Deus é especialista em transforma tragédia em felicidade.
― Fred A. Lima
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Deus é especialista em transforma tragédia em felicidade.
― Fred A. Lima
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"Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo."
Título: O Sol é Para Todos Autora: Harper Lee Classificação: +12 Avaliação: ★★★★★
Lançado em 1960 e escrito por Harper Lee, O Sol é Para Todos já se tornou um clássico da literatura sendo o ganhador do Prêmio Pulitzer no ano de 1961 e apesar da idade, temos aqui um livro que se mostra atemporal em vários sentidos sendo até hoje objeto de estudo da área do Direito. Pouco tempo após seu lançamento, a obra foi adaptada para o cinema e recebeu oito indicações ao Oscar, das quais ganhou três e recebeu cinco indicações para o Globo de Ouro, das quais também ganhou três. O sucesso da obra é inegável, foi traduzida para mais de 40 línguas e suas vendas já somam mais de 40 milhões de cópias vendidas no mundo todo. O livro também foi escolhido pelo Library Journal como o melhor romance do século XX e eleito pelos leitores da Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa desde 1900.
O Sol é Para Todos se passa em 1930 no município de Maycomb, Alabama. Uma região cercada pela violência e preconceito racial, toda a desigualdade e injustiça é narrada através da visão inocente da jovem Scout, que descreve sua rotina nessa cidade calma e pacata onde ela divide seu tempo entre a escola e a família e nos conta sobre os verões que passa com seu irmão Jem e com seu amigo Dill. Toda a narrativa é construída dentro de um lugar de tranquilidade que logo se transforma em caos quando vemos como a população de Maycomb reage quando o pai de Scout, Atticus Finch, um advogado honesto e justo, arrisca tudo para defender um homem negro que foi injustamente acusado pelo crime de estuprar uma mulher branca, sentimentos controversos passam a cercar a família Finch assim que Atticus se dispõe a aceitar o caso, vemos como o preconceito racial e social está enraizado nas pessoas daquela pequena cidade e como muitos se conformam diante das injustiças e nesse cenário vemos a jovem Scout aos poucos ir perdendo sua inocência infantil quando ela passa a perceber a hostilidade da sociedade em que está inserida.
Desde a primeira página somos encantados pelos pensamentos astutos e curiosos de Scout, uma criança que não entende a complexidade do cenário social em que ela e sua família estão inseridos. A princípio vemos como a vida para Scout e seu irmão é reduzida a escola e a rua em que moram, até que as atitudes de seu pai os levam para fora do conforto daquilo que eles conheciam, ou melhor, daquilo que eles desconheciam. Logo no começo já conseguimos ver para onde a história vai se desenrolar quando o pai de Scout e Jem assume o caso e toda a família passa a ter que lidar com a desaprovação dos amigos e parentes, mas para ela é confuso entender como as pessoas estão os tratando mal quando seu pai está se esforçando para fazer o que é certo ao tentar provar que um homem inocente está sendo acusado injustamente e chegar a triste conclusão de que independente dos esforços de Atticus, seu cliente não será julgado com base em provas ou testemunhas, mas que ele será julgado única e exclusivamente pela cor de sua pele. É possível ver claramente como Scout e seu irmão passam a mudar e amadurecer conforme as circunstâncias se colocam diante deles, como mesmo sendo crianças eles conseguem analisar e reagir às situações apesar de muitas vezes sequer entenderem plenamente o que está de fato acontecendo.
Aqui temos várias tramas que se desenrolam ao mesmo tempo, temos a angústia e sofrimento da comunidade negra que tenta ajudar de todas as formas a esposa do homem que foi acusado pois acreditam na inocência dele, vemos a relação das crianças com os vizinhos e com a comunidade, a pureza de Scout, Jem e Dill que passam seus verões juntos e atazanando o pobre vizinho, Senhor Radley, o drama das crianças filhas de pais negros e brancos que não tem um lugar no mundo pois não são negros, mas também não são brancos, nos espantamos ao ver como a sociedade pode ser tão conivente com situações de injustiça, pobreza e maus tratos quando se dizem pessoas cristãs e de boa índole que devem ajudar os demais... tudo isso é claro, sem deixar de lado o foco principal que é a relação da família Finch.
O livro não se apoia em reviravoltas mirabolantes, mas ainda assim consegue causar impacto apenas ao expor o óbvio, um dos momentos mais impressionantes e chocantes é o discurso de Atticus Finch no tribunal em defesa de seu cliente, as falas de Finch e as percepções que as crianças começam a ter da sociedade e das injustiças se mostram tão atuais para um livro escrito cerca de 60 anos atrás. Chega a ser incômodo, pois lemos sabendo que o período da segregação racial ficou para trás, mas o racismo ainda se faz presente de muitas formas. Um dos questionamentos que mais nos faz refletir é quando Scoult em toda sua inocência passa a se perguntar como as pessoas odeiam Hitler pelo que faz com os Judeus, quando fazem o mesmo para com os negros, os perseguindo, os matando e os desprezando.
A autora tem uma escrita leve e consegue descrever bem todos os cenários e situações sem se prolongar muito, a leitura foi rápida e fluida, após dar início não foi possível parar até chegar à última página. Mesmo personagens e cenários que não parecem ter tanta importância acabam sendo bem aproveitados pela autora e acrescentam em muito para a percepção que o leitor vai ter do espaço e das situações. O grande ápice da história que é o momento do tão aguardado julgamento se mostra uma cena arrebatadora e a autora talvez por ter estudado Direito na universidade do Alabama soube descrever com maestria o julgamento de Tom Robinson que gera uma comoção sem igual no leitor.
Sua fama o precede, com diversos prêmios e marcando presença em várias listas de mais vendidos O Sol é Para Todos faz jus a sua reputação, afinal, um clássico é um clássico por um motivo e lendo a obra é possível ver como ela consegue se manter única e inovadora superando o desgaste causado pelo tempo com um estilo de narrativa que não encontramos facilmente em outras obras, com temas que geram debates infinitos e reflexões que nos tocam e nos constrangem. Em uma sociedade estruturalmente racista como a nossa, esse livro se torna uma leitura obrigatória para todos aqueles que acreditam na igualdade e lutam contra o preconceito social e racial.
Resenha por: Martha Cristina IG: @eu.e.meus.livros
ei, ei, ei! pode ir parando aí! cadê o meu bom dia?
little blog pessoal destinado a muitos surtos, reclamações, opiniões, críticas (positivas e/ou construtivas) com base nas vozes da minha cabeça sobre e apenas sobre as minhas leituras! ou seja:
1. não espere resenhas super formais e criteriosas; 2. não fique chateado se você me ver massacrando seu livro fav; 3. não fique chateado se eu ler o SEU livro e ter uma impressão meio negativa dele.
não tenho a intenção de ofender nenhum autor ou fandom. o único objetivo desse blog é falar sobre algo que eu gosto muito: ler! se alguém por acaso cair aqui de paraquedas, espero que se divirtam um tico às minhas custas.
Resenha de "Moby Dick" de Herman Melville
*sem spoilers, editado
Moby Dick é um clássico muito bem conhecido popularmente e eu tenho certeza de que você, leitor, deve conhecer pelo menos vagamente o enredo dessa obra
Eu já conhecia bem até demais, porque meu pai costumava me contar essa história pra eu dormir, nós viamos os filmes juntos e eu pesquisava que nem louca querendo saber tudo sobre essa história
isso tudo quando eu era muito pirralinha, eu sempre fiquei muito fascinada com essa história por algum motivo kkkk eu não era uma criança que batia muito bem das ideias
Mas de qualquer forma Moby Dick fez parte da minha infância, e eu guardo as memórias relacionadas a esse clássico bem juntinho do meu coração
E foi por esse motivo que eu decidi ler a versão original do clássico e reviver umas nostalgias, porém entretanto todavia eu acho que eu elevei um pouquinho demais minhas expectativas
Eu fui muito é besta de achar que eu ia amar essa livro de 900 e poucas páginas e origens questionáveis
Sim, questionáveis, esse livro tem uma pitada de tudo: racismo, misoginia, maltrato aos animais (meio óbvio), e uma escrita lenta e maçante que te faz querer morrer só pra não precisar passar por uma tortura daquelas
Foi uma tortura, de fato. E eu fiquei muito triste por ter odiado porque esperava tanto de uma história que eu amo tanto e que eu tinha tanta expectativa
Mas eu não vou largar tão fácil assim, eu vou dar um jeito de conseguir outra edição de Moby Dick porque às vezes a culpa nem é do livro em si mesmo e sim da editora que dificulta as coisas
Quando eu for ler de novo não vou inventar de pegar versão clássica original, eu vou pegar uma modificada mesmo porque ninguém é de ferro e eu não sou obrigada a aguentar uma história chata pra mulesta do cachorro doido só pra ser cult
Obrigada pela atenção, e até a próxima :)
Livro: BTK - A máscara da maldade.
Caso Dennis Lynn Rader
Darkside Books