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Oração a Santa Edith Stein
Oh Deus, se é tua Vontade, permite que Santa Teresa Benedita da Cruz, que acreditou em seu Filho em vida e o seguiu até a morte por martírio, intercede por mim nesta petição (mencionar aqui a petição). Te pedimos em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor, Amém!
"Pais que caminham com Deus deixam aos filhos a herança mais valiosa: um exemplo de fé e amor."
Deus é Pai
Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei. Isaías 65:24
Deus cuida de nós e o faz de tal forma, onipresente e onisciente, que nada O surpreende. Antes que o pensamento se forme para esculpir palavras, Ele sabe e nos compreende. Se não nos socorre de imediato, devemos lembrar como um pai faz para ensinar o filho a andar: fica de perto para evitar uma queda grave, mas não interfere sempre, para que ganhemos experiência e aprendamos a caminhar, até fazê-lo sem cair.
Essa analogia é abrangente e bastante pedagógica, pois, do mesmo jeito que Deus age como um pai terreno conosco, nossa relação com Ele muitas vezes se assemelha à de um adolescente com seu pai, que nos manda estudar e preferimos brincar. O pai sabe que a dedicação aos estudos é muito importante para o futuro do filho, mas o filho, por não saber do futuro, comumente enxerga o pai como um estraga-prazeres, como se não quisesse o seu bem. Os mandamentos de Deus são essenciais para que tenhamos um futuro de paz e prosperidade, mas o ser humano, como um filho adolescente, revolta-se com isso, como se fossem proibições autoritárias, contrárias aos nossos interesses.
Mas o melhor dessa relação de Pai e filhos é que somos sempre perdoados toda vez que nos arrependemos e choramos como crianças que desejam colo, consolo e um afago do Pai. Deus nos dá esse aconchego típico do amor e sempre nos acolhe, esquecendo por inteiro o nosso passado de rebeldia e nos tratando como se fôssemos iguais ao Unigênito, já que estamos debaixo da Sua unção, e este é o fundamento da graça. Perdoados e acolhidos pelo Salvador, Deus não nos vê como pecadores, mas como o filho amado, Jesus, cujo perdão funciona como uma espécie de guarda-chuva que nos protege da ira do Pai.
Quando Deus castiga, Ele o faz sem prazer, mas comovido. Repreende-nos porque nos quer o bem e sabe que precisamos nos corrigir para ingressar no Seu reino de Amor. Deus é justo e não esconde sujeira debaixo do tapete. Portanto, precisamos ter com Ele uma relação sincera e admitir nossos erros, lembrando sempre que Ele é Pai.
Salvador, 9 de agosto de 2026, às 6h53
Sobre mudanças
Há momentos em que a gente percebe que precisa mudar.
Não porque deixou de ser grato pelo que tem, mas porque finalmente entendeu que gratidão não significa aceitar tudo.
Eu agradeço a Deus pelo trabalho, pelo pão de cada dia, por cada oportunidade e por tudo aquilo que chega às minhas mãos. Mas também aprendi que agradecer não me obriga a permanecer em lugares onde não há respeito, consideração ou dignidade.
Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido paciência com tolerância e necessidade com obrigação de suportar.
Hoje, alguma coisa mudou dentro de mim.
Cansei de normalizar aquilo que me machuca. Cansei de justificar o injustificável. Cansei de achar que preciso aceitar menos simplesmente porque um dia tive medo de ficar sem nada.
Eu quero mais.
Mais respeito.
Mais tranquilidade.
Mais reciprocidade.
Mais reconhecimento.
Mais dignidade.
E querer isso não faz de mim uma pessoa ingrata.
Às vezes, Deus não está nos ensinando a suportar mais. Talvez esteja nos dando coragem para reconhecer que determinada situação já cumpriu o seu propósito e que é hora de seguir em frente.
Não sei exatamente como será o próximo capítulo. Mas sei que não quero mais escrever minha história aceitando aquilo que, no fundo, já sei que não me faz bem.
Há uma inquietação em mim.
E, pela primeira vez, não quero silenciá-la.
Talvez ela não seja apenas revolta.
Talvez seja a minha consciência dizendo: você merece mais.
Josy Maria 08/08/2026