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SVU x CPD Days
2014 - 2016
São Paulo, 11 de dezembro de 2026
Querido Deus,
hoje eu gostaria de conversar e perguntar sobre o vendaval.
“Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água. […] Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: ‘Aquiete-se! Acalme-se!’ O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.” — Marcos 4:37-39
Eu me vejo constantemente nesse cenário, e vejo outras pessoas também: muita gente à mercê de um vento que foi trazido para perto justamente por si mesma. É claro que temos amores profundos, missões impossíveis e desprezos gratuitos, mas eu gostaria de entender como posso ser melhor mesmo depois disso.
Eu acabei de perceber que comecei a escrever “eu” duas vezes depois da frase “Querido Deus”, mas saiba que o Senhor é realmente tudo aquilo que há de bom: toda paz, amor e glória. Eu sou apenas um ser terrivelmente pequeno e frágil, que tenta a todo custo entender esta vida, viver esta vida, caminhando entre a cruz e a espada de agradar ou me lançar fora. Cabe somente a mim escolher o mundo ou a verdade.
A verdade é essa guia selvagem dentro da gente, pedindo retorno pra casa, retorno pro propósito, retorno à programação limpa de uma criança, sem maldade, apenas verdade. Somos projetados para nos tornarmos adultos engessados, odiadores, criteriosos, perfeccionistas e julgadores, e assim a troca real e humana se torna um vazio, e o amor de muitos se esfria.
Somos convidados todos os dias por Deus, pela terra e pelo contato com o outro a viver trocas genuínas. Quem se evolui, evolui o próximo por intermédio do Espírito Santo. Não é transformação barata de ego, que te leva a tudo que te deixa moralmente imundo, mas uma transformação profunda de sentido. É justamente isso: tudo o que eu fizer é para a honra e glória do Senhor.
Todo o meu tempo é dedicado a estar perto dEle e aprender dEle, para que assim eu possa lutar além da minha força mental, me posicionando no espiritual. Eu posso rezar para todos os santos, mas Deus sempre disse na Palavra dEle que quem serve a dois senhores serve de forma rasa, porque ama mais um do que o outro. Isso a gente percebe através da renúncia do nosso lado podre, buscando alcançar uma santidade que vem apenas da parte de Deus.
Desafio semanal 2 (Treinamento coletivo e entrevista) - Caroline Paulleto D1
No dia seguinte ao desfile acordei cedo, tomei um banho e botei as roupas que Annelise havia preparado para mim, fui tomar café e após isso eu e o outro tributo de meu distrito fomos levados até o centro de treinamento onde passariamos uma semana até o começo dos jogos. Chegando lá não havia nenhum tributo ainda, mas já estavam chegando os tributos do distrito 2, eles pareciam tão determinados quanto eu para ganhar esse jogo e com certeza também são carreiristas, uma aliança com eles não seria uma má ideia, mas não posso pensar nisso agora, tenho que me dedicar totalmente ao treinamento, bom, era o primeiro dia então eu fiquei completamente maravilhada com tantas armas, depois de nós explicarem um monte de besteiras fui direto até as espadas para treinar nos bonecos, não pude deixar de prestar atenção também nos outros tributos que também eram muito bons em varias coisas, me concentrei em procurar os pontos fracos deles, afinal, eu realmente precisarei disso na arena, após treinar com as espadas fui em direção a área onde ensinavam a acender fogueiras, isso é essencial caso esteja frio e você não consiga um saco de dormir, atirei facas por algum tempo mesmo não sendo muito boa, mas é para isso que nós estavamos ali, treinar, percebi que alguns tributos também procuravam meu ponto fraco e resolvi ignora-los, não posso dar esse gostinho á eles. Após o treino fui em direção ao elevador e apertei o botão do primeiro andar, chegando lá Annelise e Bárbara (minha mentora) me perguntaram como foi o treino, falei um pouco sobre isso e pedi licença para ir tomar um banho, resolvi comer bastante no jantar e dormi feito um anjo. O resto da semana não foi muito diferente, eu ia em cada área do centro que achava que seria importante para a minha sobrevivencia, ia treinando com espada e chakram, mas não abandonei as outras armas afinal pode não ter as armas que eu uso na arena. O ultimo dia de treinamento eu me dediquei totalmente as espadas e imaginava que os bonecos eram o tributo que eu menos havia gostado, eu realmente já não fui com a cara de alguns e resolvi matar a sangue frio os vulneráveis afinal eles iram morrer de qualquer jeito e ainda preciso deles mortos para ganhar. Após essa semana de treinamento teria a entrevista com Caesar, admito que estava nervosa afinal não sou simpatica mas ele sempre faz com que os tributos se sintam bem então resolvi me acalmar pois eu ainda teria um dia para treinar com Isabbel como andar de salto oq eu n teria muito trabalho e depois falar com Bárbara sobre o que eu falaria com Caesar, essa foi a pior parte pelo fato de eu n ser sociavel mas concordamos que eu tentaria só responder as perguntas com o maior carisma possível para que os patrocinadores gosta-sem de mim. Na hora de entrevista eu seria a primeira o que me deixava mais nervosa ainda, mas graças a Deus Annelise fez um vestido lindo para mim e minha equipe me deixou como uma deusa, eu usava um vestido azul que ia até o joelho que tinha um castelo desenhado e minha maquiagem da mesma cor conseguiu me deixar com um ar de sensualidade o que eu realmente achava que era impossivel de acontecer, bom, fui chamada ao palco, quando entrei vi as luzes fortes vindo em minha direção e a plateia aplaudindo para mim, fiquei um pouco envergonhada mas Caesar tratou de me ajudar, ele disse que eu estava linda e perguntou:
-Você teve alguns minutos para se despedir de sua família e amigos. Você prometeu que voltaria? O que disse a eles?
-Eu não precisei realmente prometer que voltaria por que eles já sabiam que isso vai acontecer, eu disse que eu ia ganhar esses jogos.
Após isso ele me perguntou:
-Se você vencer esses jogos, o que você pretende fazer ao voltar ao seu distrito?
-Eu não sei ainda, talvez eu faça uma festa.
-Como você acha que serão os jogos desse ano? Se considera pronta?
-Não faço a minima ideia de como serão os jogos mas eu me considero pronta, esse semana de treinamento me deixou melhor do que eu já era modesta parte.
Caesar riu e perguntou:
-Qual é sua motivação para vencer esses jogos? Você realmente acha que vale a pena? Por quê?
-Minha motivação talvez seja provar para o meu irmão que eu posso dar orgulho para ele e vale a pena, por que ele é a melhor pessoa que eu conheço.
-Do que você mas se orgulha em si mesma? E no distrito de onde você vem?
-Eu me orgulho pelo fato de eu não desistir, se eu morrer naquela arena eu vou morrer lutando, e eu me orgulho do meu distrito ser tão luxuoso em um país com distritos tão pobres.
Caesar concordou com a cabeça e fez mais uma pergunta:
-Caso você ganhe, alguns meses após sua vitória você terá de visitar cada distrito na turnê. Você terá coragem o suficiente para olhar nos olhos da família de cada tributo que matou e dizer que não se arrepende e tem orgulho do que fez?
-Claro que sim, afinal, é o jogo, você mata ou morre, é necessario isso.
-Você já conhece algum tributo? Já tem alguma pretensão de matar algum deles, rixa antiga ou má impressão de algum deles?
-Na verdade não conheço nenhum ainda, tenho pretensão de matar os mais fortes afinal eles são maior ameaça, não que seja um problema, mas os mais fracos eu do conta sozinha.
-E se você acabar se afeiçoando com algum tributo como Katniss Everdeen e Peeta Mellark? Eles morreram por conta disso na 74° edição dos jogos. Se acontecer com você... Como pretende se livrar disso?
-Não acho que vá acontecer, mas se acontecer eu vou ter que matar a pessoa, sinto muito, eu sei que amor é uma coisa, mas eu prefiro ficar viva do que morrer apaixonada.
-Te descreva em uma metáfora.
-Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.
— Será que você não podia ter me poupado desta humilhação? - disse a folha de papel, furiosa, para a tinta.
— Espere!, respondeu a tinta. Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.
Pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Subitamente, reparou na folha escrita com tinta. Então, jogou fora todas as outras, e guardou apenas a que continha uma mensagem.
-Agora para finalizar nos diga sua maior fobia.
-Palhaços, eu odeio palhaços. -Eu respondi envergonhada e rindo um pouco.
-Bom, infelizmente nosso tempo acabou mas olha boa sorte com sua fobia. Essa foi Caroline Pauletto do distrito 1. -Após todos serem entrevistados voltamos ao nosso edifício em que eu só queria tomar um banho e dormir, mas quem disse que foi facil? Eu realmente estava preparada para os jogos, mas eu ficava pensando, e se alguém estiver mais preparado? Peguei no sono um tanto quando aflita por causa do banho de sangue.