Trama: Yun Hee Kwang, ou mais conhecida como Yuri para os acidentais desacostumados com nomes típicos, é neta de um casal coreano que migraram para Seattle em busca de um melhor estilo de vida que levava na Coreia do Sul na época da Guerra das Duas Coreias. A família, que começou praticamente do zero, levou um tempo para se estabelecerem financeiramente, até chegar no ponto de conseguirem investir em um pequeno restaurante de comida coreana. Desde cedo, Yuri aprendeu a se virar sozinha em casa, já que a maioria de sua família trabalhava o dia inteiro no restaurante. Foi nessa época em que seu interesse por alimentos começou a crescer. Ela tinha que cozinhar para si mesma todos os dias, moldando sua relação com a panela, aumentando a curiosidade para o que comia, desvendar os mistérios da cozinha e dos nutrientes. O que fazer para melhorar o cozimento? O que fazer para diminuir resíduos? Como incrementar ainda mais o sabor, sem perder aquele aroma caseiro? Ela estudou avidamente para entrar numa faculdade pública, pois apesar do restaurante ser bem popular, não se sentia muito bem em ter de gastar uma fortuna de mensalidade, se existia a possibilidade de não precisar gastar nada. Além disso, a família quase não viajava, poderiam usar o valor para comprar equipamentos mais avançados e etc. Yuri conseguiu passar(apesar de alguns errinhos no gabarito após um cochilo de cinco minutos na mesa) e houve uma grande comemoração na cozinha. Quatro anos de muito estudo, algumas festas, muita comida (dai o apelido “urso”, pois pensava toda hora no que cozinhariam em aula prática ou comeria no restaurante universitário, sem contar nas cochiladas em aulas, bem naquelas depois do almoço) e muitas pesquisas, graduou-se em Nutrição. Logo após, inscreveu-se numa prova para tentar fazer uma residência em nutrição infantil no hospital de Forks, porém alguns dias antes decidiu que não faria a prova porque não queria sair de Seattle. Quem disse que no dia ela lembrou-se disso? Foi fazer a prova, passou e aceitou a residência. Só depois, quando viu que deveria procurar uma moradia nesse lugar desconhecido, é que lembrou do que tinha falado dias antes da prova. Deu de ombros e continuou em frente. E assim Yuri chegou e estabeleceu em Fork. Conhecia Carlisle só de nome e rosto, porém nunca trocou uma palavra por pura timidez( preferindo tirar dúvidas com os residentes médicos). Aos poucos, começou a ouvir os estranhos rumores sobre “seres das noite e sangue”, “filhos da Lua” e etc. Primeiramente achara que era algum video viral, ou um novo filme ou livro, porém aos poucos percebeu que era algo real e que a maioria da população daquela minúscula cidade estava começando a se preocupar com isso. Os Cullen e os moradores de La Push não estavam com boa fama, pois a desconfiança era plena depois de tantas mortes que ocorreram. Sentia o medo que a população estava tendo, porém muito pouco a afetou esses rumores. E dai que eles são outros seres? Não viviam pacificamente um com outro antes do caos acontecer? Por que incomodá-los agora? Ela não via sentido nesse incômodo. Não era possível uma convivência harmoniosa? Houve uma reunião entre os moradores de Fork e os resultados da discussão não foram nada favoráveis. A moça escutou tudo com certo receio. Simplesmente não concordava com aquilo. Mal eles sabiam que o que estavam fazendo era puramente preconceituoso. Onde está o “temos que respeitar as diferenças”? Achava tudo muito injusto, sem contar que os acusados mal puderam se defender, já que não foram chamados. Entretanto, houve um lado bom também. Não estavam presentes apenas os que os repudiavam, outros os defendiam, tendo ideias semelhantes a dela. Com isso, a esperança irradiou de uma maneira grandiosa. No final, existia dois grandes grupos: os que queriam os extermínios dos seres sobrenaturais, majoritariamente composta por pessoas de 40 anos para cima; e aqueles que os aceitavam, como Yuri, jovens em torno de 30 anos para baixo. Indo embora do salão, a oriental concluiu que, caso estivesse acontecendo uma guerra sobrenatural a qual não estavam sabendo, infelizmente uma outra guerra estava por vir, desta vez entre os próprios humanos. Ela queria ajudá-los! Queria conhecê-los, entender a situação, explicar o que estava ocorrendo em suas costas, descobrir esse mundo novo e caótico.
Fraqueza:É bem frequente que ela as vezes sai da Terra e vai para Lua, sem mais nem menos em qualquer lugar e momento. Por isso que seus conhecidos a acham muito distraída, já que do nada, no meio da conversa, Yuri simplesmente fita o vazio por alguns segundos e depois vira para o seu interlocutor com um ponto de interrogação expressivo no rosto. Ou o fato dela ser muito otimista em relação a vida, o que pode irritar algumas pessoas.