lmao remember when i used to ship davinard, how stupid i was
*psg against shakhtar*
well shit

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lmao remember when i used to ship davinard, how stupid i was
*psg against shakhtar*
well shit
Essa one-shot foi escrita em 2014, pouco tempo depois da Copa do Mundo. Eu tenho um carinho muito grande por ela, porque foi uma das primeiras que escrevi. O casal retratado nela são dois jogadores de futebol, se você não gosta de fics do gênero (homossexual) apenas ignore esse post, mas não venha espalhar o seu preconceito. Não sou uma boa escritora, mas desde já agradeço quem for ler! Beijos <3
------------------------------------------------------Noite chuvosa...-------------------------------------------------------
Era uma noite bastante fria em Teresópolis. O céu estava nublado e com indícios que iria cair muita chuva. Esse clima estava deixando certo jogador baixinho mais triste do que já estava. Nós últimos meses, Bernard estava descobrindo uma paixão por seu companheiro de quarto e de time, David Luiz.
Isso deixou o pequeno confuso e com medo. Medo de qual seria a reação do David, se por acaso ele descobrisse, e medo da reação do time e do mundo todo. Bernard não poderia deixar transparecer seus sentimentos na frente de ninguém, o medo de ser rejeito ou descriminado falava muito mais alto.
Bernard não sabia, mas David nutria os mesmos sentimentos pelo pequeno. No começo David achava que era apenas um sentimento fraternal e inocente. Ele se recusava a aceitar que estava apaixonado pelo caçula da seleção brasileira, o caçula que ele jurou proteger eternamente, mas não teve escolha. David acabou se rendendo aos seus sentimentos.
Ele queria contar tudo ao baixinho o que estava sentindo, até tinha terminado com a namorada por causa dele, mas não tinha coragem o suficiente para isso. Temia a reação do menor.
David estava subindo para o quarto disposto à contar tudo para Bernard e não estava mais ligando pra qual seria a reação do menor. Só queria colocar para fora todos os sentimentos que estavam dentro de si o machucando.
Entrou no quarto já chamando pelo menor, mas percebera que o mesmo estava dormindo profundamente. Soltou um pequeno sorriso ao se aproximar da cama do rapaz e passou a contemplar suas feições adormecidas e cansadas, pelo pesado treinamento que tiveram.
David sentou-se na beirada da cama e começou a acariciar lentamente e cuidadosamente o rosto do rapaz, pois não queria acordá-lo. Passou os dedos na barba rala que o menor deixara crescer na tentativa de parecer menos com uma criança.
A chuva já caída muito forte la fora e em alguma hora David deitara-se do lado de Bernard na cama. Um trovão muito alto ecoou pelos céus, assustando os dois rapazes. Bernard sentou-se atordoado com o trovão e nem percebera quem estava ao seu lado. David olhou rapidamente para o lado e viu o rapaz com um semblante meio assustado. Bernard então olhou para David sentado ali na sua cama e se perguntou o motivo disso. David continuou calado e resolveu se levantar para ir para sua cama, mas foi impedido por Bernard que segurou seu braço.
- David... fica aqui. – Falou com uma voz baixa e envergonhada.
- Está com medo de um trovãozinho, meio metro? – David sorriu debochado para ele, que fechou a cara para o maior.
- Cala a boca, David! Só... Deita logo ai.
Bernard deitou-se novamente de lado com um leve biquinho. David ao ver aquela cena soltou mais um risadinha e deitou-se ao lado dele.
Os dois estavam ali, um de frente para o outro olhando nos olhos um do outro. Aqueles olhos que naquele momento não conseguiam esconder os sentimentos que eles guardavam. Bernard não aguentando mais chorou silenciosamente. Ele não queria chorar ali na frente do maior, mas não conseguiu segurar.
David cuidadosamente limpou as lágrimas do rosto do pequeno e por um impulso se aproximou do mais novo e selou seus lábios nos dele. Foi um beijo dado com inocência e sem pensar que deixou Bernard surpreso, mas ao mesmo tempo feliz por saber que o homem de cabelos cacheados ali na sua frente correspondia aos seus sentimentos. Eles se encararam por um curto período de tempo até que falaram:
- Eu te amo.
Os dois sorriram, por terem falado ao mesmo tempo. Aproximaram-se novamente e selaram seus lábios mais uma vez. Bernard se aconchegou no peito de David e fechou os olhos. Naquele momento a chuva começara a diminuir e nenhum dos dois queria pensar o que fariam no dia seguinte, só queriam aproveitar aquele momento maravilhoso que estavam vivendo ali.
bernard_duarte: Maninho, bom demais te ver bem e feliz, você merece isso. Você é uma pessoa iluminada! Obrigado por tudo, Deus ainda tem grandes coisas preparadas pra sua vida. Te amo irmão ❤️ @davidluiz_4
bernard_duarte: Little brother, so good to see you well and happy, you deserve it. You are an enlightened person! Thanks for everything, God still has great things prepared for your life. I love you brother ❤️ @davidluiz_4
WAIT WAIT WAIT ! Who said Shakhtar - PSG said DAVINARD IS BACK ❤❤
Davinard - Reciprocidade
Bernard Duarte:
Havia um pote de biscoitos e uma caixa de iorgute na minha frente que eu devorava sem dó nem piedade. Quem ia ter piedade de comida, auow? Comida era tudo que aliviava meu estresse.
Eram 05:05 da madrugada e eu estava com insônia, concentrado no hotel reservado pelo Shakhtar para o jogo da Champions League. Para falar a verdade, eu nem sabia ao certo o que me preocupava. Eu só estava tentando ter uma estratégia de como conseguir fazer que o velho rabugento e ridículo do Lucescu me pusesse de titular. Só havia um objetivo que eu queria conquistar com aquela Champions: Conseguir que um time, seja ele qual fosse, gostasse do meu futebol e quisesse me levar na próxima janela de preferências. Iria adorar mais ainda que aquele time fosse o próximo rival, o PSG. Soava egoísta. Eu sabia, afinal, havia uma torcida que gostava de mim. Mas eu já não podia corresponder a esse carinho, pois eu me sentia rejeitado em tudo.
Só então eu consegui visualizar que aquele jogo não significaria apenas uma oportunidade... Tinha o reencontro com o passado não tão distante. O David Luiz, o Thiago, o Lucas, o Maxwell... Eram bons amigos que eu iria rever. Bom, um nem tão somente amigo assim. Mas isso não era mais a questão em pauta. Eu não recebia uma ligação do David fazia meses, havia sofrido e resolvido focar no meu objetivo principal. Do que adiantava sofrer por alguém que estava levando a vida muito bem? Ao menos, ele não estava num país onde uma bomba nuclear poderia explodir a qualquer momento.
Eu estava tão distraído em meus devaneios e objetivos, que percebi que meu celular estava tocando somente quando o Fred o arremessou no meu ombro, pois o aparelho estava impedindo-o de dormir. O susto que tive com o aparelho no meu braço não chegou aos pés do que tive ao ver quem me ligava. O Thiago Silva.
- Baixola? - A voz firme do Thiago me chamou.
- Thi-Thiago? Oi irmão, quanto tempo!
- Não mais, né... Estou indo para a Ucrânia já. Quero saber como você está. Saudades da gente?
Aquilo era no mínimo esquisito. “Da gente” quem? E por que depois de um ano o Thiago me ligaria? Não que eu estivesse achando ruim ou algo do tipo, mas nossa amizade nunca passou muito de grupos do Whatsapp, Seleção Brasileira e raras festas em que fui no Rio de Janeiro. Eu gostava bastante dele, só que isso continuava sem justificar sua ligação. O mais velho veio com o papo de que queria ver se dava para nos vermos após o jogo e eu falei que tentaria a qualquer custo. E, ao fim da ligação, ouvi uma voz que já parecia estar instalada ali, provavelmente ao lado do Thiago, querendo falar algo.
- Ah Bêzin... Tem um idiota aqui que quer falar com você... Aproveita logo, antes que o namo... - Não pude mais ouvir nada, pois a voz foi abafada.
- Te dou um Toddynho se ainda lembrar da minha voz. - Disse.
A minha pele gelou ao ponto de não conseguir mais me mover. O meu coração parecia ter se conectado a uma tomada de 220v. Mas eu consegui raciocinar e falar uma palavra, mesmo que nem eu mesmo a escutasse.
- David?
- Oi Chaveirinho. - Sua voz também se tornou baixa. - Quanto tempo, não é mesmo?
- Muito tempo. - Ri nervosamente. - Um ano, dois meses e vinte e sete dias.
- Achei que só eu lembrava. - Ele riu do outro lado, me fazendo cair de qualquer jeito na poltrona. - Você tá bem? Bernard, eu queria me desculpar com você por ter deixado de te ligar... Eu achei que seria mais fácil para ambas as partes... Mas não foi bem assim pra mim. Eu tenho tanta coisa para resolver, baixinho... Você não sabe como minha vida se tornou um caos! São tantas pessoas...
- Esperando algo de você? - Indaguei.
- Isso.
- Relaxa, David! Você sempre corresponde ou supera as expectativas alheias.
- Não as suas... Eu me sinto mal. Eu espero de verdade que você não negue o abraço que te darei ao te rever. - Ele disse com pesar, quase num tom melancólico.
E foi então que eu me senti mal. Eu julguei que o David não tinha problemas, sendo que com uma agenda tão cheia ou uma vida tão turbulenta, ele ainda lembrava de mim. Tinha medo que eu o negasse. E ainda me amava.
- Você tem que parar com esse lado triste... Não gosto de te ver assim. - Falei.
- Ah, Bernard... Se você soubesse... - Ele respirou fundo e parou. - Dentro de 28 horas eu te vejo de novo, ok? Eu preciso desligar. - Disse apressadamente. - Ah... Eu te amo, Bernard. Sempre.
- É mais recíproco do que eu ainda lembrava. - Falei e pude ouvir uma pequena risadinha da sua parte.
Logo depois, eu ouvi outra voz e ele desligou. E então eu entendi. O motivo do David ter desligado tão rápido e ter falado comigo pelo celular do Thiago tinha nome e sobrenome. Não que eu não soubesse, mas não era como se eu quisesse ouvir. Ainda assim, o fato que importava era que existia uma reciprocidade. Mesmo depois de um ano, dois meses e vete sete dias. Mas dali a pouco, aquele tempo se esvairia... E nós poderíamos desfrutar do futuro que se tornaria presente.
davidluiz_4: Parabéns maninho mais novo! Que Deus continue te abençoando e te guardando ! Te amo mto! Saudades de ti! #HappyBdayBro
Davinard/Davani: Ciúmes de baixinho
David Luiz:
– Bernard, volta aqui! - Gritei enfurecido.
– Não, não vou voltar! - Gritou de volta e eu o vi bater a porta e voltar para pegar seu chaveiro.
Seria cômico se não fosse trágico. Era a terceira briga em uma primeira semana de férias juntos. Duas vezes com malas feitas para voltar para a Ucrânia e diversos arrependimentos por Havaí ser tão longe de Paris a ponto de não se ir de carro.
Sentei no sofá derrotado e cocei minha cabeça sem saber o que fazer. E se dessa terceira vez ele não voltasse em menos de uma hora? Além de dinheiro perdido, planejamento perdido e felicidade perdida, nós iríamos ficar brigados mais uma vez por tempo indeterminado.
Por que diabos eu tinha que ter um romance com um baixinho marrento?
Peguei meu celular e li a mensagem que tinha sido o pivô de nossa briga. No meio de todo o aborrecimento e irritação do Duarte ao ver o nome vibrando na tela do meu celular, eu nem ao menos tinha lido o que me mandaram.
Mensagem de Cavani para David Luiz, 11:29: Ei Luiz, que dia você estará de volta? Podemos marcar um jantar na minha casa, se você quiser. Saudades!
Inesperadamente, levantei minhas mãos para o alto em felicidade por o Bernard não ter lido. Aí sim ele ia querer me matar. Não era como se eu fosse o culpado, mas desde que o anão soube do meu antigo envolvimento com o uruguaio, ele passou a gravar os jogos do PSG para ver se eu havia "o traído". Era ridículo todo esses ciúmes bobo. O Cavani não conhecia o Bernard pessoalmente, mas sabia que éramos envolvidos e isso parecia não incomodá-lo, pois ele permanecia investindo em "nós".
O meu namoro com o Edi havia terminado há um ano por conta do Bernard. O uruguaio não sabia, mas durante uma viagem ao Brasil, eu tinha reencontrado o Bernard e havia passado um final de semana com ele (sem nenhum tipo de envolvimento físico). Depois disso, eu não tinha conseguido tirá-lo da cabeça e reatamos o caso de quatro anos atrás. O Cavani questionou e sofreu muito com o nosso término e apesar de também ter sofrido, eu não podia ter a audácia de enganá-lo.
Sai dos meus devaneios e ao invés de mandar uma mensagem, resolvi que ligaria para o Cavani. Porém, com a presença do Bernard.
Por isso, fui para o quarto, separei uma roupa e fui tomar um banho. Voltei a sentar-me no sofá de braços cruzados, aguardando pelo Bernard. Vinte minutos depois, ouvi a chave sendo introduzida na maçaneta e um caçula Duarte de cabeça baixa e pigarreando.
– Parece que o voo para a Ucrânia não sai agora, não é? - Zombei.
– Eu não quero brigar. - Respirou fundo. – Vou para a praia.
– Antes de ir, você vai me fazer um favorzinho. - Me inclinei para que ele pegasse o celular. – Lê isso aí! Ele hesitou, mas logo pegou o celular da minha mão e fez uma leitura silenciosa. Conforme seu olhar demorava na tela, ele assumia um tom vermelho de raiva.
– Antes que você dê a quarta crise, me devolve meu celular que o coitado foi caro. - Ele inspirou fundo e me entregou o aparelho com um olhar a laser.
– Eu não estou disposto a falar de suas putas. - Disse entredentes.
Revirei os olhos e disquei o número do Cavani. O anão ficou confuso.
– Alô?
– Oi Edi, tudo bom? - Nesse momento, o Bernard arregalou os olhos, furioso.
– Sim, estou bem. Melhor agora. - A ligação já estava no alto falante e à essa altura o Bernard respirava pela boca.
– Eu recebi sua mensagem e achei melhor te ligar. Eu voltarei para Paris no fim das férias e... Acompanhado.
– Não me leve a mal, David... Te convidei porque achei que ainda tínhamos alguma chance... Não sabia que ainda estava com ele.
O Bernard agora ria com a mão na boca e soltou em sussurros um "Oh, é mesmo?"
– Edi, já te pedi para seguir em frente... Somos bons amigos, sim? E eu posso jantar com você sim, mas sem esperanças de nada mais que um jantar amigável.
– Não me importo. Me avisa quando voltar.
– Pode deixar, Edi. Fica bem. Tchau.
– Tchau, eu te amo.
Sem que eu conseguisse impedir, o Bernard estava com o meu celular em sua mão, preparado para soltar seu veneno, mas, felizmente, o Edinson já havia desligado.
– Desgraçado, filho da puta, safado! UMA PUTA! - Ele berrou e me fez rir. – "Eu te amo". Será que ele não entende que você tem dono?
Eu sorri e ele não percebeu, continuou a falar deliberadamente. A passos lentos e quase imperceptíveis, caminhei até ele e enquanto ele soltava mais alguns palavrões, enlacei meus braços em sua cintura.
– Será que você não entende que eu sou seu? - Ele se calou. – Será que você não percebe que mesmo depois de anos, eu voltei ao ponto de origem? Que mesmo depois de experimentar de outros recursos eu preferi o seu?
Ele nada me respondeu, apenas me beijou fervorosamente, atônito, como se nada mais existisse além de eu e ele. Senti o gosto de sua boca e passei para sua nuca, onde distribui vários beijinhos que o fez arrepiar.
Logo vi que na praia não era o lugar correto para estarmos naquele momento... A censura seria enorme se soubesse o número de hormônios que tínhamos no corpo naquele momento.