Desde pequeno aprendemos a lidar com as dores, seja ela com uma palmada da mãe ou uma queda ao correr muito rápido quando não se ver o ressalto. Mas ao longo do tempo notamos ainda mais que essas dores aumentam, se tornam mais duradouras, e com isso ficamos completamente perdidos sem saber o que fazer, ou até mesmo o que esperar. Dores que marcam o nosso físico, a nossa mente e as nossas emoções. Marcas como cicatrizes tão profundas que se entrelaçam com o nosso eu, fazendo com que assim, venha o desanimo e o desespero. Mas apesar de todas essas dores o “continuar” é preciso. Mesmo que não pareça, as dores se vão (ou pelo menos diminuem ao ponto de conseguir caminhar). Às vezes o nosso socorro esta no olhar para um monte, no abraço que não foi dado, no “eu te amo” não dito, nos gestos mais simples que se possa receber ou dar. Nossas forças podem até se esgotar, mas é a esperança, por mais pequena que seja, que nos move todos os dias na espera que tudo melhore, e irá melhorar. Pode ser algo otimista ou apenas um encheção de linguiça, mas não se pode negar que todas as dores que sofremos quando criança foram um aprendizado. Sabemos que agora colocar o dedo na tomada, correr sem olhar para o chão ou ao redor não é uma boa ideia. Por mais que doa agora, existe uma esperança, uma saída de que tudo não passa apenas de um momento ruim que um dia irá de ser uma aula de sobrevivência. Erga a cabeça e coloque o medo no bolso e siga. Continuar é um ato de amor próprio, e dependendo do caminho que você tome, continuar se tornará um ato de amor com o próximo. Então, continue apesar das dores.