra J...
(By: N)
J... Sonhei com você essa noite.
Às vezes, durante a noite, eu sinto sua falta...
V diz que é irracional, Uzi diz pra eu deixar pra lá, mas isso não tem sido algo que eu consigo fazer.
Você não me odeia, ou pelo menos não me odiava antes.
Talvez dizer que isso tudo foi você tentando nos proteger seja só a minha maneira de lidar com... Bem, tudo isso, mas eu me conforto o suficiente com essa ideia pra não me preocupar em desmentir.
Você me mostrava todas as canetas que ganhou de Tessa, e eu hoje me pergunto se você realmente acreditava que era Tessa ali.
Você gostava de brincar de pegar com a V, rolando na neve e jogando a cabeça de um operário como se fosse uma bola.
Você desenhava em papéis que achava pela biblioteca, e eu adorava encontrar seus desenhos perdidos em livros aleatórios.
É... Estranho pensar em como tudo isso se perdeu.
As "bolas" se tornaram só mais uma parte da proteção da nave.
Nós nos tornamos só números.
Você se tornou só um número.
Você me ensinava a ser eficiente, mesmo que do seu jeito agressivo.
Você me deu o chapéu de piloto, dizendo a V que tudo ia ficar bem por que nós éramos astronautas em uma missão parecida com o jogo de pegar pragas pelos corredores abandonados da mansão.
Você dizia que iríamos voltar pra casa assim que terminarmos, e hoje eu me pergunto se você realmente acreditava nisso.
Eu sinto falta da J. Não dá J que você se tornou, mas a que você escondeu atrás da máscara que tudo isso te forçou a usar.
Eu amava você.
Até que um dia, você parou de brincar de astronauta com a gente.
E transformou nossa missão em uma missão de verdade.
Você queria que eu te esquecesse, J.
E as vezes... Eu queria te esquecer da mesma forma que você se esqueceu.