A simple equation, with no complications | Emmeline & Dedalus
Muitas pessoas na vida de Emmeline eram uma verdadeira incógnita. Ela não sabia como categorizá-las, e isso seriamente lhe tirava algumas noites de sono. Era recorrente em sua cabeça (e em suas consultas no psicólogo) a falta de amigos, e ela se perguntava se isso significava que de fato ela não tinha amigos, ou se só significava que ela só estava categorizando as coisas da forma errada. Nenhuma das duas coisas pareciam algo satisfatório. E reflexões nunca foram o forte de Emmeline Vance, ignorar o problema até ele ir embora soava bem melhor. Mas às vezes, seu subconsciente parecia fazer o trabalho sujo por ela sem que ela percebesse. Logo na primeira manhã, a atividade proposta fora que fossem explorar a floresta, ir atrás de frutas e essas besteiras que Emmeline não podia se importar menos. Mas parecia uma boa oportunidade para marketing de sua não-tão-nova amizade com Dedalus. Fazia semanas que os dois já andavam juntos para cima e para baixo, na ótica de Emmeline, para mostrar que as atividades e os times poderiam conviver juntos e mereciam ter de volta seus campeonatos.
E ela não podia negar que ele era útil para muitas coisas. Não conhecia nenhum musical, então estritamente para não envergonhá-la, Emmeline sempre levava para ele cópias de obras como seus favoritos Rent ou Chicago para que Dedalus pudesse ter um pouco de cultura de verdade. Ou, quando precisava de um parceiro para as aulas de yoga e pilates, sempre arrastava Dedalus, afinal seu condicionamento físico tinha que servir para alguma coisa. E teve aquela vez que os dois foram simplesmente almoçar juntos e Emmeline nunca soube bem o propósito daquilo, mas ela não iria pensar muito senão ia acabar com minhocas na cabeça -- ...E nadar é bizarro, sério, foi a coisa mais estranha da minha vida! Quem diria que a gente boia? -- Ela exclamou distraidamente, enquanto contava para ele de sua experiência na água. Os dois estavam no meio da floresta, com algumas outras duplas explorando a área -- Mas eu tô com medo de ter pego alguma doença, vai saber o que já fizeram lá dentro e-- -- Fez uma pausa ao notar que alguém se aproximava dos dois -- Rápido, finge que a gente tá conversando!

















