Se eu to de aqui hoje é porque ele me deu um motivo pra seguir em frente e viver a nossa vida.
Simplesmente eu
seen from China

seen from United States

seen from Russia
seen from United Kingdom
seen from China
seen from China

seen from United Kingdom

seen from Germany
seen from Malaysia

seen from Mexico
seen from China
seen from United States
seen from United States
seen from China

seen from United States
seen from Mexico

seen from Hong Kong SAR China
seen from Türkiye

seen from Türkiye
seen from United States
Se eu to de aqui hoje é porque ele me deu um motivo pra seguir em frente e viver a nossa vida.
Simplesmente eu
Chuva, um beck, seu sorriso e nosso cobertor não tem como melhora
Simplesmente eu
Erros me fazem mais humana
Simplesmente eu
A chuva estava forte. Alicia estava sentada na calçada, em frente ao prédio dele. As suas lágrimas se misturavam com o embalo da chuva, e os seus olhos, sempre pintados de mais, estavam completamente borrados. Alicia se levantou, entrou no prédio e parou em frente a porta dele. Respirou fundo algumas varias vezes, engoliu o choro, passou as mãos nos olhos, e bateu na porta.
- Já vou -ela ouviu a voz dele lá de dentro, quando abriu se espantou- Alicia? Você.. aqui? Você tá bem?
-Eu só.. só queria te ver -ela disse, estava tremendo, visivelmente com frio.
-Espera -ele entrou, pegou uma toalha e a entregou- Toma, você tá ensopada, vem, vamos conversar.
Ela pegou a toalha, se enrolou nela e entrou sem dizer nada. Jack pegou uma camiseta e entregou pra ela vestir.
-Não precisa -foi a unica coisa que ela disse.
-Você tá gelada Alicia, troca pelo menos essa blusa -apontou pra porta do quarto- você sabe onde é.
Ela pegou a camiseta e seguiu em silencio para o quarto dele. O cheiro dele era tão forte ali. Em cima da sua cama tinha uma toalha molhada, os seus tênis estavam jogados do lado da cama. Alice tirou sua blusa e vestiu a camiseta que ele tinha lhe entregado, o cheiro dele era impregnado ali. Ela seguiu para a janela e ficou parada ali, olhando através do vidro embaçado. Ela ouviu um barulho na porta e se virou, ele estava parado na porta.
-Achei que você tinha morrido aqui dentro senhorita -ele disse, sempre fazendo piadinha.
-Retardado.
Ele se aproximou da janela onde ela estava e se sentou no chão, e ela sentou ao seu lado.
-O que aconteceu Ali?
-Eu não sei. Acho que saudade corroí a gente.
Depois disso ouve um silencio profundo no quarto, e o único som que se ouvia era das gotas de chuva se batendo contra o vidro.
-Já faz um ano.
-Um ano e dois meses -ela corrigiu.
-Tem tanto tempo que a gente não se fala Alicia, achei que você nunca apareceria aqui de novo.
-Eu precisava tentar te superar. Me afastar.
-E conseguiu?
-Se eu tivesse conseguido não estaria aqui-ela disse, se esforçando pra não chorar.
-Tudo passa Alicia. Nenhuma dor dura para sempre, nem mesmo a fria chuva de novembro, lembra? -disse Jack sorrindo, colocando o cabelo dela atras da orelha, no mesmo momento que ela sorria de volta.
-A sua dor passou Jack?
-Não. Só estou conformado. Sei que isso é o melhor pra você Ali. Chegamos ao ponto que nossa relação só fazia mal.
-Como você… - sua voz ficou fraca, não conseguiu falar mais nada, e então algo gélido começou a escorrer pelo teu rosto e ela começou a chorar de novo.
Ele a abraçou forte, a cabeça dela encostou em seu ombro e ele acariciava seu cabelo tentando acalmá-la.
-Eu só queria poder viver uma vida normal de duas pessoas com você Alicia, você sabe disso. -silencio de novo.
-Eu só sinto tanto a sua falta.
-Não diz isso Ali. Traz lembranças e nostalgia, algo como um buraco vazio.
-Ainda gosto de você Jack. Mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tudo, gosto de você.
-Eu sei Ali, também não te esqueci. Sempre me pego pensando na gente, mas, sempre fomos..
-Impedidos -ela completou.
-Tempo é algo importante Alicia. Chronos, o “deus que devora seus filhos” cria e destrói todos, ele não espera pela gente. E ele não devora apenas sangue e carne.
-Almas e corações também.
Eles se calaram de novo. Só se ouvia o som da chuva e da respiração deles. A cabeça dela ainda estava no ombro dele. Ela estava de olhos fechados. Ele ficava brincando com o cabelo dela, e deu um pequeno beijo na sua testa. Ela abriu os olhos, e sorriu. Seus olhos se olhavam fixamente um pro outro, e depois se fecharam devagar, os seus lábios se tocaram lentamente, e eles se beijaram. Quando o beijo acabou, eles se abraçaram forte.
-Eu quero você de novo Jack.
-Eu sei pequena. -ele sorriu- fica aqui comigo, a gente tem que tentar um milhão de vezes até dar certo.
Eles sorriram, seus olhos falavam tudo que precisavam ouvir naquele momento. E se beijaram de novo.
E em alguns dias essa saudade é insuportável É como se o ar faltasse, minhas pernas falhassem. Não existe força pra nada. E tudo vira.. automático. E tudo faz lembrar você. Um texto, uma música, uma rua, um sabor de sorvete. Como você ainda consegue ter esse efeito em mim? Isso devia ter passado. Paixãozinha acaba, cedo ou tarde acaba. Mas ainda sinto algo por você, incondicionalmente. Será um daqueles velhos clichês de sintomas de amor? Eu sei lá, só que a saudade corrói, e a vontade de ter você aqui, e poder te beijar, é devastadora. E alguns tantos já tentaram, mas ninguém consegue ocupar o seu lugar. Como você ainda consegue fazer isso? Eu praticamente orbito ao seu redor. Minha existência quer a sua. Eu quero seu corpo, sua boca, seus braços. Quero nosso amor, de volta. Você, de volta. Porque tudo que eu faço é por ou pra você, mesmo sem saber. Tanta nostalgia de dias passados que não voltam, e eu só queria aquilo tudo de volta. Aquela vida de volta. Aquela vida que você existia do meu lado.
Tem eu. Tem meu amor por você. Tem trocentos quilômetros aqui, no meio da gente. Tem você. Tem seu amor por mim.
Já não dói mais, mas continua a fazer falta. Tem um vazio aqui, como se estivesse faltando algo, como se estivesse incompleto. Mas na verdade está. Falta você aqui. E lembranças sempre insistem em vir, acompanhadas de muita nostalgia e sorrisos, e muitas vezes, vem junto com a saudade. As vezes lágrimas insistem em cair, e os olhos incham, e ficam vermelhos. E então sinto tanta falta. Seu sorriso, sua voz, seus olhos, seus abraços, seus beijos. Tudo faz falta. Mas não dói como antes. Já doeu tanto, por tantos meses, que agora só a saudade fica. E a vontade de você de volta.
Eu amo você, apesar de tudo. Tantas idas, tantos quilômetros, tantas despedidas. Eu amo você apesar de estar tão longe, apesar de não estar aqui, e nem comigo. Amo pelo que a gente viveu, por tantas sorrisos e por tanto "amorzinho". Coisa clichê. Não sei dizer por que, mas é clichê. Ninguém vive sem amor, mesmo que esse amor te faça sofrer, espernear, chorar, gritar escandalosamente só pra poder tentar parar de doer. Amor é algo tosco. Idiota. Ridículo. Coisa de gente fraca. E por mais forte que você seja, você vai amar um dia, e vai se tornar um idiota fraco. Vai ficar retardado e sorrindo por lembrancinha, não é? Acho que todos nós estamos condenados a amar, nascemos por fruto de amor, ou fruto de uma atração. Mas uma atração forte. Condenados a amar, pais, irmãos, amigos, um animalzinho, alguém. Talvez um dia você vai passar na rua e sentir um amor atrativo por alguém que nunca tinha visto. Amar um sorriso, um perfume, uma musica. Mas vai amar e se divertir com aquilo. Vai sofrer por não lembrar o nome daquela musica. Vai sofrer por seu alguém não estar com você. É o amor, meu caro amigo. Ele fode com a gente, acaba com o seu ser, com a sua vida, te faz melancólico. Mas te faz sorrir. Sorrisos melancólicos, mas felizes. E faz você viver. E você vai amar alguém, ou algo, apesar de tudo. E você vai ter que superar. E você vai conseguir ser feliz. Porque o amor é essa desgraça, essa coisa destrutiva e construtiva, despreziva e amável, coisas opostas, seres opostos. Vai te fazer sentir vivo, apesar de tudo. Talvez seja por isso que eu te amo. Você me destrói e constrói você é amável, é desprezivo. Mas me faz sorrir, e me sentir viva. Eu te amar é clichê, e te querer, é mais clichê ainda.
Apesar de tudo a gente ama, querendo ou não. Amor é tosco e clichê, meu caro amigo.