Uma das minhas intensas e incansáveis paixões 'Isabela,Hoje eu quis beijá-lo mais do que nunca. Olhar em seus olhos, fazer vê-lo o quanto eu gosto dele. “Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi”.Hoje eu quis abraçá-lo e encostar meu corpo no dele e dizer-lhe palavras bonitas e sinceras.Hoje eu quis fazê-lo sentir-se amado (porque aqueles olhos irresistivelmente carentes me dizem que talvez ele jamais tenha sido de verdade, para cortar os pulsos).Hoje eu quis que ele nunca mais saísse do meu lado e quis que minha vida se conectasse à dele, quis saber tudo o que eu ainda não sei e quis saber mais e por mais tempo, quis fazer mais e mais parte. “Coisas a se transformar para desaparecer e eu pensando em ficar a vida a te transcorrer…”(ele encosta em mim, geralmente no meu braço. E eu nunca sei o que fazer.)Eu mostro a ele um relicário com todos os melhores tesouros singelos que eu consegui reunir. “poderia lhe entregar meu coração, alma vida e até minha atenção”. Mas ele olha de longe, quando olha. Tem medo de descobri-lo. E eu vou ficando sem forças para segurar o relicário e triste de sentir que não terei disposição de tentar fazê-lo por mais tempo.Hoje eu quis dizer para ele: “você pensa que é fácil?”Você pensa que é fácil?Você pensa que é fácil?Eu acho que ele sabe que não é. Mas tem um jeito atordoante de convencer a si mesmo (como se quisesse convencer a mim) de que talvez possa ser.E eu morrendo devagar, em silêncio, pelo caminho, entre uma esquina e outra.Se você achar meu coração perdido pela cidade, devolva-me.Seu,R.'
Rafael Gomes













