nome: nicholas griffiths
idade: 24 anos
verse: harry potter (golden era)
looking for: m/f
Criado somente pela mãe em uma cidadezinha no interior da Irlanda, Nicholas teve uma infância curiosa. Apesar de pensar que algumas coisas pareciam acontecer com ele e mais nenhuma outra criança ao seu redor, era sociável e muito ativo, além do fato de ser filho único lhe garantir toda a atenção de sua mãe, uma artista plástica independente.
O garoto sempre foi fascinado em observar o trabalho da mãe e era incrível como as ideias dela pareciam fluir diretamente para dentro da mente de Nicholas. É claro que, quando passados os anos da primeira infância, começavam a surgir indícios que era exatamente aquilo que transparecia ao invés de ser uma mera sensação, apesar de ser impossível. Respondia reflexões que sequer haviam sido ditas em voz alta, complementava raciocínios que estiveram confinados apenas na privacidade da mente alheia. Aquilo tudo era uma grande maluquice, certamente.
A surpresa veio aos 11 anos, quando recebeu uma carta de admissão para uma escola para a qual não havia aplicado; na verdade, sequer fazia ideia do que se tratava a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, quem dirá o porquê do nome lhe parecer tanto uma pegadinha. A explicação logo se fez clara, entretanto, juntamente com o novo mundo que se abriu diante de si em seguida, por consequência. Acontece que seu pai, de quem sua mãe só sabia o primeiro nome e nada muito além, era um bruxo, e o responsável pela herança mágica descoberta apenas no final da infância de Nicholas.
Apesar do grande influxo de informações, Nico não se sentiu sobrecarregado ou assustado; na realidade, só conseguia considerar o entusiasmo pelo mundo até então secreto que poderia explorar dali em diante. Além disso, teve pela primeira vez em sua vida a chance de conhecer e conviver com o pai, um homem que se provou uma verdadeira referência. Baltazar Goldstein ficou surpreso com a mera existência do filho, mas a notícia o alegrou de forma estonteante; era um antigo e renomado funcionário do Ministério da Magia e nunca havia se casado, portanto tinha uma lacuna em sua vida alegremente preenchida por Nicholas. Com a descoberta, também veio uma explicação para o que antes parecia virtualmente impossível; embora Baltazar não possuísse o dom e a habilidade já não se manifestasse há algumas gerações, o que Nicholas apresentava era um legado direto dos Goldstein: a legilimência natural, que dispensava encantamentos ou os árduos anos de treinamento necessários para masterizar a habilidade.
Quando foi para Hogwarts, decidiu não contar a ninguém sobre a peculiaridade. Não queria que as pessoas tivessem receio em se aproximar dele, e por isso manteve a legilimência em segredo por toda sua carreira escolar. De certa forma, aquilo fora uma bênção: sem o rótulo e a interferência constante da habilidade, conseguiu concentrar-se em outros interesses, tal como aquele que capta sua atenção até hoje.
Foi selecionado para a Grifinória e, embora tivesse notas decentes em grande parte das disciplinas, seu maior legado era o talento para o quadribol. Ingressou no time de sua Casa logo que possível e não demorou muito para se tornar capitão da equipe, na posição de Artilheiro. Assim que se formou, foi recrutado por um olheiro para o time de base do Puddlemere United e em menos de um ano já estava integrando a equipe principal e jogando na Liga Britânica e Irlandesa de Quadribol. Dois anos depois, tornou-se um dos jogadores mais jovens a ingressar no time nacional da Irlanda, fato que foi comemorado por uma semana inteira em sua casa, visto que o esporte representava um vínculo muito forte entre Nicholas e seu pai, que era funcionário do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos.
O ano de 1994 foi bastante intenso, para o bem e para o mau. No topo de sua carreira, apesar de sua ainda pouca idade, Nico foi campeão da Copa Mundial de Quadribol com a Irlanda. Entretanto, o ataque ao evento por Comensais da Morte marcou o início de uma era de terror que era totalmente desconhecida para os olhos do jovem, principalmente tendo crescido no mundo trouxa, longe dos registros históricos da guerra anterior. Entretanto, ainda que não se lembrasse dos horrores, parecia-lhe intuitivo que o que faziam era terrível, abominável. Portanto, com a crescente dualidade entre os lados dos anos seguintes, era automático em sua cabeça assumir total apoio a Harry Potter.
O momento de maior impacto de sua vida foi o assassinato de seu pai em um confronto de Comensais da Morte no início de 1997. O acontecimento fez com que a vida de Nico desmoronasse, e o principal responsável pelo ódio tremendo que o rapaz tem pelo grupo das trevas. Tomado pela depressão por vários meses após o crime, Nicholas decidiu anunciar sua aposentadoria abrupta e precoce do Quadribol.
Desde então, o jovem se tornou muito mais recluso e parte de seu brilho social parece ter se apagado quase por completo. Não considera outra carreira, até porque o Ministério da Magia e muitas outras áreas estão atualmente tomadas por simpatizantes de Voldemort, onde alguém como ele dificilmente teria espaço (mesmo que não fosse inimigo declarado do grupo). Portanto, hoje vive do dinheiro que conquistou nesses anos como jogador e, ainda que de forma restrita por sua habilidade um tanto limitada, presta algumas ajudas básicas para membros da Ordem e aqueles que também são aliados de Harry Potter, como fabricação de poções simples e oferta de abrigo em sua própria casa.













