Confessional Onze
“E você entende que, de cada semente que você planta, você faz desse mundo frio, lindo?”
Abri este texto com um verso de “Patricia”, de Florence + The Machine, porque acho que ele resume bem o que quero dizer desta vez. Não é nada de outro mundo, nada transcendental. Mas você já teve alguém fora da sua vida pessoal que, mesmo sem conhecer de fato, te visse? Em sua arte, sua música, sua escrita, sua pintura?
Eu me sinto assim com bastante gente. Me vejo em Freddie, Florence, Andrew, Henry, Aurora, Holly, Suzanne, Augusto, Lygia, Diane… E sou tão grata que queria escrever algo sobre isso, porque, para a maioria deles, é minha única forma de agradecimento de qualquer forma. Mas só dizer “obrigada” parece pouco e parece simples demais.
Então aqui vai:
Quando eu me senti só, invisível mesmo para mim. Quando eu me senti insegura e inerte. Quando me senti estagnada e sem perspectiva. Quando me vi de volta ao caos, ao fundo do poço, no meio do furacão e sem visão. Quando me percebi inteira de novo, a duras penas e ainda em processo de reestabilização. Quando fiquei melhor, pude enxergar de novo o meu entorno. Eu vi vocês. E vocês nunca tinham saído de lá. Vocês estiveram comigo, no meu coração, nos meus pensamentos e nos meus fones em cada passo do processo (consciente ou inconscientemente).
Se hoje eu escrevo, canto, danço, atuo, desenho, monto imagens, crio cenas, personagens e me movo no mundo, mesmo que aos pouquinhos, agradeço a vocês por terem estado ali, segurando a barra quando eu não conseguia sozinha.
Vocês são mais que inspiração: são força, são determinação, são vontade de continuar vivendo minha verdade e não só sobrevivendo ou existindo.
Por isso, e por tudo, e por tanto, sou eternamente grata. A todos que vieram antes. E a todos que virão depois. Obrigada. - 15 de março de 2026















