- Alô, fada raivosa.
Feita de Fumaça & Osso

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- Alô, fada raivosa.
Feita de Fumaça & Osso
A voz do Mercador de Desejos era tão grave que quase parecia a sombra do som: uma melodia obscura que espreitava no registro mais baixo da audição. — Não conheço muitas regras para serem seguidas na vida – dissera ele. – Mas essa é uma delas. É simples. Não coloque nada desnecessário dentro de você. Nenhum veneno ou produto químicos, nenhum vapor ou fumaça ou álcool, nenhum objeto afiado, nenhuma agulha que não seja essencial, sejam drogas ou tatuagens, e… nenhum pênis que não seja essencial também. — Um pênis que não seja essencial? – repetira Karou, adorando a frase apesar de sua tristeza. – Existe algum que seja essencial? — Quando aparecer um que seja essencial você saberá – replicara ele. – Pare de se desperdiçar tanto, criança. Espere pelo amor. — Amor. Sua alegria evaporara. Ela havia pensado que aquilo era amor. — O amor vai chegar, e você saberá reconhecê-lo.
Feita de Fumaça & Osso, pág. 28
— Deixar você ir, Karou, será como abrir a janela para uma borboleta. Não se espera que ela vá voltar. — Eu não sou uma maldita borboleta.
Feita de Fumaça & Osso, pág. 75
Existe algum destino mais cruel do que conseguir o que você mais deseja quando já é tarde demais?
Feita de Fumaça & Osso, pág 233
Parece com a Madrigal, não?
Você já se perguntou alguma vez se os monstros fazem as guerras ou se as guerras é que fazem monstros?
Feita de Fumaça & Osso