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Minha verdadeira "eu" é a criança que não sabe se enturmar
O mundo lá fora está pedindo urgência, eficiência e inteligência, mas eu só queria apagar as luzes da cidade, desligar a internet e fazer todo mundo parar e admirar as estrelas no céu de verdade por alguns minutos.
Drdeeath
Mesmo tentando te esquecer, você ainda é meu último e primeiro pensamento do dia.
Deve ser carma!
ESCREVA! (Texto, 2024)
Escreva, nem que seja anonimamente, usando uma fantasia, troque de rosto, de corpo, de coração, de alma, mas escreva!
Garanto que esse risco que você correr, esse risco que você traçar, seja no papel, na tela, no box esfumaçado do banheiro, na areia da praia trará um retorno.
Escreva, mesmo com os braços tremendo, com a respiração irregular, mesmo ouvindo cada pulsar do seu coração.
Escreva nem que seja pra si mesmo, realize a tarefa herculea e impossível de conversar consigo mesmo. O que você diria? Você consegue ser tão gentil consigo mesmo quanto é com aquela pessoa que mais ama?
Crie uma segunda conta e mande conversas pra si mesmo.
Escreva cartas a mão pra si mesmo, pro seu eu do futuro, pro seu eu passado.
Mande e-mails pra si mesmo, e então responda.
Fale sozinho até você se apaixonar novamente pelo som da sua voz.
Como criança, rabisque o papel. Invente palavras novas. Crie letras que nunca ninguém viu. Será seu segredo, algo que ninguém mais no mundo sabe.
Pense no nome que daria para aquela cor que ainda não existe.
Não tenha medo do delírio, é como se fosse só um sonho. Se for pra ter medo, tema aceitar ficar esmagado pelas expectativas de quem amanhã te esquecerá.
Permita que a tinta te lambuze. Seja um quadro branco também, vazio, mas infinito de possibilidades.
Não conte a ninguém: a experiência desse espaço que você vai criar não pode ser compartilhado ou compreendido por outras pessoas. Ou conte pra todos, não pra explicar, mas pra confundir.
É só você e o universo, numa conversa franca.
O que você tem a dizer pra ele?
Se não existir resistência, então não restará nada.
v.
Não sei o que dizer sobre o que sinto por você.
Tu, com esse teu jeito, nem me dói mais.
Antes, essa tua secura me adoecia; me surgia na pele uma ferida incicatrizável, me doía uma dor incessante.
Não sei o que mudou e não sei o quê vem mudando mas, ultimamente, essa tua falta já não me adoece de cama.
Ainda te quero, ainda te espero e o que sinto por ti continua acesso, mas me pergunto se tu também moveria mares por mim.
Tu és tão distante de tudo e de todos, querida. Fico preocupada que, de uma noite para a outra, tu já não esteja aqui comigo.
Não.
Sinceramente, tu nunca esteve aqui comigo.
Nunca te conheci verdadeiramente, nunca tive tua confiança e isso é mérito meu.
Me lembro do começo, onde tu me via como novidade. Quanta saudades.
Nunca te conheci verdadeiramente, e me afirmar isso dói.
Tu pode ter quem tu quiser ter, tu pode ser quem tu quiser ser.
Por quê dói tanto aí dentro, amor?
Por que és frio esse teu interior?
Escrito dia 06 de junho de 2026 às 17:21 por Luisa.