eu com minha bunda tímida nunca sobreviveria ao inverno (eu fico nervosa ao conversar com pessoas pela internet como se elas estivessem na minha frente)
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eu com minha bunda tímida nunca sobreviveria ao inverno (eu fico nervosa ao conversar com pessoas pela internet como se elas estivessem na minha frente)
O mistério de Sara
O que vem a seguir não tem utilidade nenhuma, mas eu me dei conta de que Sara, da igreja Sara Nossa Terra, talvez seja um verbo e não uma mulher.
Hoy @alemardemi me hizo recordar mis seis traducciones de las charlas @ted : Ben Katchor @bkatchor , Scott Mc Cloud @_scott_mccloud , Tim Brown @tceb62 , Amy Tan @theauthoramytan , David Macaulay @authordavidmacaulay y Frans Lanting @franslanting esas #inutilidades que uno a veces hace por puro amor y curiosidad. #tedtranslators #tedtalks (en Las Palmas de Gran Canaria) https://www.instagram.com/p/CjQo9clorRy/?igshid=NGJjMDIxMWI=
"A sociedade nos arrasta para um vortex de inutilidades."
ish1o
Sobre (não) desistir
Você provavelmente sabia que eu era meio louca, né? Afinal, quem em sã consciência atravessa a cidade para encontrar com alguém que só conhece pela internet? É, sinceramente, eu assumo: não sou muito normal mesmo.
Você sabe que sou fresca pra comer. E que sou muito indecisa. E que tenho toc com limpeza, mas depende do local. Eu posso acordar e deixar a cama baguçada o dia todo, mas quando for dormir eu preciso arrumá-la. Eu preciso verificar se as portas estão trancadas, se as luzes estão apagadas, se o cobertor está cobrindo meu pé e não está arrastando no chão. A porta do banheiro não pode estar aberta, nem as janelas, e eu não gosto de escuridão completa. Antes eu gostava, agora não. Meus medos tomaram uma proporção maior do que eu pude controlar. Eu fico nervosa fácil, não tenho saco para algumas coisas, e sinto vontade de chorar de repente. Pode parecer que eu odeio algo pela forma que eu me falo sobre aquilo (p.e. crianças), mas não é assim, eu só não sei me expressar direito.
Eu sou grossa sem querer ser. Quando eu quero, então... Ah, eu uso bastante reticências, ironia e sarcasmo. Ás vezes é difícil concluir um pensamento, então eu acabo deixando ele em aberto, seja na fala ou na escrita. Eu faço piadas quando fico desconfortável, eu sempre tento deixar o clima leve, e tenho muita dificuldade em receber críticas, mesmo as construtivas. Pode parecer algo banal, mas ao ouvir “você poderia ter feito X ao invés de Y”, eu já me sinto uma total incompetente por ter passado tanto tempo indecisa entre X e Y e ter tomado a escolha errada. Já falei que sou muito indecisa né? Você sabe, principalmente quando vamos comer. A gente fica meia hora pra eu escolher entre pizza ou lanche, e quando finalmente escolho lanche, depois me arrependo achando que deveria ter escolhido a pizza (ou vice versa).
Eu sou muito observadora, crítica e sincera quando vou falar algo. Quando acho que algo deve ser dito, digo sem muitos rodeios e diretamente. Isso entra na questão de ser grossa sem querer. Mas eu penso muito antes de falar algo, então se eu falo é porque aquilo já estava rondando minha mente há tempos. Algumas coisas, ainda, falo apenas para o travesseiro, e essas obviamente você nunca saberá quais são. Outras vezes ainda eu prefiro ficar em silêncio do que falar algo que possa me arrepender depois. Mas isso não tem nada a ver com você. Sou apenas eu, sendo eu.
Eu me importo demais com tudo, mas ás vezes, estou sem paciência para me importar com algo. Eu não gosto de conversar sobre assuntos que não tenho uma opinião formada, principalmente com pessoas que são tão seguras sobre o que estão falando. Daí minha cara de bunda e meu silêncio incômodo. Mas não é que eu não goste de conversar sobre qualquer assunto com você. Sou apenas eu, sendo eu.
Hoje eu posso estar super empolgada para ir em uma festa ou para qualquer outro lugar. Mas daqui cinco minutos minha mente criará inúmeros empecilhos e minha vontade de sair vai ser 0. Isso não tem nada a ver com você, nem com ninguém. Sou apenas eu, sendo eu.
Eu vivo em uma constante travessia entre sentir demais e não sentir nada. Geralmente, quando percebo que uma crise de ansiedade se aproxima, prefiro me isolar para que isso não atinja quem estiver ao meu redor. Não pense que quando estou com raiva ou chateada seja por culpa sua. Mesmo eu mesma achando que é, não é não. Sou apenas eu, sendo eu.
Eu posso parecer muito crítica com os outros, mas pode acreditar, sou mil vezes mais comigo mesma. Eu me sinto muito sozinha, sempre. E isso não tem nada a ver com você. Sou apenas eu, sendo eu.
Por que eu estou escrevendo sobre tudo isso agora? Sei lá, só estava pensando nisso. Eu devia ter dito isso tudo antes. Devia ter te alertado que sim, eu não sou uma pessoa fácil.
Mas você me deu liberdade para mostrar esse meu lado. Lado que, sinceramente, eu mesma nunca tinha parado para prestar atenção. Talvez você tenha percebido essas coisas antes que eu.
Por que eu estou escrevendo sobre tudo isso agora? Acho que eu só precisava externalizar isso de alguma forma, e você sabe que eu sou melhor escrevendo do que falando.
Eu me desculpo demais também. Eu me culpo demais, e consequentemente, acabo assumindo culpas que não são minhas e me desculpando por isso. Você disse uma vez que eu não devia pedir desculpas por nada, que são apenas minhas atitudes, e apenas eu sendo eu. Não aceito isso ainda, algumas coisas são na verdade culpa minha e eu preciso me desculpar por elas sim. Mas, de modo geral, estou tentando substituir as desculpas pelo “obrigada”.
Então, na verdade, talvez esse seja mais um agradecimento. Ao invés de me desculpar por ser assim, meio difícil, eu digo “obrigada por ter paciência comigo”. Não me desculparei pelo meu jeito, e por quem eu sou, mas eu digo obrigada, por conhecer esse pior lado de mim e não ter desistido.
Você teve oportunidades, e até motivos talvez, pra ter desistido da gente. Mas você não o fez. E por mais que ás vezes aquele bichinho chamado ansiedade se instale em meus pensamentos e me convença que eu não sou boa o suficiente, que eu não mereço ser amada, que eu vou fracassar em tudo... Tem você que me diz exatamente o contrário.
Por que eu escrevi tudo isso agora?
Ainda não sei, mas estou mais leve e melhor depois de ter escrito isso. Faço isso também, eu prefiro escrever e colocar meus pensamentos aqui todos misturados do que falar sobre eles. Eu também não costumo revisar nem mudar muito o que escrevo, então pode não estar fazendo sentido nenhum pra quem lê. Chama digressão isso, é quando você desvia do assunto que está escrevendo (ou falando), e eu faço muito isso. Na escrita e na fala. Ah, eu também escrevo muito. Agora mesmo parei pra ver o tamanho do texto, e acho melhor encerrar por aqui.
Na realidade, acho que escrevi isso para tentar trazer você pra perto de mim. Além dos agradecimentos, e do aviso tardio de que sim, sua namorada é maluca, é mais um lembrete. De que minha vida sempre foi meio bléh, mas agora eu tenho você aqui. Não gosto da escuridão completa, mas posso suportá-la se você estiver comigo. Eu acabo esquecendo de verificar se a porta foi trancada, porque não quero sair do seu lado e perder esses 10 segundos que poderia estar com você. Mas eu faço você levantar para arrumar o lençol na cama e podermos dormir (sinto muito). Meus medos ainda são enormes, mas você está aqui. E afinal, é só isso que importa.
Bom, não sei se vou te mostrar isso, ou se você vai acabar vendo mesmo, mas se estiver lendo: obrigada novamente por não desistir. Amo você.
Friends and hands
Na aula de Sistemas Operacionais I de hoje, uma garota disse para um amigo dela que estava sentado na fileira da frente simplesmente um “Hey” e estendeu a mão para ele.
Eles ficaram um tempo de mãos dadas. Eu sei que eles não são namorados, apenas amigos. Eu fiquei admirando isso. Foi simplesmente lindo.