I was walking downtown with a friend today, and we decided to play Pokemon Go since there were so many PokeStops to collect from, and while we were by the stop light, lo and behold, another guy was all in front of the mural PokeStop, trying to collect pokeballs and eggs. We were all in our twenties. This was our dream.
DFGO- GO começa uma serenata e DF precisa encontrar um jeito de calá-lo.
Recompensa muito fail pelos teus esforços grandiosos.E mainstream,muito mainstream.
Xoxo.
Eu odeio a minha escrita btw.
(Mas eu gosto, e é o que conta - Luh)
Aquelas noites de sexta-feira conseguiam mesmo ser monótonas,deprimentes e pra lá de solitárias quando estava assim tão sozinho e naquele silêncio todo. Essa era a reflexão que Brasília fazia enquanto insistia em manter foco naquele mini-livro que estava em suas mãos de 'English for beginners'. O livrinho,de capa azul e com as bandeiras de países de língua inglesa,era muito novo,e Henrique havia-o comprado naquele mesmo dia,depois da hora do almoço,enquanto matava um pouco o tempo em algum shopping da sua bela cidade. Lembrava-se perfeitamente da hora em que entrou na livraria,um pouco perdido,e viu um livro que era sobre Goiás naquelas seções de 'travel the world' ou o caramba que fosse aquilo. Ao menos,tinha certeza que era sobre Goiás. Até havia pensado em comprar aquilo,ler e,talvez,aprender mais um pouco da cultura que o namorado tinha.Isso,talvez ter comprado o livro teria ensinado os costumes daqueles caipiras e como lidar com toda aquela caipirice que os goianos tinham-.
Sacudiu a cabeça.
Não,não podia pensar que Mateus era um caipirão....por mais que aquilo fosse verdade--.
Sacudiu a cabeça,mais uma vez,e voltou a focar a sua atenção no livro.
Porém,Brasília,sentia muito sono enquanto tentava ler aquele bando de sentenças de como começar uma conversação,como soar fluente,como pronunciar palavra tal e o significado dessa mesma....
Muito sono.
O brasiliense considerou uma boa xícara de café,mas teria de levantar de sua tão quente e confortável poltrona. E ele simplesmente estava mole demais para arrastar-se para cozinha e fazer o tal cafezinho. Talvez ele só devesse fechar os olhos um pouco para memorizar aquelas infinitas sentenças da língua inglesa. É,não é como se DF fosse dormir assim tão facilmente por fechar os olhos uns singelos cinco minutos.
Merda,ele estava enganado sobre suas habilidades de estudar em lugares tão confortáveis,depois de um dia exaustivo de trabalhos. Ou seja,simplesmente dormiu feito um bebê com o livro sobre sua face.
Devem ter se passado duas horas ou mais,Henrique não sabia dizer ao certo,até ser acordado por um berro vindo de fora. Isso fez o brasiliense desencostar da poltrona e deixar o livro cair certinho em seu colo. Mas que diabos...!? Uma pessoa,que estava em dia com o governo,que trabalhava,que tinha a porra das contas e os impostos em dia,não podia hoje em dia dormir em paz!? Porra,ele estava tendo um sonho agradável sobre um certo alguém importante,caraças!
"HENRIIIIIIIIIIIIIQUE!!!"
O mundo desabou de vez.
Henrique conhecia aquela voz,era a mesma voz que à pouco tempo,em seu sonho,o chamava para um abraço e depois para um beijo-
"EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ EM CASA!N-NÃO ADIANTA FINGIR QUE MORREU NÃO,UAI!"
O brasiliense estava,além de confuso,vermelho por que lembrou-se com quem sonhava.
E essa mesma pessoa estava berrando para ele ir lá...
Desesperadamente,olhou o relógio.
Meia-noite....
Brasília sentiu o corpo todo gelar,jogou aquele livro idiota no outro lado do seu quarto,e correu para a janela.
Abriu-a com certo receio e torceu para estar só tendo uma puta alucinação...
Não era uma alucinação,como tanto torcia o Brasília naquele momento.
Mateus encontrava-se sorridente em frente à sua janela de terceiro andar e parecia cambalear feito o bêbado-trêbado,na verdade,que era. Ele tinha a viola em mãos e Henrique sentia cada vez maior a vontade de ir esganá-lo por ter gritado naquela hora da noite em frente ao seu prédio.
Então,sem eira nem beira,o goiano começou a cantar aos berros uma serenata daquelas bem melosas e super clichês de filme hollywoodiano.
E Henrique não devia estar ficando super vermelho com declarações de um caipira bêbado.
Mas estava e sabia que estava,mas negava tal coisa mentalmente.
O goiano terminou a serenata...
Que alívio,Nossa Senhora!
E começou outra serenata....pior que a outra,para ser sincero.
Aquilo só deixava Henrique cada vez mais desesperado. Primeiramente,era tarde e os vizinhos deviam estar dormindo--
Os vizinhos...
Deviam...
Estar...
Escutando tudo...
O barraco caiu de vez. E ele ficou branco do nada.
Henrique correu muito rápido para descer e impedir que Mateus cantasse mais alto e...e...e...Ia matá-lo.
Tinha usado as escadas para descer,saiu do hall de visitas. Esperava que Mateus fosse se calar ao vê-lo tão próximo...Afinal,o caipira só queria chamar atenção,não!?
Mas,ao contrário de todas as suas esperanças,Mateus só começou a cantar mais desafinado e mais alto que antes. E Henrique ficou mais desesperado,correndo mais uma vez até abrir o portão da frente e quase atacá-lo num beijo.
Claro,claro,o outro estava tão bêbado que sentiu o gosto do álcool em sua saliva e caiu em cima dele devido à 'fragilidade' de suas pernas naquele momento.
Brasília,depois de sentir que ele estava mesmo parado,afastou-se um pouco e sentou-se no seu colo.
"Eu vou te matar,goiano!" Ele disse com verdadeira raiva no olhar,"Sabe que horas são!?Enlouqueceu de vez,ô Mateus?!"
Agora,quem o calou foi o goiano. Um beijo tosco de embriagado,mas era um beijo sincero.
As bochechas de Brasília voltaram a queimar de vergonha e teve que desviar o olhar quando ele afastou-se para acariciá-las. Ah,aquele toque o acalmava de certo modo...
"Eu não tenho horário pra dizer o quanto eu te amo,uai."
Aquele sorriso abobado...era fofo.
DF ficou mais corado,afastou-se da mão que tocava sua bochecha. Ansiava pelo seu toque...e seus lábios.
"Escuta,eu vou te dar uma chance de subir quietinho....ou você vai ficar aí fora!"
Então,ele começa a andar para o portão e tenta acalmar o coração que batia nervoso no peito.
Porém,que acalmou quando Mateus abraçou-o para ganhar apoio e ir junto com ele para o tal elevador.