— Você quer me prender!
É isso que você quer. Afinal qual seria o sentido de me deixar ir e seguir minha a vida? Se pode me prender aqui, pelo simples fato, de ter certeza que eu te amo.
Está me pedindo para ser a telespectador da minha história.
Porque era pra ser o meu casamento, Gustavo.
Era pra ser as nossas viagens, os nossos filhos.
Os nossos sonhos. Pelo menos, achei que era.
Eu não vou ficar vendo você fazer tudo isso com ela. E só estar na minha cama por uma noite, de madrugada, escondido, mentindo pra ela que está em qualquer outro lugar. Somente porque me jura que seu coração é meu.
Eu não nasci pra ser amante. Eu não tenho vocação pra coadjuvante.









