Visitando Cachoeira (BA), é visível o legado cultural deixado por Louco (Boaventura da Silva Filho, 1932-1992), artista da cidade que ficou conhecido nacionalmente por esculpir na madeira personagens sobrenaturais, variando e mesclando as iconologias católica e afro-baiana. Desenvolveu um estilo próprio para representar os orixás em uma época que estes possuíam-se apenas traços e formas geométricas. Antes do ofício, Louco era barbeiro e o apelido surgiu por conta dos julgamentos dos vizinhos ao trocar de profissão. Jorge Amado e Mário Cravo Jr. teriam sido uns dos primeiros compradores de suas esculturas quando o artista passou a comercializá-las no Mercado Modelo, em Salvador. Depois que seu nome caiu no gosto de colecionadores e galeristas, vendia sem sair de casa. Em 2017, tentei visitar dois artesãos de sua família, porém sem sucesso. O primeiro, Celestino, mais conhecido como Louco Filho, tinha ido para Ilhéus restaurar uma igreja (seu ateliê é mostrado na primeira foto). Já o segundo, José Cardoso de Araújo, o Doidão, havia infelizmente falecido meses antes em decorrência de problemas renais. Sua produção, inclusive, encontra-se toda à venda e pode ser vista na segunda imagem. #novosparanos #louco #boaventurasilvafilho #loucofilho #doidao #artepopular #artepopularbrasileira #artebrasileira #artesanato #escultura #cachoeira #bahia #brasil (em Cachoeira, Bahia, Brazil) https://www.instagram.com/p/CQuI3CHHtTl/?utm_medium=tumblr










