Para que tudo isso moço? Porque me faz sentir assim, por que você me faz sentir tão pequena perto de ti? E essa agonia que está no meu peito, essa tortura de te esperar, você me destrói, me quebra, me faz em mil pedaços, mas você é o único que pode me consertar, o único que pode levar minha agonia para longe; mas você não se importa, não se da o luxo de pensar nisso ou simplesmente não sabe dessa minha frustração de não ter você aqui, de te ver feliz longe de mim, de não poder falar tudo o que eu coloco no papel, por não poder e não conseguir, quando tive a oportunidade me faltou palavras, me faltou chão, me faltou você. Por não conseguir falar o que eu sentia, acabei falando demais coisas de menos. Falar o que eu sinto? Mas, o que eu sinto? Falar como se nem mesmo eu sei o que se passa na minha mente relapsa, confusa e inquieta, que não para de inventar historias que nunca irão acontecer. Quem sabe em talvez dez ou quinze anos a gente se esbarre (novamente) por ai, você com esse sorriso encantador, ai você me convida para um café, vamos discutir sobre musica, mais especifico Engenheiros do Hawaii, e como as letras do Humberto só servem para causar nostalgia, ai vamos lembrar aquela nossa conversa, e pela primeira vez eu vou te ouvir, vou me calar e escutar a sua voz, vou sentir a tranqüilidade que ela me proporciona e vou me deixar levar ao passado. Pode ser que iremos ter uma historia, pode ser que não. Pode ser que tenhamos uma amizade apenas. Não! Ou tudo ou nada; não consigo ficar no meio termo. Por quê? Porque eu sei que se eu te ver novamente não irei conseguir me afastar de você, ou te esperar, não mais, já cansei de esperar um sinal seu. Se eu tenho orgulho? Tenho, e muito, mas quando se trata de você eu engulo todo o meu orgulho, mas ca entre nós, você não precisa saber disso, também, você não precisa saber que eu fico imaginando o timbre da sua voz em cada som que eu ouço, e nada consegue me acalmar tanto quanto ela, você não precisa saber que eu procuro seu sorriso em cada pessoa que eu vejo sorrindo para mim na rua, e você também não precisa saber que é você é o motivo da minha insônia, que em todos os meus livros, filmes e musicas há um pouco de você. Você é um problema, e eu soube disso no momento que ti vi. Meu Deus, você não sabe a vergonha que eu estou agora. Eu sei que se você estivesse lendo esse texto você acharia meio dramático ou talvez clichê demais, eu também acho. Nunca me imaginei escrevendo para alguém e muito menos esse alguém sendo você, nunca imaginei que alguém ficaria na minha cabeça desse jeito. Você sabe que eu não consigo colocar rótulos em meus sentimentos e isso me deixa mais confusa do que eu já to, e não sei o que você pensa sobre tudo isso, se eu soubesse, talvez, não iria estar tão confusa assim, talvez eu pudesse estar prestando atenção na aula ao invés de pensar em você. Eu não sabia que eu estava pensando tudo isso, não sou boa com sentimentos, não sou boa para escrever também não. Querido você não sabe a confusão que se encontra em minha vida, por um motivo que eu nem sei se vale a pena perder essa aula de historia sobre a bipolaridade da Guerra Fria. Não sei sobre você, mas eu gosto de usar metáforas, então vou usar uma: Dois pólos, distantes, diferentes, com idéias e pensamentos opostos. Eram aliados, mas por pouca coisa viraram inimigos. Um capitalista: cada um dono de si próprio, buscam o que é melhor para si em primeiro lugar, busca a “independência”. O outro (o pior) o socialista: tenta agradar a todos, depende de um estado manipulador, que tenta ser um pouco de tudo, mas por tentar ser um pouco de tudo acaba sendo um nada completo. Mas a você deve estar si perguntando: “O que isso tem há ver?” Se parar para pensar, somos nós, você é o EUA: aquele superior, dono de si, que ninguém consegue confundir e nem manipulador. Já eu, eu sou a URSS: aquela que no final perde, sem ao menos ter.