que pena meu bem, seríamos gigante.
h.
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que pena meu bem, seríamos gigante.
h.
todo mundo fala que quando não se cabe em algum lugar, devemos ir embora
mas ninguém fala da dor de não caber.
do desconforto de querer pertencer mas não conseguir se encaixar.
hipermnesia
e eu,
com essa mania tola
esperando sempre alguma coisa acontecer.
nunca sei o que.
h_
sempre essa falta,
essa dúvida,
esse quase.
hipermnesia
quanto é nada?
quanto é tudo?
quando isso acaba?
h_
o silêncio
enfim
é o fim
.
h.
E eu continuo. Mesmo que as vezes meus passos sejam tortos, mesmo que pelos caminhos que eu ande nem sempre exista placas sinalizando o percurso, mesmo que as vezes eu me perca, mesmo que as vezes eu sinta medo de dar o próximo passo, mesmo que as vezes eu não queira mais caminhar...eu continuo. E continuo sendo grata por cada nascer e pôr do sol que vi, e pelos muitos que ainda verei. Pelas manhãs nubladas e pelos dias nem tão bons assim. Por cada sentimento leve que pousa sobre mim. Por cada afeto revolucionário. Por cada gesto simples que trás a sensação de pertencimento. Por cada palavra sincera que ouço. Por cada pessoa que esbarra meu caminho e compartilha um pouco dele comigo. Eu continuo. E embora o destino final seja o que sempre almejamos, tenho aprendido que a beleza está mesmo é no caminho.
e eu continuo tentando fazer toda essa dor virar ao menos poesia.
hipermnesia