Little fires everywhere || The Circus
Cornelia não queria ir para o circo.
Ela conhecia magia quando ela via. E acima de tudo, era mais esperta do que andar diretamente na direção de magia das sombras.
Mas ela sabia que precisava. Ela precisava saber o que estava acontecendo naquela cidade. Já fazia semanas que ela estava aqui, Galinda no corpo de Cornelia, e não estava nem um pouco mais perto de descobrir o que estava acontecendo, nem como parar.
Ela estava exausta. Com medo. Tudo que ela queria era encontrar Elphie - e ao mesmo tempo era tudo que temia. Que tipo de vida essa maldição tinha construído para ela? Mas quando tudo o mais já tinha sido tirado dela, ela ainda era uma bruxa boa. Bruxas boas faziam o bem - não importava o custo para si mesma.
À medida que passava pelas lanternas que iluminavam o nome do circo, tudo parecia normal. Esse corpo não reconhecia o cheiro de magia, não tinha o instinto de se recolher perto de magia das trevas. Mas qualquer um com olhos poderia ver que aquele lugar não estava certo.
Havia um puxão, algo passando pelo ar. Era intoxicante, Connie se sentia mergulhando nisso, por mais que não quisesse. Seus olhos observaram asas e patas e pelos, mas ela não anotou em lugar nenhum, não pensou em registrar nada. Tudo que ela tinha era uma sensação de pânico, de que não podia relaxar, de que não podia se sentar e aproveitar as atrações.
Ela seguiu a multidão. Ela andou em brinquedos, jogou jogos, até comeu a comida gordurosa - e gostou. Antes que ela percebesse, estava sorrindo. Rindo. A sensação não tinha partido, mas tinha sido afogada. Escondida.
As pessoas a levaram até uma tenda que parecia a atração principal. Ela se sentou, animada e olhou ao redor. Tantos rostos, tantas pessoas. Quem diria que Storybrooke era tão grande? Ela não ouve nenhum som especial, nenhuma luz se acende. Mas ela sabe que começou. Ela sente.
As pessoas desapareceram. A arquibancada debaixo dela ficou mais macia. Sol brilha acima dela. Quando ela se virou, viu colinas verdejantes e pomares de pêras na distância. Gillikin. A casa da sua infância. Era impossível, é claro. Essa casa tinha sido queimada até o chão anos atrás. Mas Galinda agora era Cornelia e Cornelia não sabia que havia algo de doloroso na visão.
Pisos de madeira polidos, laços e rendas por tudo que ela podia ver, o amor em todos os detalhes. Se virando para o outro lado, ela podia ver seu retrato com os pais acima da lareira. Cornelia pensou que era adorável, por mais estranhas que fossem as roupas, por mais irreal que fosse a possibilidade de eles terem tido um retrato a óleo pintado deles.
Ela se levantou, pronta para explorar a casa. Palmas explodiram antes que ela tivesse a chance, a trazendo de volta à realidade. Ela piscou algumas vezes, sua mão sobre o peito.
Era hora de ir para casa.