😍 - your muse notices mine for the first time, and its love at first sight
info: universo alternativo, ainda changshi
tw: assédio sexual (coloquei a parte entre parênteses, então é só pular)
Não são só risos que ouve. Quando deixa a quintanda, qual função principal não passa de disfarce para o galpão com as armas da organização japonesa, ele está cansado e levemente irritado, então ouvir risos o incomoda. Mas, realmente, não são só risos. Ao que se aproxima do beco apertado e escuro, ele ouve sussurros e pedidos. Assusta-se discretamente com o animal que surge correndo e pulando seus sapatos, um rato, e tem a certeza: algo anormal está acontecendo ali. Algo que só o deixaria ainda mais cansado e irritado, certamente. Dongil aperta os últimos dois passos que faltava para poder dobrar a quina do prédio e adentrar o beco. ( O escuro esconde os quatro corpos até certo ponto, mas logo se torna fácil compreender a situação: três contra um, este contra a parede sendo violado. Tiveram o azar de ter Dongil por perto. O homem tem feições suaves e, até, tranquilas quando saca a arma e atira na coxa do que tem as mãos nas vestes de baixo do mais magro de todos. ) Não é só o tiro da bala que quebra no ar, mas os gritos. Dongil prossegue se aproximando. “Carreguem seu amigo para o hospital antes que ele morra.” Diz, simplesmente. Não que se importasse. Logo, ele estica a outra mão para segurar o garoto de fios compridos e roupas abertas pelo alto da cabeça e puxa-lo para mais perto de si. Os xingamentos que brandam para si não o afetam em nada. De perto, Dongil consegue ver que não passam de jovens com seus poucos vintes. Os rostos com mais cor e os trejeitos bambos, mostram que estão bêbados. Felizmente, para a dor de cabeça de Dongil, eles conseguem carregar o que sangra e sairem. O suspiro é irritadiço. Poderia já está comendo da comida de Jihwan, mas deparou-se tendo que lidar com a forma humana que mais o incomoda: adultos só na lei, porque continuam adolescentes. Dongil usa da mão que segura o único outro para virar a cabeça do mesmo e olha-lo. “Ya-” a voz some, como também qualquer outro pensamento. De repente, sua mente vai branco. Dongil parece que congela, talvez porque afunda nos olhos alheios. Definitivamente não é uma garota, como chegou suspeitar por um segundo antes de se aproximar do grupo e ver o peito alheio exposto, mas os traços delicados o fazem parecer tão bonito quanto uma. Não é isso, no entanto, que deixa Dongil sem palavras, mas o conhecimento de que seu coração nunca bateu tão forte e tão alto, como também a sensação de já ter visto aquele garoto. Em algum lugar, em algum tempo - talvez em outra vida. Existe amor à primeira vista? Dongil nunca acreditou. Na verdade, Dongil sequer amou - não aquele tipo amor, pelo menos. Então, não, não dá para saber o quê é aquilo que sente; que o faz deslizar a mão pelos fios alheios ao que a deixa cair ao seu lado. Ele pigarreia. Sentia-se como se tivesse parecido um idiota. “Desculpe. Espero que… Não tenha assustado. Você está bem?” Definitivamente, é um tom de voz que surpreende até ele próprio. Dongil recua um passo e guarda a arma. “Vista-se direito.” Manda. “Onde você mora?” Porque não, não mais o deixará sozinho.









