Lancei mão de teus lábios por quatro pares de narcótico Isto era o que a balança diria por igualdade A fuga maciça de toda a lírica fora testemunha De uma inanição corpórea violentíssima Tive o mar, a vertigem em meus tornozelos Rezando por uma quermesse Onde leiloaria-me versos pelo correio Contemplar veias férreas em calamidade O pupilo de deus Fala em tóxicas matemáticas Compondo réquiens estáticos Recrutando viúvas como braço armado Querer ecoara na caverna E refletira-me em quebra A serpente disse: A maçã, o clero, deserto! Avisei abismos que os decoraria com minhas retinas Ryan e John caminhando lado à lado Na peneira de premiações Esculpido, um como garrancho E outro como outrora de romantismo O enigma daria bom dia à vitrine Se não me amares, morrerás O filo se desmancha diante da instituição Censurando niilistas e abençoando conversíveis O frigorífico zunia Algo, que entre um gole e outro Datava-me com uma doutrina Contudo, nem o meu pão viraria estimativa... Disseca-se em planilhas Um teço labuta de mandíbula quebrada Uma pitada chorando no rancor de festim E todo o resto pertencendo ao escárnio...
Colapso Onírico, Pierrot Ruivo








