Um pouco da minha e também da sua história
Muito obrigada!
No mais íntimo do nosso ser, buscamos o amor, alguns já nasceram com esse desejo desperto e alguns tendem a sentir esse despertar da procura a medida em que avançam na jornada.
Lembro de que muitas das conversas que tinha na infância junto aos meus colegas era “eu não sinto que sou desse lugar”. Quando em casa meu pai, mãe e irmã estavam em outro cômodo eu sempre imaginada de que se chegasse de mansinho e os surpreendem-se iria encontrá-los em sua verdadeira face: Verdes - segundo a minha imaginação. Parecia que o mundo iludia os meus olhos porque não condizia com o sentimento do meu coração.
Eu precisava que alguma coisa acontecesse e justificasse o sentir ser de outro mundo, também imaginava que o teto em algum momento iria se abrir e um anjo iria me levar para o lugar de onde vim que definitivamente não era a Terra, que os oito anos vividos aqui fora um engano na minha entrega.
Não me leve a mal, eu tinha carinho por todas as pessoas ao meu redor, mas nos momentos contemplativos da infância, sentia que algo faltava, era uma saudade sabe-se lá de que.
Aí minha jornada se iniciou. Comecei a procurar pelo mundo aquilo o que nem sabia, nem ideia de onde encontrar, nem por onde começar, mas comecei.
Uma jornada de esperança, frios na barriga, verdades, autoconhecimento e também um pouco de enxeção de linguiça.
Num dado momento o mal exemplo da Matrix me pegou, mas não contagiou, e mesmo após me perder eu continuei.
Chega um ponto em que o buscador fica de saco cheio de tanto acumulo de informações, o caminho começa a parecer tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Mas esse cansaço também é importante pois começam a surgir insights(idéias fruto da cognição; EURECA!), outro presente do universo por tanta busca e dedicação ao aprendizado de nós mesmo e do TODO. A tendência é buscar silenciar para escutar os sussurros que sempre nos guiaram pelo caminho, chega de voltar a atenção só para fora, há muito a que se aprender voltando a atenção para dentro. Daí pode vir um salto quântico notável ou dependendo de como se trilha, de como se lida com cada sentimento, cada emoção, podemos ir parar em um deserto, o deserto de nós mesmo – eu estive lá.
O que aconteceu? Quando não conhecemos a respeito de nossas emoções, ignoramos e colocamos em uma caixinha dentro de nós ao invés de lidar com ela, dissolver e transformar em pura lição da existência, esses sentimentos mal resolvidos acabam pesando. Feito muralha. “O corpo não mente e jamais esquece” é valido também para a mente.
Questione-se quanto aquilo que não está bem resolvido dentro de você. Um medo, um trauma, uma mágoa, ansiedade. Muitas das vezes contornamos a situação usando justificativas:
- “Ah isso não era para mim”
- “Eu não nasci pra isso “
- “Deixa quieto e de tempo ao tempo”
Deixe o tempo curar o que ele precisa curar, mas assuma a sua parcela de responsabilidade daquilo que é permissivo de mudança advindo de suas ações.
Use todo seu autoconhecimento para descobrir o que te liberta e o que te limita, o que te levou para o deserto ao invés da praia paradisíaca com brisa de satisfação?
Que sentimento fala mais alto a ponto de você não conseguir ouvir somente esse sussurro que iniciou sua jornada e te conduz para onde você quer chegar? Qual é a voz que impede a sua paz interior?
Livre-se das vozes, das muralhas de toda a negatividade. Você é a paz interior e o observador.
Para limpar as emoções negativas de nosso inconsciente, traumas do passado, medos, eu uso a EFT, na minha história até agora, é o melhor presente que o universo me ofereceu e eu ofereço contar um pouco da minha história, que talvez também seja um pouco da sua história.
Pra começar, qual é a voz do momento que fala mais alto em você? Ela te limita?
Por hora me despeço. Paz e luz!
Camila Barreto
CB.eft










