Mais uma de Amor
Sempre disse. Sempre acreditei. E sempre senti. Essa capacidade de poder amar qualquer coisa. Mesmo que certos amores fossem proibidos, e as vezes principalmente porque eram, podia amar. As vezes de maneira simples, pronto, amei. As vezes demoradas, prolongadas, algumas até hoje. Mas amei, coisas, gostos, jeitos, sonhos, sombras. Amei porque queria amar, era sincero, todas as vezes que foi amor. E nas que não foi, foi engano meu. Tem gente que diz que só amor não é o suficiente, e eu concordo. Porque todo mundo por aí querem algo além do amor. Querem casa, estabilidade, exclusividade. Não querem só amor, então só amor nunca vai ser suficiente. Mas por mim, só amor é o suficiente, porque é o amor que nos faz mais um. Já dizem os filósofos contemporâneos que amor é amor e romance é romance, e as pessoas se confundem ao achar o contrário. Romance é histórinha, amor, meu caro, é amor. Você sente de dentro de você, pra além de você. Não depende do outro. Se você já sentiu, você sabe bem. Amor é capacidade, acima de qualquer outra coisa. Possibilidade. É o que nos torna infinitos, se tivermos essa conexão. Uma conexão tão sincera, tão sua, tão real, que existe por si só. Sem cobranças, sem dívidas. Expectativa é tipo o romance, histórinha. Por ser tão real o amor só pode viver no presente, em qualquer outro momento ele é romance. Amor você sente quando vê o mar, quando sonha com alguém que não conhece, quando acorda cedo querendo ver a vida. E tem tanto amor por aí, esperando, andando, dançando. Tem tanto amor por aí, que as vezes você encontra amor no amor do amor. E como eu disse no começo, somos infinitos, da pra ir amando o quanto puder. De onde puder. Como puder. O amor não tem requisito para existir, por isso ele deveria existir sem requerimentos. Deve ser por isso que chamam Amor Livre. Porque onde quer que você esteja, você pode amar, se conseguir. E se conseguir amar com liberdade, só deixará amor. É o suficiente.
— (CⒶOS)
Qual a sua cor favorita? “Não é óbvio? Azul”











